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A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA NO ESTUDO DO MEIO

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3 XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia - Aracaju - SE - Brasil, 16 a 20 de maio de 2010 1 A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA NO ESTUDO DO MEIO AMBIENTE Eliane Alves da Silva IBGE-DGC-GDI C.e: sputinick@terra.com.br RESUMO O objetivo principal deste trabalho denominado “A Importância da Cartografia no Estudo do Meio Ambiente” é o de apresentar alguns conceitos e idéias e o relacionamento entre a ciência cartográfica e o meio ambiente nos dias de hoje. A consciência ambiental está presente em t
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   1 A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA NO ESTUDO DO MEIOAMBIENTEEliane Alves da Silva IBGE-DGC-GDI C.e: sputinick@terra.com.br    RESUMO O objetivo principal deste trabalho denominado “A Importância da Cartografia no Estudo do MeioAmbiente” é o de apresentar alguns conceitos e idéias e o relacionamento entre a ciência cartográfica e omeio ambiente nos dias de hoje. A consciência ambiental está presente em todos os segmentos da engenhariaque é a chave do desenvolvimento para uma sociedade sustentável. ABSTRACT The mainly purpose of this paper is to present some concepts and ideas about the relations betweenthe cartography science and environment nowadays. The environment thinking brings together theengineering that is the key of the sustainable society. INTRODUÇÃO A Pesquisadora Eliane Alves da Silvateve sua consciência ambiental despertada quandoera estudante do Curso de Graduação emGeografia, no Instituto de Geociências na UFRJ,onde, aprendeu a estudar a organização do espaçoe planejar e orientar o manejo ambiental o mesmoe também no curso de Graduação em EngenhariaCartográfica, que funcionava no Instituto deGeociências da UERJ, onde descobriu que produtos finais de cartografia e sensoriamentoremoto, eram a base de informações, demapeamento, monitaração e prevenção ambientalde um determinado espaço geográfico. CARTOGRAFIA E MEIOAMBIENTE  No segundo semestre de 1990, a Autorafoi convidada através da Universidade FederalFluminense - UFF, pelo Prof. Dr. Geógrafo Roger Kasperson, da Clark University, em Worcester,nos Estados Unidos para tomar parte de umGrupo de Trabalho da União GeográficaInternacional para Estudar as Zonas Críticas emtermos de Meio Ambiente a Nível Global (Mar deAral, Amazônia, Everglades, Deserto de Gobi,Rio Amarelo, Mar do Norte). Participavam,também deste GT pelo Brasil: Prof. Dr GeógrafoAziz Ab’Saber (USP), Prof. Dr. AntonioChristofoletti (Univ. de Rio Claro), Profa. Maria Novais Pinto (UNB), Prof. Dr.Geógrafo DavidMárcio dos Santos Rodrigues (UFMG/IGA-MG),Prof. Adilson Serrão (EMBRAPA).KASPERSON & HEFFERNAN (1991, 1992,1993).A partir deste convite desenvolveram-seidéias voltadas a questão da importância da XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia - Aracaju - SE - Brasil, 16 a 20 de maio de 2010   3   2cartografia em estudos ambientais, SILVA (1998   a, 1991): “A Cartografia é o grande elo entrequalquer rede de aquisição, tratamento erepresentação de dados, resultando no final detodo o processo de levantamento preciso e de bomefeito visual, que é o mapa destinado ao usuário. A Cartografia Digital, trouxe uma novaestruturação dos dados, ampliando o espectro daciência da computação, da matemática e dacartografia clássica, atraindo outros profissionais, muitos deles, ligados às outrasdisciplinas que concorrem a tecnologia SIG(Sistemas de Informações Geográficas). Considerando a Mentalidade Ecológicaque “varreu” o planeta Terra, às vésperas daConferência das Nações Unidas sobre o MeioAmbiente e Desenvolvimento – CNUMAD/UNCED ou “Rio-92”, realizada, naCidade do Rio de Janeiro, no Brasil, em junho de1992, que não apresentava propostas claras emtermos de cartografia, pelo exame do documento Subsídios Técnicos Para A CNUMAD , publicadoanteriormente, no Diário Oficial da União. AEngenheira Cartógrafa Brasileira do IBGE,SILVA (1991 b) examinou a questão da relaçãoentre a Cartografia e a Ecologia, palavra desrcem grega “oikos ” e concluiu que não poderiahaver mentalidade ecológica sem mentalidadecartográfica. Na ocasião recomendou comosolução para a Amazônia, o mapeamento por radar aerotransportado digital de aberturasintética – SAR, para resolver o vazio cartográficoque existe até hoje na região, no limiar doTerceiro Milênio.Sem mapas precisos e atualizados éimpossível preservar o meio ambiente, paradetectar queimadas, derrubada da floresta,garimpo clandestino, demarcar áreas de preservação ambiental e/ou unidades deconservação ambiental, estimar áreasreflorestadas, mensurar a dimensão de um passivoambiental, fornecer provas técnicas e punir naforma da lei os crimes ambientais, monitorar aagricultura de precisão visando primordialmente omercado interno.A Autora estabeleceu a seguintedefinição para Cartografia: “ Cartografia é ecologia, porque é aciência que permite através de seus métodos,ações técnicas precisas, materializadas na superfície terrestre e por meio de representações gráficas, demarcar, monitorar e proteger osecossistemas e seus respectivos povos. Não podehaver mentalidade ecológica sem mentalidadecartográfica. Esta definição foi apresentadadurante o XV Congresso Brasileiro deCartografia, da Sociedade Brasileira deCartografia, realizado na Universidade de São Paulo – USP, em São Paulo em julho/agosto de1990”. Cartografia é a ciência, arte e atecnologia elaborar cartas e mapas, em meiotradicional ou magnético, a partir de paresestereofotogramétricos (fotografias aéreastridimensionais), ortofotos digitais (representaçãodo terreno através de uma foto retificada),levantamentos geodésicos e de imagens desatélites de alta resolução. Cartografia éecologia. Sem mentalidade e/ou culturacartográfica o estudo das condições ambientaispermanece incompleto. Como monitorardeterminado espaço geográfico se não se temconhecimento de seus limites físicos? A Autoracompareceu aquele evento com passagemaérea do CNPq.  Na medida em que os recursos naturaiscomeçam a apresentar sinais de escassez, como aágua , pelo desmatamento das nascentes dos rios(retirada da mata ciliar), assoreamento de rios,mares e lagoas; extinção algumas espécies deanimais e vegetais, com o desmatamento,queimadas, e crescimento das cidades e/ou avançoda fronteira agrícola e da pecuária (erosão dossolos – voçorocas e ravinas; contaminação dolençol freático por defensivos agrícolas eagrotóxicos, lixões). A Lei Federal de Nº 6.938de 31 de agosto de 1981, que passou aestabelecer a Política Nacional do MeioAmbiente, representou um marco no Brasil. Os climas da terra tem seus rigoresacentuados: estiagens prolongadas, chuvastorrenciais que produzem enchentes e danificamcidades e plantações; verões com temperaturasaltíssimas, invernos rigorosos, nevascas intensas.A neve que existia no topo do Kilimanjaro, jáderreteu-se, mais uma evidência do aquecimentoglobal. Os verões tem sido mais quentes naEuropa. Verifica-se a poluição de rios, lagos,oceanos e mares. Redução da calota polar noÁrtico. XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia - Aracaju - SE - Brasil, 16 a 20 de maio de 2010 3   3Problemas de saneamento básico e faltade infraestrutura urbana para populações de baixarenda, que incham as favelas que avançam sobreas encostas e outras áreas de preservaçãoambiental. Implantação de programas dereciclagem do lixo. Surgimento de programasenergéticos alternativos ao petróleo – álcool decana-de-açúcar, o bio-diesel, gás. Projetos degrande porte, tem sido elaborados, parasolucionar a escassez de água tais como: ATransposição das Águas do Rio São Francisco(NE do Brasil) e A Transposição das Águas doMar Morto (Oriente Médio).O desenvolvimento sustentável daAmazônia, que apresenta problemas sérios dedemarcação de terras indígenas, garimpo, e deimóveis rurais. O estabelecimento do Protocolo deKyoto, a Conferência do Meio Ambiente das Nações Unidas em Bali, em dezembro de 2007, precedida pela Rio +10 em Johannesburgo, naÁfrica do Sul, onde o Brasil compareceu com umadas maiores e mais importantes delegações. ACOP 15, em Kopenhage em 2009, onde apesar dos embates, mostrou uma intensa mobilizaçãointernacional em torno das questões que envolvemo aquecimento global e suas consequências. Estesmega eventos demonstram das preocupaçõesmundiais a nível global e um alerta para muitosgovernantes. A COP 16 terá lugar na Cidade doMéxico em fins de 2010.Situações complexas da sociedade brasileira, tais como: a demarcação da ReservaIndígena de Raposa Serra do Sol em Roraima,Decreto de 14 de abril de 2005, envolvendoquestões entre indígenas, garimpeiros, plantadores de arroz, pelotões de fronteira e a preservação ambiental. O General de ExércitoAugusto Heleno Pereira Ribeiro – CMA tinhamostrado sua preocupação com a tensão na região.O MST – Movimento dos Sem Terra, a reformaagrária, o georreferenciamento dos imóveis rurais,o recadastramento e posterior georreferenciamento de propriedades ondeverificam-se grandes desmatamentos (Pará,Tocantins, e Rondônia).Os inúmeros conflitos pela posse da terrano Brasil que causam mortes, desmatamento semcontrole e intervenção de tropas federais, comoem Tailândia/Pará em fevereiro de 2008. Ainexistência e /ou não cumprimento de Planos -Diretores das Cidades. A recente criação doMinistério das Cidades, bem como o Estatuto dasCidades, representam avanços nas soluções dasdificuldades de gestão dos grandes centrosurbanos brasileiros, na busca de melhor qualidadede vida das pessoas. O IBGE informa que cercade 82% da população brasileira reside nas grandescidades. A noção de Cidades Verdes que foiapresentada durante o WUF – Fórum UrbanoMundial da ONU – Por um futuro urbano melhor,que aconteceu na Zona Portuária do Rio deJaneiro de 22 a 26 de março de 2010, com 13 718 participantes de 150 paísesA detecção e a preservação das águassubterrâneas (Aqüífero Guarani). A doação deágua de Foz do Iguaçu/ Paraná (Brasil) para oParaguai (Ciudad del Leste), bem como os fatosanteriormente citados, são problemas e soluçõesde cartografia, sensoriamento remoto, geodésia,topografia, agrimensura legal, fotointerpretação,geomorfologia, geografia urbana, geografiaregional e geopolítica e que envolvem profissionais da Modalidade Agrimensura   doSistema CONFEA/CREAs    – EngenheirosAgrimensores, Engenheiros Cartógrafos,Geógrafos, Tecnólogos e Técnicos de Geodésiae Topografia e Técnicos de Estradas , bemcomo, Geólogos e Engenheiros Florestais,Engenheiros Agrônomos além dos Arquitetos. ACartografia legitima a posse da terra, por meio deregistro em cartório, quer seja no ambienteurbano ou rural. A carta e o mapa são expressõesmatemáticas do terreno. A geografia é a expressãosócio-econômica e física do espaço geográfico.Durante o I Simpósio de Geografia,Cartografia e Agrimensura do CREA-RJ,  realizado de 09 a 12 de maio de 2005, foramdiscutidos temas relacionados ao meio ambiente :- “Transposição das Águas do Rio São Francisco” – Geógrafo Cláudio Antônio Egler – na época Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ; “Desastres Ambientais” – Prof. Dr. Jorge Xavier da Silva – Professor Emérito da UFRJ e da UFRRJ – Medalha do Mérito do CONFEA/2007 ; “Água,Saneamento e Desenvolvimento”- Prof. Dr. EGeógrafo Flávio Gomes da UFF , “A Geografiaem Minas Gerais” – Geógrafo e Prof. Dr.Geógrafo David Márcio dos Santos Rodrigues – Diretor do Instituto de Geociências Aplicadas deMinas Gerais, o Eng. Cartógrafo Marcus Viniciusda Silva –  “Gerenciamento de Sistemas” – Presidente da GISPLAN e “Georreferenciamento XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia - Aracaju - SE - Brasil, 16 a 20 de maio de 2010 3   4 de Imóveis Rurais na Prática ” – Eng. Agrimensor Jalmiro Sobrinho – Alezi Teodolinni.O referido evento teve o apoio doPresidente do CREA-RJ Eng. Eletricista e deSegurança do Trabalho Reynaldo Barros e foicoordenado pela Engenheira Cartógrafa eGeógrafa Eliane Alves da Silva. Aconteceramtambém, palestras institucionais do ICA, IME,ESIE, UFRRJ e UERJ e uma oficina daWILD/LEICA. Contamos com as presenças dosseguintes Presidentes da SBC, os Engs.Cartógrafos: Claudio Ivanof Lucarevischi,Fernando Araújo Coutinho Amadeo, Camilo JoséMartins Gomes e Nei Erling e Prof. WilliamPaulo Maciel – Presidente da SBG. A cartografia e o sensoriamentoremoto podem e devem ser empregados comoinstrumentos do desenvolvimento sustentável,na construção dos chamados mapas desensibilidade ambiental (onde geodados podemser interfaciados com estatísticas).Infelizmente, nem sempre o poder público estáinteressado em resolver as graves questõesambientais, apresentadas pelos profissionais.Exemplo: o assoreamento da Lagoa Feia (naépoca divisa entre os Municípios de Campos eMacaé no Estado do Rio de Janeiro), que já foia maior lagoa de água doce do Brasil (SILVA,1985; SILVA, 1990).A Dissertação de Mestrado daEngenheira Cartógrafa Eliane Alves da Silva –  “Aplicações do sensoriamento remoto – O Estudo da Microrregião Açucareira de Campos”  defendida na UFRJ/Programa de Pós-Graduação em Geografia, em 05 de dezembrode 1985, por apresentar esta denúncia emostrar a importância da cana-de-açúcarcomo fonte de produção de álcool, combustívelalternativo, considerado limpo, através dapesquisa técnica de 14 conjuntos de imagensdo satélite LANDSAT, cedidas pelo INPE,imagens digitais, de fotografias aéreas doPLANALSUCAR/IAA, executadas peloconsórcio de empresas de aerolevantamentoEsteio/Aerofoto Cruzeiro, Cartas Topográficasdo IBGE, mereceu publicação em O GLOBO,Boletim do Comitê Francês de Cartografia e naRevista Brasileira de Cartografia eparticipação da XV Reunião de Consulta doIPGH/Hotel Copacabana Palace. Já naquelaépoca as imagens se prestavam muito bem aosestudos de biomassa, onde a cana-de-açúcar éum dos cultivos que se sobressaem.Verifica-se com muita satisfação que acana-de-açúcar é o carro chefe dos produtosalternativos de energia de biomassa, osbiocombustíveis. Em 2007, o Presidente dosEUA George W. Bush depois de seguidoselogios ao Programa Brasileiro deBiocombustíveis, inicialmente, no CongressoNorte –americano, declarou que o PresidenteLuiz Inácio Lula da Silva é o Evangelizador doEtanol em sua cruzada pelo mundo. Desdeque chegou ao Brasil com os portugueses acana-de-açúcar tem se reinventado ao longo dahistória do Brasil. Atualmente existem  softwares   poderosos como: SPRING (INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), GRASS GIS (Geographic Resources Analysis Suport System ),  ENVI (Environment for Visualizing Images) e oIDRISI Kilimanjaro, IDL (  Interactive Data Language ) que agregam suporte para satélites,tais como: ENVISAT, SPOT 567, IKONOS,QuickBird, Aster  (Advanced Spaceborne Thermal  Emission Reflection Radiometer) , MODIS, NOAA17 , RADARSAT, CBERS 1234,empregados no acompanhamento de cultivosagrícolas, biomassa, diferentes coberturas vegetaisdo terreno, desmatamento, reflorestamento,detecção de pragas e doenças, análise, gestão e planejamento urbano, delimitação e estudo de bacias hidrográficas, interpretação geológica doterreno, detecção de minerais específicos,avaliação do impacto ambiental causado por manchas de petróleo, ou derramamento de óleo,avaliação do impacto ambiental de tragédiascausadas por, conhecidos em geomorfologia,como, movimentos de massa, enchentes, tsunamis,terremotos, avalanches e incêndios florestais,estudos oceanográficos ou costeiros e atividadesde inteligência de uso militar.A cartografia de precisão, é uminstrumento eficaz, por exemplo: na construçãode grandes obras de engenharia (rodovias,ferrovias, pontes, viadutos, represas), exploraçãode minas e de petróleo, expansão das cidades,com um reduzido impacto ambiental. A Caixa XXIV Congresso Brasileiro de Cartografia - Aracaju - SE - Brasil, 16 a 20 de maio de 2010 3
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