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A importância da logística na distribuição e reutilização de água no Estado de São Paulo Renata Elaine Bassi – FATEC ZL– renataelainebassi@gmail.com Iara de Cássia Dias – FATEC ZL – iara.cassia27@gmail.com Marcos José Correa Bueno – FATEC ZL – macosjcbueno@gmail.com Resumo: A água é um recurso finito, distribuído de maneira desigual que agrava com a concentração populacional em al
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    A importância da logística na distribuição e reutilização de água no Estado de São Paulo Renata Elaine Bassi  –   FATEC ZL  –   renataelainebassi@gmail.com Iara de Cássia Dias  –   FATEC ZL  –   iara.cassia27@gmail.com Marcos José Correa Bueno  –   FATEC ZL  –   macosjcbueno@gmail.com  Resumo: A água é um recurso finito, distribuído de maneira desigual que agrava com a concentração populacional em algumas regiões. Novas operações para gerarem menores impactos ao meio ambiente devem ser utilizadas. Este artigo foca o problema de perdas da água em seu processo de distribuição, a falta de manutenção nas redes, nas adutoras e ligações clandestinas. Cita a importância da logística reversa como solução para a crise hídrica, mostrando como exemplo o Programa Reágua e o Projeto Aquapolo, onde demonstra que o tratamento adequado do esgoto pode transformar em água de reuso,  podendo ser utilizado como uma alternativa para a indústria. Aumentando seu processo de ultrafiltrarão, a água de reuso tem condições de deixá-la própria para o consumo humano, diminuindo a captação de água dos mananciais e aumentando a quantidade de água a ser distribuída. Palavras-chave: Logística Reversa; Modal Dutoviário; Crise Hídrica; Programa Reágua;  Aquapolo.  Abstract  : The water is finite resource, distributed unequally which increases which the  population concentration in some areas. New attitudes to generate lower environmental impacts should be used. This article focuses on the problem of water mains and illegal connections. The article cites the importance of reverse logistics as a solution to the water crisis, showing how the example program Reágua and Aquapolo project, where demonstrates that adequate sewage treatment can change in reuse water can be used as an alternative for the industry. Increasing its ultra-filtration process, the recycled water is able to let it fit for human consumption, reducing water abstraction of water sources and increasing the amount of water to be distributed.   Key Words: Reverse Logistics; Modal Pipilene; Hidro Crisis; Program Reágua; Aquapolo.   1. Introdução A água é um recurso essencial para sobrevivência humana e de muitos outros seres vivos. Encontramos a água em várias partes da natureza: em rios, mananciais, lagos, mares, geleiras e lençóis subterrâneos. De toda essa quantidade, somente 3% é água doce, sendo que 97% do total da água disponível no planeta é salgada.    A apresentação dessa água não é proporcional no mundo, alguns países apresentam uma maior concentração que em outros. Fora esse fator, a distribuição da população no  planeta é desigual, ocasionando a falta desse recurso essencial na vida humana para ser distribuído de maneira uniforme a toda população. O Brasil é um dos países que apresenta uma das maiores reservas naturais de água, apesar de possuir uma concentração desigual para atender toda população. O estado de Amazonas possui mais de 80% dessa água, em contrapartida é a região que apresenta o menor índice populacional do país. Em compensação, o estado de São Paulo apresenta o maior índice populacional e não  possui grande reserva de água para poder abastecer todos os moradores. O que faz que se  busquem cada vez mais longe água para poder suprir a necessidade dos moradores dessa região. Com as mudanças climáticas, o aquecimento global, a habitação irregular em áreas mananciais, o aumento de aglomerado urbano, o uso inconsciente desse recurso, fez com que  principalmente a cidade de São Paulo, passasse por uma grande crise hídrica em 2015. Apesar do Brasil ser banhado toda sua costa pelo oceano Atlântico, a utilização da água oceânica não é potável, o processo de dessalinização consome muita energia e encarece o produto final. 2. Revisão da Bibliografia 2.1. Logística A logística surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, através da estratégia usada para alocação dos soldados, a distribuição de suprimentos para manutenção da guerra, além da alimentação para toda a tropa. Com o passar do tempo, essa estratégia evolui passando as empresas a adotarem no seu processo de desenvolvimento. Segundo a definição do Council of Logistics Management   (1991) logística é o “processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo de armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas desde o ponto de srcem até o ponto de consumo com o objetivo de a tender às necessidades do cliente” (MARTINS e GASPARIN, 2005, p. 23). Segundo CSCMP (apud Bartholomeu, 2011), a logística compreende o gerenciamento do transporte do produto (entrada e saída), coordenação de frotas, armazenagem, manuseio de materiais, acompanhamento de pedidos, desenvolvimento de redes de logística, controle de estoque, planejamento de oferta e demanda e o gerenciamento dos fornecedores. 2.2 Logística Reversa A logística reversa ganha importância econômica, legal, ambiental e de competitividade. É um processo que visa o alcance da sustentabilidade. A logística reversa pode ser identificada como sendo apenas o caminho inverso da logística. De acordo com Mueller (2007, p. 6-7, apud Pereira et. al., 2012, p.14), a logística reversa utiliza os mesmos processos que um planejamento convencional. Ambos tratam de nível de serviço e estoque, armazenagem, transporte, fluxo de materiais e sistema de informação.    O processo da logística reversa é de cunho empresarial a fim de agregar algum tipo de valor ou tentar recuperar o máximo o calor que um produto já utilizado, visando a redução de custos com a busca do lucro (PEREIRA, 2012, p. 152). Muitas empresas trabalham com o conceito de logística reversa, mas nem todas veem esse processo necessário para o bom andamento ou redução de custos, apenas utilizam sem darem importância e nem investem em pesquisas (DONATO, 2008, p. 19). A partir do momento que a logística encerrou seu processo, entregando o bem até seu destino final, começa uma outra fase, denominada logística reserva de pós-venda. Para Leite, P. R. (2008) logística reversa pós-venda são os bens que retornam a cadeia de suprimentos, sendo novamente reintegrados ao ciclo de negócios, retornando por diversos motivos: término da validade, problemas com a qualidade, defeitos, etc. Ainda segundo o autor, a logística reversa pós-consumo surge como descarte de  produtos ou materiais que após sua utilização retornam ao ciclo produtivo de alguma maneira. 2.3. Logística e o meio ambiente A logística reversa deve considerar os impactos do produto sobre o meio ambiente e fazer todo um planejamento do o ciclo do produto, observando o impacto ambiental. Para Donato (2008, p. 20) a logística verde ou ecologística utiliza a logística reversa como ferramenta operacional para diminuir o impacto ambiental. Com uma nova visão da sociedade relacionadas as questões ambientais, verifica-se uma maior sensibilidade ecológica dos consumidores, que pressionam o poder público a sancionar uma nova legislação ambiental e alterar os novos padrões de competitividade de serviços ao cliente o que induz o surgimento da logística reversa (GUARNIERI, 2011, p.46). 2.4. Modal dutoviário Para chegar às torneiras, a água percorre um longo percurso de captação, que compreende a retirada de rios, lagos, represas ou poços para ser enviadas às estações de tratamento e a partir daí, seguirem para sua distribuição. Segundo Ribeiro e Ferreira (2002) a utilização de dutos, compreende o modal dutoviário, destina-se principalmente ao transporte de líquidos e gases em grandes volumes e extensos volumes e materiais. A movimentação é lenta, o que compensa pelo fato do transporte poder operar continuamente todas as horas do dia. O transporte de água através de dutos é denominado adutora. Uma adutora faz parte da rede de abastecimento de água, com objetivo de transportar a água do reservatório até a estação de tratamento ou da estação de tratamento até as residências. As adutoras são construídas e operadas dentro de padrões de segurança internacional, mas estão sujeitos a fatores externos como: erosão, corrosão e podem ocasionar vazamentos (DONATO, 2008, p. 118). 3. Saneamento básico O sistema de abastecimento de água compreende a captação, o tratamento, as redes de distribuição de água, o sistema de coleta e tratamento de esgoto, e a água de reuso. Para Giudice e Mendes (2013 apud TELLES 2013, p.404) captação é a estrutura executada nos corpos d´água para retirar e conduzir uma parte dessa água por meio de um sistema com dispositivos para sua coleta e distribuição para abastecimento, para uso agrícola, doméstico ou industrial.    A agricultura irrigada é a parte que mais devia água da natureza, ela é responsável por 70% do volume total extraído do sistema global de rios, lagos e mananciais subterrâneos. Os 30% restante é destinado a diversos fins como abastecimento da população, atividades industriais, geração de energia e outros (VECCHIATO apud MIGLIORINI et. al., 2015, p. 41). A empresa que realiza o saneamento básico no estado de São Paulo é a SABESP. Ela é responsável pelo fornecimento, coleta e tratamento de esgoto de 364 municípios do Estado de São Paulo. Segundo a Sabesp (2015), em novembro de 2015 possuía 5,1 mil quilômetros de adutoras, 66,3 mil quilômetros de redes de distribuição, 8,3 milhões de ligações cadastradas de água, 236 estações de tratamento com 2.365 reservatórios com capacidade de 2,9 bilhões de litros. As perdas de água são derivadas principalmente dos vazamentos que ocorrem por  pressão nas redes em horários de baixa demanda, por corrosão e/ou redes de distribuição velhas, uso de materiais inadequados ou fora de padrões, além de obras não executadas corretamente. De acordo com o Trata Brasil (2015) o saneamento básico é uma das áreas mais atrasadas em infraestrutura nacional, em 2010 as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas alcançaram na média 37,57%. De acordo com Yoshimoto (2015) a SABESP faz por mês 72.600 reparos de vazamentos. A perda real chega a 42 l/s, que representa o consumo médio de 25.000 pessoas. As principais ações para redução de perdas inevitáveis são o controle da pressão na rede de distribuição; agilidade e qualidade no reparo de vazamentos; troca seletiva de redes e ramais e melhoria da qualidade dos materiais. A perda aparente o faturamento é de R$ 216 mil/mês, valor que poderia ser aplicado em investimentos. As ações para o controle e redução de  perdas aparentes são a melhoria do sistema de macromedição; troca de hidrômetros; combates a fraudes de ligações irregulares e regularização de ligações em áreas invadias. De acordo com Trevizan (2015) o IBNET (  Internation Benchmarking Network for Water and Sanitation Utilities ) fez um levantamento com dados de 2011 e o Brasil ficou a 20º  posição em um ranking com 43 países. Os países que apresentam menor índice de perda estão Austrália (7%) e Estados Unidos (13%). A quantidade desperdiçada inclui perdas com vazamentos em adutoras, redes, ramais, conexões, reservatórios e outras unidades operacionais do sistema. Para reduzir essa perda são necessários investimentos em tubulações resistentes, substituição de redes, prevenção de vazamentos e qualificação profissional. Benefícios para redução das perdas como reduzir custos, além de conseguir abastecer a mesma quantidade de  pessoas com uma quantidade menor de água, com isso reduzindo a captação nos mananciais (ABES, 2013, p. 17-18). Conforme a figura 1, as perdas na distribuição por vazamento se dá em vários pontos do sistema de distribuição: registro defeituoso fazendo que logo no início da distribuição haja vazamento; pode ocorrer vazamentos em dutos trincados ou até perfurados; assim como  problemas nas justas desgastadas pelo tempo podem ocasionar vazamentos; ligações clandestinas, a água é consumida sem que seja computada, causando um grande prejuízo para empresa; ou ainda, problemas com o hidrômetro podem não tornar precisa a leitura de consumo.
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