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A INFLAÇÃO E SEUS EFEITOS NA RENDA DA POPULAÇÃO.pdf

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  SistemaEvolux NR-17 A INFLAÇÃO  U FITO NA RNDA DAPOPULAÇÃO 1 INTRODUÇÃO   A inflação é entendida por muitaspessoas como um aumento geral depreços. A economia de muitos países,de todas as partes do mundo, conviveou já conviveu com períodos de inflaçãoacima do desejado. Em períodos deinflação acima do nível projetado paraum período, ela pode gerar efeitoscolaterais economicamente negativospara os países que enfrentam essasituação.Em economia, entende-se por inflação a expansão monetária da economia de um país,ou seja, o aumento da quantidade de dinheiro em circulação no sistema financeiro, eque, consequentemente, ocasiona um aumento generalizado de preços. As decisõesdas autoridades monetárias dos países influenciam as taxas de inflação; todavia, nãoé só isso que a modifica, pois há diversos outros fatores que transformam ocomportamento da inflação dos países.Ser ão analisados nesse artigo os principais motivos de aumentos inesperados deinflação, bem como o funcionamento do sistema financeiro, para que se entenda comoa economia de um país enfrenta as consequências de taxas indesejadas de inflação eo que as ocasiona.Há diversas abordagens e teorias econômicas sobre inflação, e nesse artigo procurar-se-á compreender a inflação, bem como suas causas e seus efeitos, além da suarelação com desemprego e crescimento ou desaceleração da economia. A principalconsequência a ser analisada é em relação à renda da população, e será dado ummaior enfoque neste aspecto: os efeitos da inflação na renda da população. Além disso, será demonstrado um exemplo de um período de crise inflacionária em umpaís que já passou por um período de hiperinflação: o Brasil.  2 CONCEITOS DE INFLAÇÃO E TAXA DE INFLAÇÃO   Publicado em 16 de setembro de 2012 por Viviane Morais Ribeiro  Dornbusch e Fischer (2006) resumem que a taxa de inflação é a taxa percentual doaumento de preços durante um dado período. Segundo Blanchard (2009), a inflação éuma elevação sustentada do nível geral de preços da economia – conhecido comonível de preços. A taxa de inflação é a taxa à qual o nível de preços aumenta. (Deforma simétrica, deflação é uma queda sustentada do nível de preços, quecorresponde a uma taxa de inflação negativa.)  A preocupação dos economistas com a inflação acontece porque a inflação pura(quando os preços médios e os salários aumentam em igual proporção) dificilmenteacontece. Em períodos de inflação, nem todos os preços e salários sobemproporcionalmente. Geralmente grupos com menos poder aquisitivo, comoaposentados e trabalhadores com baixos salários, perdem o poder de compra com oseu dinheiro que não acompanha a taxa de inflação. Além disso, a inflação geraincerteza, dificultando a tomada de decisões de diversas firmas.Shostak (2011) explica que inflação, como esse termo sempre foi utilizado empraticamente todos os lugares do mundo, significa aumentar a quantidade de dinheiro(cédulas e moedas metálicas) em circulação, bem como a quantidade de depósitosbancários que podem ser utilizados por meio de cheques. Porém, o termo inflação émuito utilizado pelas pessoas para se referirem ao fenômeno que na verdade é umaconsequência inevitável da inflação, ou seja, a elevação dos preços e salários. A taxade inflação é entendida como a representação percentual do aumento de preços.  3 CAUSAS DA INFLAÇÃO   A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais sãoos trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicaçõesque lhe garantam a correção inflacionária e minimizariam os efeitos sobre a sua renda.Dentre as causas da inflação, podem-se citar: a emissão exagerada e descontroladade dinheiro por parte do governo; demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país; aumento nos custos de produção(máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.Dentre as causas macroeconômicas da inflação, Mattos (2011) aponta: excesso de emissão de moeda;escassez de capital;déficit governamental;expectativa inflacionária;aumentos salariais;sistema capitalista;estatização;falta de produtos básicos;especulação dos atacadistas;comércio exterior;poder dos monopólios e oligopólios;taxas de juros;correção monetária;e muitas outras. A dificuldade de se identificar uma única causa é que a economia se comporta comoum organismo vivo, onde tudo se inter-relaciona. Muitos, no entanto, atribuem ao déficitpúblico uma das principais causas da inflação. Para compensar esse déficit, o governo  alimenta a inflação através de:aumento dos impostos;aumento dos preços dos produtos das estatais;rolagem da dívida interna, o que aumenta os juros;atraso nos pagamentos aos fornecedores;emissão primária de moeda;levantamento de empréstimos junto à rede bancária.Shostak (2011) aponta que os culpados preferidos dos surtos inflacionários sãosempre a alta do petróleo causada por tensões no Oriente Médio, eventos climáticoscomo escassez ou excesso de chuvas, as pressões sindicais por maiores salários ouaté mesmo a subida das tarifas aéreas, da energia elétrica e dos fretes.Shostak (2011) argumenta também que um mau entendimento em relação a inflaçãopode causar distorções na hora de definir suas causas. Quando a inflação passa a ser vista como um aumento generalizado nos preços, então qualquer coisa que contribuapara um aumento nos preços é chamada de inflacionária. As fontes da inflaçãodeixam de ser o banco central e o sistema bancário de reservas fracionárias; as fontesda inflação passam a ser qualquer outro fenômeno não relacionado a essasinstituições. O autor defende que, o banco central não pode ser visto como umainstituição que nada tem a ver com a inflação, mas sim, ao contrário, o banco centralpassa a ser visto como um guerreiro contra a inflação. Assim, complementa Shostak (2011), uma queda no desemprego ou um aumento naatividade econômica passam a ser vistos como um potencial detonador inflacionário,devendo ser restringidos pelas políticas do banco central. Alguns outros detonadores,como aumentos nos preços das commodities ou nos salários dos trabalhadores (quenem sempre refletem em um aumento real de sua renda), também passam a ser considerados como ameaças em potencial, devendo portando estar sempre sob ozeloso e atento escrutínio do banco central.O efeito do aumento de dinheiro em circulação na economia, para Shostak (2011), é oseguinte: aumentos na quantidade de dinheiro na economia possibilitam que asprimeiras pessoas que recebem esse dinheiro recém-criado tenham seu poder decompra elevado. Sem que tenham produzido absolutamente nada, elas agora podemadquirir mais bens, gerando uma concorrência desleal com os reais produtores deriqueza da economia, aquelas pessoas que realmente precisam produzir algo parapoderem adquirir outro bem em troca. Essa distorção altera a alocação de recursosna economia, privilegiando os reais beneficiários da inflação da oferta monetária (osprimeiros a receberem o dinheiro recém-criado) em detrimento dos reais geradores deriqueza. É isso, e não o aumento dos preços, que gera a má alocação de recursos naeconomia.Muitas podem ser as causas de inflação. Cabe ao país que enfrenta uma inflaçãodescontrolada conseguir detectar quais são as principais, e agir preventiva eproativamente contra um aumento não desejado, pois as consequências podem afetar negativamente a economia de um país, como será tratado no próximo capítulo.  4 CONSEQUÊNCIAS DA INFLAÇÃO    Uma inflação descontrolada pode ocasionar diversos distúrbios na economia de umdeterminado país. Pode-se citar: perda do poder de compra do dinheiro; aumento dodesemprego; instabilidade da moeda; preços de produtos em colapso; entre diversasoutras disfunções.De acordo com Dornbusch e Fischer (2006), a inflação é impopular, visto que osprodutos que as pessoas estão comprando estão aumentando. A impopularidade dainflação se mantém mesmo se as rendas das pessoas aumentarem proporcionalmenteaos preços. Ela está relacionada a diferentes distúrbios econômicos, como o choquedos preços de petróleo da década de 60. A inflação é responsável por diversas distorções na economia. As principaisdistorções acontecem:na distribuição de renda: os assalariados não têm a mesma capacidade derepassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos,ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste(quando o salário se reajusta, os trabalhadores muitas vezes não ganhamaumento real, pois como os preços sobem de uma maneira geral, a novaremuneração não representa mais poder de compra para os trabalhadores);na balança de pagamentos: inflação interna maior que a externa causaencarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provocaaumento nas importações e redução nas exportações;na formação de expectativas: diante da imprevisibilidade da economia, oempresariado tende a reduzir seus investimentos; no mercado de capitais: causa descontrole na compra e venda de ações, ecausa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens de raiz(terra, imóveis);e na ilusão monetária: interpretação errada da relação de ajuste do salárionominal com o salário real, que gera percepção de maior renda econsequentemente decisões equivocadas; as pessoas, julgando-se mais ricas,demandam mais bens e serviços e, com oferta a pleno emprego, ocasionainflação.Outros efeitos na economia se dão em relação à política econômica e monetária, comum papel muito importante do governo no controle através da determinação da taxa de juros básica da inflação, como será mais bem estudado no capítulo 5.Muitas vezes a inflação é uma decisão política, e altas taxas podem contribuir paraque ocorram trocas de governantes, principalmente em decorrência da retraçãoeconômica e do desemprego. No tópico 4.1 será realizada uma análise da relação dainflação com salários e com o desemprego. 4.1 INFLAÇÃO, SALÁRIOS E DESEMPREGO Em macroeconomia, há diversas equações que relacionam a inflação, o desemprego,o nível de preços, a inflação esperada, os salários (ou renda), entre outras variáveis.Não cabe aqui apresentar essas equações, mas sim as consequências das relaçõesentre os elementos citados.Relacionando desemprego e salários, obtêm-se a relação de que quanto maior a taxade desemprego, menor é o salário. Em relação à taxa de inflação e à taxa de inflaçãoesperada, obtêm-se a relação de que um aumento da inflação esperada leva a umaumento da inflação efetiva.
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