Essays & Theses

A influencia das multinacionais na industrialização do Brasil

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APRESENTAÇÃO A atualidade do tema “empresas multinacionais” dispensa maiores apresentações. Procuramos, ao elaborar o presente trabalho, discorrer de maneira clara e em linguagem simples a dinâmica e importância das multinacionais nos aspectos sociais, políticos e econômicos do Brasil. Procuramos também enfatizar tas pesquisas sobre o comportamento social e trabalhista de empresas multinacionais com atuação no país. Ao divulgar as condições de trabalho nas filiais brasileiras destas emp
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  APRESENTAÇÃO A atualidade do tema “empresas multinacionais” dispensa maioresapresentações. Procuramos, ao elaborar o presente trabalho, discorrer de maneiraclara e em linguagem simples a dinâmica e importância das multinacionais nosaspectos sociais, políticos e econômicos do Brasil. Procuramos também enfatizar taspesquisas sobre o comportamento social e trabalhista de empresas multinacionais comatuação no país. Ao divulgar as condições de trabalho nas filiais brasileiras destasempresas, cumpre importante papel na luta pela inclusão social .  Em linhas gerais, não se pode dizer que exista uma relação direta entreprecarização de direitos e atração das empresas multinacionais. Na maioria dos setoresprodutivos, as empresas multinacionais não vêm para o Brasil com o objetivo de burlar direitos sociais, trabalhistas e ambientais. Mas as exceções ocorrem, sãonumericamente importantes e devem ser combatidas de forma vigorosa.Por outro lado, a mera existência de investimento não assegura o pleno respeitodos direitos. Um entorno institucional bem delimitado, contando com a presença ativade atores sociais, é um dos requisitos para assegurar que as empresas multinacionaispossam “importar” suas práticas sociais e trabalhistas para países como o Brasil.  Neste sentido, torna-se fundamental para o movimento sindical e para o conjuntoda sociedade civil compreender quem são, onde atuam, de onde vêm as multinacionaise qual a posição do Brasil enquanto receptor dos seus investimentos. Somenteconhecendo a sua dinâmica de funcionamento, podemos destrinchar melhor as suasatitudes, as quais variam de forma expressiva dependendo do setor, da srcem docapital e das práticas sindicais utilizadas nos seus respectivos países.  I. INTRODUÇÃO Pode-se questionar a razão de uma pesquisa sobre “empresa multinacional” ( ouinternacional, ou transnacional, ou qualquer outra terminologia); ou mesmo a razão detantas preocupações em torno do assunto nos últimos anos, a ponto de justificar estudos até no âmbito das Nações Unidas. Afinal, empresas que atuam em mais de umpaís não constituem um fenômeno novo; existem pelo menos desde meados do séculoXIX e provavelmente as antigas companhias de comércio do século XVI já poderiam ser considerada “multinacionais”Intrinsecamente, uma empresa multinacional não difere de uma nacional, pelomenos em economias de mercado. Ambas se equivalem em relação a fatores deprodução, produzem bens de consumos serviços, buscam a maximização de seuslucros; enfim, em princípio deveriam comportar-se como se esperaria que qualquer empresa se comportasse. Mas também o comércio internacional não difere do comérciointerno, ou inter-regional; no entanto o estudo teórico do comércio internacional é omais antigo ramo da teoria econômica aplicada, e os primeiros “balanços depagamentos” remontam à Inglaterra de 1356.Desde logo, a empresa multinacional pode ser vista como uma evolução ou uma“variante”, do comércio internacional. Através dela transferem-se fatores de produção,  além de produtos finais e matérias-primas. Com ela a teoria do comércio internacionaltende a incluir, no que concerne ao “lado real” das transações alguns aspectos da teoriaeconômica regional. No que diz respeito aos aspectos monetários, cambiais, e fiscais,contudo permanece a mesma realidade da economia internacional. E, assim, como estao fato de ainda encontrar fronteiras econômicas (e políticas ) nacionais gera umconjunto de aspecto específicos, no que tange à alocação de recursos, localização daprodução e comercialização, divisão de mercados, transferências financeiras ( de ativose rendas), relações cambiais e fiscais, assim como implicações profundas sobre oesquema “tradicionais” de política econômica.É por esse motivo que o debate tem sido tão intenso nos próprios países desrcem das empresas multinacionais (EMN). Além disso, a realidade das empresasmultinacionais também tem forçado economistas e cientistas sociais em geral a ummaior esforço interdisciplinar, visto que na srcem primeira de muitos dos temas ligadosàs EMN estão os conflitos de poder de decisão, cuja natureza é essencialmentepolítica. A empresa multinacional, na medida que se internacionaliza, procura cada vezmais superpor seus próprios objetivos aos dos países que atuam, enfraquecendo asoberania econômica das nações. Se decidem investir em outros países, encontram aoposição de interesses locais que lhes atribuem “custos sociais” ao reduzir ao reduzir oportunidades de empregos, ao onerar o balance de pagamentos com a saída derecursos financeiros, ao reduzir exportações, entre outros. Se remetem lucros e rendas,encontram também oposição a esse “custo” em divisas, que onera o balanço depagamentos e retira da economia recursos escassos que poderiam ser reinvestidos,etc.O fato é que o debate em torno do tema é uma realidade e na pode ser ignoradopelos economistas, assim como tem sido cada vez menos ignorado por políticos,sociólogos, juristas e outro estudiosos. Como um País em desenvolvimento que optoupelo sistema capitalista e cada vez mais engajado na economia internacional, o Brasilnão pode fechar-se à discussão e ao estudo, como conseqüência da imprescindívelconvivência marcante e crescente com essas empresas.

RELATORIO 2704

Aug 16, 2017
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