Engineering

A INFLUÊNCIA DO COOPERATIVISMO NA ESTRUTURA AGRÁRIA DA REGIÃO SUDOESTE DO PARANÁ

Description
A INFLUÊNCIA DO COOPERATIVISMO NA ESTRUTURA AGRÁRIA DA REGIÃO SUDOESTE DO PARANÁ TIAGO ARCANJO ORBEN Introdução Este artigo procura apresentar através da metodologia oral o que é entendido como agricultura
Categories
Published
of 15
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
A INFLUÊNCIA DO COOPERATIVISMO NA ESTRUTURA AGRÁRIA DA REGIÃO SUDOESTE DO PARANÁ TIAGO ARCANJO ORBEN Introdução Este artigo procura apresentar através da metodologia oral o que é entendido como agricultura familiar na região sudoeste do Paraná, para tanto, toma como referência a influência das cooperativas agrícolas e de crédito junto a esta denominação. Desta maneira, o trabalho expõe uma entrevista realizada com Elton Luiz Johann, gerente do entreposto Verê da Coasul Cooperativa Agroindustrial. Assim, salienta a presença das cooperativas agrícolas e de crédito no sudoeste paranaense, com atenção especial a Coasul, maior cooperativa agrícola deste espaço. Inicialmente é dada atenção a uma breve discussão teórica conceitual, que abrange o conceito de memória, visto enquanto matéria prima ao pesquisador social que trabalha com a metodologia oral, como também interrogando este método de pesquisa. Ou seja, observar os modelos de narrativa, a subjetividade, a construção do depoimento de uma forma ampla, tanto a partir da definição conceitual de memória, como junto as diferentes peculiaridades desta metodologia. Também ganha evidência no desenvolver do trabalho a definição de agricultura familiar. É sobre esta caracterização, que também podemos chamar de conceito, que está alinhada boa parte da organização agrícola da região estudada. Assim, torna-se tarefa primordial apresentar como este conceito ganha destaque enquanto política pública junto ao governo federal, ao mesmo tempo, em que se analisa o reflexo destas relações à realidade do sudoeste paranaense. Tem-se assim um exame de como se elaboram políticas públicas entendidas como de agricultura familiar e como esses processos refletem na organização do espaço estudado. Doutorando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História PPGH da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul-PUC-RS. Bolsista Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Orientador Prof. Dr. Luis Carlos dos Passos Martins. Por detrás destas questões está a organização da região de uma forma ampla, a qual é objeto de estudo no projeto de doutorado que sustenta esse trabalho. No mesmo, se tem a agricultura e a estrutura fundiária da região como objeto de estudo, questionando assim, a 3 atribuição de pequenas propriedades que este espaço ganha como fruto de um movimento social ocorrido no ano de 1957, conhecido como Revolta dos colonos ou posseiros. 1 Alinhado a esta trama o artigo é um dos primeiros resultados das pesquisas realizadas neste espaço, isto é, observou-se a significativa presença e influência de cooperativas agrícolas e de crédito na organização e regulação da estrutura agrária da região, o que permitiu ao pesquisador repensar a caracterização de pequenas propriedades e agricultura familiar a partir de políticas públicas apresentadas à conjuntura contemporânea. História oral e memória Trabalhar com a metodologia oral expõe inúmeras potencialidades que se consideradas adequadamente ampliam o campo de investigação do pesquisador social. Neste sentido, esta metodologia mostrar-se como aquela que permite empreender as vivências de indivíduos e valorizar o trabalho do historiador a partir de um material que até pouco tempo não estava entre os mais utilizados pelos pesquisadores. Além disso, a história oral junto à oralidade aproxima-se de um aspecto central dos seres humanos, o processo de comunicação, o desenvolvimento da linguagem, que se apresentam junto ao desenvolvimento de uma importante parte da cultura e da esfera simbólica humana (LOZANO, 1998: 15). Esses aspectos demonstram de que maneira a oralidade é um espaço de dinamismo e criação, diferentes modos de transmissão, que baseiam aspectos gerais, de uma cultura ou de espaço simbólico humano. Assim, se abordarmos a utilização da metodologia oral junto ao trabalho do pesquisador social ou neste caso do historiador, pode-se considerar que a oralidade proporciona ao pesquisador uma significativa aproximação com seu objeto de pesquisa, não que a utilização de fontes como, por exemplo, documentais ou fotográficas, não apresentem esta aproximação. Mas ao privilegiar a oralidade através da metodologia de história oral trazemos para junto de nós os sujeitos do processo, os protagonistas de suas trajetórias e desta maneira uma significativa aproximação, por vezes afetiva, de nosso objeto de pesquisa. Um trabalho que expõe um interessante balanço sobre a utilização desta metodologia é o de Jorge Eduardo Aceves Lozano, que em Prática e estilos de pesquisa na história oral contemporânea enfatiza o que pode se considerar desafios a esta metodologia. Assim, a escolha deste texto demonstra a que pé estávamos quando da sua produção e aonde chegamos 1 Alguns aspectos deste Levante podem ser observados em minha Dissertação de Mestrado em História: ORBEN, Tiago Arcanjo. A Revolta dos Colonos de 1957, interpretações, apropriações e memórias. Porto Alegre: Dissertação Mestrado em História, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul-PUC/RS, 2014. 4 recentemente, no que diz respeito a produção e utilização de depoimentos orais na produção do conhecimento histórico. Inicialmente indica algumas considerações sobre o interesse da história em relação à oralidade e de que forma a história oral se constitui enquanto uma metodologia e não uma técnica: A história interessou-se pela oralidade na medida em que ela permite obter e desenvolver conhecimentos novos e fundamentar análises históricas com base na criação de fontes inéditas ou novas. Por que podemos ver na história oral um método e não somente uma simples técnica? Essa é uma pergunta persistente, que demanda uma série de reflexões e enfoques para compreender sua prática, assim como as variantes e os estilos que se manifestam (LOZANO, 1998: 16). Evidentemente o interesse do historiador não é apenas fundamentar análises históricas com base em fontes inéditas ou novas, esse trabalho é feito sempre que se analisa uma fonte, seja ela documental ou oral. Contudo, a grande questão é que, com a utilização da oralidade ou dos depoimentos orais, torna-se possível ampliar a gama de fontes que podem ser utilizadas pelo pesquisador, ou seja, não nos limitamos apenas ao documento impresso que comumente foi a matéria prima do historiador. Passamos a abranger as vivências tanto no sentido singular, como coletivo, o que a coloca para além da decisão técnica, assim, [...] não é a depuração técnica da entrevista gravada; nem pretende exclusivamente formar arquivos orais; tampouco é apenas um roteiro para o processo detalhado e preciso de transcrição da oralidade; nem abandona a análise á iniciativa dos historiadores do futuro (LOZANO, 1998: 16). A metodologia oral mostra-se assim enquanto uma fonte ao mesmo nível que tantas outras que são oferecidas ao pesquisador. Os itens elencados acima aparecem enquanto procedimentos desenvolvidos como consequência da sua utilização, isso acontece na consequente formação de arquivos orais, na especialização e constante rediscussão de formas de transcrição e nos usos de tecnologia, cada vez mais avançada, tanto na produção da entrevista, como na transcrição. Contudo, é necessário considerar que Lozano escreve quando esta metodologia não tinha as raízes que tem hoje, recentemente já se esta discutindo os modos de se gerir os arquivos orais, a necessidade de armazenar estas fontes, as formas como estes dados, tão voláteis são armazenados, em um contexto de constante perda de dados. Isto é, já temos uma conjuntura de afirmação, de uma metodologia reconhecida no meio acadêmico, entretanto, encaramos novos problemas no uso de tecnologias cada vez mais renovadas, de ética, de autoria e é claro de arquivos cada vez maiores, nos quais, por vezes se armazena sem pensar na evolução tecnológica e na utilização deste material na posteridade. 5 A fonte oral ganhou muito terreno desde as considerações de Lozano, já é uma unanimidade no campo acadêmico científico, com procedimentos seguros e constantemente revisitados, com aportes teóricos e principalmente com um significativo reconhecimento enquanto prática de pesquisa. Desta maneira o fazer história oral significa, portanto, produzir conhecimentos históricos, científicos, e não simplesmente fazer um relato ordenado da vida e da experiência dos outros (LOZANO, 1998: 17). Esta análise nos permite observar a utilização das fontes orais enquanto metodologia ao historiador, entretanto, não se trata apenas de, após realizada a entrevista e feita a transcrição, selecionar determinado trecho e contexto e aplicarmos no texto. É necessário levarmos em consideração algumas peculiaridades que nos batem a porta quando da utilização da história oral, uma delas, e talvez a mais importante, é a questão da memória. Dizemos questão da memória, pois não se trata apenas de determinada memória, como aquela que é recordada pelo entrevistado em determinado momento do depoimento, diz-se memória, pois ela envolve todo um conjunto de interesses que envolvem tanto questões psíquicas, como questões culturais de pertencimento e identidade. A partir desta conjuntura e com uma significativa preocupação em relação à metodologia oral junto à memória, apresentamos Alessandro Portelli, que possui inúmeros trabalhos, nos quais, sua principal preocupação é a metodologia oral e a utilização do conceito de memória. Um deles que utilizamos com alguma frequência é: O massacre de Civitella Val di Chiana (Toscana, 29 de junho de 1944): mito e política, luto e senso comum. Neste artigo, Portelli tece comentários acerca das diferentes construções e memórias do massacre ocorrido na cidade de Civitella Val di Chiana, no qual, tropas alemãs executaram 115 homens em retaliação ao assassinato de três soldados alemães por membros da resistência em Civitella (PORTELLI, 1998: 103). È sobre esse massacre que Portelli faz suas considerações, pondera assim, as memórias que entram em disputa, tanto em depoimentos de sobreviventes, quanto em comemorações públicas. Esse cenário gera uma memória dividida: [...] por um lado, uma memória oficial, que comemora o massacre como um episódio da Resistência e compara as vítimas a mártires da liberdade; e, por outro lado, uma memória criada e preservada pelos sobreviventes, viúvas e filhos, focada quase que exclusivamente no seu luto, nas perdas pessoais e coletivas (PORTELLI, 1998: 105). Evidencia-se que concorrem diferentes memórias acerca do ocorrido, são distintas entidades que se acham autorizadas a narrar o ocorrido, cada qual, colocada em seu devido espaço reivindica a memória que considera mais apropriada junto ao que lhe é apresentado. 6 Assim, a oficial voltada para a comemoração e a resistência, procura tratar os sujeitos enquanto mártires, já a dos sobreviventes, viúvas e filhos voltasse para o luto, em uma memória elaborada a partir do vivido e em constante reelaboração junto as celebrações. Portelli procura apurar com mais cuidado estas diferentes narrativas e interpreta-las: Como tentarei demonstrar, na verdade, quando falamos numa memória dividida, não se deve pensar apenas num conflito entre a memória comunitária pura e espontânea e aquela oficial e ideológica, de forma que, uma vez desmontada esta última, se possa implicitamente assumir a autenticidade não-medida da primeira. Na verdade, estamos lidando com uma multiplicidade de memórias fragmentadas e internamente divididas. Todas, de uma forma ou de outra, ideológica e culturalmente mediadas (PORTELLI, 1998: 106). A análise de Portelli é precisa e demonstra como devem ser consideradas estas memórias. Indica assim que o deslegitimar da oficial não significa necessariamente a afirmação da memória comunitária, ao contrário do que se pensa, salienta que não são somente estas memórias que estão em disputa, mas sim, uma multiplicidade de memórias fragmentadas. Neste caso, pode se perceber o encaminhar de alguns discursos como pertencentes à memória comunitária ou a oficial comemorativa, entretanto, a elaboração dos mesmos ocorre a partir de lugares distintos junto a distintas vivências. É neste ponto que a memória coletiva e individual mostra-se novamente, se tem diferentes elaborações acima de uma ou de distintas memórias coletivas. Ao mesmo tempo, a individualidade é que constitui essas memórias fragmentadas, pautadas, tanto no coletivo, como no individual. Junto a esse exemplo é possível notar como ao trabalhar com a metodologia oral esses diferentes discursos individuais ou coletivos se tornam latentes. Portelli nos apresenta uma multiplicidade de interpretações e formas de se perceber a memória e demonstra que, quanto mais tentamos esmiuçar as memórias ou interpreta-las acima de um determinado evento, mais interpretável ela se torna e ganha novos contornos e narrativas. Mostra assim que, especialmente quando se tratam de memórias traumáticas ou mesmo memórias que são constantemente revisitadas, esse constante retorno abre flanco para a elaboração de inúmeras narrativas interpretativas que constantemente é moldada e sofre a influência de diferentes grupos que a reivindicam direta ou indiretamente. Cada qual irá buscar o que lhe for conveniente ou de interesse. Os exemplos estudados neste trabalho não procuram uma memória comum ou pelo menos não se tem como ponto de partida um evento traumático, como no exemplo de Portelli. Mas sim, observa como diferentes sujeitos comportam-se frente às dinâmicas diversas que são apresentadas em suas vivências enquanto agricultores ou ex-agricultores. Todavia isso não significa que diferentes memórias não possam concernir ou constituir seus depoimentos, a 7 elaboração da narrativa se dá tanto no exemplo de Portelli, como no caso aqui estudado, junto as diferentes construções da realidade que os cerca. Evidentemente que em Civitella Val di Chiana se tem uma memória muito mais efervescente, o que não significa que ambas as construções não sejam elaboradas a partir de diferentes memórias e lugares. O constituir da memória, a utilidade ou não de apresentar determinada memória não acontece de forma espontânea em todos os temas abordados, é necessário para elaboração da narrativa o exame do vivido e a interpretação junto ao enredo que esta sendo exposto ao entrevistado. Esses elementos podem ser considerados ao lado do que Portelli nos sugere em relação ao campo da história oral junto às categorias de fatos e representações : Representações e fatos não existem em esferas isoladas. As representações se utilizam dos fatos e alegam que são fatos; os fatos são reconhecidos e organizados de acordo com as representações; tanto fatos quanto representações convergem na subjetividade dos seres humanos e são envoltos em sua linguagem. Talvez essa interação seja o campo específico da história oral, que é contabilizada como história com fatos reconstruídos, mas também aprende, em sua prática de trabalho de campo dialógico e na confrontação crítica com a alteridade dos narradores, a entender representações (PORTELLI, 1998: 111). Portelli elabora essas ponderações a partir da distinção apresentada a historiadores e antropólogos em torno destas categorias. Tomemos inicialmente a consideração de que representações e fatos não existem em esferas isoladas, a maneira particular que podemos perceber estas categorias demonstra que as mesmas compartilham de espaços que se entrecruzam no seu constituir, o que resulta na subjetividade dos seres humanos envoltos em sua linguagem. Para Portelli talvez esse seja o campo da história oral, entender fatos reconstruídos colocando-os ao lado da confrontação crítica dos narradores, ou seja, compreender estes fatos envoltos as representações que são constantemente elaboradas sobre os mesmos. Esse desafio é constantemente colocado a quem trabalha com a metodologia oral, as representações constituídas acerca da região sudoeste do Paraná como herdeira de uma estrutura agrária de pequenas propriedades, conduz o entrevistado a um direcionamento sempre que se toca no tema que envolve a estrutura agrária deste espaço. Neste momento, a construção do depoimento acontece não só alinhada ao conhecimento e vivência que o indivíduo tem sobre este espaço, mas também, a partir das construções e constantes reelaborações que lhe são apresentadas. O próprio ato de indicar o indivíduo enquanto porta-voz de um tema, que envolve a agricultura e a estrutura agrária da região faz com que sua memória direcione e retorne ao que é comumente atribuído a aquele espaço, assim, as categorias que mais ganham espaço na 8 sociedade ou as representações mais difundidas e bem aceitas são alinhadas em seu depoimento, em um claro entrelaçar entre fatos e representações selecionados pela memória. Quando indicamos essas considerações, evidentemente não se deve crer em senso comum, ao considerar que nem todos os depoentes constroem suas narrativas junto aos modelos que lhe são apresentados e mais bem aceitos pela sociedade. O existir de uma memória comum, não significa que ela não possa ser fragmentada e internamente dividida, alinham-se diferentes estruturas narrativas que podem proporcionar diferentes interpretações sobre a caracterização de pequenas propriedades, rupturas ou permanências. Elementos quais permitem apreender a singularidade do depoimento constituído a partir da individualidade, mesmo que tenha enquanto referência uma memória coletiva que a alimente ou contraponha. A agricultura familiar no sudoeste paranaense e a influência do cooperativismo A partir desta contextualização, na sequência o trabalho procura pensar a conjuntura agrícola recente da região sudoeste do Paraná, ao observar que estruturas guiam a agricultura atual neste espaço. Ao passo em que é possível ao leitor observar a realidade da agricultura brasileira junto a um estudo de caso O cenário que se privilegia adiante advém da análise de uma entrevista feita com o senhor Elton Luiz Johann, gerente do entreposto Verê da Cooperativa Coasul. Entretanto, é preciso destacar que apesar da significativa presença da Coasul na regulação da produção agrícola da região, não significa que este espaço geográfico não tenha algumas peculiaridades em relação a organização da agricultura no cenário nacional. Levantamentos recentes indicam que, de maneira geral a agricultura familiar brasileira enfrenta dificuldades, alinhadas principalmente as políticas públicas que são elaboradas para o modelo de produção familiar, mas que não privilegiam esta estrutura (GONÇALVES NETO; REIS, 2014: 92). No contexto contemporâneo a agricultura familiar brasileira possui uma lei que a regulamenta, trata-se da Lei /2006 que estabelece os conceitos, princípios e instrumentos destinados à formulação das políticas públicas direcionadas à Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais (PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 2015). Que determina em seu artigo 3º as seguintes prerrogativas: I não detenha a qualquer título, área superior a quatro módulos fiscais; II utilize mão-de-obra predominantemente da própria família em suas atividades econômicas; III tenha percentual mínimo originado das atividades de seu estabelecimento; e IV dirija o estabelecimento com sua família, com auxílio eventual de terceiros (GONÇALVES NETO; REIS, 2014: 90). 9 Gonçalves Neto e Reis sinalizam que o mais significativo neste artigo é o que determina o item IV, o qual estabelece que a agricultura familiar se caracterize como estabelecimento que seja dirigido pela família e com o auxilio eventual de terceiros. Essas prerrogativas trazem para junto da agricultura familiar alguns benefícios para que teoricamente se valorize a produção, seus meios e os sujeitos nela envolvidos. Neste cenário, é apresentada à agricultura familiar que está alinhada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário uma nova lei para a valorização da produção, a Lei de 2009 determina que 30% da alimentação escolar sejam da agricultura familiar. O que também pode se evidenciar no programa Mais Alimentos dentro da linha Pronaf e Pronafinho voltada exclusivamente para
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks