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A informática na educação.docx

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Envie esta página TECNOLOGIA Avaliação de Software Educativo: Reflexões para uma Análise Criteriosa Fábia Magali Santos Uma das tarefas do multiplicador do Núcleo de Tecnologia Educacional do PROINFO - MEC é avaliar crítica e criteriosamente os softwares de uso educacional, pois são eles que determinam as possibilidades de uso dos computad
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  Envie estapágina TECNOLOGIAAvaliação de Software Educativo: Reflexões ara u!a A #liseCriteriosa Fábia Magali Santos Uma das tarefas do multiplicador do Núcleo de Tecnologia Educacional do PRONFO ! ME # avaliar cr$tica e criteriosamente os soft%ares de uso educacional& pois s'o eles (ue determinam as possibilidades de uso dos computadores na educa)'o* Para iniciar uma discuss'o sobre os crit#rios para uma avalia)'o de soft%ares educativos torna!se necessária uma refle+'o sobre o papel do computador nas escolas& a influ,ncia do mesmo no processo de aprendi-agem dos alunos e uma conte+tuali-a)'o do conceito de avalia)'o do ponto de vista construtivista*N'o .á dúvida de (ue as inten)/es do Minist#rio da Educa)'o em e(uipar asescolas com computadores come)a a contagiar as escolas desde a rede particular 0 pública e do ensino infantil ao ensino superior* 1 indiscut$vel o poder de fascina)'o das má(uinas sobre alunos e professores* Mas& sob o ,+tase da utili-a)'o dessa poderosa ferramenta& os professores devem estaratentos no sentido de garantir (ue o computador se2a usado de uma forma responsável e com potencialidades pedag3gicas verdadeiras& n'o sendo utili-ado apenas como má(uinas com programas divertidos e agradáveis*Uma ideia muito defendida& em rela)'o ao papel do computador na educa)'o& # (ue o computador facilita o processo ensino! aprendi-agem* Essa ideia está ligada 0 generali-a)'o do fato de (ue o computador entrou na vida do .omem para facilitar& como e+emplos& a cria)'o dos eletrodom#sticos automati-ados e dos bancos 45 .oras* Outra ideia # o uso do   computador como dispositivo para ser programado* Nesse sentido ele complica a vida do aprendi- ao inv#s de facilitar& pois o aprendi- tem (ue descrever para o computador& atrav#s de uma linguagem de programa)'o& todos os passos para a resolu)'o de um problema& e& se os resultados n'o corresponderem ao dese2ado& o aluno tem (ue ad(uirir informa)/es necessárias& incorporá!las ao programa e repetir a opera)'o*  Portanto& o uso do computador na educa)'o tem como ob2etivo promover a aprendi-agem dos alunos e a2udar na constru)'o do processo de conceitua)'o e no desenvolvimento de .abilidades importantes para (ue eleparticipe da sociedade do con.ecimento e n'o simplesmente facilitar o seu processo de aprendi-agem*Para 6alente& o principal ob2etivo da escola compat$vel com a sociedade do con.ecimento # criar ambientes de aprendi-agens (ue propiciem a e+peri,ncia do 7empo%erment7 8oportunidade dada 0s pessoas para compreenderem o (ue fa-em e perceberem (ue s'o capa-es de produ-ir algo (ue era considerado imposs$vel9& pois as e+peri,ncias comprovam (ue em um ambiente rico& desafiador e estimulador& (ual(uer indiv$duo será capa- de aprender algo sobre alguma coisa*:pesar do termo avaliar possuir inúmeros significados& na e+press'o 7avalia)'o de soft%ares educativos7& avaliar significa analisar como um soft%are pode ter um uso educacional& como ele pode a2udar o aprendi- a construir seu con.ecimento e a modificar sua compreens'o de mundo elevando sua capacidade de participar da realidade (ue está vivendo* Nesta perspectiva& uma avalia)'o bem criteriosa pode contribuir para apontar para(ue tipo de proposta pedag3gica o soft%are em (uest'o poderá ser mel.or aproveitado*Tomando por base essas considera)/es& a seguir ser'o tecidos alguns comentários sobre aspectos importantes & (ue podem contribuir para uma análise criteriosa de soft%ares educativos*  I. Base Pedagógica de um software educativo : primeira tarefa do professor (ue se prop/e a analisar um soft%are educativo # identificar a concep)'o te3rica de aprendi-agem (ue o orienta& pois um soft%are para ser educativo deve ser pensado segundo uma teoria sobre como o su2eito aprende& como ele se apropria e constr3i seu con.ecimento*Numa perspectiva construtivista& a aprendi-agem ocorre (uando a informa)'o # processada pelos es(uemas mentais e agregadas a esses es(uemas* :ssim& o con.ecimento constru$do vai sendo incorporado aos es(uemas mentais (ue s'o colocados para funcionar diante de situa)/es desafiadoras e problemati-adoras*Piaget aborda a intelig,ncia como algo din;mico& decorrente da constru)'o de estruturas de con.ecimento (ue& 0 medida (ue v'o sendo constru$das& v'o se alo2ando no c#rebro* : intelig,ncia& portanto& n'o aumenta por acr#scimo& e sim& por reorgani-a)'o*Essa constru)'o tem a base biol3gica& mas vai se dando 0 medida em (ue ocorre a intera)'o& troca rec$procas de a)'o com o ob2eto do con.ecimento&  onde a a)'o intelectual sobre esse ob2eto refere!se a retirar dele (ualidades(ue a a)'o e a coordena)'o das a)/es do su2eito colocaram neles* O con.ecimento l3gico ! matemático prov#m da abstra)'o sobre a pr3pria a)'o*Os fatores de desenvolvimento& segundo Piaget& s'o a matura)'o biol3gica& a e+peri,ncia f$sica com ob2etos& a transmiss'o social 8 informa)'o (ue o adulto passa 0 crian)a9 e a e(uilibra)'o*: e(uilibra)'o contrabalan)a os tr,s primeiros fatores& ou se2a& e(uilibra uma nova descoberta com todo o con.ecimento at# ent'o constru$do pelo su2eito* Os mecanismos de e(uil$brio s'o a :SSM<:='O e a : OMO>:='O*Todas as ideias tendem a ser assimiladas 0s possibilidades de entendimentoat# ent'o constru$das pelo su2eito* Se ele 2á possui as estruturas necessárias& a aprendi-agem tem o significado real a (ue se prop?s* Se& ao contrário& ele n'o possui essa estruturas& a assimila)'o resulta no ERRO ONSTRUT6O* >iante disso& .avendo o desafio& o su2eito fa- um esfor)o contrário ao da assimila)'o* Ele modifica suas .ip3teses e concep)/es anteriores a2ustando!as 0s e+peri,ncias impostas pela novidade (ue n'o foi pass$vel de assimila)'o* 1 o (ue Piaget c.ama de : OMO>:='O@ o su2eito age no sentido de transformar!se em fun)'o das resist,ncias impostas pelo ob2eto*O dese(uil$brio& portanto& # fundamental para (ue .a2a a fal.a& a fim de (ueo su2eito sinta a necessidade de buscar o ree(uilibro& o (ue se dará a partir da a)'o intelectual desencadeada diante do obstáculo@ : :ASTR:='O REF<EB6:* 1 na abstra)'o refle+iva (ue se dá a constru)'o do con.ecimento l3gico ! matemático 8intelig,ncia9& resultando num e(uil$brio superior e na conse(uente satisfa)'o da necessidade*>uffC e Donassem 89 sugere (ue para aprender significativamente& os indiv$duos t,m (ue trabal.ar com problemas realistas em conte+tos realistas* >evem ser e+plorados problemas (ue apresentem múltiplos pontos de vistas& para (ue o aprendi- construa cadeias de ideias relacionadas* >essa forma o aprendi- deve enga2ar!se na constru)'o de umproduto significativo relacionado com sua realidade* 1 o (ue 6alente denomina de 7construcionismo conte+tuali-ado7*: no)'o de 7erro7 # relativi-ada na teoria construtivista* Nela o erro # uma importante fonte de aprendi-agem& o aprendi- deve sempre (uestionar!se sobre as conse(u,ncias de suas atitudes e a partir de seus erros ou acertos ir construindo seus conceitos& ao inv#s de servir apenas para verificar o (uanto do (ue foi repassado para o aluno foi realmente assimilado& como # comum nas práticas empiristas* Portanto& um soft%are educativo (ue se prop/e a ser construtivista deve propiciar 0 crian)a a c.ance de aprender com seus pr3prios erros*  O simples fato de um soft%are possuir sons e anima)/es n'o s'o indicativospara (ue o mesmo se2a classificado como construtivista*>o ponto de vista do Ae.aviorismo 8comportamentalismo9& aprender significa e+ibir comportamento apropriadoG o ob2etivo da educa)'o nessa perspectiva # treinar os estudantes a e+ibirem um determinado comportamento& por isso usam o refor)o positivo para o comportamento dese2ado e o negativo para o indese2ado* : instru)'o programada # uma ferramenta de trabal.o nessa lin.a de a)'o e aplica os princ$pios de SHiner para o desenvolvimento do comportamento .umano@ apresentam a informa)'o em se)/es breves& testam o estudante ap3s cada se)'o& apresentam feedbacH imediato para as respostas dos estudantes*Os princ$pios do Ae.aviorismo baseiam!se em 7 ondicionadores Operantes7&(ue t,m a finalidade de refor)ar o comportamento e controlá!lo e+ternamente* Nessa concep)'o a aprendi-agem ocorre (uando a informa)'o # memori-ada* omo a informa)'o n'o foi processada& ela s3 pode ser repetida& indicando a fidelidade da reten)'o& n'o podendo ser usada para resolver situa)/es problemati-adoras*Outro ponto a ser considerado na avalia)'o de um soft%are para uso educacional está no fato de verificar se ele busca ser aut?nomo& descartando& desconsiderando a figura do professor como 7agente de aprendi-agem7 ou se ele permite a intera)'o do aluno com esse agente& com outro aluno ou mesmo com um grupo de alunos*Se o soft%are tem a pretens'o de ser aut?nomo& tem como fundamento o ensino programático& onde as informa)/es padroni-adas e 7pasteuri-adas7& por si s3& promovem o ensino de (ual(uer conteúdo& independente das condi)/es espec$ficas da realidade educacional de uma escola* :l#m do mais& (ual(uer soft%are (ue se prop/e a ser educativo tem (ue permitir a interven)'o do professor& como agente de aprendi-agem& como desencadeador e construtor de uma prática espec$fica e (ualificada (ue ob2etiva a promo)'o do aprendi-*O 7feedbacHI dado ao 7erro7 do aluno # um ponto fundamental na análise dosoft%are educativo* Se o mesmo n'o dá um feedbacH imediato e sub2etivo& podemos classificá!lo como 7comportamentalista7& onde s3 .á est$mulo e resposta e esta resposta n'o permite a continuidade do processo*  II. O Ciclo >escri)'o ! E+ecu)'o ! Refle+'o ! >epura)'o ! >escri)'o@>entro da concep)'o construtivista& um soft%are para ser educativo deve ser um ambiente interativo (ue proporcione ao aprendi- investigar& levantar .ip3teses& testá!las e refinar suas ideias iniciais& dessa forma o aprendi- estará construindo o seu pr3prio con.ecimento*
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