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A Lenda de Abrantes

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  A LENDA DE ABRANTES * ABRANTES é uma antiquíssima cidade. Segundo alguns autores, terásido fundada pelos Túrdulos ! anos antes de risto, segundo outros foifundada por galo#celtas em $!% a. . &oi sen'oreada por Romanos,(isigodos, )ra*es e, por fim, em % de +eem*ro de --%, conquistou#a +.Afonso /enriques. +i#se que os Romanos l'e c'ama0am Tu*ucci,os (ísigodos Aurantes e os )ra*es 1í*ia. Segundo a lenda, o nome deA*rantes data, mais ou menos, da época da conquista da fortalea por +.Afonso /enriques, estando ligado a acontecimentos imediatamenteposteriores. onsta que era alcaide do castelo um 0el'o mouro c'amado A*ra'am 2aid. A*ra'am tin'a uma fil'a a que c'amara 2ara e um fil'o *astardo, de uma cati0a crist3, a que pusera o nome de Samuel. Ninguém sa*ia, porém, que Samuel era fil'o do 0el'o alcaide, nem o pr4prio rapa. Assim, 0i0iam os dois5o0ens apai6onados e o 0el'o sentindo crescer em si, dia a dia, uma angústia terrí0el, ante0endo a 'ora em que seria o*rigado a re0elar o seu segredo.7m dia, di a /ist4ria, os crist3os foram p8r cerco ao castelo. A 'oste era comandada pelo aguerrido Afonso /enriques, que traia consigo 0ários ca0aleiros e monges. +o 9osteiro do 1or03o trou6era o Rei um 0el'o e sá*io monge *eneditino para o aconsel'ar os assuntos espirituais. +e algures, de um local qualquer do reino, trou6era um ca0aleiro c'eio de ideais e de for:a guerreira, c'amado 9ac'ado.&inda a *atal'a e conquistado o castelo, Samuel foi aprisionado por 9ac'ado. Na confus3o do saque da de*andada moura, o ca0aleiro, queaca*ara de desarmar Samuel, 0iu um pe3o perseguindo 2ara com intuitose0identes de 0iola:3o, e, entregando o prisioneiro a dois 0igias, correuem au6ilio da moura. om um forte empurr3o derru*ou o soldado, queesta0a é*rio, e amparando2ara foi entregá#la ; cust4dia do 0el'o*eneditino, até que se acalmassem os <nimos e6altados pelo sangue,pelo saque e pelo 0in'o.=uando o ca0aleiro 9ac'ado retomou o seu posto, ia como que al'eado.&icara fascinado pela *elea da moura, estran'amente parecida com umaimagem de Nossa Sen'ora dos Aflitos que sua m3e l'e dera ao morrer eque ele, de0otamente, traia sempre consigo. >or outro lado,impressionara#o a repentina recorda:3o de um son'o que 0in'a tendofrequentemente e no qual, ao escalar os muros de um castelo, se 0iasal0ando uma donela com que se casaria. Tudo isto contri*uía parao al'earnento do 5o0em ca0aleiro, que, se n3o fossem as suas o*riga:?esde guerreiro, decerto se teria quedado em enternecida contempla:3o da*ela 2ara.Entretanto, +. Afonso /enriques, querendo remunerar os ser0i:osprestados naquela *atal'a pelo seu *astardo +. >edro Afonso, deu#l'e osen'orio do castelo e nomeou#o seu alcaide#mor. >edro Afonso, porém,dese5a0a partir com o pai para Torres No0as e, por isso, decidiu delegar a alcaidaria no ca0aleiro 9ac'ado.  @ Rei, antes de partir, mandou que o monge ficasse no castelo comoguardi3o das almas, ordenou#l'e que entregasse a prisioneira a A*ra'ame tomou todas as medidas necessárias ; seguran:a da 0ila.Assim que a 'oste se des0aneceu ao longe, na poeira, o ca0aleiro9ac'ado, feli por ficar como alcaide do castelo, apai6onado por 2ara,preparou#se para conquistar o seu cora:3o utiliando os meiospermitidos pelo c4digo de 'onra da ca0alaria, ou se5a, os modos cortesese sua0es. 9as 2ara, que adora0a Samuel, sentia uma espécie de re5ei:3ocada 0e que o ca0aleiro se apro6ima0a de si. E, para n3o faer qualquer gesto mais *rusco que comprometesse a *oa pa em que 0i0iam, pediaconsel'os ao pai e ao 0el'o monge. @ frade, como confessor doca0aleiro, *em sa*ia o amor que ele tin'a pela donela, e, como *omo*ser0ador, compreendia que nas e0asi0as de A*ra'am e6istia qualquer coisa de estran'o. >or isto, procura0a conciliar toda a gente e assegura0aa 2ara a 'onrade e no*rea de sentimentos do 5o0em alcaide.Samuel, porém, n3o conseguia 0i0er em pa. @s ciúmes irrompiam nele ;mínima alus3o, ao mínimo gesto, sem que conseguisse controlar#se. E, nasua inseguran:a, t3o depressa acata0a as pala0ras conciliat4rias deA*ra'am e do monge, como fica0a possuído pelo dem4nio da 1oucura,que o o*riga0a a cometer ins<nias.2ara acredita0a que Samuel esta0a compenetrado do seu amor e da suafidelidade e pensa0a, por isso, que as ac:?es destram*el'adas do rapapro0in'am da mudan:a de situa:3o para 0encido de guerra. Assim, certatarde em que tenta0a reconciliá#lo com o alcaide, perguntou ao pai comode0eria proceder se o ca0aleiro 0iesse procurá#la e ele n3o esti0esse emcasa de0eria manter a porta fec'ada como se n3o esti0esse ninguém, ourece*#lo#iaCA*ra'am, 5ulgando 0er nesta pergunta um no0o intuito de ofensa aoalcaide do castelo, para e0itar mais pro*lemas, respondeu#Nada temo nem receio da tua 0irtude, min'a fil'a. E confio tam*ém na'onrade do alcaide. A*re antes a portaDSamuel, porém, ao ou0ir estas pala0ras perdeu o domínio de si e correupara a rua, gritando como louco# A*re antesD A*re antesDA 0iin'an:a acorreu, uns aos postigos, outros ;s 0ielas, a sa*er o queaquilo era, e Samuel, enlouquecido de ciúmes, conta0a a 'ist4ria ; suamaneira, dei6ando agra0ados o alcaide, 2ara, A*ra'am e o pr4priomonge. onta a lenda, ainda, que Samuel aca*ou por cair de cansa:o e de fe*re.7ma 0e *om de saúde, A*ra'am 5untou os e contou#l'es a 0erdade so*reo nascimento do rapa. Assim ficaram a sa*er que eram irm3os e que am3e de Samuel fora uma *ela cati0a crist3 que certo dia c'egaraa Tu*uccí c'orando um noi0o que dei6ara na sua terra, c'amado o3oFon:al0es.Rolaram lágrimas silenciosas pelas faces en0el'ecidas do frade*eneditino. Ele fora esse o3o Fon:al0es que, 0endo a noi0a desaparecer,crendo#a perdida para sempre, entrara para o 9osteiro do 1or03o. >ediu omonge a A*ra'am dados so*re essa cati0a, para se certificar de que am3e de Samuel fora a sua amada noi0a. E 0endo que os dados  coincidiam, tomou o rapa a seu cargo, conseguindo p8#lo ao ser0i:o doRei de >ortugal.9ac'ado e 2ara aca*aram por casar, depois de os mouros se terem feito crist3os, e dentro das mural'as da 0el'a Tu*uccí reinou, finalmente, a 'armonia.E, segundo rea a lenda, em mem4ria do fe*ril acesso de loucura deSamuel,Tu*ucci passou a ser c'amada A*rantes.
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