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A Miscigenação No Brasil

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   A miscigenação no Brasil [editar  | editar código-fonte]   Poucos lugares no mundo passaram por uma miscigenação tão intensa quanto o Brasil. [1]  .Os portugueses já trouxeram para o Brasil séculos de integração genética e cultural de povos europeus, como os povos Celta,Romano, Germânico e Lusitano. Embora os portugueses sejam basicamente uma população europeia, sete séculos de convivência commouros do norte de África e com  judeus deixaram um importante legado a este povo. No Brasil, uma parte substancial dos colonizadores portugueses se miscigenou com índios e africanos, em um processo muito importante para a formação do País. A esse e a outros processos somou-se o processo de imigração de muitos mais europeus. Da metade do século XIX à metade do século XX, a nação recebeu cerca de cinco milhões de imigrantes europeus, em sua maioria portugueses, italianos, espanhóis,alemães e africanos. Um dos resultados da soma desses processos é a atual composição da população brasileira. Em 2008, 48% da população brasileira se considera branca, 44% se identifica como parda e 7% se considera negra. [2]  Os índios brasileiros não apresentavam relevantes diferenças genéticas entre si: seriam todos descendentes do primeiro grupo de caçadores asiáticos que chegaram às  Américas, há 60 mil anos [3]  . Porém, culturalmente falando, os aborígenes brasileiros estavam inseridos numa diversidade de nações com línguas e costumes distintos. A chegada dos primeiros colonos portugueses, homens na maioria, culminou em relações com as índias. Em 4 de abril de 1755,D. José, rei de Portugal, assinou decreto autorizando a miscigenação de portugueses com índios [4]  . Os africanos trazidos e escravizados no Brasil pertenciam a um leque enorme de etnias e nações. A maior parte erambantos,  srcinários de  Angola, Congo e Moçambique. Porém, em lugares como a Bahia, predominaram os escravizados da região da Nigéria, Daomé e Costa da Mina em alguns momentos, principalmente no século XVIII. Alguns escravizados islâmicos eram alfabetizados em árabe e já traziam para o Brasil uma rica e variada bagagem cultural. O governo libertou os escravizados no final do século XIX, mas não lhes deu assistência social, e, por vários motivos, incluindo a necessidade de mão-de-obra e a ambição de branquear a população nacional,  estimulou a vinda de imigrantes europeus. Havia entre os governantes do País a ideia de que se os imigrantes se casassem com pardos e negros, iriam esbranquecer a população brasileira.  A famosa pintura  A Redenção de Cam [5]  , feita em 1895 por Modesto Brocos y Gómez, sintetiza a ideia pairante na época: através da miscigenação, os brasileiros ficariam a cada geração mais brancos. Etnia brasileira, miscigenação brasileira Toda ideia de raça e todas as etnias representam constructos históricos e políticos. Identidades também são invenções na forma de comunidades imaginárias. A existência de uma etnia é um processo social, econômico, cultural, político e intelectual. As bases iniciais da formação da etnia brasileira encontram-se nos séculos 16 e 17. O encontro dos navegantes portugueses com os índios do litoral forjou uma nova camada étnica. As genealogias clássicas brasileiras demonstram a centralidade e a importância de um João Ramalho, um Caramuru, um Jerônimo de Albuquerque e muitos outros. A estátua de Arariboia guarda a entrada de Niterói, aliado supremo na conquista da Baía da Guanabara. No século 17 já eram protobrasileiros os senhores da formação do Brasil. Os bandeirantes representavam a rica miscigenação entre europeus, indígenas e africanos. Os bandeirantes dilataram as fronteiras do Brasil na luta contra o império espanhol. Os bandeirantes já eram um produto essencialmente brasileiro, síntese de múltiplas miscigenações. O teste decisivo na criação do Brasil foram as Guerras Holandesas. O exército que derrotou os holandeses foi um exército bem brasileiro, bem misturado e miscigenado. No livro Castrioto Lusitano está imortalizada a frase: “Os governadores de índios e negros, D. Antônio Felipe Camarão e Henrique Dias fizeram conhecer ao mundo que o valor não é herança senão excelência”. O Exército Brasileiro tem as suas raízes nas Batalhas de Guararapes, na luta pela integridade territorial do Brasil. O processo de formação da etnia brasileira, iniciado no período colonial, continua em evolução, crescendo e se fortalecendo ao  longo dos séculos. Foram os nascidos no Brasil os que mais contribuíram para a conquista e a colonização da Amazônia, do Guaporé, de Mato Grosso, do Brasil Central, das disputadas fronteiras do Sul do Brasil. Um esforço gigantesco canalizado para a formação de um dos maiores países do mundo, em todas as dimensões. Com a Independência, o Brasil adota o jus soli, um generoso processo de recepção e absorção de novos migrantes e seus filhos à sociedade nacional já iniciada, com um Estado nacional, língua nacional, cultura e valores próprios. A etnia brasileira, síntese do povo brasileiro desde os séculos coloniais, lutou contra ameaças e inimigos variados da ordem e inimigos da grei brasileira miscigenada. Hoje relacionamos o tamanho do Brasil a todos os que o defenderam e contribuíram, com seus esforços e sacrifícios, para que o Brasil tenha as fronteiras que nós temos hoje. No século 20 a etnia brasileira soube se defender das ameaças e agressões do nazifascismo. Na conjuntura da Segunda Guerra Mundial foi bem conduzida uma campanha de nacionalização para integrar plenamente as comunidades migrantes ao conjunto nacional. O objetivo do desenvolvimento nacional, com avanços em todos indicadores da qualidade de vida, é uma tarefa para todos os brasileiros. Não é possível dividir os brasileiros, um povo essencialmente miscigenado e misturado, entre diferentes srcens ameríndias, europeias, africanas e asiáticas. Nenhuma política racialista promotora de pequenos apartheids, em termos de políticas públicas, consegue resultados ao longo do tempo. Políticas racialistas só podem reforçar ideias racialistas ou racistas, privilégios inconstitucionais. A etnia brasileira é uma síntese universal da história brasileira e o racismo só pode ser desconstruído e combatido com o resgate da cidadania e políticas universais de combate à pobreza. A nossa miscigenação, histórica ou consensual ao longo de mais de 500 anos, foi um dos fatores centrais para a existência do Brasil. Um país que deve ser cada vez maior e mais justo para todos, sempre com o esforço e a dedicação de todos.    DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NO BRASIL DIVERSIDADE E PLURALIDADE CULTURAL NO BRASIL Sílvia Moreira Alves Prof. Davi de Miranda Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Licenciatura Plena em Geografia ( GED 0611) Ttrabalho de graduação 19/11/2010 RESUMO Temos adquiridos durante milênios da nossa existências, conhecimentos que se acumulam e enriquecem nossa cultura, pois somos um povo miscigenado por diversas raças, vivendo em harmonia . Ainda temos resquícios de racismos e preconceitos, mas evoluímos cada dia sabendo dar a importância necessária, as

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Jan 5, 2018
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