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A miséria da esquerda que anda por aí. um “case study”, a cimeira da nato

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1. A miséria da esquerda que anda por aí. Um “case study”, a Cimeira da NATOSumário1 - Aspectos de ordem histórica para uma fraca consciência anti- imperial e…
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  • 1. A miséria da esquerda que anda por aí. Um “case study”, a Cimeira da NATOSumário1 - Aspectos de ordem histórica para uma fraca consciência anti- imperial e anti-militarista 1.1 – O passado colonial e uma soberania minguante 1.2 – A dívida eterna para com os militares de Abril2 – O enquistamento ideológico da esquerda institucional 2.1 - Hoje, o capitalismo está, essencialmente, globalizado 2.2 – A fusão entre funções policiais e militares 2.3 – A putrefacção do sistema de representação e a anti- democracia 2.4 – A soberania nacional 2.5 – Notas sobre o culto da obediência e da hierarquia3- A Cimeira da NATO em Portugal e o comportamento da esquerda institucional 3.1 - Atitudes da direcção do BE 3.2 - Atitudes do PCP ou das respectivas agênciasPor motivos e circunstâncias várias acompanhámos de muito pertotodas as vicissitudes que conduziram à realização dos eventos quemarcaram a presença do bando dos 28+1, na cimeira da NATO emLisboa, nos dias19/20 de Novembro.Desde o princípio mantivemos muita curiosidade em observar ocomportamento da esquerda de esferovite que anda por aí a flutuar,bem instalada no fofo conforto possibilitado pelos subsídios estatais oupela utilização do dinheiro das quotizações dos trabalhadores (ainda)sindicalizados.Texto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 1
  • 2. 1 - Aspectos de ordem histórica para uma fraca consciência anti- imperial e anti-militaristaVamos referir apenas dois factores históricos que impedem que aesquerda institucional, na sua indigência política e ideológica consigaperceber o carácter imperial do sistema capitalista, o papel domilitarismo e da guerra para o esmagamento tanto das condições devida da multidão, como da democracia. E pior que tudo isso, o papeldessa dita esquerda, tresandando de tiques estalinistas, na limitação dageração de movimentos de massas ou de opinião, independentes dasua tutela.1.1 – O passado colonial e uma soberania minguanteQuinhentos anos de colonialismo, criaram em Portugal, entre os poderesdo Estado, da burguesia e do seu ignaro mandarinato, uma culturaimperialista, de pertença a uma imaginária posição de grande oumédia potência. Como é natural, essa postura, criou na multidão, nosanos 60 e 70 uma aceitação resignada ou, de apoio tácito, de guerrascoloniais durante treze anos.Mesmo alguns anos depois do 25 de Abril, muitos se perguntavam sePortugal sobreviveria à “perda” das suas colónias, talvez semsuspeitarem que as colónias, em 1974, eram mais um fardo do que umabenesse; e o natural regresso dos “pés-negros” (aqui designados porretornados) com o seu respeitável cortejo de sofrimentos individuais, sócontribuiu para essa ideia da difícil sobrevivência.Havia então, quem imaginasse a existência mirífica de uma burguesiainteligente, capaz e suficientemente poderosa, uma burguesia liberalinteressada em edificar em Portugal uma social-democracia de carizeuropeu, em substituição da máquina fascista. E, portanto, quemimaginasse a possibilidade de uma soberania económica e política sobo domínio da burguesia mais débil da Europa ocidental.Esse projecto fantasioso é muito claro, no âmbito da esquerdaportuguesa, através do divertido (1) conceito de “revoluçãodemocrática e nacional” proposto por Cunhal no seu “Rumo à Vitória”.Aí, o autor consegue divisar, em Portugal, uma burguesia liberal edemocrática, para além dos grupinhos de Soares e, mais tarde, de SáCarneiro, susceptivel de gerar uma unidade com as classestrabalhadoras, contra o regime fascista. Só nos sonhos de Cunhal, emParis ou Moscovo, essa burguesia existiu. Hoje, olhando para o PS/PSDTexto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 2
  • 3. como legítimos descendentes daqueles grupinhos de advogados bemsucedidos, é bem visível como é reformista e democrático o seucarácter.Não estava nos planos da esquerda portuguesa, antes do 25 de Abril, apossibilidade de um golpe militar que provocasse um movimentopopular conducente à destruição da grande burguesia portuguesa. Osmanuais políticos de Lenin ou Mao não contemplavam essa solução. Osempre clarividente PCP, em comunicado do CC de Março de 1974,depois da intentona das Caldas, a 16, ainda referia “O governo e oregime não cairão por si próprios, nem tão pouco pela acção de umasdezenas de oficiais do Exército, mesmo que corajosos e patriotas. … énecessário um levantamento nacional, uma insurreição populararmada… Todas as vias “putchistas” ou oportunistas… que não vêemnas massas populares o papel decisivo, todas as ilusões quanto a umfácil derrubamento da ditadura fascista, não apressam masretardam…”. Um mês depois o fascismo caia perante umas centenasde militares corajosos, quase sem um tiro e sem o PCP ser metido ouachado no assunto, como resulta óbvio das suas próprias palavras.Por seu turno, a grande burguesia portuguesa procurava uma soluçãopara o regime fascista e o alívio da carga colonial, para se aproximarda CEE, onde a tutelar Inglaterra se havia integrado em 1973.Acreditava que poderia beneficiar da sua elevada concentração decapitais e entrar na CEE que era, então, a soma de uma pautaaduaneira favorável com uma política agrícola. E também sabia queteria de criar o regime padrão de representação minimal, como oconhecemos hoje.Para os trabalhadores e a multidão dos residentes em Portugal, o que seseguiu, não se traduz num balanço muito favorável, como resulta damais meridiana evidência. • A queda do fascismo e a montagem do regime cleptocrático que está no terreno, efectua-se num momento em que o neoliberalismo se implantava nas meninges do capitalismo, em processo de globalização; e não facilitava em nada a afirmação de burguesias nacionais “democráticas e patrióticas” • A globalização neoliberal que absorveu Portugal não foi aqui assumida por esse nome mas, foi levada a cabo através das intervenções do FMI (1977 e 1983); no seu seguimento, pelo processo de roubo a que se convencionou chamar de “privatizações” assinado, como tudo o que é negativo neste país, pelo PS/PSD, então sob a batuta de Constâncio e Cavaco ou vice-versa; e com a integração na futura UE em 1986;Texto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 3
  • 4. • De permeio, em 1974/75, o movimento popular explodiu, apesar do papel do PCP, recém-implantado bombeiro, posteriormente indigitado responsável pelo controlo social e sindical após o 25 de Novembro, por acção inteligente de Melo Antunes; esse contrato vem sendo escrupulosamente cumprido há 35 anos; • O movimento popular e o apoio dos militares de esquerda atrasou o processo de transição do regime de autarcia fascista para uma democracia de mercado. A “normalização” durou cerca de dez anos, para grande lástima de patrões e mandarins, sempre ávidos de estabilidade política; • A grande burguesia de base lusitana sofreu um rude golpe com as nacionalizações, embora estas tenham sido parcialmente úteis para transferir para o Estado os custos da descolonização e permitir o financiamento público das inevitáveis concentrações de capital; • A globalização e o fim dos chamados “gloriosos trinta anos” de crescimento económico geral frustrou qualquer possibilidade de um desenvolvimento económico autóctone, acentuando, pelo contrário, a debilidade da estrutura produtiva, a dependência face às multinacionais e ao sistema financeiro, bem como o aumento do peso da economia mafiosa.Neste contexto, Portugal hoje, tem a soberania inerente à posse de umabandeira (cromaticamente horrível), um hino (estupidamente guerreiro)mas, que pode fechar as fronteiras… desde que autorizado pelos seussenhores acampados em Lisboa, para preparar as próximas guerras.Obama, em Portugal, só conhece os nomes do seu embaixador, do seuluso-Karzai (Sócrates hoje, talvez Passos dentro de algum tempo) e o domotorista da embaixada. Nada mais. Não sendo o futebol coisa popularnos EUA, Obama nem sequer ouviu falar de Mourinho ou do Ronaldo!Esta é a realidade embora vozes vindas dos túmulos da História gostemde mimar os portugueses com uma ilusória importância de Portugal,para o diálogo entre o Brasil ou as ex-colónias africanas, com a UE. Emtermos de política externa, a visibilidade de Portugal está apenas nospelotões de mercenários que vai distribuindo por aí, onde existirem asguerras do império; e, esses factos não têm sido reflectidos na políticainterna que, aliás, constitui quase toda a informação dos media,particularmente estreitos no seu provincianismo.1.2 – A dívida eterna para com os militares de AbrilTexto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 4
  • 5. Trata-se de uma questão de elementar gratidão perante a História, aprestação de homenagem aos militares que derrubaram uma ditadurafascista com 48 anos de existência. Sabe-se também como os militaresmais consequentes em secundar o movimento popular que se seguiuao dia 25 de Abril foram afastados, alguns deles, após passarem mesesna prisão “democrática” do regime PS/PSD, entretanto inaugurado a 25de Novembro de 1975.Porém, hoje, 35 anos após a “normalização” de Novembro, as forçasarmadas (FA) portuguesas nada têm que as relacione com os militaresde Abril. As FA de hoje, têm muito mais as características que possuiamem tempos de fascismo, do que semelhanças com os militaresesforçados que derrubaram aquele regime.As FA em Portugal são um corpo estranho à sociedade, constituido porelementos contratados e doutrinados na obediência cega aos valorescanalizados através dos cursos NATO a que são submetidos. Comocasta, são profundamente elitistas, considerando-se como que ungidospela Pátria, acima do cidadão comum, dos paisanos.Por outro lado, não tendo os portugueses conflitos com outros povos ouestados, as FA são uma emanação do passado, cara e inútil; recorde-seque desde o êxito de Chaimite (Moçambique), em 1895, contra o povonguni, as FA portuguesas evidenciaram-se mais em crimes de guerra doque em vitórias militares meritórias. Actualmente, nem sequerconseguem uma fiscalização efectiva das águas territoriais,espalhando-se a oficialidade por uma miríade de órgãos burocráticos,com que justificam o seu elevado numero, os seus altos rendimentos eas mordomias de que usufruem os mais graduados.A integração na NATO e, mais recentemente com a constituição da UEcomo estrutura militar, as FA portuguesas passaram a ser apenas umadivisão lusitana daquelas alianças militares agressivas, susceptíveis detornar os portugueses como partes não ouvidas em conflitos decretadospelo dispositivo militar-estratégico ocidental – com os riscos inerentespara a sua segurança. E é nessa qualidade que destacamentosmilitares, com nutridos salários, comparativamente às dificuldades que amultidão vai arcando, vão servindo o capitalismo global, o império, noAfeganistão, na Somália, no Kosovo, na Bósnia, no Uganda.A única atitude coerente de uma esquerda responsável, hoje, édefender a extinção das FA, acompanhada da exigência de extinçãoda NATO e da renúncia à guerra como forma de resolução de conflitos.Compete-lhe promover a integração dos militares no reforço dopoliciamento das águas territoriais ou a sua incorporação no dispositivode protecção civil. Há já alguns anos defendemos esta posiçãoTexto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 5
  • 6. Compete a uma esquerda defender estas posições e não refugiar-senum silêncio revelador de efectivas posições de direita, patrioteiras, deobjectiva concordância com a militarização das sociedades, com aactual integração de funções policiais e militares, com a existência deum corpo militar ao serviço do Pentágono e da NATO (2).Em suma, cabe a uma esquerda realista, desenvolverpermanentemente uma acção anti-militarista, de desmistificação darelevância das FA, de análise e denúncia da inutilidade da corporaçãoe dos recursos com ela gastos. A conjuntura de empobrecimento quese agudiza oferece condições favoráveis para essa acção. Combatero militarismo é lutar pela democracia.2 – O enquistamento ideológico da esquerda institucionalOs aspectos atrás referidos inserem-se nas concepções desactualizadas,erróneas ou ignoradas da esquerda institucional portuguesa, como aliásacontece, na generalidade das esquerdas europeias. A obediência civilé melhor paga que a desobediência.Em Portugal, como na Grécia, há, no que se refere à esquerdainstitucional, um problema adicional particularmente grave, que é olatente estalinismo, que se revelou em todo o seu esplendor, durante operiodo que mediou o anúncio da cimeira da NATO, em Lisboa e aconcretização das acções de contestação aos senhores da guerra;como mais à frente se descreverá. Como a desestalinização do PCP nosanos 60 nunca foi feita, dadas as condições de clandestinidade e apersonalidade dominante de Cunhal, os diversos grupos de dissidentesdali saídos foram sempre portadores de uma ganga ideológica e deuma prática autoritária e inquisitorial ainda presente em muitos dos quecompõem a esquerda actual; mesmo quando, geracionalmente, nãoviveram naquele tempo.Entende-se que a compreensão das insuficiências da esquerdainstitucional, nomeadamente quanto às características do capitalismoactual, tornarão mais claras as razões das suas atitudes no âmbito dospropósitos deste texto – os eventos de contestação à NATO – e ascausas da sua manifesta inoperância, da ineficácia da sua acção,perante as medidas empobrecedoras e repressivas que se abatemsobre a multidão, em Portugal.Alarguemos, pois os horizontes, na senda de artigos recentes,nomeadamente “Pensar à esquerda, sem vacas sagradas” (3).1 – Hoje, o capitalismo está, essencialmente, globalizadoTexto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 6
  • 7. Há um capitalismo global constituido pelas multinacionais, o sistemafinanceiro e o capital mafioso que cria e enforma as suas própriasinstituições regulatórias, todas elas, formalmente, com um âmbitosupranacional. Nesse capitalismo global, nesse sistema imperial, nãocorrespondente a um espaço nacional hegemónico, domina umacasta de grandes gestores, banqueiros, detentores de capitalespeculativo e dos media globais, mandarins e militares de alto coturno.Este sistema global contém uma hierarquia de burguesias nacionais,com as suas rivalidades e conflitos mas, já não se pode confundir com osistema primordialmente composto por rivalidades inter-imperialistas,entre burguesias nacionais, com pretensões hegemónicas, comoaconteceu, sensivelmente até ao final da Guerra Fria. Contudo, aexistência das nações serve, como desde sempre, para dividir ostrabalhadores, para alimentar os antagonismos convenientes parabeneficiar o capital.A constituição de um capitalismo global, integrante das nações e,unificando no essencial, as burguesias nacionais num complexoalargado de poder não foi ainda incorporado pela esquerdaportuguesa, que continua apenas a actuar contra o seu governo,isolado no seu território. Como aliás as suas congéneres europeias eapesar da (virtual) criação de um Partido da Esquerda Europeia.Apetece dizer, abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos decópula, memorável frase escrita nas paredes de Lisboa durante o Prec.Acontece que há muito o poder económico tomou conta do poderpolítico; e como esse poder económico é global, o poder políticonacional é a agência local do capitalismo global, do império. É,particularmente claro, no momento presente, o escasso poder dogoverno português, de Sócrates ou do seu sósia Passos, meros robots dos“mercados” e das tutelas do BCE, da Comissão Europeia, do FMI, dacomissária Merkel.E, consequentemente, não está presente na prática da esquerdasocial-democrata – como na das esquerdas institucionais europeias –uma visão internacionalista da luta social e política, que dê prioridade àunidade dos povos europeus contra o capital. Há mesmo quem procure(PC) aliciar, explicitamente, os trabalhadores para um patriotismoridículo, serôdio, enganador e suicida.2.2 – A fusão entre funções policiais e militaresComo o capitalismo é global predomina no seu seio o antagonismoentre o capital globalizado e o trabalho, protagonizado pela multidãoTexto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 7
  • 8. mundial e são subalternas as disputas entre as potências; portanto,serão sempre regionais ou localizadas as guerras do império. Nessecontexto, observa-se a integração das funções militares com as funçõespoliciais e dos serviços secretos, todos conjugados contra a multidão,sobretudo os trabalhadores do mundo, sendo este um dos muitosaspectos que desenham a actualidade que as esquerdas institucionaisnão incorporam.Está constituido um dispositivo militar-estratégico ocidental, parasalvaguarda do poder ocidental (europeu e norte-americano) e dassuas multinacionais, que pretende conservar o seu predomínio sobre oresto do planeta, iniciado no século XVI. São os interesses ocidentaisque, pretendendo controlar as fontes energéticas e os corredores detransporte (nomeadamente no Médio Oriente e no Índico), se queremtornar nos árbitros definidores do desenvolvimento dos outros povos,nomeadamente chinês, indiano e japonês, aqueles que sãoconsiderados como os adversários mais temidos.Esse dispositivo tem o seu cérebro no Pentágono e dois importantesbraços em duas alianças militares, a NATO e a UE, ambas, como o seucontroleiro, com propensão para a intervenção militar e outrasagressões em qualquer parte do mundo. E isso, directamente, com aintervenção própria ou, por intermédio de outras agências, como aUnião Africana, a ONU, Israel, a Active Endeavour, o Conselho deCoordenação do Golfo, etc.A integração das funções militares e policiais resulta da integração domundo num só sistema capitalista, global, definidor das regras e de umpensamento único, pretenso herdeiro do papismo inquisitorial durantelargos séculos dominante na Europa ou, do marxista-leninista,cientologia oficial na antiga URSS.As guerras, sendo internas ao sistema global, confundem-se comoperações de ordem interna, vulgarmente designadas como policiais; edaí resultam os conceitos de “nation building” a aplicar a paísesinvadidos, a contratação de muitos milhares de mercenários civis para oexercício de funções de apoio aos militares “strictu senso”, nos cenáriosde guerra, para o exercício da repressão e enquadramento daspopulações. A recente operação militarizada nas favelas do Rio deJaneiro, para preparação de um ambiente favorável à vinda de turistasem 2014 mostra bem essa sintonia, essa fusão. Na paróquia lusa, quemassistiu à manifestação anti-NATO de dia 20 de Novembro terá vistomais aparato militar do que prevenção policial junto dos manifestantesdenunciados pelo PC como perigosos díscolos, só por não teremprestado vassalagem ao seu comité central.Texto Esquerda Desalinhada grazia.tanta@gmail.com 8
  • 9. Esta integração entre funções militares e policiais, ainda não foidescoberta pela esquerda portuguesa ou então, só é discutida entreiniciados e considerada inconveniente para incorporação na práticapolítica.2.3 – A putrefacção do sistema de representação e a anti-democraciaParcela significativa da população mundial é consideradaexcedentária relativamente às capacidades do sistema capitalistaglobal e ir-se-á acentuar a pressão sobre as condições de vida e desobrevivência de milhões de trabalhadores desempregados, combaixas qualificações, precários, bem como de aposentados, pobres eminorias. A financiarização e a criação de riqueza através daespeculação financeira tende a estabelecer uma economia de jogo,de casino, cuja rendabilidade fácil e de curto prazo, desvia os capitaisda actividade produtiva e dos erários públicos, impossibilitando oinvestimento no bem-estar da multidão que, por esse motivo se revelaexcessiva para o sistema capitalista global.É dos livros que, onde as necessidades da carne estão presentes, hárevolta; e que o poder, em geral, utiliza o Estado e a repressão peloúltimo protagonizada, para procurar debelar ou prevenir essa revolta.Uma das formas de dominar ou ocultar essa revolta é a usurpação dademocracia, a apropriação da representação da multidão.O sistema capitalista globalizado vem desenvolvendo sistemas pol
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