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A misericórdia - Carisma da Congregação das Irmãs Franciscanas de São José

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Nesse ano de 1997, celebramos o centenário da Morte da nossa Fundadora, Madre Alphonsa Kuborn (1830-1897). Celebrar é recordar.
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  A misericórdia - Carisma da Congregação das IrmãsFranciscanas de São José Apresentação  Nesse ano de 1997, celebramos o centenário da Morte da nossa Fundadora, Madre Alphonsa Kuborn (18301897! #elebrar $ recordar %ecordar, n&o $ tanto e'ocar  mem)ria o passado, mas sim, recorda*&o, no sentido pleno e 'i'o do retorno ao cora*&o, ao 'i+or cordial da ori+emonte Assim, ao celebrarmos a Morte de nossa Fundadora, -ueremos retornar ao alento 'ital ori+inário, ao esp.rito a partir e atra'$s do -ual pulsou a /ida de nossa undadora or isso, celebrar o centenário da Morte da Fundadora $ 'oltar ao sopro de /ida, ao sp.rito no -ual ela se consumou com a dedica*&o apai2onada de toda a sua 'ida sse sopro 'ital ori+inário $ o carisma undacional omos ilhas e herdeiras dessa 'ida m n)s continua pulsando esse sopro 'ital, -ue a nossa undadora recebeu do sp.rito santo e nos transmitiu como heran*a, como carisma undacional 4 nosso carisma undacional, recebido do sp.rito anto, atra'$s da Madre Alphonsa $ a Miseric)rdia (## 55, art 6! assados 100 anos desde a Morte da nossa Fundadora, hoe, no ano de 1997, no limiar do terceiro milnio, sentimos cada 'e mais a import:ncia desse retorno ois, n)s, irm&s ranciscanas de &o ;os$, en-uanto membros da comunidade reli+iosa de /ida re+ular #onsa+rada, n&o somos um mero a+lomerado de crist&s em busca da  perei*&o pessoal ou de trabalhos pastorais, mas sim em sentido muito mais proundo,  participa*&o e testemunho -ualiicado do #orpo M.stico de #risto, cua #abe*a $ ;esus #risto, o <eus encarnado, cuo corpo $ a =+rea n-uanto #on+re+a*&o, como membros desse #orpo M.stico, =rm&s Franciscanas de &o ;os$, -ueremos e de'emos ser e2press&o 'i'a e realia*&o pri'ile+iada da peculiar >comunh&o?, -ue a =+rea tem, atra'$s de sua #abe*a, ;esus #risto, com o insondá'el Mist$rio da #omunidade de Amor da ant.ssima @rindade, de cua ternura e 'i+or o ai -uis aer participar os homens no Filho e no sp.rito anto Assim, em tudo -ue somos, a+imos e buscamos, -ueremos como #omunidade reli+iosa, assumir o compromisso irrenunciá'el e a miss&o de nos tornar e ser ocos da comunh&o do Amor -ue pulsa nos abismos do Mist$rio da ant.ssima @rindade, e dali, atra'$s de ;esus #risto e do seu #orpo M.stico, como do manancial da al'a*&o, se estende toda humanidade (c <ocumento da #=/#/A, A /ida Fraterna em #omunidade, =ntrodu*&o, , a! splendor, a 'italidade, a belea -ue emana da proundidade do Mist$rio da mBtua doa*&o comunitária entre ai e Filho e sp.rito anto, se torna 'is.'el em ;esus #risto, <eus Cumanado Assim ;esus #risto $ o #arisma, a 5ra*a, o splendor da ant.ssima @rindade, a Dondade e a Deni+nidade do <eus Eno @rino, a presen*a do Delo Amor de <eus no meio de n)s sse #arisma, essa 5ra*a -ue $ a doa*&o diusi'a de si do pr)prio <eus Eno e @rino, do <eus -ue $ a #aridade, se derrama sobre n)s, multiplicandose, recriandose em ininitas +era*es, cada 'e de dierentes modos, ori+inais e criati'os, como os assim chamados carismas undacionais, dando ori+em a dierentes ordens e con+re+a*es 4 carisma undacional $ portanto a a.sca, o oco -ue salta da presen*a 'is.'el do Amor da ant.ssima @rindade, -ue $ ;esus #risto, des'elando a multiária ri-uea e proundidade 1  do Bnico #arisma de <eus, ;esus #risto, <eus Cumanado, no meio de n)s Assim, >os membros de uma comunidade reli+iosa? est&o >unidos por um comum chamado de Deus na linha do carisma fundacional,  por uma t.pica comum consa+ra*&o eclesial e por uma comum resposta na participa*&o >na e2perincia do sp.rito?, 'i'ida e transmitida pelo undador e na participa*&o em sua miss&o na =+rea? (<ocumento da #=/#/A, A /ida Fraterna em #omunidade, =ntrodu*&o, , c! 4 carisma undacional, para n)s, a Miseric)rdia, se torna assim um tema essencial, decisi'o para a continuidade do 'i+or e da uni&o comunitárioraterna, do compromisso e da miss&o da nossa #on+re+a*&o or isso, no ano ubilar, centenário da #omemora*&o da Morte da Madre Alphonsa Kuborn, nos concentramos intensamente no estudo do nosso carisma undacional, Miseric)rdia, tentando aer uma cuidadosa releitura da nossa Cist)ria, e nela escutamos com no'o er'or e disposi*&o o con'ite do nosso al'ador, diri+ida a cada uma de n)s pessoalmente e  comunidade reli+iosa, atra'$s das pala'ras, atitudes, a*es, da nossa FundadoraG >ede misericordiosos como 'osso ai $ misericordiosoH? (Ic J,3J! 4s esor*os e trabalhos das =rm&s Franciscanas de &o ;os$, na celebra*&o centenária da Morte da Madre Alphonsa Kuborn, -ue atra'$s dos estudos, encontros, rele2es, elabora*&o de trabalhos escritos sobre os pensamentos, a*es,  pala'ras da 'ida da Madre Alphonsa, se concentraram ao redor do tema Miseric)rdia, resultaram na elabora*&o desse te2to, como colabora*&o das =rm&s para a celebra*&o centenária 4 te2to $ propriamente um resumo dos estudos das =rm&s e +ostaria de ser um  pe-ueno subs.dio para ulteriores estudos de aproundamento e 'italia*&o do nosso carisma undacional  Misericórdia #omo resumo, por$m, o te2to n&o reprodu literalmente as contribui*es das =rm&s, -ue oram ri-u.ssimas e 'arie+adas, ormuladas de dierentes modos e sob di'ersos eno-ues Na impossibilidade de resumilas, o te2to,  m&o dos pensamentos -ue est&o nessas contribui*es, tentou tra*ar um es-uema de >deini*es? e >princ.pios? reletidos acerca da Miseric)rdia, por meio do -ual, todas as contribui*es das =rm&s pudessem ser mais tarde colocadas numa compreens&o di+amos mais ordenada 4 te2to primeiramente se concentra em deinir melhor o nosso carisma undacional,  m&o do -ue á está determinado nas ## 55 das =rm&s Franciscanas de &o ;os$ @enta dier em -ue consiste a Miseric)rdia No entanto a deini*&o a-ui n&o de'e ser entendida como i2a*&o da 'erdade acerca de uma realidade din:mica -ue n&o pode ser prei2ada, numa senten*a simples e sint$tica <einir a-ui si+niica obter uma determina*&o mais clara acerca de um 'i+or ori+inário -ue na realidade n&o pode ser delimitado no sentido estático A-ui deinir e determinar -uer antes dierG compreender com maior decis&o e amor, distin+uir com maior nitide o tesouro do nosso cora*&o, para -ue num assunto t&o decisi'o para a 'ida da nossa #on+re+a*&o n&o permane*amos indeinidas, 'a+as e conusas, como al+u$m -ue n&o sabe por -ue e para -ue 'i'e de ato A partir dessa deini*&o, ent&o, tentemos mencionar al+uns princ.pios decorrentes dessa deini*&o, -ue podem ser'ir de orienta*&o 'i'a, i $, de dicas undamentais comuns, para -ue na pra2e de nossa 'ida concreta e -uotidiana, tenhamos uma boa condu*&o de nossas a*es e de nossos e2erc.cios práticos Definição   1. A deini*&o do carisma undacional  Misericórdia , e tudo -ue a ele se reere, á se encontram nos arti+os 6, J, 7, 8 das ## 55 das =rm&s Franciscanas de &o ;os$GArt 6 4 carisma -ue identiica a #on+re+a*&o $ o esp.rito de miseric)rdia Miseric)rdia $ o amor de <eus re'elado em ;esus #risto (c <M 8990! >Dendito sea <eus e ai de  Nosso enhor ;esus #risto, o ai da miseric)rdia, o <eus de toda consola*&o? (#or 1,3! ><eus -ue $ rico em miseric)rdia $ a-uele -ue ;esus #risto nos re'elou como ai? ( ,!Art J A =rm& Franciscana de &o ;os$ busca realiar em si o esp.rito de miseric)rdia, tornandose ela mesma corpo misericordioso >ede misericordiosos como o ai $ misericordioso? (Ic J,3J! >/)s, pois, como eleitos, santos e amados de <eus, re'esti'os de miseric)rdia, bondade, mansid&o e pacincia? (#l 3,1! A undadora Madre Alphonsa -uis tanto o esp.rito de Miseric)rdia -ue o propLs como 'oto, isto $, como carisma  pr)prio da #on+re+a*&o (c ## 55 18J9, #ap ==,  ! Art 7 <esde sua ori+em, a #on+re+a*&o se dedica a tareas de seu carisma, prestando ser'i*os de auda aos pobres e doentes, s crian*as desamparadas e a outros necessitados, trabalhando em hospitais, em creches, em asilos, em escolas e cooperando com os bispos e sacerdotes na ati'idade apost)lica #om isso, elas produem em si rutos de miseric)rdia (<M 6,7! >Dema'enturados os misericordiosos por-ue alcan*ar&o miseric)rdia? (Mt 6,J! >/inde, benditos de meu ai por-ue ti'e ome e me destes de comer, ti'e sede e me destes de beber, ui pere+rino e me acolhestes, esti'e nu e me 'estistes, enermo e me 'isitastes, preso e 'iestes 'erme m 'erdade, todas as 'ees -ue iestes isto a um destes meus irm&os menores, oi a mim -ue o iestes? (Mt 6,36s! Art 8 ara manter 'i'o o carisma da #on+re+a*&o, as irm&s tenham como base de sua orma*&o reli+iosa os 'an+elhos, os scritos de &o Francisco de Assis, os scritos de anta #lara, outras ontes ranciscanas e as #onstitui*es de 18J9 de Madre Alphonsa 2. Segundo as CC.GG distinguimos: a! Miseric)rdia como o Amor de <eus, re'elado em ;esus #risto (art 6!  b! Miseric)rdia como sp.rito de Miseric)rdia (art 6! c! Miseric)rdia como /irtude da Miseric)rdia, i $, o sp.rito de Miseric)rdia >tomando corpo? nas =rm&s (Art J! d! Miseric)rdia como ideal obeti'o do proeto de 'ida das =rm&s (Art J! e! Miseric)rdia como obras de Miseric)rdia (Art 7! ! Miseric)rdia como rutos de Miseric)rdia (art 7! 3  @odas essas si+niica*es de Miseric)rdia, podem estar direta ou indiretamente inclu.das na compreens&o da Miseric)rdia como do carisma undacional das =rm&s ranciscanas de &o ;os$ No entanto, essas di'ersas si+niica*es de Miseric)rdia n&o est&o uma ao lado da outra, como -ue enileiradas, mas elas se constituem numa implic:ncia de undamenta*&o Cá ali uma esp$cie de escala*&o de aproundamento, da si+niica*&o mais usual e supericial para a si+niica*&o cada 'e mais prounda e essencial A si+niica*&o, a mais undamental e principal $ a da Miseric)rdia como o Amor de <eus, re'elado em ;esus #risto 3. Misericórdia como o Amor de Deus Uno e Trino, revelado em esus Cristo (c a! <eus $ Amor (1;o ,1J! Misericórdia  $ Amor -ue $ o pr)prio <eus, tornandose 'is.'el, des'elandose em ;esus #risto ;esus #risto $, pois, a re'ela*&o do -ue $ e como $ o Amor de <eus or isso, se -uisermos realmente compreender -uem $ e como $ <eus -ue $ Amor, e o -ue $ e como $ o Amor -ue $ <eus, de'emos ou'ir, acolher, se+uir a ;esus #risto, sim pensar, sentir, a+ir e ser como ;esus #risto or isso, le $ >caminho, 'erdade e 'ida? (;o 1,J7 c &o Francisco de Assis, Admoesta*es, cap =G <o corpo do enhor! Na medida em -ue nesse e+uimento de ;esus #risto, imitando a sua  forma de vida , nos tornamos e2istncia >cristoorme?, come*amos a compreender -ue a Misericórdia  tem a sua ori+em e onte na ornalha de Amor do Mist!rio da Sant ssima Trindade #omo, na ornalha, sentimos e 'emos o o+o, a sua chama, saindo e irradiando  brilho e calor, sentimos e >'emos? atra'$s das chamas, do seu brilho e calor, a sua ori+em, a sua onte insondá'el, sentimos e >'emos? como de'e ser intensidade, or*a e 'eemncia da proundidade oculta da ornalha ;esus #risto $ brilho e calor, o esplendor -ue sai da ornalha do Amor de <eus $ o 'ir ao encontro do o+o do Amor <i'ino a n)s sse Amor de <eus -ue 'em ao nosso encontro, em e como esus Cristo,   ! Misericórdia Mas Misericórdia  nos condu, nos a >sentir e 'er? o -ue $ e como $ o Amor de <eus nele mesmo, na sua intimidade a mais .ntima, na sua ternura a mais terna, na sua abissal imensid&o, proundidade da bondade, beni+nidade e +enerosidade (c  3,119 %m 11,333J!, no arcano insondá'el do >amor entranhado? -ue $ a ant.ssima @rindade, o interior, o :ma+o do <eus de Amor (c ;o&o aulo ==, 2orta*&o Apost)lica )ssinodal, /ita #onsecrata, #ap =! Assim, ;esus #risto -ue $ a maniesta*&o 'is.'el da Dondade e Deni+nidade da ant.ssima @rindade No mist$rio da sua intimidade com o ai, na comunh&o com o sp.rito anto, atra'$s da sua humanidade, no seu pr)prio ser, na sua pr)pria e2istncia na carne mortal,  pelas pala'ras e obras, pelos ensinamentos e e2emplos, pelo testemunho corpo a corpo da absoluta e incondicional doa*&o de si aos homens na obla*&o da cru, nos re'ela como $ esse amor entranhado -ue $ o :ma+o do abismo do Mist$rio da ant.ssima trindade, -uando ele se derrama sobre n)s em e como ;esus #risto, seu Filho sse Amor de <eus Eno e @rino, a bondade diusi'a de si, i $, >a #aridade $ paciente, a #aridade $ beni+na, n&o $ in'eosa a caridade n&o $ or+ulhosa, n&o se ensoberbece n&o $ descorts, n&o $ interesseira, n&o se irrita, n&o +uarda rancor n&o se ale+ra com a inusti*a mas se compra com a 'erdade tudo desculpa, tudo cr, tudo espera, tudo tolera? (1#or 13,7! 4 Amor do <eus Eno e @rino, assim >'oltado para ora?, assim tornado 'is.'el e assim se doando  humanidade, nos criou, se nos deu no seu pr)prio Filho ;esus #risto, se entre+ando a n)s de uma orma t&o absoluta e incondicional, sim apai2onadamente, at$ a morte na 

Cult 1 Especial

Aug 17, 2017
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