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a missa explicada

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PERGUNTAS MAIS COMUNS 1. O que é a Missa? Os primeiros cristãos chamavam a missa de Ceia do Senhor ou Fração do Pão. Nós preferimos chamá-la de Eucaristia,…
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PERGUNTAS MAIS COMUNS 1. O que é a Missa? Os primeiros cristãos chamavam a missa de Ceia do Senhor ou Fração do Pão. Nós preferimos chamá-la de Eucaristia, que significa Ação de Graças. Pode-se tentar definir a Eucaristia com uma das aclamações após a consagração, que diz: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”. É, portanto, a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a sua Páscoa e a nossa. 2. Como nasceu a Celebração da Missa? A celebração da Eucaristia nasceu com o próprio Senhor Jesus. Na noite em que foi entregue, durante a última ceia, ele tomou o pão, deu graças, o partiu e o entregou a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei todos vós. Isto é meu corpo, que será entregue por vós”. Terminada a ceia, tomou um cálice com vinho, deu graças e o passou aos discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e bebei. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados”. Essas palavras do Novo Testamento mostram a instituição da Eucaristia. 3. Quais as passagens do Novo testamento que narram a instituição da Eucaristia? O Texto mais antigo é 1 Coríntios 11, 23 – 25, Lucas 22, 19-20, Mateus 26,26-28 e Marcos 14, 22-24 narram o mesmo acontecimento, com algumas diferenças entre eles. O evangelho de João não traz texto semelhante, mas não deixa dúvidas sobre o comer a carne e beber o sangue do Senhor (João 6,51-58). Em vez de simplesmente narrar a instituição, o evangelho de João mostra a importância de comungar o Corpo e o Sangue do Senhor e suas conseqüências para a vida. 4. Por que não dar aos fieis também o vinho consagrado? O ideal é que todos comunguem do Corpo e do Sangue do Senhor. Se não faz assim, talvez seja por praticidade. Quem comunga só a hóstia consagrada, porém, está comungando Cristo na totalidade. Você não acha que na sua comunidade seria possível comungar sempre sob duas espécies? 5. Os cristãos celebram a Eucaristia desde o início? Sim, a Eucaristia faz parte da vida cristã desde o começo, pois na última ceia Jesus mandou: “Fazei isto em memória de mim”. Os Atos dos Apóstolos (2,42) falam da Fração do Pão, celebrada desde o começo. As comunidades fundadas por Paulo também celebravam a Ceia do senhor – a Eucaristia – num clima de partilha também dos alimentos (1 Coríntios 11,17-34). 6. A Eucaristia é simples lembrança da paixão, morte e ressurreição do Senhor? Não. Não dizemos que “recordar é viver”? Pois na Eucaristia revivemos a Páscoa do Senhor. Para o povo da Bíblia, memória não é recordação de algo que ficou perdido no tempo. É celebrar aquele acontecimento, trazendo-o para o hoje, com a mesma força que teve no passado. 7. Alguns grupos neopentecostais celebram a “Ceia do senhor”. Trata-se de Missa? Nós cremos que sem o ministro ordenado não há missa. A celebração da Eucaristia, tal como a celebração hoje, não é fruto de improvisação, mas resultado de uma caminhada que se iniciou com o próprio Jesus, continuou pela prática dos apóstolos e chegou até nós. 8. Qual a relação entre a missa e a Páscoa do senhor? Toda missa é celebrada do mistério pascal. Em cada Eucaristia celebramos a paixão, morte, ressurreição e ascensão do senhor Jesus. Na missa celebramos a Páscoa do Senhor, sua passagem da morte para a vida e a passagem deste mundo para o Pai. Isso se torna ainda mais sério quando descobrimos que Jesus instituiu a Eucaristia numa celebração da Páscoa dos Judeus. A Páscoa dos Judeus, ainda hoje, é a festa em que se comemora a saída da escravidão no Egito, a passagem da escravidão para a liberdade. 9. Em que dia da semana os primeiros cristãos celebravam a Eucaristia? No Domingo. Há várias passagens do Novo Testamento que falam disso, por exemplo, 1 Coríntios 16,2; Apocalipse 1,10, que chama domingo de “dia do Senhor”. No dia em que o Senhor venceu a morte, os cristãos proclamaram “anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. . . ”. O domingo é o dia que dá sentido e valor aos outros dias da semana. 10. Até quando os cristãos devem celebrar a Eucaristia? O apóstolo Paulo pede para celebrar a memória da morte e ressurreição de Jesus “até que o Senhor venha” (1 Corintios 11, 26). É por isso que numa das aclamações após a consagração pedimos: “Vinde, Senhor Jesus”. Este pedido era uma oração freqüente dos primeiros cristão, que oravam: Marana tha. 11. Qual a importância da Eucaristia na vida dos cristãos? A Eucaristia é a fonte e o ponto alto da vida cristã. Para descobrir sua importância, basta lembrar o seguinte: Nos primeiros séculos, os cristãos foram perseguidos por causa da sua fé e por participarem da Eucaristia. Sabe o que os cristãos da África responderam a seus perseguidores no ano 303? “Não podemos existir sem ela. O domingo não pode ser celebrado sem assembléia do Senhor”. E davam a vida por isso. 12. O domingo é o único dia para participar da Eucaristia? Não. Entre os dias da semana, o domingo é o mais importante, por ser o “dia do Senhor”. Para ir ao encontro das necessidades dos cristãos, muitas comunidades celebram a missa vespertina (sábado à tardinha). Visto que os tempos mudaram, quem não tem condições de participar aos domingos pode fazê-lo num outro dia da semana. 13. Quem celebra a Eucaristia? Todos celebram, cada uma seu modo. O grande celebrante é o próprio Senhor Jesus, que novamente se entrega e se oferece ao Pai por nós. O ministro ordenado preside, e toda a assembléia dos batizados participa enquanto “sacerdócio real” e membros do corpo de Cristo, que é a Igreja. Os ministros ordenados são o Bispo e o Presbítero. A palavra “presbítero” significava na origem o “ancião” que dirigia a comunidade. Hoje é sinônimo de “sacerdote” e “padre”. É melhor usar a palavra Presbítero. O Diácono significa “servidor”. Ele auxilia o Bispo ou o Presbítero na celebração da Eucaristia. 14. Tem sentido o padre celebrar a Eucaristia sozinho? A Eucaristia é essencialmente um ato comunitário, celebrada em espírito de fraternidade e de partilha. Além disso, é preciso pensar que no mundo inteiro há milhares de comunidades que não tem Eucaristia aos domingos por falta de ministro ordenado. As exceções são raras. 15. Rezar missa pelos mortos faz sentido? A Eucaristia é Ação de Graças. Nesse grande agradecimento, há espaço também para a memória dos falecidos. Nas intercessões das orações eucarísticas pedimos também por eles, pois acreditamos na comunhão dos santos” e na comunhão das coisas santas. Além disso, rezar pelos mortos significa que a morte não matou o amor. Se na Eucaristia celebramos a Páscoa do senhor, por que não rezar pela Páscoa dos falecidos? Contudo, reduzir a Missa a uma oração pelos mortos é diminuir seu significado. 16. Quais são as cores litúrgicas e o que significam? Na celebração da Eucaristia fazemos comunhão com Deus, com as pessoas, com as coisas e com a história. Celebramos a vida de Deus em nós e a nossa vida na vida dele. As cores litúrgicas são um convite a entrar em comunhão. Elas estão visíveis em quem preside (estola e casula), no altar, na mesa da Palavra etc. As cores litúrgicas nos informam o que estamos celebrando. O roxo – usado no Advento, Quaresma, funerais etc. – convoca à preparação da vinha do Senhor (Natal), à mudança de vida na Quaresma, e nos faz pensar na fragilidade da vida (exéquias). O branco é a cor da ressurreição, da alegria do tempo da Páscoa, do Natal, das festas do Senhor, de Maria, dos santos não martirizados etc. O vermelho é a cor da paixão da sexta-feira santa, do fogo do amor no Pentecostes, das festas dos mártires. . . que “alvejavam suas vestes no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7,14). O verde – cor do tempo comum – marca a maior parte das celebrações durante o ano. Com o verde caminhamos na esperança de nossa plena comunhão com Deus. 17. Quais são as partes da celebração eucarística? São duas: Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística. Além disso, há os Ritos Iniciais e os Ritos Finais. As duas partes são chamadas também de duas mesas, das quais nos alimentamos, a Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia. São duas faces da mesma moeda. 18. O que são os Ritos Iniciais? São o começo da celebração, marcado pelo canto de entrada, o sinal da cruz, a saudação do presidente, o ato penitencial, o hino de louvor (Glória) quando prescrito e a oração de quem preside, chamada “coleta” . 19. Onde começa e termina a Liturgia da Palavra? A Liturgia da Palavra começa com a primeira leitura, continua com o salmo responsorial, a segunda leitura (quando houver), a aclamação ao evangelho, a proclamação do Evangelho, a homilia, a profissão de fé (quando houver) e as preces da comunidade (também chamada de prece universal, oração dos fieis, oração da assembléia). É a “primeira mesa” que nos alimenta, a Mesa da Palavra. 20. A Liturgia Eucarística vem logo a seguir? Sim. É a “segunda mesa”, e nosso olhar se concentra no altar, na Mesa da Eucaristia. Inicia-se com a apresentação das ofertas e continua com a oração sobre as oferendas. O prefácio abre a oração eucarística, centro de toda a celebração. Ela termina com a doxologia “Por Cristo. . . ” e o “Amém” da assembléia. Vem, a seguir, o Pai-nosso e as orações que o acompanham, o abraço da paz, a fração do pão, a invocação do Cordeiro de Deus, a comunhão, a ação de graças e a oração do presidente, chamada de oração “depois da comunhão”. 21. E os Ritos Finais? Compreende a bênção e a despedida. Algumas comunidades terminam com um canto. 22. Por que alguns lugares tocam a campainha na hora da elevação? Certamente porque não entenderam para que serviam as campainhas. No tempo em que a missa era em latim, serviam para avisar o povo que havia chegado o momento da consagração, e era preciso concentrar-se (parar a reza do terço, em certos lugares). Quando o padre impunha as mãos sobre as ofertas, tocava-se o sininho pela primeira vez. Tocava-se ainda na elevação e na genuflexão do sacerdote. Hoje, se alguém precisa ouvir campainhas para saber que chegou o momento da consagração, significa que conhece bem pouco daquilo que se celebra. 23. Está certo rezar o terço durante a missa? Não. Esse era um costume anterior ao concílio Vaticano II. Nessa época, a missa era em latim, o povo não entendia nada, e só participava rezando o terço. As coisas mudaram, graças a Deus. Hoje participamos cantando, escutando, respondendo, comungando. . . Continuar rezando o terço durante a missa é recusar o ótimo para ficar com o menos bom. Seria bom se. . . Seria bom se você chegasse na igreja um pouco antes, não em cima da hora, menos ainda atrasado; e observasse o ambiente, a cor litúrgica, a Mesa da Palavra (o ambão de onde se fazem as leituras), o altar ou a Mesa da Eucaristia, de onde Jesus se entrega por nós. Nas missas solenes o altar é incensado. Em muitas igrejas, o altar contém a “pedra d’ ara”, onde estão guardadas relíquias de santos e mártires. A Eucaristia da qual você vai participar é celebrada em comunhão com o testamento dos santos e mártires. Observe a cruz sobre o altar ou ao lado dele, as velas (o círio no tempo pascal) postas sobre o altar ou ao lado. . . Note a presença de flores, concentre-se e reze. Se quiser cumprimentar amigos(as), não faça estardalhaço. Prepare-se para a grande celebração. Sinta-a como se fosse a primeira vez, viva-a como se fosse a última. Pois Jesus celebrou a Eucaristia uma única vez, na Santa Ceia. Isso lhe valeu a morte e ressurreição. RITOS INICIAIS As equipes de liturgia geralmente preparam uma introdução e comentários. Na introdução buscamos os motivos que nos levam a celebrar: o tempo litúrgico, pessoas, comunidades, aquilo que acontece no país e no mundo. . . É importante estarmos bem motivados para celebrar. Muitas comunidades criaram o ministério da acolhida, para receber bem as pessoas, orientá-las e se for preciso, da mesma forma como acolhemos bem vem à nossa casa. Esse ministério cria um clima de família, e é muito gratificante ser bem recebido, inclusive pelo presidente da celebração. 1. Canto de entrada Não é só para “acolher” o presidente da celebração e os ministros. O canto de entrada deseja criar um clima de festa, de alegria, de família, de fraternidade, de comunhão com Deus e as pessoas. Canta-se de pé. Nas festas, costuma-se fazer a procissão de entrada, com a cruz, o evangeliário (Bíblia), incenso etc. O canto de entrada – como os demais cantos – deve estar sintonizado com o tema do dia. 2. Sinal da cruz O sinal da cruz é a porta de entrada e de saída da missa. É composto de gesto e palavras. Com ele marcamos nosso corpo, consagrando-o à Trindade santa. Faça-o com respeito e com sentido, pois é o sinal que caracteriza o cristão. Alguns sacerdotes, para ressaltar a importância, gostam de cantá-lo. O gesto é repetido mais vezes ao longo da missa. 3. Saudação O presidente da celebração saúda a assembléia. É o começo de um longo diálogo que percorre toda a celebração. A saudação normalmente é tirada das cartas do Novo Testamento. A assembléia louva a Deus por tê-la reunido no amor de Cristo. 4. Ato penitencial Reunidos em nome da trindade, pedimos perdão. O ato penitencial é ao mesmo tempo confissão de nossas faltas e profissão de fé na misericórdia divina. Quando queremos dar ênfase a esse gesto, pedimos perdão cantando. 5. Hino de louvor É conhecido como Glória, e seria bom que fosse sempre cantado. É a grande doxologia da missa. (Doxologia significa louvação. ) A Liturgia prescreve o Glória nas festas e solenidades, bem como nos domingos (exceto Advento e Quaresma). É um hino de louvor ao Pai por causa de Jesus Cristo, na força do Espírito. De fato, o motivo central da louvação é Jesus Cristo. Não deve ser substituído por nenhum outro canto. 6. Oração chamada “coleta” É a primeira das três orações ditas “presidenciais”, reservada a quem preside, que a reza em nome da assembléia. Enquanto “coleta”, deseja reunir e unir todos os sentimentos da comunidade que celebra. Depois de dizer “oremos”, o padre faz uma pausa para que cada pessoa coloque diante de Deus as próprias motivações. O “Amém” da assembléia significa que ela esta de acordo. LITURGIA DA PALAVRA Algumas comunidades, nas missas solenes, costumam fazer a entrada da Bíblia. Sentada, a assembléia se prepara a escutar. Os cristãos – como povo de Deus do Antigo Testamento – são o povo da escuta: “Escuta, Israel. . teu Deus vai falar”. Está posta a primeira mesa, a Mesa da Palavra. 1. Primeira Leitura Nos domingos, festas e solenidades, a primeira leitura é quase sempre tomada do Antigo Testamento (exceção, por exemplo, nos domingos do Tempo Pascal). A leitura do Antigo Testamento foi escolhida em função do evangelho, formando quase sempre um par em torno de um tema (sobretudo no Tempo Comum). Nos dias de semana, no espaço de dois anos – divididos em par e ímpar – lêem-se as passagens mais significativas de toda a Bíblia – exceto os evangelhos. Neste caso, raramente a leitura e o evangelho têm tema comum. A(s) leitura(s) termina(m) com “Palavra do Senhor”. A assembléia responde “Graças a Deus”. 2. Salmo responsorial O salmo (às vezes outro hino da Bíblia) é resposta orante da assembléia. Deus fala, a comunidade responde com um salmo, que deveria ser cantado, pelo menos o refrão. A numeração do salmo provavelmente não coincide com a da Bíblia que você usa, porque a Liturgia ainda usa a numeração latina. Note, aprecie e reze a sintonia entre a leitura e o salmo. Nunca se deve substituí-lo por outro canto qualquer. 3. Segunda leitura Nos domingos e solenidades há a segunda leitura, sempre tomada do Novo Testamento. No tempo Comum, é a leitura contínua das passagens mais significativas das cartas do Novo Testamento, sem necessariamente combinar com a primeira leitura e o evangelho. No projeto inicial, a segunda leitura pretende iluminar a prática pastoral das comunidades. 4. Aclamação ao evangelho De pé, a assembléia acolhe a Palavra por excelência, o próprio Jesus que nos fala. Mediante o canto, manifestamos a alegria de tê-lo entre nós, falando conosco. O canto é alegre e vibrante: Aleluia! (Exceto na Quaresma). E a estrofe é sempre tirada da própria Bíblia. Nas missas solenes, há uma procissão com o livro dos evangelhos e incenso. 5. Evangelho Quem preside (um concelebrante ou diácono) proclama o evangelho do dia. Às vezes é cantado, para sublinhar o caráter de festa. Quando se usa incenso, antes de ser proclamado, incensa-se o evangelho. Nos domingos do tempo Comum, de modo geral, lemos um evangelho a cada ano. Mateus (Ano A), Marcos (Ano B) e Lucas (Ano C). O evangelho de João entra um pouco por tudo, particularmente na Quaresma e Tempo Pascal. Nos dias de semana, no intervalo de um ano, lemos praticamente todos os evangelhos. A proclamação do evangelho é o ponto alto da Liturgia da Palavra. Marcamos com uma cruz (persignação) a testa (mente), a boca (palavras) e o peito (sentimentos), para expressar o desejo de que a Palavra nos guie em tudo o que pensamos, dizemos e fazemos. A proclamação termina sempre com “Palavra da Salvação”. A assembléia responde “Glória a vós, Senhor”. Terminada a proclamação, o evangelho é reverenciado com o beijo de quem o proclamou. 6. Homilia Quem preside dirige a palavra à assembléia sentada, explicando o sentido das leituras e ajudando a comunidade a aprofundar a Palavra à luz da nossa realidade. É o momento em que tentamos descobrir o que a Palavra tem a nos dizer. É importante escutar com atenção e respeito, pois não se trata palavras de ontem, mas da Palavra para o nosso hoje. 7. Profissão de fé A homilia abriu nossos olhos e aqueceu o coração. Por isso, de pé, a assembléia professa a fé, rezando o Creio. Há duas formulas, o Símbolo dos Apóstolos (o mais curto) e o Símbolo Niceno-constantinopolitano (mais longo), resultado de muita reflexão e escrito como síntese da fé cristã. Chama-se assim por ter surgido após os concílios de Nicéia e Constantinopla. É uma espécie de assinatura da comunidade que celebra, selando seu compromisso com Deus que fala. É praticamente o fecho da Liturgia da Palavra. O Creio é rezado todos os domingos e solenidades. 8. Preces da assembléia Aos domingos – e sempre que for oportuno – rezam-se as preces da assembléia. A comunidade celebrante abre o coração e expressa seus sentimentos, rezando. As preces dos fieis trazem para dentro da assembléia o mundo todo, a Igreja, todos os necessitados. E fazem-se pedidos para as necessidades da própria comunidade e das pessoas que a compõem. LITURGIA EUCARÍSTICA Da Mesa da Palavra passa-se à Mesa da Eucaristia. Nossa atenção concentra-se agora no altar. Há comunidades que, nesse momento, preparam a mesa com elementos essenciais. Para solenizar este momento faz-se a procissão das ofertas: pão, vinho e símbolos da vida da comunidade. A Mesa da Eucaristia esta pronta: toalhas, corporal, missal, pão e vinho. Cada cristão é convidado a fazer-se oferta, segundo o pedido de Paulo: “Peço que vocês ofereçam os próprios corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12,1). 1. Canto e apresentação das oferendas Durante a procissão das oferendas, canta-se o canto das próprias ofertas. Nesse momento, as pessoas fazem espontaneamente a própria oferta para as necessidades da comunidade e da Igreja. Antes de apresentar o vinho, mistura-se nele um pouco de água. Esse gesto lembra o que Jesus fez no fim da última ceia: ele pegou uma taça em que havia vinho misturado com água. Era provavelmente a terceira taça da ceia pascal judaica. O vinho era misturado com água para que os participantes se mantivessem sóbrios. Durante o canto – ou sem ele – o presidente apresenta ao pai do céu as ofertas do pão e do vinho, frutos da terra e do trabalho humano. Essas ofertas se tornarão pão da vida (corpo de Cristo) e cálice da salvação (Sangue de Cristo). Estamos habituados a chamar esse momento de “ofertório” (canto de ofertório), mas trata-se simplesmente de “apresentação das oferendas”. Veja o que o presidente diz: “Bendito sejais, Senhor Deus do universo, pelo pão (pelo vinho) que r
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