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A Mortalidade Por Doenças Tropicais Negligenciadas No Brasil, 2000-2011

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Artigo sobre A Mortalidade Por Doenças Tropicais Negligenciadas No Brasil, 2000-2011
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  13/04/2016 A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no Brasil, 2000-2011http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4750431/ 1/7 Vamos para:Vamos para: Touro Organ Mundial de Saúde. 2016 01 de fevereiro; 94 (2): 103-110.Publicado on-line 2015 novembro 24. doi: 10,2471 / BLT.15.152363PMCID: PMC4750431 Idioma: Inglês | Francês | Espanhol |  Árabe | Chinês | russo A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no Brasil, 2000-2011 Francisco Rogerlândio Martins-Melo ,  Alberto Novaes Ramos Jr. , Carlos Henrique Alencar  , e Jorg Heukelbach Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Rua Professor Costa Mendes, 1608, 5. andar,Rodolfo Teófilo, 60430-140 Fortaleza, Ceará, Brasil. Autor correspondente.Correspondência para Jorg Heukelbach (e-mail: heukelbach@web.de ).Recebeu 2015 05 de janeiro; Revisado 2015 30 de outubro; Aceito 2015 02 de novembro.Copyright (c) 2016 Os autores; licenciado Organização Mundial da Saúde.Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença Creative Commons Attribution IGO (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/igo/legalcode ), que permite uso irrestrito, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que a obrasrcinal é devidamente citado. Em qualquer reprodução deste artigo não deve haver qualquer sugestão de que a OMS ou este artigo endossa qualquer organização ou produtos específicos. O uso do logotipo da OMS não é permitido. Este aviso deve ser preservado junto com URL srcinal do artigo. Abstrato Objetivo Par a descrever a mortalidade por doenças tropicais negligenciadas (DTNs) no Brasil, 2000-2011. Métodos Extraímos informações sobre a causa da morte, idade, sexo, etnia e local de residência do sistema de informação demortalidade em todo o país no Ministério da Saúde do Brasil. Foram selecionados óbitos em que a causa básica demorte foi um negligenciadas doenças tropicais (DTN), como definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e com base na sua classificação internacional de doenças  , 10ª revisão (CID-10) códigos. Para DTN específicos,estimamos taxas brutas e ajustadas por idade de mortalidade e intervalos de 95% de confiança (IC). Calculamostaxas brutas de mortalidade e ajustadas por idade e razões de taxas de mortalidade por idade, sexo, etnia e áreageográfica. achados Durante o período de estudo de 12 anos, 12 491 280 mortes foram registradas; 76 847 mortes (0,62%) foramcausados por DTN. A doença de Chagas foi a causa mais comum de morte (58 928 mortes; 76,7%), seguido por esquistossomose (6319 mortes; 8,2%) e leishmaniose (3466 mortes; 4,5%). A mortalidade ajustada por idade médiaanual de todas as DTNs combinados foi de 4,30 óbitos por 100 000 habitantes (95% CI: 4,21-4,40). Taxas forammaiores entre os homens: 4,98 mortes por 100 000; pessoas com mais de 69 anos: 33.12 mortes por 100 000; Afro- brasileiros: 5,25 óbitos por 100 000; e residentes na região Centro-Oeste: 14,71 mortes por 100 000. Conclusão DTN são importantes causas de morte e são um importante problema de saúde pública no Brasil. Há umanecessidade de medidas de controlo integrado intensivos em áreas de alta morbidade e mortalidade. Introdução As doenças tropicais negligenciadas (DTNs) pode resultar em deficiência, desfiguração, o crescimento infância prejudicada e desenvolvimento cognitivo, a morte eo aumento da pobreza nas comunidades afetadas. Mundialmente, cerca de 2 bilhões de pessoas estão em risco de uma ou mais DTNs e mais de 1 bilhão de pessoassão afectados por estas doenças. até meio milhão de mortes e até 57 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade perdidos têm sido atribuídas anualmente a DTN. uma um um    umum 11 - 31 , 2 , 4 , 5  13/04/2016 A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no Brasil, 2000-2011http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4750431/ 2/7 Vamos para:Vamos para: O Brasil é responsável por uma grande proporção das DTNs que ocorrem na América Latina, incluindo a lepra(86%), dengue (40%), a esquistossomose (96%), doença de Chagas (25%), leishmaniose cutânea (39%) eleishmaniose visceral ( 93%). a maioria das DTN ocorrem em populações com baixo status socioeconômico-, principalmente no norte e nordeste do país. O conhecimento da magnitude de mortes relacionadas com a NTD em países endêmicos é essencial para amonitorização e avaliação do impacto das intervenções e a eficácia das medidas de controlo específicas. Noentanto, existem poucos estudos sistemáticos e de grande escala que investigam NTD- mortalidade relacionada. Aqui, descrevemos as características epidemiológicas dos óbitos por DTN no Brasil ao longo de um período de 12 anos. Métodos Foram obtidos dados de mortalidade do sistema de informação de mortalidade em todo o país do Ministério daSaúde, que é acessível ao público. A declaração de óbito, que são completadas por médicos, incluem asseguintes variáveis: causas múltiplas de morte, idade, sexo, educação, etnia, estado civil, data da morte, local deresidência e local de morte. Nós transferido e processado um total de 324 conjuntos de dados de mortalidade (uma para cada um dos 27 estados por ano). Foram incluídos todos os óbitos no Brasil de 2000 a 2011, em que qualquer  NTD foi registrada nos atestados de óbito como causa básica da morte. Foram selecionados todos os DTN, talcomo definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com base na sua classificação internacional dedoenças,  10ª revisão (CID-10) códigos, ou não a doença é conhecido por ser endêmica no Brasil ( tabela 1 ). os dados populacionais foram baseados nos censos da população nacional (2000 e 2010) com interpolação paraoutros anos (2001-2009 e 2011). tabela 1 As doenças tropicais negligenciadas definidos pela OrganizaçãoMundial de Saúde, registrados no sistema de informação demortalidade, Brasil, 2000-2011 Análise Para DTN específicos, estimamos bruto anual média e as taxas de mortalidade ajustadas por idade e intervalos de95% de confiança (IC). Para todas as DTNs combinado, foi calculado bruto, específica para a idade e as taxas demortalidade ajustadas por idade, por sexo, etnia e área geográfica. taxas ajustadas por idade foram calculados pelométodo direto com base no censo de 2010. taxas específicas por idade foram computados para as seguintes faixasetárias: 0-4, 5-9, 10-14, 15-19, 20-39, 40-59, 60-69 e maiores de 69 anos. Foram incluídos todos os conjuntos dedados, mesmo se as informações sobre algumas variáveis não estavam disponíveis em todos os casos. Detalhes dedados em falta são apresentados nas tabelas.Estimou-se (i) as razões de taxa de mortalidade para todas as DTNs combinados, por idade, sexo e etnia, com basenas taxas brutas de mortalidade; (ii) a proporção de todas as mortes atribuídas ao DTN; e (iii) a proporção de óbitos por causas infecciosas e parasitárias, (CID-10 códigos A00-B99), atribuído a DTN. Para efeito de comparação,também calculado mortes atribuídas ao vírus da imunodeficiência humana (VIH), a tuberculose ea malária.  Nós usamos Stata versão 11.2 (StataCorp LP, College Station, Estados Unidos da América) para todas as análises.O mapa das taxas de mortalidade DTN Fig. 1 foi criada usando ArcGIS versão 9.3 (ESRI, Redlands, EstadosUnidos da América). Foram utilizados dados secundários disponíveis publicamente, que são anónimos para impedir a identificação de indivíduos. Este estudo foi aprovado pelo Ethical Conselho de Administração da UniversidadeFederal do Ceará, Fortaleza, Brasil, número de registo 751 109/2014 Review.FIG. 1As taxas de mortalidade média anual das doenças tropicais negligenciadasno Brasil, 2000-2011 Resultados 6 - 869 - 119 ,10 , 12 - 16 1718 1 ,41920  13/04/2016 A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no Brasil, 2000-2011http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4750431/ 3/7 Vamos para: Entre 2000 e 2011, 12 491 280 mortes foram registradas. Foram identificados 76 847 mortes por NTD registradocomo a causa subjacente ( Tabela 2 ). O número médio anual de mortes relacionadas com a NTD era (IC 95%:6238-6570) 6404, variando de 6172 em 2001 para 6982 em 2008. A doença de Chagas foi responsável por 58 928mortes (76,7% de todas as mortes por DTN), seguido por esquistossomose 6319 (8,2%) e leishmaniose 3466(4,5%). Mortes por DTN eram quase 60 vezes mais frequente do que de malária (1288 mortes) e 1,3 vezes maisfrequente do que de tuberculose (59 281 mortes), mas apenas 60% do número de mortes por HIV (136 829) ( Tabela 2 ).mesa 2 A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas, por causa, Brasil,2000-2011 A idade mediana dos óbitos por todas as DTNs combinados foi de 63,8 anos, (intervalo: 0-108,5). Mortes por DTN eram mais comum no sexo masculino (44 237/76 840; 57,6%); pessoas com mais de 69 anos (27 168/76 662;35,4%); Caucasianos (32 907/68 956; 47,7%); e os residentes na região Sudeste (35 933/76 847; 46,8%). Estasmortes ocorreu mais frequentemente em hospitais (55 791/76 629; 72,8%), seguido por mortes em casa (15 680/76629; 20,5%). A idade média de morte foi maior para doenças crônicas, como doença de Chagas, esquistossomose ehanseníase e menor de infecções por helmintos transmitidos pelo solo, raiva, dengue e leishmaniose ( Tabela 2 ). Adistribuição por sexo também diferiram de acordo com a doença; mais de 70% (2117/2935) das mortes dehanseníase e 62,8% das mortes por leishmaniose (2177/3466) ocorreram no sexo masculino ( Tabela 2 ).A taxa média anual de mortalidade bruta foi de 3,45 óbitos por 100 000 habitantes (95% CI: 3.37-3.54), com umataxa ajustada por idade de 4,30 óbitos por 100 000 habitantes (95% CI: 4,21-4,40; Tabela 2 e Tabela 3 ). As taxas médias anuais ajustadas por idade foram significativamente maiores em homens do que mulheres ( Tabela 3 ).Taxas específicas por idade aumentou com a idade, com 33.12 mortes por 100 000 habitantes em pessoas com maisde 69 anos. Taxas foram 1,8 vezes maior em afro-brasileiros em comparação com os caucasianos ( Tabela 3 ).tabela 3 Características das pessoas que morrem de doenças tropicaisnegligenciadas, Brasil, 2000-2011 Uma das cinco regiões, a região Centro-Oeste teve a maior taxa ajustada por idade (14,71 óbitos por 100 000habitantes) e da região sul a mais baixa (1,52 óbitos por 100 000 habitantes; Fig. 1 ). A proporção de todas asmortes causadas pelo NTD foi de 0,62% ( Tabela 2 ). Discussão  Nós descrevemos a mortalidade por DTN no Brasil durante um período de 12 anos. Em geral, as DTNs com uma patologia predominantemente crônica apresentou a maior mortalidade. doença de Chagas causada o maior númerode mortes, seguido por esquistossomose e leishmaniose, lepra, enquanto também causou um fardo considerável.A alta mortalidade por doença de Chagas é uma característica particular de países da América Latina,especialmente o Brasil. Durante as últimas décadas, tem havido grandes esforços para reduzir a carga da doençade Chagas nas taxas continente e transmissão foram reduzidos consideravelmente. No entanto , devido ànatureza crónica da doença, as taxas de mortalidade cairá lentamente. Brasil abriga a maioria da carga esquistossomose na América Latina; as principais áreas endêmicas estão naregião Nordeste do país. medidas do programa de controle implementado nas últimas décadas foram baseados principalmente em pesquisas de fezes periódicos em áreas endêmicas, seguido por tratamento de casos positivos.Consequentemente, morbidade e mortalidade por esquistossomose foram reduzidos, mas a doença não foieliminada. controle da esquistossomose continua a ser um desafio, com persistência e expansão de focos dadoença, mesmo após anos de medidas de controlo integrado. Internal migração de pessoas, combinado com aampla distribuição geográfica dos caracóis hospedeiros intermédios e condições sanitárias precárias favorecem a permanência e estabelecimento de novos focos no Brasil. Um número considerável de mortes foram atribuídas a leishmaniose, dengue e hanseníase. Três formas de 1121 , 2211 , 2382410 , 2525 , 2625  13/04/2016 A mortalidade por doenças tropicais negligenciadas no Brasil, 2000-2011http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4750431/ 4/7 leishmaniose - visceral, cutânea e mucocutânea - diferem na incidência, gravidade e distribuição geográfica noBrasil. Leishmaniose cutânea ocorre em todos os 27 estados, com a maioria dos casos relatados na regiãonorte, Considerando localmente transmitidos casos de leishmaniose visceral, a forma mais grave da doença, sãorelatados a partir de 21 estados, com a maior carga na região nordeste. a leishmaniose visceral é potencialmente fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente e é responsável pela maioria das mortesde leishmaniose. tem havido um aumento da mortalidade por leishmaniose visceral no Brasil nos últimos anos.Isto é principalmente devido à introdução da doença em novas áreas geográficas e factores do hospedeiroaumentando a taxa de letalidade, tais como má nutrição, o aumento da idade e imunossupressão, sendo este último,devido principalmente ao HIV. A dengue tem uma ampla distribuição geográfica e também é uma preocupação nacional de saúde pública noBrasil. Apesar intensificou as medidas de controle no país, nos últimos anos, tem havido um aumento constanteno número de hospitalizações relacionadas com dengue, casos graves e mortes. o aumento da dispersãogeográfica dos mosquitos vetores ea presença simultânea de vários sorotipos de dengue pode explicar em parte osaumentos em dengue grave. O número considerável de mortes hanseníase é surpreendente, uma vez que a lepra é geralmente visto como umadoença com baixa letalidade. No entanto, a lepra - mesmo com contínua redução de novos casos nasúltimas décadas - é uma causa sub-reconhecida da morte . com base na natureza crônica da doença e dadinâmica de transmissão, as mortes por hanseníase continuarão a ocorrer ao longo de décadas.Em geral, as taxas de mortalidade DTN ajustadas por idade foram maiores entre os homens. Isso indica padrõesespecíficos de gênero de exposição a doenças infecciosas, como a relação entre sexo e risco de infecção écondicionado por diversos fatores socioeconômicos, ambientais e comportamentais. machos são menos propensos a procurar tratamento precoce, levando ao aumento da morbidade e gravidade, o que é particularmenteevidente no caso da lepra. Para todas as DTNs combinadas, as taxas de mortalidade aumentou com a idade e foram maiores entre os gruposetários mais velhos. Isto pode ser explicado pela natureza crônica das principais DTNs com impacto de altamortalidade no Brasil, especialmente doença de Chagas, esquistossomose e lepra. Interação comcomorbidades crônicas que são comuns nestes grupos etários, tais como doenças cardiovasculares, diabetesmellitus, hipertensão e câncer, multiplicar o risco de doença grave e morte. Em pessoas diagnosticadas com um NTD, possível co-infecção com outras DTN e a presença de outras condições crônicas deve ser avaliada. Afro-brasileiros tiveram maiores taxas de mortalidade DTN em comparação com a população caucasiana.Semelhante a muitas outras doenças infecciosas em todo o mundo, isso pode ser atribuído a fatoressocioeconômicos, condições precárias de habitação, água e saneamento e acesso reduzido aos cuidados de saúde, oque torna as pessoas vulneráveis a doenças relacionadas com a pobreza negligenciadas e em áreas endêmicas. Este padrão é também observado em outros países da América Latina e em outros lugares. A nossa utilização dos dados de mortalidade secundária leva a várias limitações. Mortes pode ser subestimada, apesar dos recentes progressos em termos da integridade e qualidade dos registros de mortalidade. A proporção de óbitos por causas mal definidas é distribuída de forma desigual entre as regiões, áreas urbanas erurais, grupos etários e estratos socioeconômicos. no ano de 2000, a proporção de mortes que foram relatadasvariaram consideravelmente, de 55,2% no estado do Maranhão, na região nordeste a 100,0% em alguns estados dasregiões sul e sudeste. A cobertura melhorou de forma constante: em 2011, as diferenças regionais foram reduzidos,com a menor cobertura de 79,1%, também no Estado do Maranhão.A mortalidade por DTN pode ser subestimada se a causa básica de morte foram codificadas como uma patologiaresultante de algumas DTN, sem menção da infecção que causou a patologia. Por exemplo, hemorragiagastrointestinal, hipertensão portal e varizes esofágicas pode ser causada por esquistossomose e doença de Chagas pode causar insuficiência cardíaca. Poderíamos ter incluído certificados onde DTN foram registradoscomo causa de morte em qualquer parte do atestado de óbito, em vez não apenas como a causa subjacente. Noentanto, optou-se por apresentar uma análise com base nas causas subjacentes de mortes como este é o padrão usualaplicada na análise de dados de mortalidade. Análise por etnia é limitada pela falta de dados. 4 , 7 , 8 279 , 28 , 29 28 , 3099 , 283115 , 3231 , 3214 , 33 , 34 3310 , 11 , 32 14 , 3310 , 11 , 33 , 35 369 , 32 , 36 11 ,33 37 , 3811 , 12 , 14 , 35 9 ,109 , 3510 , 36 , 39 23 , 35
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