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A morte de Jesus.pdf

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14 A morte de ]esus loão 1_9,17-2A.23-37 ,,1êsus,levando a sua cÍuz às costas, saiu para o ,:,'chamado Lugar da Cavei.ra, que em hebraico se . diz Gólgota, 18onde o crucificaram, e com Ele
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  14 De onde vem este texto? A segunda parte do Evangetho de João é consagrada à Paixão e à Ressurreição. Começa por: Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus... até ao extremo.... (Jo 13,1). Esta *hora-, Jesus anunciou-a em várias ocasiões, depois de Caná, onde Ete dissera à sua Mãe: 'Ainda não chegou a minha 6612- (2,4). Depois do u[timo dos sete *sinais- (ou mitagres), a ressurreição de Lazaro,que anuncia a sua própria, os chefes judeus reuniram o conselho. Caifás convenceu o Sinedrio a tomar a decisão de suprimir Jesus, com o seguinte argumento: *É methor que morra um só homem peto povo.- *Profetizou, acrescenta o evangetista, que Jesus ia morrer... para congregarna unidade os fithos de Deus que estavam dispersos- (Jo 1'1,50-52). A execução de Jesus vem logo a seguir à sua condenação, por PôncioPitatos. A morte de ]esus loão 1_9,17-2A.23-37 ,,1êsus, levando a sua cÍuz às costas, saiu para o ,:,'chamado Lugar da Cavei.ra, que em hebraico se . diz Gólgota, 18onde o crucificaram, e com Ele ' outros dois, um de cada 1ado, ficando ]esus nomeio. lePilatos redigiu um letreiro e mandou pô- -1o sobre a CÍLLZ. Dizia:.Jesus \azareno, Rei dos ]udeus. 2oEste letreiro foi visto por muitos ]udeus, porque o lugar onde Jesr-rs tinha sido crucificado era perto da crdade e o letreiro estava escrito em hebraico, em latim e em grego. (...) r3Os soldados, depois de terem crucificado jesus, pegaram na rouPa dele e iizeram quatro partes,ulrra para cacla soldado, ercepto a Única. A única, toda tecicla de un-ra só peça de alto a bairo, não unha costllÍas. :-Então, os soldadosdisseram uns aos outros: ,'\ão a rasguemos; tiremo-1a à sorte, para \-er a quem tocará. Assim se cumpriu a Escritura que diz: Repartirntn entre eles as tnitiltns testes e sobre n minhn túnica lançnrtm -sorfes. E foi isto o que fizeram os soldados. 25Junto à cruz de ]esus estavam, de pé, sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26Então, ]esus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: Mulhe1, eis o teu filho ,, r:Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe » E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua. ffi compreender o vocabulário bíblico LevlR A cRUz O condenado não levava a totalidade da sua cruz, mas apenas a barra transversat, à qual seria pregado pelos putsos e que se acoPlava ao cimo do barrote verticat, já preparado. O Golcom A patavra aramaica significa: .o crânio.; teria estapequena cotina rochosa a forma de um crânio? As tradições locais viam ati o [oca[ da seputtura de Adão: daí que o crânio de Adão seja, muitas vezes, representado aos pés da cruz, para significar quetodos os homens, desde o primeiro, são resgatados. O lerRetno O motivo da condenaçãoestava escrito numa Ptaca.Sem querer, Pitatos Proctama assim a reateza de Jesus, diante de todos, nas três línguas: Hebraico (ou, mais provavetmente, Aramaico), dos Judeus; o Latim e o Grego, do poder romano. O orscíput-o AMADo O quarto Evangelho, atribuído a João, no séc. ll, menciona seis vezes estediscíputo anónimo. É provável que se trate de João, muitas vezes associado a Pedro, mas é preferívelrespeitar essa ausência de expLicaÇáo do autor, que,assim, evita evidenciar-se. OvrNlcReEoHtssoPE Os trabathadores e os soldados bebiam, de bom grado, vlnho um poucoazedo, com água. Na titurgia judaica. utitizava-se o hissope. planta aromática, como um aspersorio para os ritos de punficacão (cf. St 51.9: Heb 9,19). 32 | r-En E REzAR A BíBLIA/Novo TESTAMENTo  2sDepois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumata, para se cumprir totalmente a Escritura, disse: Tenho sede , 2elH.avia ali uma vasilha ú9 1de vinagre.Então, ensopando ng.re§§§ uma esponja fixada num ramo de& ffi, chegaram- -lha à boca. 3oQuando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tirdo está consumado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31Como era o dia da Preparação da Páscoapara evitar que no sábado ficassem os corpos rra cflJz, porque aquele sábadoera um dia muito solene, os Judeus pediram a Pilatos que se thes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente. 33Mas, ao chegarem a Jesus, vendo quejá estava morto, não the quebraram as pernas.3aPorém, um dos soldadostrespassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água. 3sAquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade,para vós crerdes também. 36E isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Não se lhe quebrard nenhum osso.37E também outro passo da Escritura diz: Hdo-de olhar para aqueleque trespassaram. K§ lnterrogando-se 1. Porquê estas quatro citações do Antigo Testamento (w. 24.78.36.37 \'t 2. Como compreender as patavras de Jesus à sua mãe e ao discípulo (w.26'27)? 3. Que pode significâr o *Sângue e água' (v. 3a)? 4. eorquê a insistência, no v. 35, no testemunho.? W n flectir e meditar O cu,upntmeNTo DAs EscnrruRls Em três ocasiões, o evangetistasublinha Çue *a Escritura se reatiza-. A primeira vez, na partitha das vestes e no sorteio da túnica, c'ita o v. 19 do satmo 22 1-14 u Deus, meu Deus, porqueme abandonaste...-). A segunda vez, pelo vinagre que lhe derama beber, João cita um outro satmo de um justo perseguido: Sl 69,72.Por fim, a terceira vez, são citados dois textos: um esctareceo facto de não terem quebrado as pernas a Jesus, o que lembra o cordeiro pascal (cf. Ex 12,46\; e,o outro, evoca o gotpe da lançaque trespassa o lado de Jesus(cf . Zc 12,10\. Depois da Páscoa,os discíputos tentaramcompreender a morte escandatosa do Messias. Lendo as Escrituras, encontraram estes textos que esclareciam os acontecimentos dolorososda Paixão. Pouco a pouco, compreenderam que a morte de Cristo encontrava o seu verdadeiro sentido na Palavra de Deus. O ..rusro SoFREDoR Os dois satmos citados aqui, o 22 e o 69, são duas orações de um inocente perseguido e condenado. E a figura que esclarece methor a Paixão de Jesus. Ele, que é preso,condenado e executado, está inocente (Jo 19,6). Como os profetas martirizados, é rejeitado e suprimido. Partilha, também, todos os sofrimentos cotectivos,suportados peto povo de lsrael, exitado, dominado, humilhado,massacrado ao [ongo dos séculos (e, principatmente, dePois de Jesus, infelizmente ). E o mistério da infeticidade do inocente., com que se debatia o autor do livro de Job: como acreditar em Deus, quando sesof re injustamente? Ninguémpode evitar esta experiência terríve[ que nos induz a recusarum Deus que é suposto amar-nos. A menos que, como em Job, a confiança o arrebate e que o grito de revotta se transforme num pedido de socorro, confiante. O Conortno PAScALJesus é executado na véspera daPáscoa, ao meio-dia, à hora em que, no Templo, se imolam os cordeiros para a refeição pascal da noite (Jo't 8,28 e 19,14). Jesus é apresentado como o verdadeiro Cordeiro pascal, ao qual nenhum osso deve ser quebrado (19,36);com efeito, o seu sangue vai proteger da morte definitiva todos aquetes que estãomarcados por Ele, como, outrora, os Hebreus no Egipto (Ex 12,22'-23). Jesus foi apresentado, Por João Baptista, como o *cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo- (Jo 1,29), expressão que lembra, também, o Servo sofredor: *Como um cordeiro que é levado ao matadouro... não abriu a 5es3. (ls 53,7). Deste modo, as trevas do Gótgota são iluminadas peta luz deste poemasobre o Servo de Deus. Entrar em oração 1. Posso colocor-me dionte de umaimogem do crucifixõo: prestootençoo à presença de Joao e de lvlorio, oo pé da cruz. Peço para permanecer junto deles, virado poro J esus. 2. Leio atentamente esta narrativa; posso reler esto ouaqueto passagem. Depois, leio as e xp li coçoe s das polavros. 3. Leio os pistas paro reflectir e meditar. Juntomente com Job, oServo sofredor e com todos os -justos sofredores- que conheço,escuto os quotro ultimos palavros deJesus. A sua cruz nao e um fracasso, mas uma «passalem para o Poi*. De facto é um sucesso: a consumaçõo doamor, até ao extremo. 4. Folo com o Cristo, o nosso Cordeiro pascal: EIe deu livremente a sua vído por nós, por todos, por mim. A ógua e o sangue, do seu lodo, sõo para nós a fonte dos doissocramentos - o Baptismo e a Eucoristia - que nos unem oo C ruci f i cado ressusci tado. 5. Diante do cruz também eu olho -para aquele que trespassómos..*Tendo amado os seLts, omou-os oté ao fim.- A suo ultimo palavra ressoa em mim: -Tudo está consumodo.-LER E REZAR A BíBLIA/NOVO TESTAMENTO I 33
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