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A Música Na Cidade De Penafiel Casa Das Mouras

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A Música na cidade de Penafiel: Organologia, Paleografia e Iconografia Musical Julho-Setembro 2013 Casa das Mouras, Penafiel Livro de Música: Descrição…
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A Música na cidade de Penafiel: Organologia, Paleografia e Iconografia Musical Julho-Setembro 2013 Casa das Mouras, Penafiel Livro de Música: Descrição Julho-Agosto 2013 Resumo: Compilação de várias partituras com arranjos e reduções para canto e piano e piano solo, do século XIX. São autores Francesco Chiarmonte, D. Adelaide Sofia de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg, Henri Cramer, Pilodo, A. Fessy, Jules Schulhoff, H. Rosellen, A Soller, C. Bramão, Verdi, entre outros. De um modo geral, o livro de música está em razoável estado de conservação, apresentando, no entanto, algumas manchas, sujidade acumulada e pequenos rasgos. Peças: Número um Título: Armando, il Gondoliero [tragédia lírica num prólogo e 3 actos] Estreia: Génova, Carnaval de 1851 Compositor: Francesco Chiarmonte (18091886) Libretista: Gaetano Micci Arranjos para piano de A. J. J. Londeau Publicação: Porto, Villa Nova, Filhos & Companhia [2 fólios e capa] Resenha: Retrata a vida de Armando, um gondoleiro veneziano, no início do século XVII. Número dois Título: A Estrella do Norte, hino para piano e canto dedicado a Augusta, esposa do Senhor D. Miguel de Bragança Compositora: D. Adelaide Sophia de Loewenstein-Wertheim-Rosenberg [em alemão Adelheid Sophie Amelie Louise Johanne Leopoldine von LöwensteinWertheim-Rosenberg; nome completo D. Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopoldina de Löwenstein-WertheimRosenberg] Poesia: João de Lemos Seixas Castelo Branco (1819-1890) Publicação: Propriedade do Editor; Litografias de Lopes & Bastos, Lisboa [3 fólios incluindo capa] Resenha: O poema, incluído no Cancioneiro (1858-1867) escrito por João de Lemos (referido por Eça de Queirós n’Os Maias) foi escrito para o aniversário de casamento do senhor D. Miguel de Bragança, príncipe da Beira, e supostamente musicado por D. Adelaide Sofia de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, consorte de D. Miguel I de Portugal: D’entre os gelos do norte uma estrella, Accendia c’o sopro de Deus, Brilha pura, que todos mais bella, No toldado horizonte dos céus. Constancia prudencia, Fiel Portugal, Que a Estrela do Norte Traz luz, traz festival. Negras sombras vencidas, prostadas, Ante o brilho do novo clarão, Deixam ver-nos em letras douradas As palavras de ilustre brasão. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que o aviso é promessa Tambem, festival. D’Adelaide na fronte de rosas, Entre o casto, mimoso rubor, A pender-lhe das tranças formosas, Lá verdeja d’esprança uma flor. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que a flor que verdeja É flor festival. Salve, filha do Meno,Princeza Que hoje o teu filho do Tejo c’roou, Rasga ao triste propscripto a tristeza Que és o anjo que o céu lhe fadou. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que o anjo dos tristes Baixou festival. Flor d’Heubach, és já nossa, adoptaste Nova pátria ante o face do altar, E outra pátria ao proscripto emprestaste Em tua alma, onde vae repousar. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que um dia o proscripto Baixou festival. Teu brasão ao brasão d’um Bragança Hoje unido, Senhora, nos deu No futuro um futuro d’esp’rança Porque um berço real prometteu. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que a voz do futuro É voz festival. Gloria à esposa do augusto exilado, Que tão nobre infortúnio se uniu, Que ao porscripto, de espinho c’roado Os espinhos em rosa floriu. Constancia e prudencia, Fiel Portugal, Que a c’roa florida Tem côr festival. Litografia aguarelada representando D. Miguel de Bragança e sua esposa D. Adelaide Sofia Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, Paris, Litografia H. Jannin, circa 1852. Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal. Retrato de João de Lemos. Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal. Número três Título: A Saudade, hino para piano e canto dedicado ao Senhor D. Miguel de Bragança e sua esposa D. Augusta Compositora: D. Adelaide Sophia de Loewenstein-Wertheim-Rosenberg Poesia: João de Lemos Seixas Castelo Branco Data: 29 de Junho de 1852 Litografias de A. S. Castro [3 fólios incluindo capa] Resenha: O poema, incluído no Cancioneiro (1858-1867) escrito por João de Lemos (referido por Eça de Queirós n’Os Maias) é dedicado ao senhor D. Miguel de Bragança, príncipe da Beira, e sua esposa D. Augusta, e supostamente musicado por D. Adelaide Sofia de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, consorte de D. Miguel I de Portugal: Fotografia de D. Adelaide Sofia LöwensteinWertheim-Rosenberg com D. Miguel I e dois filhos. Autor desconhecido. Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal. Número quatro Duas peças manuscritas para piano. A primeira em Lá b Maior e compasso composto, 6/8 [2 fólios]. A segunda em Mi b Maior também em compasso composto, 6/8 [2 fólios] Número cinco Título: “Reminiscências do Átila” in Álbum Musical, Periódico Mensal de Música para piano forte, n.º 20. Peça em três andamentos Sem data Arranjo: J. B. D. [autor não identificado] Publicação: Armazém de Música de J. P. Liegler & C.ª, Lisboa [4 fólios] Retrato de Giuseppe Verdi da autoria de Giovanni Boldini, Galleria Nazionale d’Arte Moderna, Roma, 1886. Número seis Título: I due Foscari, Polka des Foscari, d’apres un barcarole (de cet Opera) Música em redução para piano da ópera em três actos de G. Verdi Compositor: Giuseppe Verdi (1813-1901) Libretista: Francesco Maria Piave Arranjo: Henri Cramer (1818-1877) Iconografia: litografia colorida representando Francesco Foscari, doge de Veneza (circa 1372-1457). Publicação: Mayence: chez les fils de B. Schott [18---] Resenha: I due Foscari é uma ópera em três actos de Verdi com libreto de Francesco Maria Piave, libretista de pelo menos mais nove trabalhos de Verdi. Baseado em The two Foscari: an Historical Tragedy de Lord Byron, I due Foscari tem como cenário a Veneza do século XV e conta a história de Francesco Foscari, doge de Veneza e de seu filho Jacopo. [4 fólios incluindo capa] Número sete Título: Schottish de Mabille Música em redução para piano Compositor: Pilodo Data: 1850 (?) Publicação: Lisboa, Sassetti [3 fólios incluindo a capa] Número oito Título: Griseldis, Polka dês cinq Sens [ballet em três actos] Música de ballet numa redução para piano Compositor: Adolphe Adam (1803-1856) Arranjo: Charles-Alexander Fessy (18041856) Libretista: Philippe François Pinel Dumanoir Data da estreia: 28 de Junho de 1841, Ballet du Théâtre de l’Académie Royale de Musique [4 fólios, incluindo capa] Resenha: Adolphe Adam, professor no Conservatório de Paris, compôs este ballet em co-autoria com o coreógrafo Joseph Mazilier. Por seu turno, Fessy, organista e compositor francês fez este arranjo para piano. O ballet conta a história de uma camponesa de seu nome Giselle que tem uma paixão pela arte da dança e que se apaixona por um homem que a despreza e cujo desgosto a conduz à morte prematura. Litografia com retrato de Adolphe Adam, autor desconhecido, Royal College of Music, circa de 1850. Número nove Título: Carnaval de Venise [Carnaval de Veneza] Música para redução de piano da óperaballet com prólogo e 3 actos Compositor: André Campra (1660- 1744) Libretista: Jean-François Regnard (16551709) Arranjo: Julius Schulhoff (1825-1898) que o dedica a Ole Bull (1810-1880), violinista e compositor norueguês. Data da publicação: 1848 Data da estreia: 1699, Académie Royal de Musique, Paris [8 fólios incluindo capa. Os fólios têm anotações a lápis de carvão] Resenha: O Carnaval de Veneza apresenta uma teia dramática ao longo dos 3 actos (típico da comedie lyrique). Tem como cenário Veneza durante o Carnaval, lugar de festa que envolve árias e danças francesas misturadas com obras ao gosto italiano. Retrato de André Campra, por Nicolas-Etienne Edelinck (1681-1767). Bibliotèque National de France. Número dez Título: Il Trovatore Música numa redução para piano da ópera em 4 actos Compositor: Giuseppe Verdi Libretista: Salvadore Cammarano, basedo em El Trovador (1836) de Antonio García Gutiérrez (que morreu antes de terminar o libreto) Arranjo: H. Rosellen Data da estreia: Janeiro de 1853 Publicação: Sassetti & C.ª [6 fólios incluindo capa] Resenha: ópera de Verdi muito bem acolhida pelas massas. A acção decorre em Espanha, no século XV. Os filhos do velho conde Luna são visitados por uma cigana e devido ás peripécias que se desenrolam a cigana é acusada pelo conde de enfeitiçar o filho mais novo. O conde manda queimá-la na fogueira. A filha da cigana assiste à desgraça e vinga-se raptando o filho mais novo do conde mas enlouquecida de raiva atira o seu próprio filho à fogueira. Decide criar o filho do conde que sobrevive como seu filho, dando-lhe o nome de Manrico, o trovador, que sem querer vem ser morto pelo seu irmão mais velho. Peças avulsas (2) 1- Resignação para piano de Antonio Soller. Dedicada a D. Maria Júlia Pereira Baptista, sua discípula. Publicação d’O Civilisador, n.º 11, ano 3, Porto, Litografia de H. Barreto. [2 fólios] 2- Collares, valsa para piano de C. Bramão. Dedicada a D. Maria do Carmo Callado e Castro. Publicação d’O Civilisador, n.º 1. [2 fólios]
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