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A NASALIZA~O EM LIMITE DE Pf.!J..AVRA NO S~uf.

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' A NASALIZA~O EM LIMITE DE Pf.!J..AVRA NO S~uf. T.ine. H. UNICAMP va.n dejt Me.eJt Na lingua Suru! ocorre nasaliza9bo em limite de palavra em duas situa90es fonologicas~ que passamos a descrever
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' A NASALIZA~O EM LIMITE DE Pf.!J..AVRA NO S~uf. T.ine. H. UNICAMP va.n dejt Me.eJt Na lingua Suru! ocorre nasaliza9bo em limite de palavra em duas situa90es fonologicas~ que passamos a descrever abaixo: I - Verificamos que oclusivas surdas iniciais de pal~ vras se nasmlizam depois de consoantes vozeadas nao-nalais~ quando a juntura e aberta. Ex.emplos: opopfd lar aka: (O+PoP!d#kar'll;ka:) 'vau procurar minha propria ca9a' amaladnir oka: (o+malad#tir#9.ka:) 'vau coizli nhar minha propria camida' leregm1a (~ereg#p a) 'laver roupa' waledmfg (waled#pig) 'menina (mu-.makoq}adataga. sei a taquaral (makor#kad#mataga) (bosque de taquara), Iher pequena), 'atraves-- Podemas.postular a seguinte regra: l-co~tj--4. EnasJ./ ~vo~j # ~~az l=nas Alim disso, temos a m~danqa de conseante final da palavreque, diante da.nasal resultante da re... _' gra ~l, opcionalmente se ngsaliza. Exemplos: 5'Qm~ab (nob#kab) 's8rosnte de algodae' jikimpatalaka: (jikib#kata#laka:l 'vou cortar ser:ingue1ra' Num su~-caso deste, quando as coneoantas sac homorganicas,as duas nasais resultantas se reduzem Exemplo: opeenay aka: (o+peeg#kay#aka: 1 ' ou plantar mau prpprio m11ho' I: t~ +nas -GPonto ~ ~ ~. Atiagora nao podamos afirmar sa a regra 3, dada a aplicaqatr da ragra 2 i opc{onal ou obrigatoria. A situaqao descrita aeima se distingua da qua ocorra am palavras compostas, com junturas morfa micas (+J, nas quais nao se da a nasali?sqao. Examplos :,Pobkaba (nob+kab-aj 'bolinha da algodao' i:bkit~ (i:b+kataj ~cortar arvora' Verificamos que na realidade. no am b::tenteda regra 1. nao precisamos especificar [-nas] pois a mesmo processo tambem se veri fica em ambiente [+nas) Exemplo: ojob lablfn (~fob.ia~~!n.kane) 'meu pai quer gane II Verlfieamos tambem que certas p~lavras. quando ex- pressas em isolamento, comer;am por nasal enquanto,se e~ primidas em eontexto em ambientes diferentes do descrlto ~a regra 4, coms9am pala oelusiva surda homorg~nica que cantem na forma 6ubjacenteo Exemplos: meeg (-peeg) I milho' opee9ay aka: (o+peeg~kay~aka:) ivou plantar meu proprio milho' nabea otabea:ba~ala (o+tabea+a~ma~ala) 'vou fazer 9 ao makaomi oar cabo para meu proprio machado' (-kee) 'esteu;taosaca,ano' (ma+kao+mi.o+or) 'volta no ana Estas farmas se opoem as que superficialmente continuam sendo orais. na mesma situa9aoo Exemplos: pekoa (pekoa) 'guariba' tamar! (tamar!) i jacamim' kalar (kaiar) 'arara' o condicionamento, neste caso, nao pode Bar puramente fonologico, pois, se fosse. a nasaliza960 seria gerald Parece que, pelo contrario. devemos postular urn condicionamento gpamatical, dizendo que as palavras que sofrem nasaliza9ao pertencem a urna classe dife rente daquela a qual pertencem as que nao sofrern tal processoo A natureza das classes nao esta ainda bern cia raj na primeira se enquadrarn os objetos normalmente po~ su!dos. mais a esta9ao seca e outras coisas das quais e dif!cil afirrnar que possam pertencer a alguemj na segu~ da se inclui a maioria das coieas norrnalmente nao poss~ idas, Poderiamos pensar que na prirneira classe h~ um reflexo de urn prefixo de posse indefinida ou algo 2 ~ ~ - semelhante. No caso de Slao/-kao 'esta9ao S8ca. ano'.p~ rem, esta hipotese de posse indefinida por enquanto pareee ousada demais. Par issa, par enquanto. deixamos is to em aberta e postulamos: J ~ [+nasj /## ~eo~t / [+elasse A L- voz. ] 3 III Ha uma distin960 fonologiea entre as nasais resul-- tantes das regras 4 e 5 e as que sac subjacentemente nasais. Estas nunca se manifestarn como oclusivas orais. enquanto aquelas. como vimos. sac basieamen- te orais. DentrJ as subjacentemente nasais, a bilabial~ em condi90es semelhantes as da regra 4 ac~ma, e elidid~ Exemplos: maa (ma&) - pegaro leregaa (ierag#maijj comprar roupao mada (ma~a) fazer' (pegar) otabea:bana14 [o-tabea-abtm~nili) vou faser cabo para a meu proprio machadoo Isto [n;, obedece a regra seguintei l 6) +ant ~ 3 # -cor Esta xegra deve. necessariamente / ~v~j preceder a regra 4. pais a nasal bilabial resultants desta nao e elididas No resumo citamos.nasaliza98o in1- cial condicionada par marcadores de pessoa, mas como e~ te e um assunto mais au menos extenso, que prolongaria demasiadamente ssta comunica9ao. decidimos excluf-lo e damos par finda a nossa ~Qntribui~ao idioma Suruf pertence a familia lingaistica Monda. do Tronco rupia ~ falado por aproximadamente 250 in digenas, que se encontram em duas aldeias no Parqu8 Indigena do Aripuana, no sudeste de Rondonia: uma no P.I. 7 de setembro e outra na linha 14, a duas horas de caminhada da prim~ira. Esta comunica9ao S8 baseia em dados pessoalmehte coletados entre 28 de maio e 10 de agosto de 1979 no P.I. 7 de setembro, e em tra balhos nao publicados do casal Willem e Carolyn Bontkes, ling6istas do S.I.L 2. 0 prsfixo poderia ser, par exemplo, ma~-, a qual, nasalizaria a consoante surda seguinte, e em seguida -! desapareceriaj ma- aparece como prefixo de posse indefinida em pelo menos duas palavras: mapabs 'mao de gente' e mapi:pe ope de gents'. Isto poderia Sar va lido mesmo no caso da sonorantiza9ao de fricativas que se de em processos paralelos aos descritos nesta comunica9ao 3. Classe A e a classe ainda neo delimitada de todas as palavras que sofrem esta regra. 4. A nasal bilabial, juntamente com a semivogal /w/, so frem a mesmo processo em condi90es mais amplas, a se rem dsscritas em dissertaqao de mestrado.
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