Documents

A neurose a psicose e onde se dá o seu conflito

Description
A neurose a psicose e onde se dá o seu conflito. Freud descreve em sua obra os numerosos relacionamentos dependentes do ego. Sua posição intermediária entre o mundo externo e o id e seus esforços para comprazer a todos os seus senhores ao mesmo tempo. Nesse esforço para atender ao “mundo externo”, ao id e ao superego, surgem tensões e conflitos. Assim, a neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose é o desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações
Categories
Published
of 15
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  A neurose a psicose e onde se dá o seu conflito.Freud descreve em sua obra os numerosos relacionamentos dependentes do ego. Sua posiçãointermediária entre o mundo externo e o id e seus esforços para comprazer a todos os seus senhores aomesmo tempo. Nesse esforço para atender ao “mundo externo”, ao id e ao superego, surgem tensões e conflitos. Assim,a neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose é o desfecho análogo deum distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo externo.Freud explica que todas as neuroses transferenciais se srcinam de recusar-se o ego a aceitar um poderoso impulso pulsional do id, ao ajudá-lo a encontrar um escoador ou motor, ou de o ego proibir àquele impulso o objeto que visa. Em tal caso, o ego se defende contra o impulso pulsional mediante omecanismo do recalque. O material reprimido luta contra esse destino. Cria para si próprio, ao logo decaminhos sobre os quais o ego não tem poder, uma representação substitutiva (que se impõe ao egomediante uma conciliação) – o sintoma. O ego descobre a sua unidade ameaçada e prejudicada por esseintruso e continua a lutar contra o sintoma. Tudo isso produz o quadro de uma neurose. O ego entrou emconflito com o id, a serviço do superego e da realidade, e esse é o estado de coisas em toda neurose detransferência. Na amência de Meynert – uma confusão alucinatória aguda que constitui talvez a forma mais extrema enotável de psicose – o mundo exterior não é percebido de modo algum ou a percepção dele não possuiqualquer efeito. Normalmente o mundo externo governa o ego por duas maneiras: em primeiro lugar,através de percepções atuais e presentes sempre renováveis; e, em segundo lugar, mediante oarmazenamento de lembranças de percepções anteriores, as quais, sob a forma de um “mundo interno”,são uma possessão do ego e parte constituinte dele. Na amência, não apenas é recusada a aceitação de novas percepções; também o mundo interno, que,como copia do mundo externo, até agora o representou , perde sua significação (sua catexia). O ego criaautomaticamente um novo mundo externo e interno, e não pode haver dúvida quanto a dois fatos: queesse novo mundo é constituído de acordo com os impulsos desejosos do id e que o motivo dessadissociação do mundo externo é alguma frustração muito séria de um desejo, por parte da realidade – frustração que parece intolerável. A estreita afinidade dessa psicose com os sonhos normais éinequívoca. Uma precondição de sonhar, além do mais, é o estado de sono, e uma das características dosono é o completo afastamento da percepção e do mundo externo.Sabemos que outras formas de psicose, as esquizofrenias, inclinam-se a acabar em uma hebetude afetiva – isto é, em uma perda de toda participação no mundo externo. Com referência à gênese dos delírios,inúmeros analistas nos ensinam que o delírio se encontra aplicado como um remendo no lugar em quesrcinalmente uma fenda apareceu na relação com o mundo externo.Assim, as neuroses de transferências correspondem a um conflito entre o ego e o id; as neurosesnarcísicas, a um conflito entre o ego e o superego, e as psicoses, a um conflito entre o ego e o mundoexterno.A perversão.Perversão - Desvio em relação ao ato sexual normal , definido este como coito que visa a obtenção doorgasmo por penetração genital, com uma pessoa do sexo oposto (hoje a psicologia tem outra concepçãocom relaçao a este assunto).Diz-se que existe perversão quando o orgasmo é obtido com outros objetos sexuais (homossexualidade, pedofilia, bestialidade, etc.) ou por outras zonas corporais (coito anal, por exemplo) e quando o orgasmoé subordinado de forma imperiosa a certas condições extrínsecas (fetichismo, sadomasoquismo); estas podem proporcionar por si sós o prazer sexual.De forma mais englobante, designa-se por perversão o conjunto de comportamento psicossexual queacompanha tais atipias na obtenção do prazer sexual .   No texto FETICHISMO Freud narra que teve a oportunidade de estudar analiticamente certo número dehomens cuja escolha objetal era dominada por um fetiche. Não obstante seja reconhecido pelos seusadeptos como anormalidade, raramente é sentido por eles como sintoma de uma doença que se façaacompanhar por sofrimento. Via de regra, mostram-se inteiramente satisfeitos com ele, ou até mesmolouvam o modo pelo qual lhes facilita a vida erótica. Via de regra, portanto, o fetiche aparece na análisecomo uma descoberta subsidiária.Um exemplo extraordinário de uma escolha de um fetiche é o caso de um jovem alemão, criando naInglaterra, e que ao retornar à Alemanha, já havia praticamente esquecido o idioma materno, o alemão.Ela havia “escolhido” certo “brilho da nariz” a uma precondição fetichista. O fetiche , srcinado na sua primeira infância, tinha que ser entendido em inglês e não em alemão. O brilho do nariz, em alemão,“Glanz auf der Nase” era na realidade “vislumbre (glance) do nariz”. O nariz constituía assim o fetiche,que incidentalmente, ele dotara, à sua vontade de um brilho luminoso que não era perceptível a outros.Assim, o fetiche é um substituto do pênis. Mas não um substituto de qualquer pênis, mas de um pênisespecífico. É um substituto do pênis da mulher, da mãe, que o menininho outrora acreditou e que nãodeseja abandonar. Isso ocorre por que se a mãe havia sido castrada, havia perdido o pênis, ele mesmo, omenino, corria o risco de perder seu próprio pênis. A que ele se recusa a aceitar.Qualquer objeto pode tomar este lugar ....... sapatos, roupas íntimas, pé, veludo (que lembra os pelos pubianos da mãe), etc.Em resumo: NEUROSE – Recalque – (Verdrängung). Conflito Ego x Id . Sintomas: Histeria, Neurose Obsessiva,Fobias. – Não sabe porque está acontecendo .PSICOSE – Rejeição – (Verwergung). Conflito Ego x Mundo Externo . Delírios e Alucinações:Paranóia, Esquizofrenias, PMD, Hipocondrias, Autismo. Tem certeza absoluta por que estáacontecendo .PERVERSÃO – Recusa – (Verleugnung). Fetiche: Principio do gozo (Pedofilia, Voyerismo,Exibicionismo). A perda da realidade na neurose e na psicose.As características que diferenciam uma neurose de uma psicose, é o fato de numa neurose o ego, em suadependência da realidade, suprimir um fragmento do Id (da vida pulsional), ao passo que, em uma psicose, esse mesmo ego, a serviço do Id, afasta um fragmento da realidade. Assim, numa neurose ofator decisivo seria a predominância da influência da realidade, enquanto numa psicose esse fator seria a predominância do Id. Na psicose a perda de realidade estaria necessariamente presente, ao passo que naneurose, segundo parece, essa perda seria evitada.De qualquer maneira, temos que admitir que a neurose também perturba a relação do paciente com arealidade, na medida que ela, a neurose, o afasta de alguma maneira do contato com a realidade. E noscasos mais graves, significa concretamente uma fuga da vida real.A contradição, pois, existe apenas enquanto mantemos os olhos fixados na situação no começo daneurose, quando o ego, a serviço da realidade, se dispõe ao recalque de um impulso pulsional. Porémisso não é ainda a própria neurose. Ela consiste antes nos processos que fornecem uma compensação à parte do Id danificada – isto é, na reação contra o recalque e no fracasso do recalque. O afrouxamentoda relação com a realidade é uma conseqüência desse segundo passo na formação de uma neurose, e nãodeveria surpreender-nos que um exame pormenorizado demonstre que a perda da realidade afetaexatamente aquele fragmento de realidade, cujas exigências resultaram na repressão pulsional ocorrida. No caso da psicose, ocorre algo análogo ao processo da neurose, embora, é claro, em distintas instânciasda mente. Assim, poderíamos esperar que também na psicose duas etapas pudessem ser discernidas, das  quais a primeira arrastaria o ego para longe, dessa vez para longe da realidade, enquanto a segundatentaria reparar o dano causado e restabelecer as relações do indivíduo com a realidade, às expensas doId. E isso se faz pela criação de uma nova realidade que não levanta mais as mesmas objeções que aantiga, que foi abandonada. O segundo passo, portanto, na neurose como na psicose, é apoiado pelasmesmas tendências. Em ambos os casos serve ao desejo de poder do Id, que não se deixará ditar pelarealidade. Tanto a neurose como a psicose são, pois, expressão de uma rebelião por parte do Id contra omundo externo, de sua indisposição – ou, caso preferirem, de sua incapacidade – a adaptar-se àsexigências da realidade. A neurose e a psicose diferem uma da outra muito mais em sua primeira reaçãointrodutória do que na tentativa de reparação que a segue. Na neurose, um fragmento da realidade é evitado por uma espécie de fuga, ao passo que na psicose, afuga inicial é sucedida por uma fase ativa de remodelamento; na neurose, a obediência inicial é sucedida por uma tentativa adiada de fuga. Ou ainda: A neurose não repudia a realidade, apenas a ignora; A psicose a repudia e tenta substituí-la.Existe portanto outra analogia entre uma neurose e uma psicose no fato de em ambas a tarefaempreendida na segunda etapa ser parcialmente malsucedida, de vez que o instinto reprimido é incapazde conseguir um substituto completo (na neurose) e a representação da realidade não pode ser remodelada em formas satisfatórias (não pelo menos em todo tipo de doença mental). Na psicose, ela incide inteiramente sobre a primeira etapa, que é patológica em si mesma e só podeconduzir à enfermidade. Na neurose, ela recai na segunda, sobre o fracasso do recalque.Em suma, depende se o ego rendeu-se à sua lealdade perante o mundo real ou à sua dependência do Id.Isso é possibilitado pela existência de um mundo de fantasia, de um domínio que ficou separado domundo externo real na época da introdução do princípio da realidade.É deste mundo de fantasia que a neurose haure o material para suas novas construções de desejos egeralmente A PERDA DA REALIDADE NA NEUROSE E NA PSICOSE encontra esse material pelocaminho da regressão a um passado real satisfatório.Dificilmente se pode duvidar que o mundo de fantasia desempenhe o mesmo papel na psicose, e de queaí também ele seja o depósito do qual derivam os materiais ou o padrão para construir a nova realidade.Vemos assim, que tanto na neurose como na psicose interessa a questão não apenas relativa a uma perdada realidade, mas também a um substituto para a realidade.Como disse certa feita um professor da Faculdade de Psicologia: O psicótico sabe que 2 + 2 é igual a 5 evive tranqüilo com essa verdade. O neurótico sabe que 2 + 2 é igual a 4, mas não concorda com isso de jeito nehum e vive sofrendo por isso.A 1ª e 2ª Tópicas.TÓPICA – Teoria ou ponto de vista que supõe uma diferenciação do aparelho psíquico em certo númerode sistemas dotados de características ou funções diferentes e dispostos numa certa ordem uns comrelação a outros, o que permite considerá-los metaforicamente como lugares psíquicos de que podemosfornecer uma representação figurada espacialmente.Fala-se correntemente de duas tópicas freudianas, sendo a primeira aquela em a disposição principal éfeita entre Inconsciente, Pré-consciente e Consciente, e a segunda a que distingue três instâncias: o Id, oEgo e o Superego.Inconsciente – (das Unbewusst, unbewusst) - O adjetivo inconsciente é por vezes usado para exprimir oconjunto dos conteúdos não presentes no campo efetivo da consciência, isto num sentido descritivo enão tópico, quer dizer sem se fazer discriminação entre os conteúdos dos sistemas pré-consciente einconsciente.   No sentido tópico, inconsciente designa um dos sistemas definidos por Freud no quadro da sua primeirateoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso aosistema pré-consciente-consciente pela ação do recalque.Podemos resumir do seguinte modo as características essenciais do inconsciente como sistema (ou Ics):a) Os seus conteúdos são representantes das pulsões. b) Estes conteúdos são regidos pelos mecanismos específicos do processo primário, principalmentecondensação e deslocamento.c) Fortemente investidos pela energia pulsional, procuram retornar à consciência e à ação (retornodo recalcado); mas só podem ter acesso ao sistema Pcs-Cs nas formações de compromisso, depois deterem sido submetidos às deformações da censura.d) São, mais especialmente, desejos da infância que conhecem uma fixação no inconsciente. No quadro da 2ª Tópica freudiana, o termo inconsciente é usado sobretudo na sua forma adjetiva;efetivamente, inconsciente deixa de ser o que é próprio de uma instância especial, visto que qualifica oid, e, em parte, o ego e o superego. Mas convém notar:a) As características atribuídas ao sistema Ics na primeira tópica são de um modo geralatribuídas ao Id na Segunda. b) A diferença entre pré-consciente e o inconsciente, embora já não esteja baseada numa distinçãointersistêmica, persiste como distinção intra-sistêmica (o ego e o superego são em parte pré-conscientese em parte inconscientes).Pré-consciente – (das Vorbewuste, vorbewusst) – Como substantivo, designa um sistema do aparelho psíquico nitidamente distinto do sistema inconsciente (Ics); como adjetivo, qualifica as operações econteúdos desse sistema pré-consciente (Pcs). Estes não estão presentes no campo atual da consciênciae, portanto, são inconscientes no sentido descritivo, mas distinguem-se dos conteúdos do sistemainconsciente na medida em que permanecem de direito acessíveis à consciência (conhecimento erecordações não atualizados, por exemplo).Do ponto de vista metapsicológico, o sistema pré-consciente rege-se pelo processo secundário. Estáseparado do sistema inconsciente pela censura, que não permite que os conteúdos e os processosinconscientes passem para o Pcs sem sofrerem transformações. No quadro da 2ª Tópica freudiana, o termo pré-consciente é sobretudo utilizado como adjetivo, paraqualificar o que escapa à consciência atual sem ser inconsciente no sentido estrito. Do ponto de vistasistemático, qualifica conteúdos e processos ligados ao ego quanto ao essencial, e também ao superego.Consciente – (Bewusst) – No sentido descritivo: qualidade momentânea que caracteriza as percepçõesexternas e internas no conjunto dos fenômenos psíquicos.Segundo a teoria metapissicológica de Freud, o consciente seria função de um sistema, o sistema percepção-consciente (Pc-Cs).Do ponto de vista tópico, o sistema percepção-consciente está situado na periferia do aparelho psíquico,recebendo ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as provenientes do interior, isto é, assensações que se inscrevem na série desprazer-prazer e as revivescências mnimésicas. Muitas vezesFreud ligo a função percepção-c0nsciente ao sistema pré-consciente, então designado como sistema pré-c90nsciente-consciente (Pcs-Cs).Id – (Es ou Isso) – Uma das três instâncias diferenciadas por Freud na sua Segunda teoria do aparelho psíquico. O Id constitui o pólo pulsional da personalidade. Os seus conteúdos, expressão psíquica das pulsões, são inconscientes, por um lado hereditárias e inatos, e por outro, recalcados e adquiridos.Do ponto de vista econômico, o Id é, para Freud, o reservatório inicial da energia psíquica; do ponto devista dinâmico, entra em conflito como o ego e o superego que, do ponto de vista genético, são as suas
Search
Tags
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks