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a noite é nossa

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Entrevista com José Victor Oliva e Facundo Guerra para a Revista Vip
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  POR |  CLÁUDIA DE CASTRO LIMA E MARCELO OROZCOFOTOS |  MARCUS STEINMEYER FACUNDO GUERRA, DONO DAS MELHORES CASAS NOTURNAS DE SÃO PAULO, E JOSÉ VICTOR OLIVA, CRIADOR DO GALLERY, A BOATE MAIS BADALADA DOS ANOS 80 E 90, AGORA SÃO SÓCIOS. REUNIMOS OS DOIS PARA FALAR DE BALADAS MEMORÁVEIS, EMPREENDEDORISMO E O FUTURO DA DIVERSÃO A NOITE É NOSSA Blipe a página e assista a um vídeo com trechos inéditos da entrevista 77 VIP DEZEMBRO 2016 OS HOMENS DE 2016 | EMPREENDEDORISMO  QUEM TEM 30 E MUITOS ANOS, MESMO QUE NÃO MORE EM SÃO PAULO, CERTAMENTE SE LEMBRA DO GALLERY, SUCESSO NAS DÉCADAS DE 80 E 90, ONDE SE REUNIAM EMPRESÁRIOS, MODELOS, RICAÇOS E CELEBRIDADES, COMO PELÉ, AYRTON SENNA, LUIZA BRUNET E VERA FISCHER. AGORA, QUEM TEM MENOS IDADE, SEM DÚVIDA, OUVIU FALAR DE CASAS COMO LIONS, CINE JOIA, PANAM CLUB, Z CARNICERIA OU O JÁ FECHADO CLUBE VEGAS, RESPONSÁVEL POR PUXAR A REVITALIZAÇÃO DA REGIÃO CHAMADA DE BAIXO AUGUSTA, NO CENTRO DE SÃO PAULO. POIS BEM: OS IDEALIZADORES  José Victor Oliva, 62 anos, e Facundo Guerra, 󰀴󰀲, acabam de unir forças. O criador do Gallery adquiriu parte das operações do Grupo Vegas, de Facundo, por meio de sua empresa, a Holding Clube. Na prática, os dois querem usar a experiência de quatro décadas co-mandando a noite paulistana – a mais famosa e badalada do país – não só para tornar as atuais oito casas do grupo mais rentáveis e interessantes mas também para pensar em como nós e as próximas gerações vamos nos divertir no futuro. Sentamos com os dois em um fim de tarde no Riviera Bar, que agora ambos administram, para dar risada, ouvir his-tórias, dar risada, beber chá gelado (Fa-cundo) e negroni (José Victor), falar de negócios e de festas e – já mencionamos? – dar risada. Os melhores momentos do papo estão aqui (algumas frases foram editadas em prol de maior clareza). O INÍCIO NA NOITE Provavelmente, ninguém cresce pen-sando em ser empresário da noite. E bem pouca gente vai fazer uma universidade tendo isso em mente. JOSÉ VICTOR OLIVA  Entrei nessa de ser dono de boate porque sempre fui exi-bido, exagerado. E escolhi uma coisa em que eu podia fazer isso. Beber pra caralho, sair com mulher etc. etc. [Silên-cio precedido de risos.]  Não era nada disso que vocês queriam saber, mas talvez seja essa a resposta mais sincera [risos] . FACUNDO GUERRA  Nem beber eu bebo, né? Eu era um funcionário corporativo até os 󰀳󰀰 anos, fui demitido e acabei che-gando na noite por acidente. Virei sócio de uma empresa chamada Theodora, que era uma marca que desfilava na Casa de Criadores. Não deu certo, os sócios pegaram dinheiro comigo para abrir um clube e também não deu certo. Conheci meu primeiro sócio lá e abri-mos o Vegas. Isso que o Victor fala – mú-sica, álcool, sexo – não é a razão pela qual faço as coisas. Não passa pelo prazer. JOSÉ VICTOR  Até porque, quando você está começando, não pensa nisso. Eu tinha feito medicina por um ano, São Francisco [Faculdade de Direito da USP]  por um dia, GV [Fundação Getúlio Vargas]  por três anos. Um dia pensei: “Eu adoro a noite, eu adoro São Paulo, ia adorar ter uma coisa à noite”. Juntei três pessoas, o Giancarlo Bolla, o Gugu Di Pace e o  José Pascowitch, e a gente fez o Gallery. Na época [󰀱󰀹󰀷󰀹] , estava passando uma novela chamada  Dancin’ Days . Era o mo-mento disco e o personagem do Mario Lago tinha feito uma casa de samba. Ele se baseou no Severino Araújo, que tinha a Orquestra Tabajara. Eu tinha 󰀲󰀲 anos e pensei: “Puta que o pariu, quero ter uma orquestra”. O nome apare-ceu porque pensei em uma galeria de gente, de acontecimentos. Queríamos tudo superlativo. Inauguramos com roupas do Salvador Dalí. E botei uma orquestra. Por incrível que pareça, foi um puta sucesso. Vieram outras casas, como Banana Café, Resumo da Ópera, Moinho [Santo Antônio] ... Quando es-tava com uns 󰀴󰀵 anos, falei: “Chega”. Não aguentava mais por causa da be-bida e outras coisas que vocês sabem o que são. Meus filhos nascendo e eu não queria que eles vissem minha cara alte-rada. Entendi que, se eu continuasse ali, ia pro caralho rapidinho. Minha parte valia uns xis mil reais, vendi por nada. Nunca mais pisei numa casa noturna. O ENCONTRO Os dois se conheceram há pouco mais de dois meses. Facundo procurou José Victor para falar sobre patrocínios para seus negócios e debater pontos de vista. Segundo eles, a sociedade  já nasceu no primeiro encontro. JOSÉ VICTOR Um dia, este porra foi me visitar pra falar de um assunto qual-quer. Falou blablablá. Entrou por aqui, saiu por aqui. Quinze minutos depois, eu disse: “Escuta, quero ser seu sócio”. Perguntei pra ele: “Conheço a tua mãe?” Ele falou: “Acho que não”. Eu disse: “Acho que já transei com a tua mãe, porque não tem ninguém no mundo que podia ser mais meu filho que você” [risos] . Dez dias depois, a gente era sócio. O Facundo é genial de verdade. FACUNDO  Ah, não [demonstra desconforto] ... JOSÉ VICTOR  Porra, eu elogio o quanto eu quiser. Eu acho genial. Fora da curva, como poucas vezes conheci alguém na vida. Acho o cara mais diferente de mim que já encontrei. E eu casei com a Hortência, então entendo de diferença [ri] . Ele é demais de inventivo. É meio um Indiana Jones de São Paulo, vai pelos buracos conhecendo tudo. Clara-mente ele é melhor do que eu fui. Trazer o Facundo pra perto me pareceu a coisa mais normal do mundo. Mas ele não es-tava acreditando. Então falou: “Vamos fazer o seguinte, vamos dar uma volta antes”. Começou às 󰀶 da tarde e termi-nou às 󰀵 da madrugada. Quando tomei o primeiro negroni [no Frank, uma das ca- sas em que Facundo tem participação] , tive “Não estou na noite por álcool ou sexo. Não passa pelo prazer”“Aos 45 anos, falei: ‘Chega’. E nunca mais pisei numa boate” RAIO X DA SOCIEDADE  EMPRESAS DO GRUPO VEGAS Lions, Cine Joia, Yatch,  Riviera Bar, PanAm Club, Mirante 9 de Julho, Z Carniceria, Drive-In, Arcos  EMPRESAS DA HOLDING CLUBE Banco de Eventos, Agência Samba, Rio 360, Cross Networking, Agência Lynx, Storymakers  COMO É A SOCIEDADE Ela não foi batizada. A Storymakers (agência da Holding Clube, de José Victor Oliva) adquiriu parte do Grupo Vegas. A Storymakers é uma empresa que cria e viabiliza projetos proprietários para empresas e marcas, de apps e canais no YouTube a espaços culturais  MÉDIA DE PÚBLICO DO GRUPO VEGAS 1,2 milhão de pessoas por ano  PRÓXIMOS PROJETOS ■   Cinema/restau-rante no topo do prédio da Gazeta, na avenida Paulista ■   Lançamento do Arcos, bar com música ao vivo no subsolo do Teatro Municipal ■   Novo conceito de coworking 78 VIP DEZEMBRO 2016 79 VIP DEZEMBRO 2016  certeza de que queria ser sócio dele. Foi o melhor negroni que já tomei na vida. O Facundo tem umas preocupações com o environment, com tudo o que estava acontecendo ali, que deu o fator “uau”, sabe? Pensei: “Eu me achei outra vez”. Todas as pessoas do mundo quise-ram fazer negócio comigo em relação à noite. Todos os bares, restaurantes... Eu nunca quis. Durante 󰀲󰀰 anos. FACUNDO  Eu nunca tinha visto o Victor antes daquele encontro, só por fotos. Ele era uma sumidade. Um mito da noite de São Paulo nas décadas de 󰀸󰀰 e 󰀹󰀰. E me lembrava muito dessa virada que ele deu, de ter conseguido montar a maior empresa de eventos, que é a Banco de Eventos, e a Holding Clube. E eu sentia um pouco de inveja, porque sabia que ele tinha montado isso com 󰀴󰀰 e pou-cos anos. Eu, já chegando no fim dos 󰀳󰀰, pensava que tipo de articulações aconteceu na vida deste sujeito para ele ter conseguido deixar a noite para trás. Porque o final de um dono de boate é triste. Você vai ver o cara ali, com 󰀴󰀰 e tantos anos, com a barriga no balcão, cantando meninas com a metade da idade dele... É medonho. E eu comecei a sentir essa urgência de pensar num plano B. E eu nunca imaginei nada que não fosse o palco. É nisso que sou bom. JOSÉ VICTOR  Aí, eu pensei [no plano B]  pra ele, e ele adorou. FACUNDO  Tenho uma metodologia de tra-balho muito caótica. Monto muita coisa ao mesmo tempo, não faço business plan, não tenho cronograma. Tenho uma relação com as coisas que é quase de missão, quase evangelista. Enquanto o Victor tem uma ordem que não per-mite o caos. E o evento tem uma ordem absoluta para funcionar. Tem que saber o tempo em que cada coisa está aconte-cendo. O movimento não permite ne-nhuma fuga de script. Se a gente for re-duzir muito, ele é a ordem e eu sou o caos. JOSÉ VICTOR  É muito desafiador. Quando vi todas as casas dele, eu pensei: “Aqui posso ajudar, nisso posso pôr ordem”. Mas, quando ele me disse das ideias dele, pensei: “Ah, agora estamos fa-lando de futuro”. E ele tem ideias grandiosas. Acho que o Mirante 󰀹 de  Julho foi uma das coisas que mais me aproximaram do Facundo. É uma casa feita para não dar prejuízo, mas não dar lucro. Mais que isso: é um legado para a cidade de São Paulo. Uma casa pras pessoas curtirem por um preço absolutamente acessível, e que tem do cara mais simples ao cara mais bacana convivendo juntos. Vou falar do meu lado agora: como pego tudo isso e tento fazer essas coisas serem melhores, mais lucrativas e, principalmente, que falem com marcas? Porque, no nosso grupo, entram 󰀱 milhão e 󰀲󰀰󰀰 mil pessoas por ano. Se eu tentar que 󰀱󰀰󰀥 dessas pes-soas comprem a VIP, são mais 󰀱󰀲󰀰 mil. Você entende a força que tem o ao vivo? O que nós estamos procurando é estar à frente do à frente. O único problema é que meu negroni não veio [risos] . A MELHOR FESTA QUE JÁ DEU As noites de São Paulo na época de  José Victor eram bastante diferentes – e bem mais perdulárias. FACUNDO  A festa de inauguração do Cine  Joia foi a primeira vez em muitos anos que as pessoas de uma geração de 󰀳󰀰 ti-veram oportunidade de usar um black tie sem caretice. A gente abriu as portas às 󰀱󰀱h󰀱󰀱 da noite do 󰀱󰀱 do 󰀱󰀱 de 󰀲󰀰󰀱󰀱. Tinha 󰀲 mil pessoas, e todo mundo se engalfi-nhou. Ela acabou às 󰀶 da manhã. Olhei à minha volta e tinha gente caída por todos os lados. Parecia que era a última festa do mundo, antes do apocalipse. Tinha gente bêbada, gente que fez bes-teira e perdeu o casamento, gente que começou uma relação ali dentro...  JOSÉ VICTOR Eu dei uma festa num avião. Eu aluguei um avião grandão e fui ver o cometa Halley, né? FACUNDO  Ah, ganhou! [Risos.]   JOSÉ VICTOR Aluguei um 󰀷󰀴󰀷, um avião gigantesco. Tava todo mundo black tie, Pelé, Xuxa. A Abril patrocinou, com a  Playboy , e foi foda pôr as aeromoças de coelhinhas, com o rabinho. Tiramos a primeira classe, pusemos um piano e tinha dança. A fila do banheiro era uma cheiração! E o cometa não passou. Achava que ia apanhar, porque pus anúncio no  New York Times  e vendi 󰀵󰀰 tí-quetes. Veio americano pra caralho. Só gente bacana. Cara, foi uma puta festa! Mas saiu todo mundo bêbado, drogado, naquele saguão branco do aeroporto de Guarulhos, depois entrava no ônibus e marginal. Aí foi brocha. O FUTURO DA NOITE A geração que hoje está saindo da ado-lescência é na qual Facundo Guerra e José Victor Oliva estão mirando para seus futuros empreendimentos. FACUNDO  Como você constrói uma nova sala de cinema sendo que as pessoas que hoje têm 󰀱󰀸, 󰀲󰀰 anos veem Netflix? A nossa resposta é o cine Drive-In. Uma sala de cinema que, hoje, entre as do [Caixa] Belas Artes, é a que tem a maior taxa de ocupação. Você vê Os Goonies co-mendo hambúrguer e tomando negroni. A gente está especulando sobre o futuro dos aparelhos culturais. A indústria, a comunicação, as sensibilidades, a identi-dade do paulistano, tudo está mudando muito rapidamente. A gente acredita que as estruturas em que os seres huma-nos se encontram também vão mudar. O modelo de restaurante é o mesmo da taberna do século 󰀱󰀶. Em vez de a gente abrir um restaurante, por que não um com uma programação como uma casa de shows? Quando você fala de casa de striptease, por que tem que falar da mulher necessariamente? A gente está começando a se perguntar como a próxima geração de paulistanos vai consumir entretenimento. Porque é o entretenimento que define São Paulo, é a vocação da cidade. A gente não tem paisagem natural, bondinho, praia, Corcovado. Tem paisagem humana. JOSÉ VICTOR  Lógico, também tem que humanizar e feminilizar a cidade de São Paulo. Você vai ao Rio de Janeiro e vê o morro, ele tem formas de bundas, peitos, é uma cidade arredondada. Você olha pra São Paulo, esse monte de pré-dio, e parece um monte de pinto. A gente tem que trazer mais graça, mais leveza. FACUNDO  No fim das contas, você vê que a identidade de São Paulo está mu-dando muito depressa. Hoje em dia, a rua é aberta, a Paulista é aberta, o Mi-nhocão – que é herança dos militares – é um parque. As pessoas estão cansadas de uma vida compartimentada, em que o lazer passa necessariamente e tão so-mente pelo consumo. Tem que existir um momento de consumo? Nem penso em discutir isso. Mas o que há de me-lhor aqui não é o trabalho... JOSÉ VICTOR   [interrompe]  Não me leva-ram a sério sobre o negroni [risos] . FACUNDO  ...Se você for no cerne da coisa, paulistano é muito conservador. Isso porque a gente não tem aquele nivela-dor social que é a praia, como o Rio de  Janeiro, em que você convive com a di-ferença. O espaço público é o lugar em que acontece conflito. Portanto, é onde a diferença se nivela. Sem rua, sem con-flito, você não consegue conviver com a diferença. A gente precisa criar lugares que falem com essa identidade nova. TEMPO DO TER X TEMPO DO SER Os projetos dos sócios não se limi-tam a São Paulo, embora a cidade sirva de incubadora dos modelos propostos por eles. FACUNDO  Um Riviera não dá pra ser cons-truído no shopping center, seria como fa-zer um filho por trás. Mas parte dos nos-sos próximos negócios não depende do local. São ideias muito inovadoras, que você pode colocar em qualquer lugar. Porque também acho que a gente está no tempo da imaterialidade. Não estamos no tempo do carro, estamos no tempo do Uber ou da bicicleta. Não estamos no tempo do ter, a gente está no tempo do ser. Os lugares têm que corresponder. JOSÉ VICTOR  Estou apaixonado pelo Ri-viera. E vou dar plantão aqui em um mês. Inclusive esse negócio de entre-vista é a última que dou, porque agora caguei pra isso. Caprichem. E sabe o que vocês têm que trazer na próxima entrevista? Negroni [risos] . FACUNDO  E aí junta esse jeito debochado dele... Essa é a contradição. No fim, eu sou o anarquista e ele é a ordem, e ele é o debochado e eu sou o sério. JOSÉ VICTOR  Tudo errado! Um psico-terapeuta com a gente ia ganhar uma fortuna. O fato é que a gente trabalha bem pra caramba. Como se fosse uma orquestra, entrosados. Mas não é or-questra de dois. Umas mil pessoas tra-balham com a gente, juntando tudo. É um faturamento de quase 󰀴󰀰󰀰 e pou-cos milhões [de reais]  por ano. E o ecos-sistema é a grande sacada deste moço. FACUNDO  O ecossistema é algo em que começamos a pensar agora. É a cos-tura de diversas unidades de entrete-nimento e de serviço que, a princípio, parecem desiguais ou sem qualquer tipo de relação, por um fio condutor em que ganham um contexto maior. Vamos supor um hotel. Tem uma barbearia, um bar, o próprio hotel em si, uma startup de roupa. Se você costura tudo isso com coworking, costura trabalho com diver-são. Você faz com que a pessoa passe a usar a academia, a lavanderia, que estão ociosas, ou o barbeiro uma vez por mês. Coworking por coworking, é só aluguel de espaço, de real estate. Se você costura isso como um ecossistema, você faz com que a pessoa se divirta e trabalhe num mesmo ambiente. É como um bioma. JOSÉ VICTOR  Pra fazer um ecossistema, você não pode ser um zé mané. Tem que ter bom gosto, vivência, tem que ter lido, estudado, viajado, bebido bons vinhos, transado com boas mulheres... E o fato é que tudo isso te dá capacidade de olhar o lugar e falar: falta isso, isso e isso. FACUNDO As histórias que a gente está con-tando agora usam da experiência dele, 󰀴󰀰 anos de experiência, e das minhas relações, de quase 󰀱󰀵 anos. E tudo fica mais potente, porque não me sinto mais sozinho. JOSÉ VICTOR  Isso aqui parece muito uma sessão de terapia de casal! [Risos.]   ■ “O FIM DE UM DONO DE BOATE É TRISTE. QUIS PENSAR NUM PLANO B.”  FACUNDO GUERRA “O QUE ESTAMOS PROCURANDO É ESTAR À FRENTE DO À FRENTE.” JOSÉVICTOROLIVA 80 VIP DEZEMBRO 2016 81 VIP DEZEMBRO 2016
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