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A Noite Escura Da Alma

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Xamanismo, budismo espiritualidade, psicologia.
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  A Noite Escura da Alma  junho 23, 2007 às 3:33 pm | Publicado em Compaixão ZenBudista   , edita!ão em Po to #le$ e   , P %tica Zen Budista, P o&esso de 'a ma Zen Budista, (ncate$o i)ed   , Zen Budismo em Po to #le$ e    | *2Coment% ios +ncont ei uma exp essão Chan Zen chin-s. /ue di): “Grande dúvida, grande iluminação.Pequena dúvida, pequena iluminação.Nenhuma dúvida, nenhuma iluminação.”  # t adi!ão nos ensina /ue existem t -s p e e/uisitos pa a a p %tica1e dadei a:  ande '1ida,  ande 45 e  ande 'ete mina!ão6 1. Grande Dúvida # maio ia das pessoas che$am à p %tica espi itual moti1ada po umso& imento /ue deu o i$em a um /uestionamento6 uase semp e, apessoa est% &a)endo uma pe $unta do tipo 8Po /ue est% acontecento9x;< ou 8Po /ue eu;<uitas destas pessoas nem dão continuidade num cent o de p %ticas5 ia, e 1ão embo a depois de uma, duas = al$umas = 1isitas6 >ut aspessoas, depois de al$umas sess?es de medita!ão, sentindo al$umal@1io do p oblema imediato /ue as t ouxe am at5 o )a)en, j% elaxamos seus /uestionamentos6 Aal1e) at5 se to nem associadas, at51enham a se conside a 8p aticantes<6 as a 1e dade 5: nãoche$a am a &a)e a pe $unta essencial, não se ab i am pa a a8 ande '1ida< e, assim, ainda não ent a am ealmente no caminhoespi itual6#l$umas poucas pessoas, ao passa po uma situa!ão de diculdade,acabam ap o&undando as pe $untas iniciais 8Po /ue eu;<, 8Po /ueest% acontecendo 9x;<. pa a come!a a /uestiona : 8uem sou eu;<,8ual 5 o si$nicado da minha 1ida;<, 8ual o sentido da 1ida e damo te;<6+stas são pe $untas da 8 ande '1ida< = o in@cio da caminhadaespi itual6 # t adi!ão in)ai Zen usa os 9Doans pa a p o1oca a ande '1ida6 uanto mais intensamente se 1i1encie a 8 ande'1ida<, tanto maio se % a 8ilumina!ão< obtida6 #c edito /ue, nanossa ealidade de se es humanos, as nossas 8ilumina!?es< são, na1e dade, 8pe/uenas ilumina!?es<, pois a di&e en!a ent e 8te uma oual$umas expe i-ncias de ilumina!ão< e 8se to na uma pessoailuminada<, ou 8se to na uma pessoa /ue mani&este plenamente asua ilumina!ão<, 5 i$ual a di&e en!a ent e %$ua e 1inho6>s mest es tamb5m nos ensinam /ue a/uela pessoa /ue se acha8iluminada<, não 56 #inda nos ensinam /ue a p %tica de1e se constante e pelo esto da 1ida = e p Eximas 1idas, tamb5m6Po tanto, semp e /ue ac editamos /ue encont amos uma esposta à8 ande '1ida<, 5 impo tante /ue ecolo/uemos a pe $unta esi$amos al5m, al5m da esposta atual, al5m da nossa comp eensão  deste momento, semp e al5m, semp e nos ap o&undando mais emais6> $ ande pe i$o a/ui est% em acha /ue encont amos 8# esposta< e/ue a 8 ande '1ida< j% acabou6 Famos cai numa complac-ncia,a o$Gncia = tal1e) at5 nos posicionando como p ontos pa a lide a out as pessoas, mas, na ealidade, estamos nos iludindo e iludindo osout os6 'e ce ta &o ma, a nossa caminhada espi itual &oi abandonada6> nosso Za)en se to nou um 9)a)en de con&o to, um 9)a)en deconsumo6 Hemp e podemos encont a mais um peda!o da esposta à8 ande '1ida<6as, 1amos di)e /ue 1oc- est% com o seu /uestionamento 8à Io dapele<6 +nt ou no caminho espi itual e iniciou uma p %tica6 #@ su $e a/uestão da &56 2. Grande Fé > se$undo elemento essencial a uma boa p %tica 5 uma 8 ande 45<645 na p %tica, &5 nos ensinamentos, &5 no p o&esso = um se humano,com &alhas humanas, /ue tem mais expe i-ncia no Caminho e al$umtanto de 8ilumina!ão< mani&estada6 +, mais ainda, &5 na suapossibilidade de pode mani&esta a sua p Ep ia 8ilumina!ão<, deencont a a 8 esposta< de sua  ande '1ida6Jnicialmente, pode se /ue pa te desta &5 1oc- encont e depositando&5 nos out os6 Foc- $ostou e cona no seu P o&esso de 'a ma6 >uadmi a um p aticante budista e cona nele6 as os se es humanossão lite almente isto = se es humanos, sujeitos a &alhas6 Podem nosdesiludi 6 ais ainda, uma das &un!?es dos P o&esso es de 'a ma 5 de8puxa o tapete< debaixo de nossos p5s6 Podem at5 nos p o1oca ,&a)endo com /ue mani&estemos a nossa 8somb a<, na espe an!a de/ue possamos 8ilumina < este aspecto nosso /ue &oi t a)ido à lu)6Kestas ho as, podemos at5 nos senti 8t a@dos< pelo P o&esso ,en/uanto não estamos comp eendendo o /ue ele est% tentando nosensina 6 Po tanto, temos /ue i al5m desta &5 inicial, depositada emse es humanos exte nos à nos mesmos6 'e um lado, temos /ueamadu ece e ap o&unda a nossa &5 no P o&esso e out os se eshumanos, tempe andoa com &5 nos ensinamentos e no p Ep io'a ma = passopo passo6+ os ensinamentos, /ue &o am t ansmitidos j% du ante 26L00 anos =podemos deposita &5 neles; Podemos, mas isto tamb5m tem suaslimita!?es, pois a t ansmissão dos ensinamentos depende dacomunica!ão e das pala1 as, semp e sujeitas às mais 1a iadasinte p eta!?es6 A ansc i!?es de di%lo$os ent e $ andes mest es e osseus alunos não nos t ansmitem o contexto, o cen% io, todos osdetalhes /ue )e am com /ue a/uelas pala1 as &ossem as maisap op iadas pa a a/uele aluno na/uele momento6Ko Zen, encont amos inme os exemplos de p o&esso es /ue, nummomento di)em uma coisa e, em out o momento, di)em exatamenteo cont % io6 He % /ue estão mentindo; He % /ue são loucos; >u se %/ue estão simplesmente &alando exatamente a/uilo /ue 5 maisap op iado pa a a/uele momento, a/uele contexto, a/uele aluno =pa a con1id%lo a toma o p Eximo passo de ap endi)a$em; Comoalunos do Zen, existem momentos /ue podemos nos desespe a com  um p o&esso /ue pa ece esta se cont adi)endo6 Como 5 &o te, nestesmomentos, o sentimento de 8mas 1oc- não &alou 9x antes; Po /ueest% &alando 9M a$o a; ual 5 a 1e dade, 9x ou 9M;<Conhe!o uma mest a mode na /ue &a) isto o tempo todo6 He % /ueela 5 louca; Kão acho, não6 #cho /ue ela est% simplesmente medesaando a me $ulha pa a dent o e encont a a JKN# 1e dade = edesaando out as pessoas com /uem ela &a) a mesma coisa a &a)e omesmo me $ulho pa a dent o6 Kão 5 um p ocesso &%cil6 asce tamente me o&e ece a opo tunidade de me ap o&unda na &51e dadei a /ue p eciso culti1a = a  ande 456 45 na minha p Ep iaKatu e)a Buda, &5 no (ni1e so, &5 no 'a ma, &5 na minha p %tica, &5em mim mesma6 45 pa a at a1esa a noite escu a da alma = ou asnoites escu as da alma6 O a@ /ue ent a o te cei o p e e/uisito dap %tica6 3. Grande Determinação. Hem a  ande 'ete mina!ão, não 1amos conse$ui at a1essa a noiteescu a6 He &alha a nossa dete mina!ão, 1amos acaba 81oltando pa at %s< em lu$a de completa esta etapa da jo nada6 Kão 1amosche$a at5 o aia do no1o dia, a/uele peda!o de Jlumina!ão /uese ia esultado de nosso /uestionamento, &5 e dete mina!ão6He a nossa dete mina!ão &o & aca, 1amos &alha 6 He a nossadete mina!ão depende de out as pessoas pa a nos apoia , 1amos&alha 6 Pois a noite escu a da alma 5 exatamente isto6 O um momentoem /ue nos sentimos totalmente sEs = a nossa d1ida nosconsumindo, a autoconan!a cambaleada, a nossa &5 no limite = sE1emos escu idão e 5 somente a nossa dete mina!ão /ue nos se$u ano caminho6 #nal, o momento mais escu o da noite 5 o momentolo$o antes do nasce do sol6 + 5 a mesma coisa na jo nada espi itual6He iniciamos a jo nada com uma pe/uena d1ida, a noite escu a 1aise 8pe/uena< e o aia do sol tamb5m6 as se o nosso p imei opasso &oi baseado numa #K'+ '1ida, a noite escu a 1ai se i$ualmente #K'+6 # c ise = mistu a de pe i$o com opo tunidade =1ai se #K'+6 Pa a at a1essa esta noite escu a, 1amos te /uedescob i , dent o de nEs, &5 da mesma $ ande)a e, po m, #K'+'ete mina!ão = tal1e) a/uela dete mina!ão /ue di): 8mesmo /uepe ca tudo, não a edo o p5 da/ui<, 8mesmo /ue eu tenha /ue mo e tentando, não desisto<, 8mesmo /ue estejam todos me chamando delouco, não saio deste caminho<, 8mesmo /ue todos os meus ami$osme abandonem, não ab o mão<6 Aal1e) a 1ida 1% nos exi$i umaent e$a total, a 8mo te simbElica<, mo te do e$o, mo te pa a tudo/ue pens%1amos /ue impo ta1a6 as na ealidade, a 1ida est% noscon1idando a passa pela mo te dos condicionamentos = noscon1idando à ibe ta!ão6Ko meio da noite escu a da alma, passamos po uma &ase de ca sEenxe $ando as pe das, as 8mo tes<6 Aal1e) pe camos contato com anossa &56 Aal1e) nos ent e$uemos ao medo6 Aal1e) não esistamos àsp ess?es e 1oltemos co endo, tentando 1olta à nossa 9)ona decon&o to ante io , 1olta à 9ha monia conhecida, 1olta às ami)ades e elacionamentos anti$os /ue não /ue emos a isca pe de , buscandoapoio exte no na &alta de nosso p Ep io apoio inte no6 uantas e  /uantas pessoas & a/uejam neste ponto, justo /uando estão /uase l%,/uase 1encendo esta &ase da jo nada6 ue t iste)aQ O como se1endessem a alma, caissem em 8tenta!ão<6O po isto /ue todas as t adi!?es espi ituais &alam da diculdade da jo nada6 Aodas as t adi!?es espi ituais t-m a sua &o ma de desc e1e o p ocesso de passa pela 8noite escu a da alma<6 #l$umas t adi!?esxamGnicas ou ind@$enas usam 8jo nadas inte io es< indo ao encont oda mo te e enascimento simbElicos, desmemb amento e 8 ememb amento< simbElicos, pa a &acilita esta passa$em6 # t adi!ãobudista nos &ala da dete mina!ão de Buda /uando ele sentou embaixo da $uei a, decidido a não se le1anta dali at5 /ue encont assea esposta, a Jlumina!ão6 4ala, em lin$ua$em simbElica, dos ninhos/ue p%ssa os const ui am em seu cabelo, das teias /ue as a anhastece am, das plantinhas /ue c esce am ent e os dedos dos seus p5 =tudo pa a nos ajuda a ima$ina uma dete mina!ão tão  me,in/ueb ant%1el /ue pe mitisse /ue casse l% = sentado em medita!ão= o tempo suciente e com a 8imobilidade< =  me)a de p opEsito =suciente pa a atin$i a Jlumina!ão6emb ome de momentos de d1ida d1idas /ue pa eciam bastante$ andes pa a mim, na 5poca., onde toda a minha &5 &oi posta à p o1ae onde pa ecia /ue a minha dete mina!ão não ia a$Renta = elemb ome dos aia es do sol /ue 1ie am no nal da/uelas noitesescu as da alma6 Kão posso di)e /ue eu tenha atin$indo /ual/ue #K'+ Jlumina!ão, mas com ce te)a, sinto /ue posso di)e /ueche$uei em al$umas pe/uenas ilumina!?es, de aco do com a minhacapacidade de te uma d1ida, de culti1a a &5 e de acha dent o demim mesma a dete mina!ão de p osse$ui at5 a ho a do sol nasce 6Como se % /ue isto 1ai acontece ; Como se % o momento da 1i ada,de uma pe/uena ilumina!ão; Fai se o seu momento, nico,totalmente di&e ente dos meus momentos = e nem pa a mim ummomento se % i$ual ao out o6 HE posso compa tilha /ue, pa a mim, a1i ada 1inha muitas 1e)es /uando eu nalmente pa a1a de luta cont a os acontecimentos e me ent e$a1a totalmente6 Habia /ue a$ente tem todo o di eito de espe nea e eclama tudo /ue /uise neste uni1e so; HE /ue o 'a ma simplesmente 1ai continua p ocu ando nos ensina 6 +ntão não p ecisa se senti culpado po passa po uma &ase de 8b i$a com o uni1e so< antes de che$a numaent e$aQ >ut as 1e)es, a 1i ada 1eio /uando nalmente pe cebi a8com5dia dos absu dos< numa situa!ão e ca@ nas $a $alhadas, deco po e alma6 'e /ual/ue &o ma, a 1i ada 1inha /uando al$o dent ode mim mudou6 # mudan!a nunca 1inha de &o a, sE de dent o6 +ste/ue 5 o detalhe impo tante: a mudan!a tem /ue 1i de dent o6# noite passa6 > no1o dia nasce6 # u) eto na6 Po tanto, se 1oc-esti1e at a1essando uma noite escu a da alma, não ab a mão de sua&5, não 1acile na sua dete mina!ão6 Kão tente 1olta ao 8con&o to< ou8ha monia< ou 8se$u an!a< ante io 6 He, no seu co a!ão 1oc- sabe/ue est% ou1indo a 1o) de sua Katu e)a Buda, p ossi$a  me6e $ulhe, deixe /ue a  ande '1ida lhe 8consuma< at5 os ossos,at5 a medula, at5 esta somente o $ ande Fa)io6 +sti/ue a sua &5,mantenha a sua dete mina!ão = e atinja mais um peda!o da
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