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A NOIVA DA PONTE FUNDA

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Lenna Direitos autorais reservados Lei 9.160/98 Copyright Ramos Lopes. Capa: Lenna Marques 2016 Introdução É uma serie de assuntos abordados, especificamente sobre lendas e lendários personagens da região,
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Lenna Direitos autorais reservados Lei 9.160/98 Copyright Ramos Lopes. Capa: Lenna Marques 2016 Introdução É uma serie de assuntos abordados, especificamente sobre lendas e lendários personagens da região, na maioria fictícia, se lhe falo assim, é porque não somos donos de nossas mentes e sonhos, medos e aventuras vividas ou não por nossos ancestrais. Ano de 1958 A história segue seu rumo em um povoado, cujas pessoas são origem então pacata da região. Pessoas da lavoura, da lida como se dizem eles. Fiz uma análise, e resolvi introduzir nas minhas andanças por este Brasil de riquezas literárias. Trata-se de contos e lendas urbanas. Apresentei lhe umas e outras mais... Quem conta um conto, acrescentam outros tantos. Quinze anos depois... Conheçam A noiva da ponte funda Anthony Guimarães Ramos Os personagens aqui citados são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas terá sido mera coincidência. [2] Sinopse Esta é uma lenda urbana,história do anos de 1958, uma noiva que assombrava todos os jovens solteiros da cidade. Mas que esperava era que seu ex noivo, receba esta noticia e venha um dia vê-la. Uma noiva nos seus momentos mais íntimos, em luta com a perda, com o desejo de se casar, ficou com o fardo da memória. Ela enfrenta o suicídio e desassistida da sua loucura de amor. Estava pra se casar e fora enganada pelo noivo, e depois, passa a persegui-lo em nome de sua honra. Sozinha e imóvel, encontrada morta em uma ponte. A tão chamada. Ponte funda.depois disto, ela resolve tocar terror, devastada pelo medo, as pessoas evitam sairem a noite de sexta feira, dia em que Lenna morreu. Uma vida que chegou ao fim. História marcada pelo sangue. Agora, pela primeira vez, ela resolve, enquanto seu espirito não descanse...atrair homens desavisados e principalmente aqueles, cujas catacteristica de mulherengos é aflorada. Resolve que irá aniquilar esses romanticos nas noites de sexta feira [3] Parte l A noiva da ponte funda Quando eu era ainda criança, já se ouvia falar desta lenda: A noiva da ponte funda de Viamão! Tinha medo de passar por aquelas bandas! Mas, eu e meus irmãos não tínhamos alternativas de outro caminho, ou tinha, mas era distante. E por incrível que parecia, a gente tinha certo medo de passar ali depois das oito da noite! E principalmente em noites de lua cheia. Lenna nasceu em Rio Manso, morou La até seus últimos dias.queria lhes contar isso, já fazia tempo! Atos sobre o autor; Hoje, resolvi abrir meu acervo histórico de lendas de Viamão. Meu nome é Anthony Guimarães Ramos. Poeta e escritor, graduado em língua espanhola, em Sevilha. Estudei História mundial, morei em Barcelona, Londres, em Veneza, cursado em sociologia e antropologia com as irmãs de Bergamo quando já era moço feito. Hoje, moro na cidade de Betim, Minas Gerais. Onde tem uma lenda, ou algo que me inspira literatura, vou até La e analiso, faço um histórico da situação, e as descrevo em meu blog. Outro dia, estava sentado com alguns amigos em um sitio, na região de Rio Manso, precisamente em Viamão, onde iniciamos o assunto; A noiva da ponte funda Aqui no sitio, tudo é misterioso! O cantar dos pássaros, os animais noturnos que nos vem visitar. Estávamos tomando um chá com torradas. [4] Imagina que um dia destes, ouvi um urro! Poderia estar enganada? Assim Areta, filha de seu Zé do burro, inicia uns comentários para o meu livro. Cada um comentava um pouco sobre a Noiva da ponte funda! Era esse o meu maior interesse por estar ali. Areta desfila suas histórias; Outro dia... Lenna, a tal moça noite que te falei! -Ah sim! A Lenna, a noiva da ponte funda, que nasceu em Rio Manso. Mas, essa ponte funda... Existe mesmo? - Sim! É aqui perto, quer ver? Deu um riso tentando amedrontar-me. Prossiga Areta. Então; para saber, esta ponte, fica aqui em Viamão mesmo! Tem uma altura enorme, um riacho que corre de mansinho, e lá no fundo do riacho, corre o sangue de inocentes. Ela mata os moços e depois os joga de cima da ponte funda. Vários corpos já foram encontrados. Sob eles, grandes flores da Dama da noite. Lenna morava ali perto mesmo. Areta relatou o que sabia. Ou talvez fosse minha imaginação! Estava sozinha com meus irmãos mais novos! Meu pai e minha mãe haviam saído para uma festa do padroeiro de Igarapé, uma cidade vizinha de Viamão, e, por um momento, achei que deveria ficar atenta, e [5] não sair pra ver o que era que estava La fora. Fui dormir, deixando o assunto pendente. A noite ficou pequena, tudo me lembrava e não me passava despercebida, era mesmo algum animal feroz. Acordei pela manhã, e fui verificar se era verdade ou não. Vi pegadas, e ainda estavam frescas. Uma onça? Aqui no sitio? Deus! Tenho de contar aos meus pais! Logo ao amanhecer, Areta conta aos seus pais! Dos quais não deram bola ao assunto. Acham que era medo por ter ficado sozinha com os meninos em casa e... - Não admito isto! Areta era moça experiente! Com seus 26 anos, já era dona de seu nariz. Resolveu que tiraria isto a limpo. Alguns dias depois, tinha saído para casa de sua tia, que fica em Rio Manso, voltava sozinha pelas trilhas de Viamão. Viamão, um lugarejo que faz parte de Rio Manso, poucos habitantes sitiantes. Ela sabia que poderia ser comida ou não por um animal feroz! Seguiu as trilhas sem medo. Naquele dia, nada de anormal aconteceu! Chegando a casa de Viamão; a turma toda já esperava que ela não tardasse muito. A porteira fechada, ao lado tinha um pé de limão galego. Ao lado esquerdo, um morro de cupim, sabe, aqueles montes de terra vermelha, cheia de furinhos. [6] - Olha ela ai gente! E não foi comida de onça? Nem leão... Tampouco de um bicho qualquer! Era risos pra todo lado. Areta nem ligava! Era pura brincadeira de seus familiares. Tudo era motivo de contar anedotas. Bastavam um começar, os outros contavam cada uma mais quente que a outra. Foi que o tio de Lena, Tião Abelardo, resolveu lembrar Da. A Noiva da ponte. O qual fora conhecida e contada por todos de A noiva de Viamão a filha do Zé do rancho a filha do meio, Clara. Tia do João da venda. Era uma família agitadíssima! Enquanto solteiro tudo ocorria bem. Como é da natureza do ser humano, a gente cresce e os hormônios á flor da pele fala mais alto. Havia um mascate chegado em Rio Manso, moço formoso, fala mansa, daqueles com boas intenções! Mas no meio do caminho tinha uma ponte, estreita por sinal. Nada impediu aquele moço de ir e vir. Ele vendia jóias de ouro e pedras preciosas, enchia os olhos das mulheres recatadas de Viamão. O que não gostavam eram os sitiantes esposos delas! Parte 2 A Pescaria [7] Sonho de ilusão Que vagueia em minha alma Nada Prova, Tampouco Desmente! Não proíbe Nem Desdenha sentidos, apesar da espera o amor consente No vácuo desta vida cuja alma desejosa de ti. Espero. Todos queriam falar ao mesmo tempo sobre lendas. Eles contavam que; certo dia, dois irmãos, filhos do Zé do burro, primo da dona Lia do forno. Olhando assim, dá pra perceber o jeito de cada personagem desta linhagem poética. Bem, vamos aos fatos; eles estavam pescando a noite na ponte funda, era apenas um rio, deveria de estreito e raso! Mas tinha peixes a vontade. E na maioria das vezes, passavam a noite na beirada do rio. Certo dia, numa sexta feira, ouviu o piar de uma coruja á beira do rio. Jonas e Jairo pescando. - Irmão? Ouviu isto? - Sim!Você também ouviu? E medroso do jeito que é já esta pensando em sair correndo e na pior das hipóteses... Já se passava das sete da noite, a noite já ia distante. - Esta com medo? [8] - Medo? Eu? Duma corujinha? Ela só piou e nada mais. - Esta tudo bem! Vamos continuar nossa pescaria que é melhor! Para relaxar, coloque seus pés na areia Jonas! Isso te trará muita energia e afastará seus fantasmas! Era costumes na roça fazer esse tipo de relaxamento, colocando os pés na areia! Dava-se certo ou não, nada sei, mas aliviava as tensões do corpo. -Ah! Sei. Pode ser que sim! Mas afastar fantasmas eu não acredito! Quem te falou isso Jairo? E a tal Da... - Dá? - Noiva da ponte funda! - Uai? Porque esta se lembrando dela aqui agora? Disso que já sei faz tempo! Oras Jonas! Ficaram discutindo esse assunto por horas, e a noite já era tarde, a lua já havia se levantado atrás dos montes. Ascendeu à fogueira, recolheram os peixes. Até a os vaga lumes haviam de alumiar os céus naquela noite. Mas não era de tudo claro. Estavam numa área fechada de mato. Tinha uma cabana, perto duma árvore, bem próximo Dalí, parecia abandonada. Foi aí, que começou a chuva fina! - Jonas! Veja ali... Uma cabana abandonada! Vamos dormir La dentro, pois o frio aqui esta intenso! [9] - Eu não me lembro desta cabana antes! Como foi parar ali? - Não sei! Só sei que eu não vou dormir ao relento esta noite! Vem? Vamos averiguar La dentro! Era uma casa de madeira de lei! Eles entraram cada um com uma lanterna nas mãos e começaram as buscas de um canto melhor para dormir. Não havia uma alma viva naquele lugar em poeiras e teias de aranhas. A sala tinha uma mesa de centro de madeira com vidro, duas cadeiras antigas de balançar, ao lado direito uma janela quebrada e caída, um corredor e uns oitenta centímetros davam para outros quartos, era enorme aquela casa! Eles foram entrando e observando tudo. Eram vinte e duas horas, e nada deferente a não ser o rangido da porteira a distancia! - Está vindo alguém? - Quem? A estas horas no meio do mato? -Esta sonhando Jonas! Não tem ninguém aqui. -Será mesmo? Perguntou Jonas ao irmão. A porteira abriu, o vento soprou, a noite escureceu de repente mais ainda. Depois, novamente ouviram o piado de uma coruja. - Isto esta me cheirando mal! Disse Jonas. - Olha irmão! Não esta acontecendo nada! Vamos encontrar um canto na cozinha, a gente ascende o fogão de lenha, nos aquecemos e dormiremos ali mesmo. [10] -Sabe! Estou me lembrando desta cabana! Aqui morava uma moça, ela iria se casar com o filho do Zé do Burro. Desistiu para se casar com o mascate. -E o que foi que aconteceu? -A Lenna; Conta-se que ela morreu três dias de se casar! - Como assim? Morreu? Estava doente? Que foi que aconteceu? -Jairo? Quem é esta mulher? Estou ficando arrepiado! Sabe que tenho medo de fantasmas, ou gente do além! Que foi feito dela? - Olho, eu não quero te assustar!mas esta moça teve um ataque de nervosismo, foi encontrada enforcada e veio a óbito. Contase que no dia de se casar, ele sumiu. Teve ataque de histerismo; um ataque que sobre vem em plena saúde física. Foi encontrada uma carta perto de onde ela se enforcou. Eu voltarei. Dizem que logo pela manhã, quando se preparava para a festa, Lenna viu entre os pertences de seu pretendente, várias cartas de uma mulher, que se dizia esposa dele, falavam dos filhos, dois filhos com ele e tinha fotos juntos. Como poderia se casar, sendo casado ou tem outra família? Ele nunca falara disto pra ninguém, mas tinha mesmo outra família fora de Minas Gerias, eles eram da Bahia. É o que posso te contar até o momento! Não se assuste, tem de tudo neste mundo, mas ninguém volta dos mortos! [11] -Sendo assim! Vamos dormir não é? -Sim! Claro, vamos dormir e descansar um pouco. Parte 3 Dama da Noite Segundo os poucos visitantes que se atreveram ir á cabana da noiva da ponte, como era assim intitulada; há um velho ditado na cidade, que Até mesmo os corajosos tinham medo dela a noiva da ponte funda! Tudo isto se deu pelos anos de 1958, quando ainda se falaram e contavam lendas urbanas, mula sem cabeça, e outras mais, coisa de arrepiar os cabelos. Quando uma moça morria antes de se casar, ou que tinha acometido por alguma praga incurável, tudo vinha à tona. E os contadores de [12] histórias aumentavam, e os que foram, um só voltou com vida. Muitos acreditavam que esta cabana, casa velha, à noite até as tábuas se debatiam entre si. As moitas de bambus assoviavam. E há registros de que uma moça vestida de branco, andava pelas estradas a noite de sextas feiras, com luar ou sem luar! Não importava se era sexta, ela aparecia e fazia terror. Quando o ódio toma conta das pessoas, e morrem com esta raiva, todos pagam. É um espírito maligno, de aparência branca, alguma coisa que enlouquecia qualquer um só de olhar, ou ouvir seus gritos na noite. Era um choro agudo, as pessoas ficavam em transe. Conta-se que ela seduzia os homens e brincava com eles, fazia sexo com todos. E depois os matavam. Era um orgasmo duplamente maligno! Ela aguardava as pessoas adentrarem na cabana, e depois de um tempo de assombrá-los, arrastava-os até sua cama. O mistério era que em seu quarto, assim que ela pegava sua presa, tudo se moldavam. O perfume da flor dama da noite, as flores da dama da noite nos vasos adornavam o lugar. Como em um passe de mágica! Não se sabe o motivo de usar suas presas, depois de fazer amor, como disse, as levavam ao óbito. Há quem diga se de passagem, que Lenna era uma das moças mais lindas de Viamão. E por isto, era mantida escondida por seus pais das outras pessoas. Ate que veio esse mascate, de jóias, e usou de atrevimento com ela. Quando ela saia com seus pais para ir à cidade, era admirada pela beleza que vislumbrava os olhares de todos e todas. Sua voz era rouca e suave. Por tantos desaforos recebidos do mascate, que a fez ficar assim. Conta-se que, Lenna, toda vez que matava uma pessoa, ela deixava uma flor da dama da noite sob seu corpo. Era narrada sua lenda por todos do vilarejo. E os visitantes, ficavam assombrados com tamanha descrição. Mas uma curiosidade... Apenas uma pessoa conseguiu escapar de seus [13] braços! Seu primo Dinho da venda. Ao contar que vira sua prima na cabana numa noite em que ele saiu para matar tatu, e estava pelas bandas de lá, foi que viu luz dentro da cabana e se aproximou, quando viu então a Lenna, vestida de branco transparente, a uma cadeira perto da janela, como quem esperava alguém. Saiu a toda velocidade, e contou tudo o que vira aos sitiantes. Mas, eles não acreditavam Dinho, era tido como um dos mais medrosos e mentirosos da região. E mentiras têm pernas curtas! E acreditar é pra poucos. Parte 4 A Noiva da Ponte funda - Sabe Jonas, melhor não ligarmos no assunto! Vamos dormir. - Eu não estou conseguindo pregar os olhos! Valha-me Deus. Essa noite que não acaba! Estou com os nervos-a flor da pele. Já era tarde! A chuva fina rolava La fora, as folhas das árvores se balançavam fazendo enormes barulhos. Tudo escuro, não se via nada, nem um palmo diante o nariz. Tentavam acreditar que, tudo era só anedota do povo, e que o primo de Lena, era mesmo um grande mentiroso, mas, - Espere! Disse Jairo; -Vi, e desta vez alguma coisa La perto da árvore! Pode ser que eu esteja enganado, mas algo se moveu, olhou pra cá e se escondeu logo em seguida. Vamos ficar de guarda para não [14] sermos pegos em despercebidos. O que pode ser aquilo lá! Um vulto branco parecia uma mulher, mas se for mulher... A gente. - A gente o que Jairo? E se for à noiva da ponte funda? -Puta merda! Não havia me dado por conta disto! Durante a noite, ela surge do nada, e começa seu ritual dama da noite, perfumada, transformou-se numa prostituta de classe. Só que morta! Não pega qualquer um, não leva qualquer um pra sua cama. Talvez me pergunte; ela não pega todos que se atrevem a entrar na casa dela? Não! Escolhe suas vitimas pelo cheiro, e depois os atrai. E só ataca um de cada vez. Então pode se disser que os dois irmãos estão a salvo? Também não! Como disse; um de cada vez. Jonas e Jairo ficam atentos perto da janela e de olho na porta, mas naquela noite, era apenas vulto mesmo! Não deve ser a Lena mesmo. - Bom!Nada nos aconteceu! Deveria ser mesmo um vulto e essa tal de noiva da ponte não exista mesmo. Vamos dormir e amanha cedo a gente continua a pescaria. - Esta bem! Deitemo-nos. O dia amanhece as quatro da manha e já estão de pé ao lado do fogão fazendo café. Depois eles vão dar uma olhada pela casa. Durante o tempo que estavam na cabana, eles achavam algo deferente. Uma pista aqui e outra ali. Pode ter gente indo lá mesmo! O quarto da frente estava com um cheiro de dama da [15] noite. Na verdade, eles escaparam de serem apanhados pela Lenna. Ela sempre aguarda que alguém a olhe nos olhos, e depois disto, ataca. Não é a primeira vez que ela pega alguém! Todos os visitantes, turistas de Rio Manso já ouviu falar dela, e se atrever passar por aquelas bandas, é mesmo um caso de sorte sair de La vivo. Fala-se que durante a situação a qual se encontra a pessoa fica com ela, normalmente morre de ataque cardíaco. A pessoa aparentemente começa a gritar enlouquecida, fica em transe, espumam pela boca, se jogam pelo chão, se debatendo. O pressentimento que se tem da situação, é que esta tendo ataque de epilepsia. ela assombra mesmo!a lenda se dá todas as sextas feiras, sem faltar uma. É uma mulher bonita, ciumenta e diz a versa, que depois que teve seu noivado dar errado, e por este motivo tenha tido levado ao óbito, ela passou a querer todos os homens que escolher pra ela. Ninguém mais pega nada dela. Passa a ser egoísta aos extremos. Era um silencio absoluto! A principio, um vento frio, depois, piado de coruja, folhas caindo, nuvens escurecendo. Nada passava despercebido. Detalhadamente seguia o ritual. Boca seca, coração acelerado, era assim que se sentiam as vitimas dela. Ela brinca com os homens. É uma puta de luxo. Filho meu, ouça o que lhe digo, fuja das moças de fácil acesso! De fala mansa, de más posturas, de caráter duvidoso. Disse Areta: E vi vários rapazes sem experiência que queriam saber desta noiva! Mas notei que um deles era mesmo sem juízo. O filho do Zé da foice, Afonso; [16] Ao anoitecer, quando já estava escuro. Saiu a procurar na beirada do rio, essa tal de Lenna. Ate que um dia a encontrou sentada numa pedra, olhava para as margens do rio, como quem buscava alguma coisa no fundo, dizem que todas sextas feiras, ela ficava ali debaixo da ponte. Esperava alguém? Perguntaram-na; Foi quando... Ela o viu, chegou perto do rapaz, e o abraçou, e beijou. Então, com um olhar atrevido, disse: - Saudades de você! - Por isso saí procurando você. Eu queria encontrá-lo, e você está aqui! Quem bom! Venha comigo, vou lhe mostrar meus aposentos. Eu a perfumei com mirra, aloés e flor de canela. Olha meu querido, estou sozinha em minha casa! Minha família não está eles foram fazer uma longa viagem. E vão demorar voltar. Assim, ela o tentou com os seus encantos, e ele caiu na sua conversa. Este rapaz se entregou a ela. Feito carneiro rumo ao matador. [17] Como uma flecha no coração! Ela atravessará o seu coração. Será como um pássaro que entra num alçapão, sem saber que a sua vida está em perigo. Como em um momento mágico, sua casa se transformava em uma suíte de conforto, classe alta, parecia o de uma prostituta de luxo. Perfumes, colchas caras, cortinas nas janelas, todas importadas da Itália. Piso de fino mármore, as paredes na cor verde aguá, algumas frutas adornavam a mesinha do quarto. Armários de madeira de lei: jacarandá. Tinha uma pequena árvore na entrada de sua casa, era um manacá da serra. Mediam-se uns dois metros de altura, floria duas vezes ao ano. Lenna, então seguiu seu plano de sedução, Afonso, era moço matuto, amava Lenna, e nem por isso, sua mente o fez vê-la em forma de pessoa á sua frente. E todo tempo, eles se falavam, num linguajar desconhecido, aonde Lenna, usava de artifícios para conduzi-lo ao prazer. Como era sito? Eles faziam amor? É esta a pergunta do meu leitor. Quando se usa a imaginação, até mesmo o que é impossível se torna possível! Fora avisado sobre ela, quem era e o que fazia. [18] Lenna, saia na noite de sexta feira, como uma loba sedenta de sangue, e sexo. Escolhia com quem queria ficar. Tinha uma aparência sombria, seus olhos negros, cabelos pretos e longos, corpo torneado, esguia pela noite a fora. O filho do Zé da foice, Afonso; eram amigos de infância, moravam perto um do outro, chegaram a pensar que iriam namorar casar e ter filhos. Mas o destino colocou o mascate na sua vida, quando era já moça feita. E agora, depois de morta o seduz e leva pra cama. Depois... [19] Filho meu: antes não teria ido a casa desta moça de desfrutes. Ela
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