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A Noiva do Príncipe Help from the heart Barbara Cartland A luz do luar invadia timidamente o quarto de Florella quando um ruído despertoua. Um homem desconhecido aproximou-se de sua cama sussurrando o nome de outra mu lher. Florella queria gritar, expulsá-lo dali, mas não conseguia se mexer... Depois daquela noite sua reputação jamais seria a mesma. Ela duvidava que o príncipe J anos Kovác ainda a aceitasse como esposa... Título original: Help from the heart Copyright © Cartland Promotions 198
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  A Noiva do PríncipeHelp from the heartBarbara CartlandA luz do luar invadia timidamente o quarto de Florella quando um ruído despertou-a. Um homem desconhecido aproximou-se de sua cama sussurrando o nome de outra mulher.Florella queria gritar, expulsá-lo dali, mas não conseguia se mexer...Depois daquela noite sua reputação jamais seria a mesma. Ela duvidava que o príncipe Janos Kovác ainda a aceitasse como esposa...Título srcinal: Help from the heart Copyright © Cartland Promotions 1984Tradução: Rachel SchwartzCopyright para língua portuguesa: 1985Abril S.A. Cultural - São PauloEsta obra foi composta na Linoart Ltda.,impressa na Editora Parma Ltda.CAPITULO I1870Terminado o jantar, as damas passaram a um suntuoso salão, de cuja decoração sobressaíam candelabros de cristal finíssimo e flores exóticas.Seguindo a última tendência da moda, ditada por Frederick Worth, trajavam vestidos com saias de anquinhas, corpetes justos e decotes ousados.Não fosse pelo anfitrião, o príncipe János Kovác, um observador desavisado ficariasurpreso por ver tantas mulheres lindas reunidas em um único lugar.Tudo no castelo de Alchester exalava uma atmosfera de esplendor e riqueza.Apenas os convidados mais idosos, ali presentes para passarem o fim de semana, lembravam-se das condições precárias em que o castelo se encontrava quando o duque de Alchester o vendera ao príncipe.   É um consolo saber  comentou uma senhora viúva, ostentando nos dedos uma verdadeira fortuna em brilhantes  que, com a venda do castelo, os Alchester conseguiramnão apenas pagar suas dívidas, como também recuperar-se economicamente, a ponto de hoje viverem com relativo conforto.   Lembra-se, minha querida, de como o castelo tornava-se insuportavelmentefrio durante o inverno?  reforçou sua vizinha de sofá.  O telhado vazava, as paredes eos tetos ficavam úmidos... Também, pudera! Fazia uns cinqüenta anos que não passava pornenhuma reforma! E a comida então? Era intragável...A viúva riu de modo cúmplice.   Muito diferente da desta noite, não é?Fez-se silêncio, enquanto ambas pensavam no magnífico jantar que fora servidoe na excelente qualidade dos vinhos.Era inevitável, afinal, que fossem tecidos os maiores elogios ao príncipe.Seu reino, no leste da Hungria, compreendia milhares de acres de terra, eele viera à Inglaterra com a finalidade de caçar.No entanto, empolgara-se com a prática do esporte nos condados e montara uma cocheira reunindo excelentes cavalos de corrida, os quais já começavam a ganhar todos os clássicos.Sem dúvida, qualquer outro homem nessas condições, despertaria a inveja e o ódiode seus concorrentes.O príncipe, porém, gozava de grande popularidade e era respeitado no Jockey Club, do qual se tornara sócio. E, em pouco tempo, fora aclamado como verdadeiro esportista por todos que gozavam de sua generosidade e hospitalidade.Os convites para suas festas eram concorridíssimos e tornara-se famosa sua  habilidade de reunir, num único evento, uma profusão de beldades. Mas, apesar do fascínio e do interesse que János Kovác despertava nas mulheres em geral, mesmo os mais renomados mexeriqueiros das altas rodas nada encontravam para falar a seu respeito, dada a elegância e a discrição de sua conduta.Em compensação, não se podia dizer o mesmo de seus convidados...Nesse momento, quando lady Esme Mcldrum atravessou o salão para se admirarnum dos espelhos de moldura de ouro, os olhos escuros da marquesa de Claydon seguiram-na, faiscando de ódio.Cabelos aloirados, olhos cor-de-mel, pele rosada, lady Esme possuía, sem dúvida alguma, o padrão de beleza aceito sem restrições pelos artistas do momento.Além disso, caminhava com desenvoltura e graça, revelando maneiras dignas deuma deusa.Casara-se aos dezoito anos com sir Richard Meldrum, por quem se apaixonara perdidamente.Os pais esperavam que fizesse um casamento melhor, mas acabaram contentando-se com a escolha da filha uma vez que sir Richard era tido como um dos mais promissores embaixadores na Europa.Depois de oito anos de casada com um homem cada vez mais envolvido em suas obrigações, lady Esme estava, no momento, à procura de distração.Fora assim uma sorte que o conde de Sherburn percebesse seus atrativos nomomento exato em que ela concluíra ser ele, sem exceção, o homem mais atraente que havia conhecido desde que se apaixonara pelo marido.De fato, Osmond Sherburn era rico, bonito, ligeiramente enfadado com o próprio sucesso e extremamente arredio, em se tratando de casamento, para a decepção dasmães ambiciosas, as quais tinham certeza de que suas queridas filhas valorizariamas jóias dos Sherburn e se revelariam anfitriãs perfeitas para seus castelos ancestrais.Ciente disso, Osmond Sherburn dedicava sua atenção apenas a mulheres casadascom maridos complacentes. Muitos gostariam de rebelar-se, mas a amizade do condecom o príncipe de Gales e sua posição privilegiada na sociedade os levavam a refletirmelhor e a concluir que seria um erro lastimável desafiá-lo para um duelo.Assim, o conde divertia-se como queria, e poucas mulheres recusavam o queele desejava.Seu mais recente affaire de coeur, breve, mas agradável, havia sido com a marquesa de Claydon. Quando a relação começara a esfriar, e ele procurava um meio de selivrar dos ataques possessivos da marquesa, lady Esme entrara em cena.Dizer que ele estava cego de paixão seria um exagero, pois o conde sempremantinha os pés bem firmes no chão.E, mesmo em seus casos de amor mais ardentes e tempestuosos, fazia questãode conservar um certo distanciamento, demonstrando que jamais se deixaria conduzir pelas loucuras do coração.Desse modo, as mulheres que se apaixonavam por ele tinham consciência de que jamais conseguiriam mantê-lo completamente cativo.   Não compreendo por que perdi Osmond  choramingara nos ombros da marquesa, uma linda mulher, pouco antes de o conde e Kathie Claydon se envolverem.   Talvez você tenha sido submissa demais, querida  replicara Kathie, consolando-a.   Ninguém consegue agir de outra maneira com Osmond  justificara-se a jovem senhora.  Ele é dominador ao extremo...Nessa ocasião, a marquesa convencera-se de que o conde merecia uma lição, encontrando alguém que o desafiasse.Decidida a fazê-lo, passara a olhá-lo de maneira diferente.A princípio, sua atitude provocante, misteriosa e convidativa ao mesmo tempo, o deixara intrigado. Mas, logo, Sherburn compreendeu-lhe a intenção e revidou comardor e possessividade.Tornaram-se amantes, e em pouco tempo a marquesa se deu conta de que suaforça de vontade não existia mais, tornando-lhe impossível desacatar o conde como planejara. Pelo contrário, ficara inteiramente submissa e dócil aos seus desejos.Apesar de experiente na arte do amor, ao sentir que o conde começava a se afastar-, ela ficara desvairada, compreendendo que nunca amara alguém tão intensament  e.Seu casamento fora arrumado pelos pais e, embora houvesse se encantado com a idéia de tornar-se marquesa de Claydon, Kathie não encontrara nenhum prazer na intimidade conjugai.Depois de dar dois filhos e uma filha ao marido, tivera o primeiro amantee descobrira a paixão, o que a fizera lamentar o tempo perdido.Contudo, ainda não se apaixonara de fato por ninguém até conhecer o conde e precisava de um grande autocontrole para não se ajoelhar aos pés dele, suplicando-lhe que não a abandonasse.Para piorar, ter sido destituída por lady Esme, tornava sua derrota ainda mais amarga do que se fosse uma desconhecida. Afinal, pertenciam ao mesmo círculo ese viam quase que diariamente.Devido à liberdade com que vinha agindo nos últimos anos, o príncipe de Gales dera início a um novo tipo de conduta.Casado desde 1863 com a belíssima Alexandra da Dinamarca, já no verão de 1868,quando nascera sua terceira filha, a princesa Vitória, possuía tantos casos amorososque era impossível disfarçá-los ou ignorá-los.Dois anos antes, eles tinham viajado a São Petersburgo para o casamento deDagmar, irmã da princesa Alexandra, e fervilharam os rumores sobre seus romances com as mais atraentes mulheres da capital russa.Alguns meses depois, em visita a Paris, intensificaram-se os comentários sobre seus casos.A primeira das muitas atrizes de sua vida chamava- se Schneider. Depois dela, sucederam-se inúmeras mulheres, desde jovens, conhecidas em bailes de debutantes, até senhoras casadas, pertencentes ao beau monde.Se o caminho da vida prazerosa fora fácil para o herdeiro do trono agradaraainda mais aos demais homens que, até então, haviam levado uma vida bastante circunspecta.Na verdade, antes da morte do príncipe consorte, todos viviam preocupados em evitar que o menor sinal de escândalo pudesse lhes valer uma repreensão da corte,ou mesmo o ostracismo.No entanto, tudo havia mudado: as barreiras da fidelidade tinham sido transpostas, e os casos amorosos do príncipe de Gales eram aceitos abertamente pela nobreza, com exceção de algumas poucas famílias mais conservadoras, como a do marquês deSalisbury.Ainda assim, ficava difícil para a marquesa de Claydon aceitar que o condede Sherburn estivesse saturado dela.Tentara iludir a si mesma, dizendo que se tratava de uma indiferença passageira, e ele logo voltaria para seus braços.Porém, os intervalos entre suas visitas, tornavam-se cada vez maiores, e asexplicações, alegando negócios urgentes, não a convenciam em absoluto.Ao perceber que esses negócios resumiam-se a lady Esme Meldrum, a marquesa experimentou um ciúme e uma raiva quase incontroláveis.Nunca odiara tanto alguém em sua vida como aquela mulher.Deprimida, passava horas diante do espelho, perguntando-se por que não conseguira prender o conde com sua tão comentada beleza morena, que na opinião de várias pessoas, era superior à de sua rival.Finalmente, conformara-se com a perda e não encontrava o conde há um mês, evitando freqüentar os lugares onde o sabia presente.Por isso, sentira um verdadeiro choque ao vê-lo entrar no salão do castelo deAlchester antes do jantar. E, para seu desgosto, ainda agora o coração parecia querer saltar-lhe pela boca.Fora enérgica consigo mesma durante as últimas semanas. Seu orgulho insistiraem que não se humilhasse como as outras haviam feito ao perdê-lo, e ela resolvera fingir, mesmo que ninguém acreditasse que a iniciativa de terminar o caso lhe pertencera.A marquesa talvez tivesse muitos defeitos, mas não era o tipo de mulher quese deixava abater pela adversidade, e, caso perdesse o que julgava ser o mais importante na vida, não choraria e nem se desesperaria.Decidida, iria lutar até o fim pelo que desejava e, caso não conseguisse reco  nquistar o conde, arrumaria um jeito de fazê-lo arrepender-se da maneira como a tratara.Cedo ou tarde, também se vingaria de lady Esme Meldrum, que sofreria tantoquanto ela sofria agora.Provavelmente os antepassados italianos da marquesa clamavam por uma vendetta.Enquanto as outras mulheres abandonadas pelo conde punham-se a chorar e nãotomavam atitude alguma, ela tudo faria para ser diferente. Vou puni-lo, nem que seja a última coisa que faça no mundo , garantira a simesma.Passava noites a fio, acordada, pensando e repensando nos dissabores e infelicidades que lhe causaria até que Sherburn voltasse rastejando para ela.Imersa nesses pensamentos, estremeceu ao vê-lo entrar no salão e cumprimentaro príncipe, recordando-se de que nenhum outro homem a beijara com tanta paixão.Desprezava a si mesma por saber que, naquele momento, se o conde lhe estendesse os braços, iria voando aninhar-se neles.Entretanto, quando ele se aproximou dela, disse-lhe com a maior naturalidade:   Boa noite, Osmond! Que bom encontrá-lo novamente.   Não preciso dizer que você está mais linda do que nunca!Embora o cumprimento soasse sincero, a expressão dos olhos dele apenas confirmava que a marquesa já não lhe despertava nenhum interesse.Odiando-o por essa indiferença, Kathie esforçou-se para controlar a voz ao dizer-lhe:   George está ansioso para revê-lo. Esta é a sobrinha dele, filha do pobre Peter,que veio morar conosco.Com um gesto, indicou a jovem a seu lado, acrescentando:   Florella, este é o conde de Sherburn. Possui os melhores cavalos de corridada Inglaterra e é um esportista renomado.A descrição soou quase como um insulto, e o conde, achando graça do sarcasmo, limitou-se a inclinar a cabeça para a moça e dirigiu-se a lady Esme, que o fitava dooutro lado do salão.A forma eloqüente com que ela o cumprimentou e a expressão apaixonada do conde fizeram com que a marquesa sentisse ímpetos de esganá-los.Parada ao lado da tia, Florella perguntava-se pela razão de ela parecer tão zangada.Na vida exótica que levara com o pai, a jovem aprendera a julgar as pessoasnão somente pelo que falavam ou faziam, como também pelas vibrações que delas emanavam.Assim que chegara à casa dos tios, uma semana antes, compreendera perfeitamente que a marquesa não ficara nada satisfeita com sua presença naquela casa.E, embora não tivesse presenciado as discussões a seu respeito, logo que chegara da Itália, onde o pai morrera vítima de uma epidemia de tifo, Florella sentira que, no que dizia respeito à tia, não era nada bem- vinda.De fato, ao receber a notícia, Kathie perguntara incrédula:   Está me dizendo, George, que a filha de seu irmão, que eu nem sequer conheço, virá viver conosco e deverei apresentá-la à corte e prepará-la como debutante?   Não há mais nada que possamos fazer, Kathie  replicara o marido, secamente.  Agora que Peter morreu, sou o tutor da jovem que, como já completou dezenove anos, deveria ter debutado há um ano.   O que não podia acontecer enquanto perambu- lava pelo mundo na companhia doseu irmão excêntrico!   Ora, Kathie, Peter gostava da vida que levava, e o problema não era nosso.Porém, ele morreu e temos a obrigação de orientar corretamente sua filha.   Na certa, ela possui outros parentes que ficariam satisfeitos por cuidardela em troca de uma boa quantia.   Nenhum deles goza de uma posição igual à nossa e sinto-me na obrigação de cuidar dela até que se case.Fez-se um breve silêncio, antes de a marquesa exclamar:   Em outras palavras, quer me obrigar a encontrar um marido para ela!   Por que não? Você conhece uma porção de possíveis candidatos. Rapazes que vivem à su
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