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A Obra de Arte Viva de Adolphe Appia Marília Cruz Act

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   Nome: Sara CastanheiraRamo: Atores Nº de Aluno: 1101601Disciplina: Teorias da Arte Teatral III Ficha de Leitura d’  A Obra de Arte Viva , Adolphe Appia Adolphe Appia,famoso terico teatral su! o nascido em 1#6$, a sua presenca foidestacada pelo lan amento de uma proposta simples, mas altamente reno%adora, &uerecusa%a os modelos seculares' No seu tra(alho literario, podemos salientar, para amelhor compreens)o da sua rele%*ncia, tr+s li%ros fundamentais' A primeira destas o(ras, com a data de 1#- e, intitulada ./  A encenação dodrama wagneriano’’   parte da necessidade de conferir ao drama uma unidade de estilo,anunciando uma discuss)o, &ue &uestiona as formas de representa )o do mundo e daalma humana, em torno do Sim(olismo e do Naturalismo, a defesa de uma linuaemantimimtica' 2sta salienta a semelhan a a 2d3ard 4ordon Crai, a recusa doRealismo, ainda &ue Appia, parado5almente, deste tenha retirado o rior histrico dosfiurinos'De 1#,  A Música e a Encenação , uma continua )o da o(ra posteriormentereferida, apresenta uma proposta (astante apelati%a' Su(linha a import*ncia de umareforma na ar&uitetura teatral, Appia declara &ue ca(e ao encenador a tarefa de unir todos os elementos necessarios para criar o espetculo teatral' A reali7a )o cnicale!tima seria, portanto, a&uela &ue possu!sse elementos hori7ontais do dispositi%ocnico, o elemento %ertical 8a silhueta do ator9, o (inmio espa o lu7 e a mo(ili7a )odo espa o pela ilumina )o e &ue tudo reportasse ao ator, &ue definia o espa o pelos seusmo%imentos e pela sua presen a %i%a' Appia e5plica, &ue ainda &ue o teatro, delinuaem espec!fica, in%enta o mundo dos outros, pelo &ue n)o precisa de imitar o real'2scrita em 1$1,  A Obra de Arte Viva , so(re a &ual aora %iso a analisar,de(ruca%a;se em tornar a linuaem teatral n)o fiurati%a, ad%oando, atra%s de umafastamento da mimese, &ue a su(st*ncia se encontra%a nas linhas e nas formas  eomtricas e &ue a linuaem teatral n)o dependia do conhecimento do <undo'=retendendo eliminar do teatro todo o te5to dramtico, para &ue o primeiro se tornasse>uma fus)o dentro do ritmo?, e defendendo &ue a pala%ra n)o da%a conta de tudo,apela%a a uma no%a forma dramtica &ue, assente na m@sica, determinante para adura )o do mo%imento do ator, criasse um mundo completamente a(strato, de plenaharmonia de lu7es, cores e sons'A arte do teatro clarifica uma forte %ontade de &ue esta mesma fosse uma arte%i%a, pro%eniente da %is)o do encenador, e &ue esta mesma arte comunicasse com outrasformas de e5press)o art!stica, como a poesia e a impress)o' A cena n)o representaria ascoisas diretamente, mas condu7ir;nos;ia a %+;las de uma outra forma mais artistica'ma prespecti%a mais moderna da rela )o do te5to com o espa o cnico, Appia declaranas suas o(ras &ue o espetculo de teatro  a arte de reprodu7ir no espa o a&uilo &ue naescrita o dramaturo s proBetou no tempo' m %i%er profundo da arte recorre &ue tenhamos e5perimentado o sofrimento' Alinuaem, da &ual nos ser%imos com inconsci+ncia, fornece;nos, muitas %e7es, ae5plica )o dos nossos prprios sentimentos e de certos pro(lemas, aBudando;nos adefinir as %rias manifesta es art!sticas da nossa %ida'(tendo nocoes claras e proprias tornando estas mesmas em o(Beto de refle5)o ede especula )o esttica con%eniente ao proresso e E e%olu )o desta mesma arte, estao(ra %isa proceder a uma anlise de %rios fatores da arte dramtica, &ue se dirie, comotodas as artes representati%as, E nossa presen a interal'  N)o se propriamente se tratando de um elemento, mas uma semelhanca entre umestado e uma determinada maneira de ser, o mo%imento, este sendo um princ!pioindispens%el, diretor, @nico e conciliatrio, de%er ter a fun )o de ordenar hierar&uicamente as diferentes formas de arte, su(ordinando;as umas Es outras e lutando por uma harmonia, condutora da cria )o da >o(ra de arte suprema?' Cada uma das (elas;artes de%e a sua perfei )o, o seu positi%o aca(amento, E sua prpria imo(ilidade' Sempre E espera de uma no%a ordena )o e suscet!%el a constantes mudan as, acena  o espa o %a7io, mais ou menos iluminado, de dimenses ar(itrrias e em pot+ncia, tanto para o espa o como para a lu7' 2n&uanto o seu mo%imento, elemento delia )o, est no te5to e na m@sica, o seu corpo, %i%o e m%el,  representante domo%imento no espa o' =ortador do te5to e do corpo %i%o e plstico &ue cria a arte, oator  um o(Beto &ue cria mo%imento, impresses e um discurso descortin%el, mas  afastado do real, B &ue os corpos da mulher e do homem possuem a fantsticacapacidade de tam(m produ7ir o &ue n)o  %is!%el' A pintura contm o mo%imento em pot+ncia, e5presso pela forma e pelas cores'Semelhantemente, em(ora n)o tendo contacto com a arte pictrica, a escultura, a maisimportante de todas as artes, por ter como o(Beto o corpo humano, imo(ili7a um instantedo mo%imento e tem as &ualidades da perfei )o e do aca(amento, apesar de lhe faltar a%ida, fornecida pelo mo%imento' Arte plstica &ue %isa arupar as massas no sentido dasua ra%idade, o seu princ!pio esttico, numa ordem harmoniosa, medida E escala docorpo humano %i%o e destinada E mo(ilidade desse corpo, a ar&uitetura contm, em pot+ncia, o tempo e o espa o' Todas as tr+s artes; pintura, escultura e ar&uitetura; s)o im%eis: a pintura, n)osendo plstica, escapa ao espa o numa fic )o de escolhaF a escultura  plstica, %i%e noespa o, participa da lu7 %i%a e pode e%ocar o conte5to dos mo%imentos da sua escolhanuma realidade materialF a ar&uitetura, arte realista,  a arte de criar espa osdeterminados e circunscritos, destinados E presen a e Es e%olu es do corpo %i%o' =ara alm destas tr+s artes im%eis, do espa o, o ator seura na outra m)o asoutras artes, as do tempo 8a pala%ra e a m@sica9' A arte da pala%ra  intermediria entre asinifica )o das pala%ras e a sua inteli+ncia no nosso entendimento, por meio da &ual aidealidade do tempo s se e5prime de uma maneira rudimentar, muito limitada ecompletamente dependente das nossas capacidades cere(rais de assimila )o'Transmitido E sensi(ilidade do ator pelas pala%ras, o te5to dei5a ao ator o cuidado dedecidir, em @ltima anlise, o &ue con%m fa7er, para o e5teriori7ar no espa o' Superior Ede outras artes, a realidade esttica da m@sica, &ue constri o tempo autonomamente, s uma cria )o imediata da nossa alma, a sua %ida oculta'  corpo a(andona, pois, E m@sica a sua %ida prpria, para a rece(er de no%o,ordenada e transfiurada, e para a representar no espa o' Correspondendo aosmo%imentos da nossa %ida interior, a dura )o dos sons musicais e5teriori7a;se, noespa o, em propor es %isuais e corresponde E arte de e5primir, simultaneamente, noespa o e no tempo, uma ideia essencial, atra%s da sucess)o das formas %i%as do corpohumano e das dura es musicais, solidrias umas das outras' G duas linhas principais: a hori7ontal, em primeiro luar, por&ue o corporepousa, antes de tudo, num plano, para e5primir a ra%idade, condi )o fundamental para a e5ist+ncia de um espa o %i%o, representante da %itria das formas corporais so(reas formas inanimadas atra%s da &ual a matria se afirmaF depois, a %ertical, &ue  corresponde ao estado do corpo, &ue o acompanha' s mo%imentos s)o a interpreta )odo corpo na dura )o' Na hierar&uia da arte %i%a, o luar da nossa cria )o criadora estentre o tempo e o corpo %i%o e m%el, entre a m@sica &ue ns compomos e o corpo &uede%e ser penetrado por ela e incarn;lo' A nossa su(miss)o confiante e consciente Em@sica, e5press)o da nossa %ida interior, conferiu;nos o poder de dominar imperiosamente o corpo %i%o, &ue, pela sua completa su(miss)o ao nosso apelo, ordenao espa o &ue o rodeia e o toca, B &ue diretamente somos incapa7es de o fa7er' H do corpo plstico e %i%o &ue o cenrio de%e nascer e ele%ar;se e n)o daimaina )o isolada do dramaturo' Renunciando ao seu papel fict!cio na pintura, &ueatri(ui E arte dramtica a&uilo &ue a torna art!stica, a cor o(tm %ida no espa o,tornando;se, no entanto, dependente da lu7, a e5press)o perfeita da %ida, e das formas plsticas, &ue determinam a import*ncia %ari%el' Atra%s de um tra(alho concentrado e recolhido, o &ue se encontra escrito no papel de%e possuir a elasticidade suficiente para se adaptar a dimenses &ue seapresentam como imut%eis, o &ue torna o dramaturo, preocupado sen)o com as possi(ilidades de representa )o cnica das coisas, um escra%o e n)o um artista' m doso(Becti%os d/  A Obra de Arte Viva   secundar o autor dramtico, &ue de%e ser li%re, paracon&uistar o plano t)o am(icionado de artista, por %ia do fornecimento do materialtcnico de &ue necessita para conseuir reali7ar uma o(ra de &ualidade' A nossa arte dramtica, &ue repousa so(re o autor e o encenador, de%eriarepousar, clara e simplesmente, so(re uma e a mesma pessoa' A fus)o tcnica doselementos representati%os depende de uma atitude do autor, &ue o li(erta' s artistasdu%idam lamenta%elmente do alcance das suas o(ras e do seu interesse' A culturamoderna a(riu;nos todos os campos' A arte B n)o tem p@(licoF o p@(lico B n)o temarteF a arte n)o &uer sa(er de ns' A presen a real do ator esmaa a constru )o artificial'Independente do espetador passi%o, a arte dramtica, para a &ual s ns, centro de tudo,e5istimos, de%e oferecer;nos o 2spa o, &ue o corpo e5pressa, utili7ando o Tempo' H da<@sica &ue nascer a o(ra de arte %i%a, da &ual o Teatro, ser%indo;se do corpo para finsintelectuais,  uma forma de arte interal' Tendo como o(Beti%o ele prprio, o artista cria com a %ida' A <@sica encontra;senum luar e5cecional entre as artes im%eis e a arte %i%a, transpondo em %ida, animadano Tempo, o &ue a&uelas s podem oferecer no espa o'  poeta, reali7ando aomnipresen a, tem um papel menos tcnico, inspirando a forma, na &ual de%e ha%er ainteli+ncia, e sendo o t!tulo para a constru )o do edif!cio %i%o' A uni)o do poeta com o
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