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a partida da familia real para o brasil

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Em 1807, Napoleão BonaparteeraImperador da França. Eraum homem ambicioso equeria governar aEuropa. Por essarazão, entrou em guerracom muitospaíses, vencendo-osaquase todosmenosaInglaterra. Querendo ser o “dono do mundo”, isso irritava-o bastante. Sentado no seu trono, teveumaideia: Todosospaíseseuropeusterão quefechar osseus portosaosnaviosingleses. Vou chegar paraeles! Vou derrotá-loscomercialmente! Ah! Ah! Ah! Em Portugal governavao príncipe-regenteD. João (futuro rei D. João VI), porqueasuamãe, arainhaD. MariaI enlouquecera enão estava em condiçõespara governar. Ao receber aordem de Napoleão queficou conhecidapor “ Bloqueio Continental”, D. João hesitou, hesitou, atéquedecidiu: SuaMagestadenão vai aceitar! Afinal aInglaterraéo paísque maiscompraequemaisvendea Portugal! O queécerto éque, pouco depois, chega ao Palácio deMafra ondeD. João vivia, umamensagem de Napoleão ondeeste dizia: “ Paraaprenderes que comigo não se brinca, vou invadir Portugal!” Quando estanotícia chega, o prínciperegentenão sabeo quefazer. Estáentrea espadaeaparede. Então aInglaterra propõeaD. João que váparao Brasil. É umaboasugestão e, apesar deindeciso, o príncipedecide aceitar, poisassim asseguraa independênciade Portugal easegurançadafamíliareal. Começam ospreparativospara apartidaecom elesabarafundatotal. Fazem-semalas, enchem-sebaús, caixas, caixinhasecaixotesderoupas, loiças, móveis, livros, quadros, pratas. . . A partidaficou marcadaparao dia27 deNovembro. No cais, em Belém, era grandeaconfusão. Amontoavam-seasbagagenseatécestosegaiolascom os animaisdeestimação queosviajantesqueriam levar consigo, as pessoas atropelavam-seeescorregavam naspoçasdeáguadeixadaspelachuva abundantequecaíaháváriosdias. Ao todo, haviaquinzemil pessoasque queriam partir parao Brasil juntamentecom afamíliareal. M as as condições atmosféricas eram tão más queseadiou a partida para dia 29. D. João dizia: Sua M agestadequer partir já,daqui a nada Junot chega a Lisboa e mata-nos a todos! MariaTeresa, Maria Isabel, Pedro, Maria Francisca, Isabel Maria, Miguel, entrem depressaparaos navios! A Maria Assunção eaAnade Jesusjáestão aqui comigo. – ordenavaa princesaCarlota Joaquina, esposado príncipe-regenteD. João. Do outro lado do cais, arainhaD. Mariafaziaumabirradassuas, sem compreender o quese passava: -Não quero ir! Só quero estar sossegadinhano meu palácio deQueluz! – gritavaela. -Válá, Maria. Tem deser! – tentavam convencê-laassuasirmãsMariaAnaeMariaBenedita. -Não, jádissequenão! Alguém podetrazer-meumachávenade chá? Com aprecipitação daentradanosnavios, muitasbagagensficaram esquecidasno caisou foram parar anaviosondenão iam osseusdonos. E quando astropasdeJunot chegaram a Lisboa, vinteequatro horasdepois, aindapuderam ver ao longe, no mar, asvelasdos navios que partiam. Os Franceses ficaram mesmo “ aver navios”. Oshabitantesde Lisboa, quando se aperceberam da partidadafamíliareal, ficaram em choque. Sentiram-sesóse abandonados, era como seficassem orfãosenão sabiam o quefazer. No cais, ao verem partir osnavios, choravam deaflição. A viagem foi muito dura. Osbarcoseram de mercadoriase, por isso, não tinham comodidadese levavam genteamais. Osalimentosfaltavam, a águaparabeber apodreceu, muitos passageirosenjoaram, devido àstempestadesos naviosperderam--seuns dosoutros, haviamuitos ratosabordo e, como não tomavam banho, houve umapragadepiolhos. Ai quecomichão! – gritavaD. Carlota Joaquinaenquanto coçavaacabeça – Depressa! Rapemmejáo cabelo, não aguento mais! E assim foi. A maior partedassenhorasedascriançastiveram querapar o cabelo eatiraram cabeleiraseperucasao mar. Então, paranão mostrarem a careca, assenhoraspuseram lençosnacabeçacomo sefossem turbantes. A viagem durou 54 dias. A primeiracidadeonde aportaram foi S. Salvador daBaía. Quando pisaram terrafirmetodos suspiraram dealívio. A famíliareal esteve um mêsnestacidadeefoi recebidaem festa. Nunca no Brasil setinhavisto tantaanimação. Houve bailes, espectáculos musicais, banquetes. Depois, afamíliareal mudou-separao Rio deJaneiro, chegando láa7 de Março de1808. Foi o encontro dedoismundos completamentediferentes. Olhagente! Minha nossaSenhora! – exclamavauma brasileira– Estes portuguesessão esquisitos, com este calor vestem roupa grossaeescura, casacosdeveludo e calçam sapatosde fivela! QuechiqueéD. CarlotaJoaquinacom aqueleturbantena cabeça. Deveser aúltimamodadeParis! – exclamavaoutra – vou também usar! E assim, o uso do turbantenacabeçatornou-semodaentreas brasileiras. . . Por suavez, osportugueses ficaram fascinadoscom o Brasil. Quebelezade paisagem. Sua Magestadeadoraestas florestasverdejantes, estesmonteseesta misturaderaças! – comentavaD. João. Quebom queéeste climacom tanto sol e calor. – diziam os principezinhos saltando no jardim do palácio. MasCarlotaJoaquina tinhaoutraopinião: Quehorror! – lamentava-seela– Queruastão sujas! Quegentetão pobre, tantospedintes, tanta gentedescalça, tantos escravos! Não gosto nadadisto! No Brasil, D. João criou o ritual do “beija-mão”: todosos dias, ao fim datarde, afamíliareal reunia-seno salão principal do palácio deS. Cristovão erecebiatodosaqueles quequeriam ver deperto afamíliareal, cumprimentá-laou fazer algum pedido. Todostinham direito aserem recebidos – rico ou pobre, branco, negro ou índio, nobre, padre, comerciante. . . Faziam filae, ao aproximarem-sedo prínciperegente, faziam uma vénia, beijavam-lheamão efaziam o seu pedido. …grandeacontecimento foi o casamento deD. Pedro, o príncipeherdeiro de D. João quecasou com aprincesaLeopoldina, filhadosimperadoresda Áustria. Foi em 1817. D. Pedro tinhadezanoveanos. Para além das festas a vida que a família real levava era agradável edespreocupada. Nos intervalos das reuniões e dos espectáculos de ópera a que assistia, D. João não resistia e comia o seu “petisco” favorito – pernas de frango assadas em manteiga. Costumava guardá-las nos bolsos, por isso, era frequente ver as suas casacas cheias de nódoas de gordura. O rei era muito medroso – tinhamedo detrovoadas. Quando asouviarefugiava-senum quarto sem janelaserezavaaSanta BárbaraeaS. Jerónimo. Também não gostavadetomar banho. Quando foi picado por um insecto, o médico receitoulhebanhosdemar. D. João ficou apavorado, poistinha medo deser atacado por caranguejos. Então teveuma ideia: SuaMajestadevai tomar banho demar dentro deuma banheiraportátil! E estafoi aúnicavez queo rei tomou banho, duranteo tempo em queviveu no Brasil. Masnão sepensequeavidano Brasil foi umaespéciedeférias prolongadas. D. João criou condiçõesparaqueo Brasil sedesenvolvesse: abriu o Brasil ao comércio mundial, construiram-seteatros, passou ater livroseimprensa, abriram-seestradas, ascidadescresceram. Graçasà estadiadafamíliareal portuguesa, criaram-seascondiçõesparaa independênciado Brasil. Quando chegou ahorado regresso aPortugal, em 1821, foi com tristezaquedeixaram aterraondetinham vivido os últimostrezeanos. A única queestavafeliz por regressar eraD. CarlotaJoaquinaque, ao entrar no navio, descalçou assandálias, sacudiu-aspara retirar o pó brasileiro econsta queterádito: - Finalmentevou paraterradegente! Trabalho realizado nasdisciplinasdeHistóriaeEducação Visual e Tecnológica, pelosalunosdo 6º ano daturmaE Professores: GraçaFreitas. HelenaLouro . JoséKaiseler Alunos: Alexandre Pereira. AnaMachado . Beatriz luís. Bernardo Santos. Carolina Carvalho . CatarinaFerreira. CatarinaAfonso . CláudiaBrito . DéboraFerreira. Diogo Matos. Diogo Baptista. Fábio Martins. FilipeRibeiro . InêsJulio . InêsGelea. JoanaSousa. João Santos. João Barroso . João Macheta. KarineTeixaeira. Madalena Pintão . Miguel Magalhães. Miguel Martins. Raquel Jerónimo . Rúben Nicha. Sérgio Pereira. Taynara Fernandes. Valter Piedade E. B. 2 ,3 deAranguez Ano 2008/09 FIMFIM

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Oct 17, 2017
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