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A Piada e Sua Relação Com o Inconsciente Ou

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  A piada e sua relação com o inconsciente oua psicanálise é muito sériaAbrão Slavutzky  Porque aprendi luchandoque es mi deber terrestre propagar la alegriaOdes elementares- Pablo NerudaO escritor Anton Tchekov ensinou que o trágico e o cômico são apenas duas janelasdiferentes que dão para a mesma paisagem atormentada! O homem para resolver seusenigmas foi inventando mitos e deuses filosofias e artes para e pressar suas id#ias sua perple idade frente a vida! Olhar para poder penetrar os mist#rios humanos e naturais!$oram os gregos que na antig%idade criaram o teatro e a filosofia a pol&tica e aliteratura para e pressar uma nova fase de descobertas sobre quem realmente # esteestranho ser humano que sabe chorar e rir que vai do sofrimento a felicidade da pa' aguerra que encerra tantas contradi()es! Nos famosos festivais de teatro na *eladedurante um dia inteiro toda a popula(ão da cidade assistia trag#dias e com#dias asdiferentes janelas para a mesma paisagem humana que escreveu Tchekov! $reud quetanto contribuiu para compreender a realidade ps&quica via o drama humano atrav#s dequal janela +Octave ,annoni publicou uma carta de -ora. uma adolescente tratada por $reud/ 0senhora 1 a mulher de pele branca que tanto e citava o seu pai! Na carta -ora escreveque havia nele uma estranha contradi(ão2 34stou sempre di'endo para que os senhoresme fa(am proposi()es mas # para recha(ar e esbofetear! Parecia importante mas $reudnão me disse nada! 5e ao menos tivesse rido! 6 um homem elegante fisicamente! 7heira  a charuto e a água de colônia! 5e houvesse se atrevido a lan(ar uma boa gargalhadadi'endo2 8oc9 queria que eu fi'esse proposi()es para dar:se ao gosto de esbofetear:me+4ntão haveria rido tamb#m haver&amos rido. não se ri nunca/ e isso quem sabe nosteria apro imado a compreensão da contradi(ão3! ,ais adiante ,annoni que inventouesta carta insiste em enfati'ar que -ora era jovem e $reud era s#rio mortalmente s#rio!5igmund $reud ao que tudo indica era muito s#rio no seu consult;rio! Nos seusfamosos casos cl&nicos ou em seus diversos artigos de t#cnica não há refer9ncia aohumor a piada ou alegria na rela(ão entre psicanalista e paciente! A trag#dia de 6dipo<ei bem como *amlet são importantes nas suas elabora()es te;ricas mas não hárefer9ncias a obra de Arist;fanes e tamb#m ,oliere! O Que é o humor? A palavra # latina humor humoris # l&quido fluido humores do corpo humano como osangue a linfa a b&lis enfim as seivas da vida! Portanto sua srcem # m#dica revelada pelos gregos cujos tra(os principais foram dados por *ip;crates que estabeleceurela()es entre os temperamentos e os humores l&quidos corporais! 5egundo estafisiologia que vai at# o fim da =dade ,#dia  os humores do corpo humano influiriamno caráter dos indiv&duos no seu temperamento! $oi s; no s#culo >8== que a palavracome(ou a ter o significado atual! 4m ?@B Couis 7a'amian um jovem professor deliteratura inglesa escreveu um artigo cujo t&tulo era2 Porque não podemos definir ohumor! T&tulo parado al e bem humorado pois em seguida tenta definir o humor desdeseu mecanismo est#tico! 4m ?@D o mesmo 7a'amian escreveu um livro sobre odesenvolvimento do humor ingl9s mas renuncia a definir o humor! A renEncia dedefini(ão revela a dificuldade mas Cuigi Pirandello num livro sobre o humor escreve 3ohumorismo consiste no sentimento do contrário provocado pela especial atividade derefle ão que não se esconde como geralmente na arte uma forma de sentimento mas o  seu contrário mesmo seguindo passo a passo o sentimento como a sombra segue ocorpo! Para o humorista segue Pirandello as causas na vida não são nunca tão l;gicastão ordenadas como nas nossas obras de arte comuns! A ordem+ A coer9ncia+ ,as sen;s temos no interior quatro cinco almas em luta entre si2 a alma instintiva a almamoral a alma afetiva a alma social+ 4 conforme domine esta ou aquela comp)e:se anossa consci9ncia e n;s consideramos válida e sincera aquela interpreta(ão fict&cia den;s mesmos do nosso ser interior que desconhecemos porque não se manifesta nuncainteiro mas ora de um modo ora de outro como queiram os casos da vida! O humoristadecomp)e o caráter em seus elementosF mostra as suas incongru9ncias3! O sentimentodo contrário tão bem descrito por Pirandello # uma das ess9ncias do humor que permiterelativi'ar tudo e quebra toda seriedade te;rica e prática seja do que for!O humor não reconhece her;isF diverte:se em decompor mesmo quando não seja umdivertimento agradável! Parte do sentido em busca do nonsense ao contrário dainterpreta(ão que parte do nonsense para buscar um sentido! 6 um ato dedesdobramento no ato mesmo da concep(ãoF por isso todo sentimento todo impulsotodo pensamento que surge no humorista se desdobra em seguida no seu contrário2 todosim em um não que assume o valor de sim! O humor como di' Gank#l#vitch      caminhasem alvo sobre a terra não tem tese não advoga vai sempre mais al#m está sempre acaminhoF mesmo no fundo da infelicidade e trema e da vergonha o gracioso arabescoo bi'arro fa' emergir o sorriso do deslumbramento! A ironia # a arma dos fortesenquanto o humor # a Enica arma dos fracos pois a humildade humor&stica permiteultrapassar a humilha(ão! O humor # a arma dos desarmados e não triunfa pois o humor go'a a si mesmo! O humorista tra' 0 tona a dEvida e a precariedade sempre busca aliberdade de brincar com o poder de qualquer ordem! O humor não leva a s#rio nadanem a si mesmo3!  O humor interno independe das condi()es da vida2 at# na infelicidade o gracioso podeemergir e por isso $reud relata no final do livro das piadas a hist;ria do delinq%enteque levado ao cadafalso numa segunda feira manifesta2 3AhH come(a bem a semanaH4ste condenado a morte mant#m o seu humor e assim nos economi'a despra'er poisfrente a morte ele nos fa' rir:um riso contido at# um pouco tristonho mas tamb#m deal&vio! $reud volta a esta piada no in&cio do te to sobre o humor quando define estecomo sendo rebelde e di' que o essencial do humor # mostrar o seguinte2 8ejam estemundo que aparece tão perigoso # um jogo de crian(as bom nada mais que para brincar sobre ele3!7aracteri'ado o humor ficam as dEvidas sobre as rela()es deste com a com#dia ocômico o riso a piada : enfim quais são as semelhan(as e as diferen(as! Peter IaJem O Cultivo do Ódio  decide sabiamente despre'ar estas sutile'as para concentrar:se nocomponente agressivo em seus variados disfarces! <ealmente estabelecer diferen(as precisas não # fácil e as ve'es pode at# ser inEtil! Pirandello e $reud fa'em for(a para provar que e istem estas diferen(as entre o cômico e o humor! 4ntretanto em umrecente livro sobre a hist;ria cultural do humor da antig%idade aos dias de hoje osvários autores preferem definir o humor de forma ampla isto # como qualquer mensagem que busca o sorriso ou o riso! Gustificam esta defini(ão como a Enica formade estender as investiga()es da antig%idade at# os dias de hoje!O cômico como fenômeno antropol;gico responde ao instinto do jogo ao gosto dohomem pela brincadeira e pelo riso a sua faculdade de perceber aspectos ins;litos erid&culos da realidade f&sica e social! O cômico libera já o humor # grandioso eedificante! O cômico e p)e uma contradi(ão engra(ada e o humor cria uma refle ãoda& o seu riso filos;fico! Para $reud o que tem de grandioso o humor prov#m donarcisismo e da invulnerabilidade vitoriosa do eu! Gá a com#dia vem do grego  Komedia 
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