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A Psicologia e o Trader_ Introdução

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   A Psicologia e o Trader: Introdução postado em Psicologia do Trading por Hugo Teixeira Começo aqui uma série de posts dedicados à mais importante parte do trading, a psicologia,que junto com as técnicas de position sizing, são responsáveis por uns 75% do sucesso de umtrader.Nessa nova série, falarei basicamente sobre padrões de comportamento, “minha” teoriaDoppelganger e outras frescuras emocionais humanas de uma forma geral.E para começar escolhi falar de como nós não somos muito melhores do que os outrosanimais, como a nossa mente aprende as coisas, o porquê dessa forma de aprendizado serruim para quem procura construir uma mentalidade compatível com a de um bom trader ecomo cada momento no mercado é único e não relacionado aos anteriores. Boa leitura! Damm You, Pavlov! Explicarei agora o que eu chamo de “teoria geral do aprendizado”, que não é nada mais doque a teoria das âncoras da programação neurolinguística, dos experimentos do Pavlov equalquer outra teoria com nome diferente mas que no fundo é a mesma coisa.No caso do Pavlov, vocês devem se lembrar daquela história onde ele tocava um sino e davacarne pra um cachorro, e continuava a fazer isso muitas vezes e depois de um tempo só de   Compartilhar  tocar o sino, o cachorro salivava. Então, isso acontecia pois o cachorro aprendeu (ou foicondicionado, se você parar pra pensar dá na mesma) que quando o cara toca o sino eleganhará um pedaço de carne, ou seja, o cachoro começou a relacionar o barulho do sino coma carne. Apesar de hoje isso ser tão estupidamente óbvio quanto 2+2=4, naquela época parece que foiuma grande descoberta Respeite minha superioridade em reconhecer o óbvio! Ok, mas era só um cachorro! Seres humanos devem ter uma maior resistência né? Né? Oengraçado é que em alguns aspectos nós somos ainda mais burros do que os animais.Não sei se alguém já leu aquele livro “Quem Mexeu no Meu Queijo?”. Esse livro conta ahistória de uns ratinhos, eles descobrem uma “mina” de queijo e ficam lá comendo de boa,mas quando o queijo acaba eles continuam lá feito uns idiotas enquanto os outros ratinhosprocuram mais queijo, eu não lembro muito bem da história mas não esqueço a mensagem“é preciso aprender a se adaptar”.Será que somos bons em adaptação?Em um experimento feito em algum lugar aí (sinto muito eu não me lembro aonde) foramcomparados ratos com pessoas, cientistas colocavam queijo escondido para os ratos e  quando eles o encontravam, obviamente o queijo era comido, no dia seguinte colocavammais queijo e novamente os ratos faziam a festa, porém no terceiro dia não colocaram queijoe então os ratos iam procurar em outros lugares, e no quarto dia eles nem olhavam mais olugar que costumava ter a comida.Para a parte com humanos, usaram dinheiro, no primeiro e no segundo dias as pessoasachavam o lugar e pegavam o dinheiro, e no terceiro dia os cientistas não colocaram nada, ofoda é que, ao contrário dos ratos, vários dias depois as pessoas continuavam procurando odinheiro no mesmo lugar! Conclusão do estudo: seres humanos se adaptam mais devagar àsnovas circunstâncias do que os ratos. Logo, não somos melhores do que os outros animais.  A Formação de Crenças Porque a planta nasce assim como a cresça, blá, tanto faz :P Ok, imagine que você é um pivetinho de 4 anos que não sabe nada de porra nenhuma e seuspais também não quiseram te ensinar. Considere agora que você decide sair de casa para ir brincar no parquinho, chegando lá você encontra vários outros pivetinhos e todos brincam atarde toda felizes e contentes que nem em um típico episódio de Os Ursinhos Carinhosos.Então começa a escurecer, e você decide voltar para sua casa a pé e sozinho. Depois de andarapenas um quarteirão, uma mulher de uns 30 anos te oferece uma carona e você aceita, jáque está cansado depois de tanta brincadeira. No caminho vão conversando sobre que tipode bala vocês gostam mais e outras bobagens, chegando em casa, você dá tchau e vai pro seuquarto enquanto ela vai dar uma dura nos seus pais, logo depois a mulher vai embora.  Na próxima semana acontece a mesma coisa, você fica até tarde no parquinho e volta noescuro, dessa vez um cara com um avental levemente sujo de sangue com uns 50 anos quedirige um furgão branco te oferece carona, você novamente aceita e durante o caminho todo,conversam sobre bobagens de crianças. Em casa vocês se despedem e ele também dá umadura nos seus pais.Lembrando que você é só um pivete que não sabe nada, logo, você não iria desconfiar dosimpático açougueiro do bairro só porque ele tem um aventual sujo e dirige um furgão, nãoexiste na sua cabeça as crenças e pré-conceitos que te fariam ter medo de uma pessoa assim.Ok, agora você já teve duas experiências com estranhos, o que aprendeu? Que quando umestranho te oferecer uma carona é legal aceitar pois eles são pessoas inofensivas comoqualquer um de nós e além disso, é mais rápido e confortável voltar de carro do que andar ocaminho todo de volta. Como você nunca teve maus momentos com pessoas desconhecidasentão sua mente vai generalizar, a primeira experiência cria a idéia de que TODOS osestranhos são boas pessoas e a segunda experiência reforça essa idéia.Mas o que acontece se um outro pivete qualquer não tiver tido contatos anteriores comestranhos e a primeira experiência seja ruim? E se um cara o convence a ir pegar balinhas nacasa dele e quando chegam lá, o lugar é todo Silent Hillesco e ele faz o diabo à 4 com opivete? Sobrevivendo à experiência, o que acontece? Como esse é o primeiro contato comestranhos, a idéia a ser formada é que TODOS os estranhos são ruins.Da próxima vez que encontrar um desconhecido, ele terá muito medo pois a cabeça deleaprendeu que essas pessoas são perigosas. Nesse caso, o medo serve como mecanismo dedefesa. Mas esse mecanismo é falho. Crença X Crença
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