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A REDE SOCIAL DIGITAL FACEBOOK COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO EM SAÚDE: ACESSIBILIDADE E INTERAÇÃO SOCIAL

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A REDE SOCIAL DIGITAL FACEBOOK COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO EM SAÚDE: ACESSIBILIDADE E INTERAÇÃO SOCIAL TENÓRIO, LUIZA CARLA. (1); SOUZA, CARLOS HENRIQUE MEDEIROS (2) 1. Universidade Estadual do Norte
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A REDE SOCIAL DIGITAL FACEBOOK COMO INSTRUMENTO DE ORIENTAÇÃO EM SAÚDE: ACESSIBILIDADE E INTERAÇÃO SOCIAL TENÓRIO, LUIZA CARLA. (1); SOUZA, CARLOS HENRIQUE MEDEIROS (2) 1. Universidade Estadual do Norte Fluminense. Programa de Pós Graduação em Cognição e Linguagem Av. Alberto Lamego, 2000 Campos dos Goytacazes RJ CEP Universidade Estadual do Norte Fluminense. Programa de Pós Graduação em Cognição e Linguagem Av. Alberto Lamego, 2000 Campos dos Goytacazes RJ CEP RESUMO Este artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica a cerca da utilização do Facebook como um espaço para a promoção e orientações em saúde. Sabe-se que esta rede social não apresenta as restrições limitações de espaço físico (convencional) e possibilita o atendimento e a assistência ao cliente/paciente apoiada pelos recursos midiáticos (figura, vídeo, escrita e som). No atual modelo de saúde brasileira o PSF Programa de Saúde da Família é uma das portas de entrada na assistência a Saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e este apresenta aspectos deficitários tanto em recursos humanos como em materiais o que o torna burocrático e inacessível. Esta pesquisa de caráter qualitativa foi realizada na rede social digital Facebook no período de maio e junho de 2013, onde visou identificar como as redes sociais digitais podem contribuir no atendimento as demandas da atenção primaria à saúde no que diz respeito à orientação em saúde. Analisando a acessibilidade, a orientação e interação social com os indivíduos que caracterizam as demandas por orientações em saúde, pode se perceber que estas orientações constituem um dos atendimentos mais importantes da atenção primária a saúde que possibilita à sustentação do novo modelo de assistência a saúde brasileira o Modelo Preventivo. Alguns resultados desta pesquisa apontam que a utilização da rede social digital Facebook como espaço de orientação em saúde pode melhorar as relações terapêuticas e a decalagem entre a teorização proposta e a prática. Palavras-chave: Redes Sociais. Assistência à saúde. Limitações físicas. II CONINTER Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades Belo Horizonte, de 8 a 11 de outubro de 2013 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Esta pesquisa propõe apresentar um recorte teórico relacionando a acessibilidade e interação entre a saúde básica do sujeito/cliente como indivíduo e coletividade nos contrastes promovidos na assistência à saúde utilizando autores nas áreas de saúde pública e das tecnologias da informação e comunicação para destacar a importância social do uso das redes sociais digitais nas orientações em saúde, ilustrada pela produção do processo de interação/relacionamento no Facebook. Apresentando a influencia no grau de conhecimento, convívio e utilização da rede social digital Facebook como ambiente interpessoal de bate-papo, namoro, estudo, pesquisa entre outros. Deslandes (2005) aponta que o modelo de políticas e práticas de saúde que o SUS busca construir (valorização dos sujeitos, processos de gestão participativa e solidária, protagonismo dos sujeitos, ações de saúde centradas nas necessidades reais de saúde das populações e dos indivíduos), não determina um padrão único, pois a cada nova campanha não é possível a vinculação precisa de uma imagem-objetivo, além disso, não permite a identificação destas assertivas com vários princípios e orientações já disseminados pelo SUS, na democratização das relações. A primeira vista, parece faltar nesta definição uma identidade no conceito do que se busca designar. Segundo Travassos (2004) acesso é um conceito complexo, algumas vezes impreciso quando relacionado ao uso de serviços de saúde. Desde a sua variação de significado como acessibilidade, ato de ingressar, grau de facilidade entre outros, até o enfoque do acesso do sujeito como indivíduo ou coletividade. Há também a discordância entre a avaliação do acesso pelos objetivos ou resultados ou até mesmo pela relação entre procura e oferta. Analisando estudos de autores como Travassos (2004), Donabedian (1973) e Penchansky & Thomas (1981) o acesso aos serviços de saúde apresentam impactos tanto na variação do uso, como na capacidade e especificidade da atenção a grupos populacionais específicos nos serviços em saúde. Sendo sua definição mais ampla e complexa que apenas o enfoque no termo conceitual, estando relacionado à capacidade de produzir serviços e responder as demandas em saúde. Implicando em recursos de saúde que facilitam ou limitam a potencial utilização dos serviços em saúde pela população. Nesse acesso consideramos fatores predisponentes, fatores capacitantes, necessidades de saúde, acesso potencial, acesso realizado, acesso efetivo e acesso eficiente. Caracterizando um conceito multidimensional. Os determinantes para uso dos serviços de saúde podem estar relacionados a fatores como: (a) a necessidade de saúde morbidade; (b) os usuários idade e gênero, geográficas, sócio-econômicas, culturais e psíquicas; (c) os prestadores de serviços - experiência profissional, tipo de prática, forma de pagamento; (d) a organização recursos disponíveis, características da oferta (disponibilidade de médicos, hospitais, ambulatórios), modo de remuneração; (e) a política tipo de sistema de saúde, financiamento, tipo de seguro de saúde, quantidade, tipo de distribuição dos recursos, legislação e regulamentação profissional e do sistema. A influência dos fatores determinantes do uso dos serviços de saúde varia em função do tipo de serviço (ambulatório, hospital, assistência domiciliar) e da proposta assistencial (prevenção, tratamento ou reabilitação) (SILVA, 2012). 1-Fonte: Blog do Onyx (JULHO/201). Figura Este conceito-princípio pode estar presente em vários níveis da produção de cuidados de saúde, da recepção do usuário à gestão e planejamento das ações. Contudo, um elemento isolado desta proposição, valorização dos sujeitos, fomento de autonomia e protagonismo, não parece garantir o acesso de um projeto de atenção a saúde, pois sua aplicação estaria aberta a inúmeras possibilidades de leituras formalizantes e burocratizadas. (DESLANDES, 2005). Autores classificaram em cinco categorias as principais barreiras de acesso à saúde: (1) barreiras físicas, relacionadas à distância, meios de transportes disponíveis e horários de funcionamento dos serviços restritos e possibilidade de longo tempo de espera; (2) barreiras financeiras, incluindo custos diretos e indiretos e encargos financeiros; (3) qualidade do atendimento, que pode ser subjetiva, e se refere às expectativas do paciente, porém inclui também as condições objetivas, como habilidade clínica dos profissionais de saúde, disponibilidade de medicamentos e equipamentos e o funcionamento do sistema de referência; (4) conhecimento do usuário ou barreira de acesso, quando há falta de informações e serviços disponíveis, falta de confiança e, instalações e do pessoal e a falta de mecanismos mínimos de participação da comunidade; (5) barreiras sócio-culturais, restrições relacionadas com idade, sexo, crenças e preferências culturais (BIGDELI e ANNEAR, 2009 apud Silva 2012 Figura 2-Fonte: Blog do madeira (acesso em JULHO/ ). SOCIEDADE EM REDE EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E SOCIAL Nas ultimas décadas a evolução tecnológica provocou mudanças como, o processo de aprendizagem constante e respostas imediatas, o que aumenta a produtividade sem restrição de espaço geográfico e acesso. Outra variável presente na atualidade são os estilos individuais de aprendizagem, que utiliza mais do que simples memorização, mas capacidade cognitiva (interpretação, julgamento e decisões) nos remetendo a um público diferente capaz de substituir comando por aprendizagem e resposta. (LITTO, 1996) O mesmo autor cita que é possível identificar etapas na introdução (utilização) da tecnologia no processo aprendizagem, as etapas mais evoluídas caracterizam a utilização que se pretende na assistência a saúde através das novas tecnologias da comunicação: (3) Uso Coordenado (em que se toma decisões em relação ao porque usar o computador; e, finalmente (4) Uso Transparente (quando não é mais um caso de uso de tecnologia só pelo valor tecnológico em si, mas como suporte para uma estratégia...). (LITTO, 1996) Uma referência importante para implementação bem sucedida das tecnologias da informação visto seu alcance e sua utilização cada vez mais intensa e ampla, é a definição dessas tecnologias como um instrumento sistematizado que necessita de padrões que definam a identificação das estratégias e a gerência de seus projetos (variáveis e fatores). (ALBERTIN, 2001): Por sua vez, num outro campo da actuação das políticas públicas a saúde James Katz analisa o papel da Internet como proporcionador de oportunidades ao público e aos profissionais de saúde para aceder a informação médica, melhorando a eficiência e a eficácia. A esse propósito, sugere Katz, os cuidados de saúde realçam importantes questões empíricas que continuam por responder, a todos os níveis, sobre quão efectivos são esses sistemas, como as pessoas dos vários sectores sócio-demográficos os usam actualmente, quais são os diferentes efeitos nestes sectores, e se os seus custos justificam os esforços desenvolvidos. (CASTELLS, 2005) Segundo Castells (2005) não é a tecnologia que determina a sociedade e sim a sociedade que molda a tecnologia considerando seus valores e interesses. Sendo as tecnologias de comunicação e da informação as mais sensíveis aos efeitos sociais. Desta forma nesta visão de evolução da sociedade é possível compreender a transformação estrutural morfológica do significado da sociedade em rede: Nós estamos mentalmente formatados para uma visão evolucionista do progresso da humanidade, visão que herdamos do Iluminismo e que foi reforçada pelo Marxismo, para quem a humanidade, comandada pela Razão e equipada com a Tecnologia, se move da sobrevivência das sociedades rurais, passando pela sociedade industrial, e finalmente para uma sociedade pós-industrial/da informação/do conhecimento, a montanha esplendorosa onde o Homo Sapiens vai finalmente realizar o seu estado dignificante. (CASTELLS, 2005) O conceito de redes sociais apresentados por Souza & Cardoso (2011) a partir de um estudo bibliográfico de estudiosos da antiguidade até a atualidade nos permite analisar o conceito de redes sociais e visualizar sua evolução e ampliação no espaço (ciberespaço) das redes sociais digitais. O conceito de origem de redes sociais na mitologia é representado pelo imaginário da tecelagem e do labirinto, já na antiguidade pela ciência da Medicina como o sistema circulatório (artérias, veias, nutrição do corpo). Neste contexto é possível identificar que essas redes são compostas de elos, laços, agregações, ligações, conexão, comunicações, interações, relações, dinâmica, igualdade, conjunto, cruzamentos, socialização, restrições, separações e individualidade. Caracterizando assim a estrutura social como uma rede de relações onde há redes principais e redes afluentes. Mas nesta mesma rede é possível identificar um fator limitante a distancia entre os indivíduos. Pesquisas de avaliação do acesso aos serviços de saúde mostram que a distribuição geográfica pode facilitar ou restringir o acesso da população, mesmo nos sistemas que não cobram pelo uso do serviço, já que mesmo distâncias muito pequenas (...) (...) provocam importantes reduções na probabilidade de atendimento, e, em localidades mais pobres, a expressividade das barreiras impostas pela distância aponta o impacto dos custos de transporte. (SILVA, 2012) Souza & Cardoso (2011) apontam a evolução destas relações sociais a partir das redes sociais virtuais que alteram ou potencializam esta dinâmica social por romper esta restrição espacial onde integram o local e o global ao mesmo tempo, integrando e desintegrando um novo recorte espacial (distancia, língua, cultura, interesses entre outros). Tornando esta estrutura social não geográfica, ou seja, estas redes de relações agora apresentam-se como uma estrutura sem fronteiras. gura 3-Fonte: Facebook, (JULHO/2013). Fi Segundo Souza & Cardoso (2011) essa evolução do conceito de rede social e o surgimento de novos sujeitos pertencentes às redes sociais digitais caracteriza as mudanças cada vez mais velozes na utilização do tempo, do espaço, da informação e das relações interpessoais. Aguiar (2007) aponta o ambiente das redes sociais na internet como recursos de comunicação e interação, com o objetivo de possibilitar relacionamentos, e a partir desses vínculos nas redes de contatos estes indivíduos são usuários, consumidores, cidadãos da rede ou seja pressupõem valores e cooperação de coletividade. Neste sentido a internet é vista como um ambiente comunicacional e informacional em evolução a partir da demanda emergencial das necessidades de múltiplas relações interpessoais, traduzidas na sociabilidade da vida cotidiana. Demonstrando assim a importância da construção, percepção, comportamento e relação social do sujeito do mundo virtual. (...) como resultado deste ambiente onipresente e o grande volume de interação com a tecnologia, os alunos de hoje pensam e processam as informações bem diferentes das gerações anteriores. (PRENSKY, 2001, p.1). Estes são, portanto, falantes nativos da linguagem digital dos computadores, vídeo games e internet. (SOUZA & CARDOSO, 2011). Segundo Souza & Cardoso (2011) os sujeitos pertencentes a este ambiente são chamados de nativos digitais, e caracteriza a geração que nasceu a partir da potencialização da internet e das novas tecnologias da informação e comunicação, e não conseguem imaginar a vida e o funcionamento do mundo sem elas, pois esta tecnologia e suas redes de relações estão a todo momento nos computadores, celulares, vídeo games ou seja a internet como a rede na qual esta inseridas várias outras redes faz parte da realidade dessa nova geração da sociedade. Por conseguinte as gerações anteriores denominadas de Imigrantes digitais tiverem que se adaptar ao novo espaço social digital, iniciando um novo processo de aprendizagem com o objetivo de socialização. (...) as redes sociais podem ser utilizadas pelos adolescentes como estratégias e enfrentamentos para as suas dificuldades de relacionamentos e mudanças abruptas de humor (...) Assim, o tímido pode se expor (...) (...) em geral podem adicionar novos amigos e, caso não gostem, podem deletá-los imediatamente, ação que não pode ser feita presencialmente(...) O que presencialmente levam-se minutos discutindo, virtualmente as pessoas são apenas deletadas. Pesquisas divulgadas em congressos científicos pelo país revelam que 45,7% das pessoas que utilizam computadores já fizeram sexo virtual e que 16,4% já tiveram orgasmo... Portanto, pode-se pensar que o virtual possui uma plena realidade...(silva, 2013) Segundo Fernandes 2011 o Facebook é uma rede social com participação massiva, relacionada com o número de membros registrados. Pesquisas demonstram que o tempo que os usuários utilizam estas comunidades desenvolvem laços emocionais o que proporciona o aumento da frequência das visitas nestas comunidades. O Facebook nasceu em 2004, como rede privada universitária e este ambiente propiciou uma relação com o ensino. Atualmente o Facebook é uma rede social sólida e segura o que reforça a confiança dos usuários reunindo cada vez mais membros tornando-se a rede social digital mais popular entre estudantes universitários: (...) neste contexto convém destacar: 1 milhão de utilizadores em 2004 (quando a plataforma estava apenas disponível nas rede universitárias); 12 milhões de utilizadores em 2006 (altura em que a rede se abriu a todos os utilizadores); em 2011 são já mais de 800 milhões de utilizadores, estimando-se, segundo a fonte anteriormente citada, que cada estudante se liga à rede cerca de 100 minutos por dia. (FERNANDES, 2011) A visão generalista que Reis (2011) apresenta do Facebook como um espaço virtual onde as pessoas se relacionam, compartilham sentimento, experiências, interagem e influenciam-se mutuamente modificando a realidade em que estão inseridos neste meio de comunicação virtual. Pois sociedade e comunicação não podem ser vistos separadamente, pois são uma coisa só. Sendo a comunicação um produto funcional da necessidade humana de se relacionar. O facebook como ferramenta virtual proporciona o desenvolvimento da comunicação em uma complexidade de permitir uma nova vertente de interação em suas comunidades virtuais. Becker e Teixeira (2009) dizem que a incorporação da interatividade na internet não garante a qualidade da informação e que é necessário haver uma reflexão crítica sobre a utilização das linguagens audiovisuais a partir de um estudo analítico e comparativo da produção, construção, consumo e inovação das informações no ciberespaço. Segundo Silva (2013) um grande problema na evolução das tecnologias da informação e comunicação é o impacto do mundo virtual para as crianças, pois estas provavelmente crescerão com barreiras de contato ou comunicação, pois se acostumaram a se relacionar com as pessoas apenas virtualmente. Além do vício que podem desenvolver pela utilização prolongada destas redes sociais digitais. Possivelmente um dos principais problemas do homem pós-moderno será a perda do significado enquanto indivíduo, onde passa a esperar que a máquina o faça feliz e capaz. É notável que as tecnologias evoluíram a humanidade, mas espera-se que haja uma reflexão sobre os impasses gerados pelas tecnologias. A tecnologia renova e implementa o Processo de Trabalho na compreensão das práticas de saúde. Ao mesmo tempo que reestrutura os modelos assistenciais que podem reforçar e otimizar os potenciais benefícios das práticas de saúde, pela lógica da regulação e acesso das demandas a saúde através do uso da tecnologia, mantendo o setor de saúde com sua característica de sistema produtivo. (AYRES, 2000) (...) as redes colaborativas utilizam esse potencial na luta social, assumindo, desse modo, a característica de espaços que atuam ativamente na promoção de mudanças, afetando até mesmo os potenciais de transformação da sociedade. (BECKER E TEIXEIRA, 2009) O uso da tecnologia para o processo de comunicação também aponta características de renovação. Tornando-se cada vez mais sensorial, multidimensional e não linear. Tornando as técnicas de comunicação mais atraentes e exigentes nesse moderno sistema multimídia. O som, o texto, a fala através da voz, e os programas de tradução simultânea são fatores que aperfeiçoam a realidade virtual e simulam todas as situações possíveis que podem ser viabilizadas pelas tecnologias da comunicação. (MORAN, 1995) Um aspecto positivo abordado sobre os conhecimentos transmitidos através das tecnologias da comunicação é o cuidado visto que este é a engrenagem do modelo assistencial e que representa o controle do sistema economicista. O cuidado representa a preocupação com a promoção do bem estar o que nos remete ao modelo assistencial brasileiro o Modelo Preventivo que vai além do antiquado Modelo Curativo demonstrando o mais legítimo objetivo da assistência à saúde do indivíduo e das populações. (AYRES, 2000) O autor ainda expõe a relação do indivíduo ser objeto técnico (passivo) do cuidado e também ter o poder sobre suas necessidades (ativo-cuidador), o que nos remete a outro objetivo da promoção e manutenção da saúde, a participação do indivíduo ou seja o autocuidado individual e na coletividade. A assistência à saúde através das tecnologias da comunicação é capaz de abranger as propostas recentes no campo da reconstrução da saúde como integralidade, promoção e humanização da saúde. Propostas que juntamente com as tecnologias da comunicação podem amenizar as crises nas relações terapêuticas : (AYRES, 2004) (...) fiquei imaginando como estaria o humor da paciente naquele dia o meu, àquela hora, já estava péssimo. Assim que a chamei, D. Violeta veio, uma vez mais, reclamando da longa espera, do desconforto, do atraso de vida que era esperar tanto tempo (...) porque me espantava como podíamos ter
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