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A resiliência_ atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR.pdf

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13/02/2015 A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR A resiliência: atributo das adolescentes da  Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR La resiliencia: un atributo de las adolescentes de la Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR Resiliency: attribute of teenagers from Casa 
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  13/02/2015 A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PRhttp://www.efdeportes.com/efd196/a-resiliencia-atributo-das-adolescentes.htm 1/9  A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR  La resiliencia: un atributo de las adolescentes de la Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR Resiliency: attribute of teenagers from Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PR    *Acadêmica do 4º ano do curso de Serviço Social, da Universidade Estadual de Ponta Grossa**Bacharel em Serviço Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG. Mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição. Professora do curso de Serviço Social, UEPG***Bacharel em Serviço Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Assistente Social da Casa Santa Luiza de Marillac. Supervisora de Campo de estágio, Ponta Grossa****Doutora em Serviço Social. Professora adjunta de Ciências Sociais Aplicadas(Brasil) Diana Galone Somer* dianassomer@gmail.com Isabela Martins Nadal** isacdp@hotmail.com Adriana Bomfati*** adribomfati@hotmail.com Solange de Moraes Barros**** solangebarros@brturbo.com.br   Resumo  O presente artigo tem por objetivo divulgar a experiência do projeto “Reflexão sobre a resiliência das adolescentes frente às adversidades - estimular asuperação, autoconfiança e sua autonomia” das adolescentes que são acolhidas na Casa Santa Luiza de Marillac- Instituição de assistência social em Ponta Grossa, PR.Nesse artigo além do relato da experiência abordam-se os conceitos teóricos que embasaram a intervenção: a srcem da resiliência e sua definição nas ciênciashumanas, e o conceito de violência. A partir das falas das adolescentes e respostas ao questionário, que ofereceram os principais resultados para a avaliação doprojeto. Notou-se que o projeto conseguiu despertar nas adolescentes a importância da superação das dificuldades. Com isso fica evidente que com a metodologiautilizada é possível que a resiliência seja treinada e incentivada em adolescentes.  Unitermos:  Adolescente. Acolhimento. Resiliência. Adversidades.   Abstract  The aim of this paper is disseminate the project experience Reflection on the resilience of adolescents face of adversity - to encourage resilience, self-confidence and autonomy of teenagers who are upheld in Casa Santa Luiza de Marillac - Social welfare institution in Ponta Grossa, PR. In this article besides theaccount of the experience approach are the theoretical concepts that supported the intervention: the srcin of resilience and its definition in the human sciences, andthe concept of violence. From the speech of adolescents and responses to the questionnaire, this provided the main results for the evaluation of the project. It wasnoted that the project succeeded in arousing the teens the importance of overcoming difficulties. Thus it is evident that with the methodology used the resilience canbe trained and encouraged in adolescents.  Keywords:  Teenager. Hosting. Resilience. Adversity.  EFDeportes.com, Revista Digital  . Buenos Aires, Año 19, Nº 196, Septiembre de 2014. http://www.efdeportes.com/ 1 / 1   Introdução  Os estudos sobre resiliência no Brasil tiveram inicio na década de 1960 e 1970, com mais constância pela psicologiae psiquiatria, denominando a capacidade de resistência frente às desventuras. Segundo Yunes & Szymanski (2001,apud Assis et al. 2008, p.9) o conhecimento da “resiliência foi inaugurada pelas ciências exatas, a física e aengenharia, que a definiram como a energia de deformação máxima que um material é capaz de armazenar semsofrer alterações permanentes.” Essa definição srcinou incertezas depois de ser adaptada para as ciências humanas eda saúde. Compreende-se que a resiliência deve ser vista em um conjunto vasto, pois está relacionada com os fatoresintrínsecos e extrínsecos ao indivíduo, portanto, as características de uma pessoa, devem ser entendidas. Para Assis etal. (2006, p.11, grifo nosso) a resiliência está ancorada em dois grandes polos: “[...] o da adversidade, representadopelos eventos de vida desfavoráveis ; e o da proteção , que aponta para a compreensão das formas de apoio-internas e externas ao indivíduo – que os conduzem a uma reconstrução singular diante do sofrimento [...]”  As pessoas que são mais resilientes têm a destreza de lidar, adaptar, superar e construir caminhos positivos diantedos problemas que são acometidos. Enquanto, as pessoas que tem menor resiliência segundo Assis et al. (2006, p.11) “apresentam esse potencial menos desenvolvido e se deixam vencer mais facilmente frente aos obstáculos”. Assim, a Casa Santa Luiza de Marillac é um acolhimento que oferece proteção, é uma alternativa de moradia  13/02/2015 A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PRhttp://www.efdeportes.com/efd196/a-resiliencia-atributo-das-adolescentes.htm 2/9 temporária dentro de um ambiente residencial, com atendimento individualizado para as adolescentes do sexofeminino que tenham idade entre 12 e 18 anos e que estejam em situação de vulnerabilidade, risco pessoal e social.Portanto, o acolhimento que é realizado acontece algumas vezes por decorrência da violência física, violênciapsicológica, negligência e violência sexual. A violência é um fenômeno que apresenta diferentes conceitos, segundo Chauí (1999 apud SAGAZ, 2008), quedefine violência como toda força que atua contra a natureza de alguma pessoa, contra a sua vontade, liberdade eespontaneidade, torturando, coagindo, constrangendo todo ato de violação contra alguém ou alguma sociedade queestabelece como direito e justo. De acordo com Sagaz (2008) o conceito de resiliência é utilizado na psicologia para entender como acontece àsuperação das crianças e adolescentes frente às várias situações contrárias ao seu desenvolvimento psíquico, econseguem sobreviver criativamente. Para Infante (2005, p.34 apud SAGAZ, 2008, p. 12) “resiliência é umacontribuição para a mudança de paradigma epistemológico, já que considera o indivíduo agente da sua própriaecologia e adaptação social. [...]” é capaz de procurar seus próprios recursos e sair fortalecido da adversidade. Apartir da literatura pesquisada percebe-se que a resiliência não é uma atribuição exclusiva do indivíduo, mas de toda aecologia que o rodeia é uma responsabilidade social e política. É certo afirmar, segundo Assis et al. (2005), que algumas pessoas têm a capacidade de superar traumas, violênciase várias contrariedades enquanto outras, não a possui. Sendo assim, este trabalho apresentará os resultados ediscussões vivenciadas pelas adolescentes participantes do projeto e a importância que o projeto teve na convivênciafamiliar, no acolhimento e no espaço escolar. Metodologia  A metodologia empregada para a realização do projeto ocorreu com encontros; nos quais se utilizou de dinâmicas,filmes e músicas, proporcionando autoconfiança e autonomia às adolescentes participantes. O projeto foi avaliadoatravés de gravações e aplicação de questionário. O projeto de intervenção surgiu para atender a necessidade da disciplina de Estágio I e, também a demanda docampo. Teve como objetivo geral; estimular o potencial de superação das adversidades e conflitos das adolescentesacolhidas na Casa Santa Luiza de Marillac para aumentar a autoconfiança e autonomia. Faz-se necessário relatar que quando iniciou o projeto havia nove adolescentes na Casa Santa Luiza de Marillac, nodecorrer do projeto devido à realidade ser dinâmica na instituição, foram reintegradas duas adolescentes “Copo deleite” e “Dama da noite”, e as adolescentes “Rosa” e “Chuva de Prata” evadiram-se da instituição. Faz-se necessárioexplanar que cada adolescente escolheu uma flor como nome fictício para preservar sua identidade. É importantedestacar que a instituição é um acolhimento, sendo assim, algumas vezes as adolescentes fogem da entidade,evadem-se. Para a melhor compreensão das falas e dos resultados alcançados através das gravações, foi realizadauma análise das fichas de atendimento das adolescentes trançando o perfil individual com: a idade, tempo deentidade, vínculo familiar e violência sofrida, os quais são apresentados na tabela 1. Tabela 1 . Perfil das adolescentes que participaram do projeto  13/02/2015 A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PRhttp://www.efdeportes.com/efd196/a-resiliencia-atributo-das-adolescentes.htm 3/9 FONTE: Ficha de atendimento- Casa Santa Luiza de MarillacNota: Dados trabalhados pela autora.  Vale ressaltar que as adolescentes e os responsáveis pela Instituição, incluídas no projeto autorizaram o uso deseus relatos para fins acadêmicos, e assinaram um termo de consentimento, no qual ficou assegurado o anonimatodas participantes. Cada uma escolheu o nome de uma flor para ser utilizado nesse trabalho. Esse projeto foi organizado em oito encontros, toda sexta-feira com duração de duas horas e meia, os quaisocorreram em dois grupos, um pela manhã e outro pela tarde, devido os horários de aulas das adolescentes. Dessaforma o projeto foi desenvolvido em cinco etapas principais: planejamento das ações, apresentação do projeto para aassistente social, psicóloga e coordenadora, busca de parceiros, desenvolvimento e avaliação. Na primeira etapa, o planejamento, pensou-se nos encontros, que seriam desenvolvidos a partir da seguintemetodologia: música, pois se percebeu que as acolhidas gostavam de escutar quando estão na instituição, dinâmica efilmes que trazem como foco a superação, vídeos e cartazes para trabalhar a visão e os textos retirados da internet eas histórias de bichos do autor Rubens Alves para estimular as adolescentes a perceberem a superação dospersonagens, e por fim roda de conversas sobre o tema do encontro. Na segunda etapa, ocorreu a apresentação e aprovação do projeto para a assistente social, psicóloga e acoordenadora. Na terceira etapa, buscaram-se parceiros, por meio de um oficio, tendo como resultado o patrocínio de umaempresa que proporcionou a aquisição de materiais de consumo e gênero alimentício que contribuíram nas atividadesdesenvolvidas. Cada adolescente teve sua pasta na qual escreveram seu nome e todas as atividades realizadas nosencontros foram registradas pelas adolescentes em papel Sulfite. Foi trabalhado com bexigas, cartolina, cola e pincéis,etc. Também com o patrocínio pode-se comprar doces, para proporcionar as adolescentes o bem-estar nos momentosem que assistiam aos filmes. A quarta etapa foi o desenvolvimento do projeto. Buscou-se dar ênfase às realidades vividas pelas adolescentes naescola, instituição e na família e também a importância de reavivar o vínculo familiar. Em alguns encontros asadolescentes não quiseram discutir o tema, havendo silêncio e reflexão, esses momentos foram respeitados. Por issohá encontros tanto pela manhã ou à tarde que não houve falas das adolescentes. É importante destacar que durante o desenvolvimento do projeto teve o acompanhamento da assistente social e da  13/02/2015 A resiliência: atributo das adolescentes da Casa Santa Luiza de Marillac, Ponta Grossa, PRhttp://www.efdeportes.com/efd196/a-resiliencia-atributo-das-adolescentes.htm 4/9 psicóloga da Casa Santa Luiza de Marillac.Encontros O projeto foi dividido em oito encontros, com o intuito de atingir os objetivos já citados no decorrer noseu desenvolvimento. Na tabela 2, serão detalhados os filmes, músicas, cartazes, dinâmicas, estórias/textos e vídeos utilizados em cada encontro. Tabela 2.  Atividades e materiais utilizados nos encontrosFonte: Autora.Nota: Dados trabalhados pela autora.*Filme que foi passado no dia**Filme deixado para adolescentes assistirem***Gravação das falas das adolescentes  Na quinta etapa sucedeu a avaliação do projeto e sua exequibilidade através da gravação de qual foipercebida à importância que o projeto teve para cada uma, e de um questionário com perguntas abertase fechadas para as adolescentes, que preencheram no último encontro. Este foi utilizado para identificarse os objetivos de estimular o potencial das adolescentes para superar as adversidades foramalcançados e se a autoconfiança e autonomia das adolescentes aumentaram. Tanto a gravação como oquestionário serão detalhados nos resultados e discussões.

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