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A(s) Ciência(s) de um Crime: A Balística

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Todos os dias, ao ligar a televisão ou o rádio, houve-se no noticiário que indivíduos tentaram assaltar um banco e ao fugirem dispararam contra os policias. Um dos tiros acabou por atingir um dos policias, que não resistiu e acabou por morrer e os assaltantes não assumiram a responsabilidade do disparo. Como saber qual dos dois suspeitos realmente é o culpado pela morte do policia, já que ambos estavam armados? Talvez a ciência forense possa auxiliar a descobrir. 2 A actividade balística O que é? A Balística é a ciência que estuda o movimento dos projécteis, por exemplo, a trajectória, o impacto, as marcas, a explosão, entre outras, de armas de fogo. 3 4 Este ramo utiliza técnicas próprias e conhecimentos principalmente de Física. Utilizando um microscópio balístico (fig. 2), o perito busca as coincidências de marcas nos projécteis e nas cápsulas, visando identificar a arma que os tenha disparado, e procurando a interpretação da trajectória e a distância do disparo. O que é? Fig. 2 - microscópio balístico A Balística subdivide-se em quatro secções principais:  Balística Externa - estudo das forças que actuam nos projécteis correspondentes aos movimentos destes durante a sua presença no ar, desde que são libertados até ao choque no alvo.  Balística Interna - estuda os fenómenos que ocorrem dentro do cano de uma arma de fogo até ao seu disparo, ou seja, estuda as variações de pressão dentro do cano, as acelerações sofridas pelos projécteis, a vibração do cano, etc. 5  Balística Intermédia - estudo dos fenómenos sobre os projécteis, desde o momento em que saem do cano da arma até o momento em que deixam de estar influenciados pelos gases remanescentes à boca da arma.  Balística Terminal - é o estudo da interacção entre o projéctil e o alvo. 6 As armas de fogo são constituídas por três componentes essenciais: › O cano: • cilindro oco; • dois orifícios – posterior (boca de carga) e anterior (boca de fogo); • superfície interna do cano pode ser lisa ou estriada • as estrias conferem ao projéctil um movimento de rotação que mantém a sua trajectória. Armas de fogo 7  Culatra – destinada para segurar a arma;  Mecanismos de disparo e extracção: • gatilho; • percutor; • extractor. Armas de fogo Cano Culatra Gatilho 8 9 Classificação - Dimensões Armas portáteis ou individuais Armas não portáteis ou colectivas  transportadas por uma única pessoa;  transportadas ou accionadas por várias pessoas;  mais usadas;  menos usadas;  podem ser:  cano curto (ex: pistolas e revólveres);  cano longo (ex: metralhadoras e espingardas).  ex: metralhadoras pesadas e peças de artilharia. 10 Classificação - Funcionamento Automáticas Semi-automáticas Repetição  funcionamento e disparo automático;  funcionamento automático e disparo manual;  manuseamento completo para cada disparo;  ex: armas de guerra (metralhadoras).  ex: revólver e pistolas.  ex: caçadeira. 11 Classificação - Modo de carregar Antecarga Retrocarga  carregamento da arma pela parte anterior do cano;  carregamento da arma pela parte posterior do cano;  ex: espingarda.  ex: todas armas modernas (revólver e pistola). 12 As armas podem dividir-se em: armas atípicas armas típicas  armas irregulares e modificadas, normalmente são de fabrico artesanal e caseiro;  englobam todas as armas comerciais fabricadas em série.  as mais usadas em actos suicidas. Conceitos Balísticos Os componentes das munições de armas de fogo são:  A pólvora constitui a mistura explosiva que imprime a sua força de impulsão do projéctil. Liberta gases de explosão, chama, grãos de pólvora não queimada e fumo negro; 13 14 Conceitos Balísticos  O projéctil é considerado o agente mais importante dos disparos de arma de fogo, podendo o número ser variado consoante a arma;  As balas são geralmente descritas como de pequeno, médio ou de grande calibre, baseado no diâmetro da bala. Pistola automática:  arma de fogo portátil;  cano curto;  pequena;  elaborada para ser manejada com uma só mão;  uso pessoal em acções de pequeno alcance. Armas de uso mais comum 15 Pistolas do mesmo calibre podem utilizar munições diferentes, aumentando seu poder de impacto e perfuração. Armas de uso mais comum Revólver:  arma de fogo de repetição;  porte individual;  O depósito de cartuchos é constituído por um tambor, onde as balas são colocadas e podendo conter quatro a seis balas. 16 Efeitos no alvo humano  Efeitos primários: › acção directa - provocada pelo impacto do projéctil contra o corpo; › acção indirecta - dependerá de factores fisiológicos ou psicológicos do oponente atingido. 17 Ambas as acções são responsáveis em maior ou menor grau, pelos efeitos primários dos projécteis no alvo humano (morte ou ferimentos).  Efeitos secundários: › são efeitos permanentes que se pode procurar no corpo humano que atingido por uma arma de fogo. › existem factores que determinam o poder lesivo das armas de fogo, tais como:  a distância a que se efectua o disparo;  a energia cinética;  a forma do projéctil;  a trajectória do projéctil;  a cavidade temporária. Efeitos no alvo humano 18 19 A Realidade Em filmes e séries de televisão sobre investigação criminal, as condições de trabalho são ideais: há sempre uma solução para os casos; os equipamentos são os melhores e estão sempre disponíveis. Na prática, as coisas não funcionam tão bem assim. “Uma pistola na mão de um medroso é mais perigosa que na mão de um valente. ” Benedito Soares 20  http://agata. ucg. br/formularios/ucg/institutos/nepjur/pdf/balisticaf orense. pdf  www. quimica. net/emiliano/artigos/2007fev forense3. pdf  www. espindula. com. br/BALISTICA FORENSE sistematizado2. doc  http://www. fcsaude. ubi. pt/thesis/upload/118/761/tesemestr insa breupd. pdf A Ciência de um Crime - 12ºE 21
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