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A Saga De Helena Miolo Final

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Helena ASagade GiseltaVeiga 1ª edição Cascavel - PR 2015 Helena ASagade -Agradecimentos 7 - Apresentação/prefacio 9 - Introdução 11 - Conhecendo Helena 15 - O…
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Helena ASagade GiseltaVeiga 1ª edição Cascavel - PR 2015 Helena ASagade -Agradecimentos 7 - Apresentação/prefacio 9 - Introdução 11 - Conhecendo Helena 15 - O Espólio 23 - As Origens de Helena 27 - Em Guaraci 33 - Vivendo com os Avós 41 - Lembranças que machucam 49 - Adolescências de Helena 57 - Um ato de amor 67 - Experiências de vida 75 - Perda irreparável 83 - Segunda mãe 91 - Encontros e desencontros 103 - O início da doença 109 - Surgem os anjos 117 - Filhos criados... 127 - Aprendendo com Helena 131 - Tudo começa a fazer sentido 137 - Com os olhos do coração 143 Sumário Agradecimentos A Deus pela inspiração e realização deste livro. À minha família pela compreensão da negligência. À Bete Hain fiel conselheira nas sugestões e correções precisas somadas na parceria de três publicações. Ao mestre Mauricio Mohalen Valente que acrescentou através da Reprogramação Biológica o respaldo do conhecimento. Ao amigo Anderson Alarcon que contribuiu de forma generosa com sugestões apropriadas na indicação de um prefácio pertinente, indo muito além das minhas expectativas, na revisão do texto. À minha editora Fasul, através do professor Osmar Conte, na parceira da publicação. A todos que, de alguma forma contribuíram para que este livro acontecesse. Minha eterna gratidão! Apresentação/Prefácio Giselta Veiga, de novo, superou-se! A SAGA DE HELENA é daqueles livros em que a gente já se vê enredado desde a primeira página, desde as primeiras linhas. Para além de uma boa história, temos aqui também muita dedicação e talento. Ao iniciar a leitura deste livro, senti-me o próprio Édipo diante da Esfinge. Queria logo devorá-lo, não sem antes degustar cada página, decifrando-o até chegar a um final surpreendente. Impressiona a forma como a escritora consegue contar as histórias de um jeito apaixonado, mas sem perder a distância necessária e a clareza das lentes e do olhar que enxerga, do olhar que analisa, descreve e opina sem rodeios. O texto revela um estilo literário bastante próprio, livre e novo, que conduz o leitor a apreciar instigantemente essa capacidade de “contar-envolvendo-se”, aqui “neologizado” com a licença poética de Guimarães Rosa. A incógnita disso tudo (e eis aí o talento), é o fato de que esta “narradora-envolvida” consegue manter o olhar maduro, dissociado e sincero – necessário para retratar os fatos com suas cores reais-, ainda que aqui ou acolá tenha deixado em aberto (e por perto), a caixa de lápis de cores disponíveis para novo uso, se o caso. Giselta Veiga inaugura um novo gênero literário, ao qual este subscritor tem dupla alegria em não apenas fazer parte deste momento histórico: a primeira em receber tão honroso e sinceramente inesperado convite para sua abertura; e a segunda, enquanto leitor, poder deleitar-me nesta Saga de Helena, tão comovente quanto revigorante. O livro relata a história (com H mesmo), de Helena, uma mulher que apesar de todas as dificuldades, toda a rejeição, toda a humilhação e agruras reiteradamente suportadas, não perdeu a essência da vida, a ternura do olhar, a fé em concreção, e a dignidade da alma. Ainda não conheci Helena, mas sua saga me fez querer ser uma pessoa melhor após a leitura do livro. Senti-me, por que não dizer, até mesmo envergonhado, ao perceber que muitas vezes, numa dessas curvas do caminho, acabamos por desviar ou perder a essência de alma e a sinceridade de coração. Fiquei a me perguntar, afinal, de que, de quanto precisamos? Porque complicamos tanto as coisas? Não é um livro de autoajuda. Porque aqui o leitor não se autoajuda. Antes, é a Helena desnudada por Giselta que nos desperta e nos relembra daquilo que, no fundo, já sabemos. Também não é um livro de ficção, assim como não é um livro inspirado numa história real. Pelo contrário, o livro É a história real. Por isso, dignas de reconhecimento, a ousadia e a coragem da escritora ao lançar mão deste método direto de abordagem. Este, assim como os outros trabalhos de Giselta Veiga, também a vida de Helena, me fez, como em poucas vezes, reconhecer o Princípio da Excelência, máxime encontrado em Colossenses, 3, 23-24. Helena, uma mulher absolutamente saudável, que viu-se inerte após um trauma psicológico sofrido, com todas as suas dependências e limitações, mostra-se-nos constrangedoramente aberta e livre, demonstrando que ainda que “possamos rasurar o passado sem jamais apaga-lo definitivamente”, em verdade, para superar problemas “é inevitável que se libere energia para uma transformação de sentidos”. Helena ensina que “é fácil ser corajoso e sorridente enquanto tudo vai bem. Mas no momento em que tudo começa a parecer difícil, aí então é que os seres humanos se distinguem uns dos outros”. Helena é uma pessoa simples, mas de vida extraordinária. O livro traduz-se em convite perene ao leitor para que, entre perdas e ganhos, erros e acertos, encontros e desencontros, descubra-se novo, decifre a Esfinge e se coloque, assim como Helena, pronto a recomeçar! Brasília, Primavera de 2014. Anderson Alarcon Introdução Quando me proponho dissertar um memorial, faço questão em deixar claro o propósito de ser imparcial. No momento que tiver que descrever alguns acontecimentos indesejados, ser fiel à história é imprescindível. Este é o meu ponto de vista. Apenas aceito escrever se me for dado autonomia na apresentação indiscriminada dos fatos. No desafio de escrever histórias encomendadas se faz necessário trazer em discussão algumas questões irrelevantes, no sentido de fornecer ao biografado (que muitas vezes se limita em querer ler apenas o que lhe é interessante), esclarecer que o objeto a ser analisado é parte de um contexto verídico e não de ficção. É evidente minha paixão em fazer uma releitura dos acontecimentos na íntegra, pautada na coerência. O curso de jornalismo me dá esse respaldo onde o compromisso com a verdade e a imparcialidade na conclusão dos fatos, é matéria específica na ementa de qualquer conteúdo da graduação. O que torna constrangedor para o protagonista é ver suas verdades sendo desnudadas passo a passo com total realidade, porém, é o preço que se paga com o ceticismo avassalador que minora o padecimento da alma. Era o que acontecia com a minha personagem na maior parte do tempo em que eu colocava no livro os episódios por ela vivenciados. Ficava assustada com a repercussão de suas confissões, porém, resignada dava continuidade aos seus devaneios, pois trazia consigo o objetivo de ser fiel com cada realidade dos acontecimentos. Nossa busca se identificava no sentido de decifrar algo que justificasse em seu mapeamento genético, o que havia a ser considerado na memória sistêmica da minha protagonista. Com isso nossa inteiração se complementa diante de cada fato observado. Apenas endossando minha pretensão, que vai além do simples relatar de uma história. O objetivo maior, pautado nas leis da Nova Medicina Germânica, e das Constelações Familiares, resultados das pesquisas do Dr. Ryke Geerd Hamer e do filósofo Bert Hellinger, teorias que adotamos como filosofias de vida. Se ela pudesse identificar qual amor não foi vivido, o que a estava im pedindo de olhar qual dor estaria honrando? Por certo que exorcizar suas dores e sofrimento era fundamental para priorizar e quebrar paradigmas. Isso pressuposto precisamos viajar no tempo e assim ir decifrando para compreender o conflito existente. E o que ainda estava obscuro em seu entendimento, consciente de que; quando recebemos energia podemos saltar para outro patamar. Devo admitir que ficava apreensiva, não apenas pelo desafio em si, mas pelo fato de ter que tomar como parâmetro tudo que eu já havia testemunhado, somando ao que me seria revelado. Em particular a história que aqui vou narrar parte dela eu acompanhei no dia a dia, restando apenas encontrar uma forma de colocá-la no papel mantendo-me imparcial. Entre outras razões, esta atitude forneceu-me energia e entusiasmo para mais um desafio, já que esse impasse ultrapassa vinte e sete anos. Porém, o meu lado terapeuta, embasados na física quântica me dá o respaldo a testemunhar um desfecho positivo para todos nós. Ninguém mais apropriado para dissertar os fatos, senão quem acompanhou de perto a trajetória da mulher forte e corajosa, meu objeto de inspiração. Desta feita, quem protagoniza é minha amiga Ednete Garcete, a quem vou chamar de Helena. Em uma história cheia de controvérsias para a própria medicina tradicional, sem condições técnicas para fechar um diagnóstico preciso. Foram anos e anos de visitas aos hospitais e clínicas especializadas em busca de respostas, sem solução. Assim, ver superado em cada amanhecer o maior desafio no qual consiste acordar mais um dia e perceber que continua ali respirando e convivendo com a incógnita: - até quando? - onde sequer aparece uma conclusão apropriada que alimentasse ou tirasse de vez a esperança. Muitos terreiros e curandeiros foram consultados em que se almejava encontrar um possível parecer que viesse acalentar, por pequena que fosse a ilusão de dias melhores. Porém, nenhum resultado ou paliativo houve que pudesse dar esperanças de uma possível cura. A história da nossa amiga Helena poderia ter sido comum, não fosse pela força e vontade de viver, a considerar seu histórico desde a infância. A maneira como ela encara os fatos, desafiando cada pretexto imposto por sua condição física. Aprisionada à cadeira de rodas, a qual é o único meio de se locomover, ela trava uma batalha diária para conseguir viver o básico, e acaba sempre indo muito além das expectativas. Aliás, ela não se locomove, alguém tem que fazer isso por ela: tetraplégica e incapaz, restando apenas um único movimento da cabeça de um lado para outro, além de alguns espasmos involuntários em que se espreguiça e imediatamente volta à posição inicial e definitiva, enquanto não chega a tão esperada cura, pois é assim que ela se vê um dia; definitivamente curada! Acredito que seja essa esperança que a mantém otimista e confiante. Portanto, viva. Quem a conheceu, em cima de um salto quinze, trabalhando em um importante setor de um banco privado, na grande São Paulo, custa acreditar se tratar da mesma pessoa. Naquela época Helena dirigia seu próprio carro para ir de onde morava ao trabalho, que ficava a poucos quilômetros da capital paulistana. Alheia a tudo, jamais poderia imaginar o que a vida lhe reservara. O que me proponho aqui a dissertar nada tem a ver com auto piedade pela condição de estar presa à cadeira de rodas. Pelo contrário, é alguém que desafia e supera a cada dia um empecilho, transpondo suas dificuldades, mas nunca se vê como vítima. Fato que na maioria das vezes deixa constrangida pessoas e amigas que propositalmente acabo levando até ela, já que nunca está deprimida ou revoltada com a vida, mas sempre radiante e caprichosamente vestida e maquiada, à espera de coisas boas e dias melhores. O que falta para Helena em movimentos do corpo sobra-lhe em inquietude, inteligência e superação. É sempre agradecida por tudo, pois depende da boa vontade de alguém até para a simples tarefa de levar o alimento à boca e fazer a higiene bucal. A simples atitude de coçar o nariz ou repelir algum inseto que a esteja perturbando tem que ser feito por outra pessoa. O certo é que em tudo se faz necessário contar com a paciência e disponibilidade dos outros. Devo acrescentar que ela tem a sensibilidade ativa em todo o corpo, inclusive os membros inferiores que continuam perfeitos, sem nenhuma atrofia, o que torna ainda maior o sofrimento físico, como por exemplo, ficar muito tempo na mesma posição sem se mexer. - Tente ficar mais de meia hora na mesma posição e terá ideia do que estou falando. Senti na pele, essa experiência quando passei por uma cirurgia de coluna. Senti muita angustia, confesso que chorei imaginando minha amiga naquela situação por tempo indeterminado. Definitivamente dependente da boa vontade das pessoas. Consequentemente essa experiência nos aproximou ainda mais, observando suas palavras fazerem sentido, naquele momento da minha fragilidade: “Procuro não pensar que estou paralisada quando sinto dores. Acho que a força do meu pensamento faz com que eu supere tudo. Só me sinto inca paz quando estou na cama, porém, enquanto estou na cadeira nem lembro que sou tetraplégica.” Com um tom de voz bem peculiar, pausado de acordo com sua respiração ela transmite doçura e meiguice. Ela tem o dom de passar para as pessoas o bom senso que muitas vezes nos faltam, ensinando a agradecer com o pouco que lhe restou. Seu sorriso espontâneo não deixa nenhuma dúvida que aquilo tudo é real e verdadeiro. Apesar das provações que passa, jura que é feliz. É o que mais indigna às pessoas que vivem próximas; essa convicção de estar bem, mesmo prostrada em sua cadeira e com movimentos tão limitados. O inusitado é que ainda nessas condições Helena teve um casal de filhos. Quando gerou a filha, a caçula, ela já estava definitivamente inerte, sem movimentos. E são eles que em muitas ocasiões a trataram sem o mínimo de respeito devido. No entanto, a esperança de vê-los maduros e crescidos, faz com que ela sempre os perdoe. Em que a mesma cena se repete sucessivamente. Aí então é quando eu entro em ação, apesar de muitas vezes haver insistido pedindo que ela os despreze, ao mesmo tempo reconsidero que na Nova Medicina Germânica, “o perdão é a chave para toda libertação”. Nesse plano, a minha presença tem apenas o compromisso de levar apoio e um pouco mais de luz e esperança simplesmente pelo fato de saber ouvir. E frequentemente estar com ela, fazendo alguns comentários e restrições apenas no que me é solicitado. Imagino ser tão pouco, mas ela não se cansa de agradecer. E, para ela o que tem sido ajuda, para mim tem sido crescimento e satisfação: a troca de conhecimentos que me proporciona viver uma constante transformação nas descobertas de novos paradigmas. Conhecendo Helena 16 Em uma pequena cidade do interior paranaense por volta dos anos 80, vivíamos em um grupo de amigas que frequentávamos com nossos respectivos maridos, leilões de gado, bovinos e equinos, onde a economia da região é sustentada praticamente pela agricultura e a pecuária, de corte e recria. Os cavalos também são comercializados em grande escala. Uma vez por ano, na ocasião dos festejos do aniversário da cidade, esses leilões são frequentes e bem sucedidos. Assim, ficávamos apreensivas por encontrar a roupa adequada e apropriada que o evento exigia. E a família toda se apresentava impecavelmente vestida para o grande acontecimento. Uma exposição Agropecuária com stands montados estrategicamente serve de palco para realizar as negociações da feira. Baias abrigam os animais de valores altíssimos onde se movimentam grandes somas. Os meninos, adicionando em suas vestimentas os jeans surrados e muito apertados, com camisas xadrez e o indispensável boné com abas caprichosamente modeladas. Sem esquecer as botinas de bico fino e salto cinco. Os mais abastados preferem as de couro de avestruz, caras de aparência vistosa. Também, acompanham os cintos com enormes fivelas, que podem ser de prata, cravejadas com pedras preciosas, como o rubi. Já as meninas além do jeans, botas de cano alto e um chapéu panamá complementam um visual despojado com suas camisas enfeitadas com franjas de couro. Nossos filhos que na época eram pré-adolescestes, não deixavam por menos, diante da aprovação unanime de seus progenitores. Muitas vezes acampávamos dentro do parque de exposição, o que duravam por dez dias em média o ir e vir das pessoas. Algumas para fazer negócios, outras para visitar ou simplesmente se divertir e exibir o visual caprichado. Durante o dia, feiras comerciais com barracas contendo de tudo que se possa imaginar, desde o cachorro quente disputado pela criançada e adultos, até o torresminho de coco e o quebra queixo. As barracas de milho verde jamais podiam faltar. O ritual descore assim; após passar por uma catraca e pagar por sua entrada ao parque uma quantia irrisória, todos tem o direito de permanecer no recinto o dia inteiro, para não perder o rodeio e montarias em bois e cavalos, a principal atração para os peões. Ou então ficar até o ultimo show apresentado por artistas e bandas que interpretam o sucesso do momento; a não ser os que estão ali acampados com o pretexto de estar trabalhando no local, todos vão 17 ASagadeHelena para suas casas, retornando no dia seguinte, assim que os portões se abrem para mais um dia de festança e muitos negócios. Foi nesse ambiente que viemos a conhecer Paulo, um peão “disfarçado” de comprador e criador de cavalos de raça, mas que, na real, vivia de comercializar equinos para corte (miolo). Paulo estava sempre rodeado por belas mulheres, elas viviam na expectativa de um dia laçar seu coração nômade, que nunca se aquietava com quem quer que fosse. Oscar, o marido de minha irmã Carmem, foi quem nos apresentou à “figura”. Com seus braceletes e cordões em ouro maciço, mais lembrava um cigano, não fosse por seu chapéu panamá com abas quebradas, que lhe emprestavam um ar de cawbói. Certamente sua boa conversa, coração generoso e demasiadamente emotivo, mantinha as pessoas à sua volta. Com o pretexto de fazer um bom negócio ou degustar um bom churrasco que Paulo tinha o prazer de preparar para cativar os amigos. Em uma manhã de outono, Carmem, que já não aguenta guardar para si a novidade, compartilha conosco a última que Oscar havia lhe contado. - Meninas, vocês não sabem da ultima, do Paulo! Ela diz fazendo ar de mistério. - Vai, conta logo de uma vez. Era Maíza já morrendo de curiosidade. - Bem... Adiantei-me. Em se tratando de Pablo - “persona mui grata pelas chicas -,” forço em um sotaque portunhol, - “pero si pero no;” - Tem mulher nova na área! Caímos todas na gargalhada. As namoradas de Paulo era sempre o nosso assunto predileto. Isso quando a -“dita cuja”- não era a mulher do próprio patrão! - Sim, só que dessa vez é uma -“ex-namorada” - dos tempos da adolescência. Ele contou tudo para Oscar! Segredou-nos Carmem. - Parece-me que na época os pais dela proibiram o namoro, levando a filha embora. Isso, para despistar o moço que já naquele tempo não era bem recomendado para as moças casadoiras e de boa família! - E agora ele reencontra sua Julieta e vão recuperar o tempo perdido? Maíza conclui toda romântica nem por isso menos sarcástica. - Acontece que ela deixou o marido para vir morar com ele aqui. Foi um relacionamento frustrado e sem filhos. 18 Conclui Carmem. - Melhor assim, pelo menos não tem nenhum inocente para sofrer com a separação! Observei. - Corajosa essa mulher! Era Nair que até aquela altura da conversa, apenas sorria das nossas brincadeiras. - Ele estará aqui com ela, para nos apresentar. Pelo menos foi o que ele disse ao Oscar! - Tomara que seja uma pessoa pelo menos agradável e tenha muitas novidades para nos contar! Nem bem terminei a frase, vejo Carmem fazendo sinal tentando chamar nossa atenção para algo. - Olha quem vem lá, não é que ele cumpriu o prometido! E ficamos ali segurando o riso. Após as apresentações ficamos satisfeitas com o que vimos. Além de bonita Helena era uma moça extremamente educada. Simpatizamos com ela já no primeiro encontro. Era de uma pele claríssima e um sorriso que evidenciavam lindos dentes contornados por seus lábios carnudos. Quanto à maneira de vestir-se Helena não deixava nada a desejar para nenhuma de nos ali presente, porém, o que mais chamou a atenção das garotas, sem dúvida alguma, foram as lindas joias que ela ostentava. De um bom gosto incrível, ela nos deixou extasiadas com seus braceletes e anéis com pedras preciosas. Das duas uma, ou aquela mulher tinha muito dinheiro, ou era vendedora de joias. Mais tarde tivemos confirmada a segunda opção. - Bárbara, você sabia que cada bracelete daquele pesa mais que cem gramas? Era Nair testando meu conhecimento sobre jóias. - É mesmo tudo isso? Fiz-me de admirada com que acabara de ouvir, apenas pelo prazer de ver os olhinhos invejosos da nossa amiga brilhando. E você viu o tamanho do solitário com brilhante? - Men
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