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A Sombra de Um Delírio RESENHA

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Trata-se de uma análise de um documentário chamado A sombra de um delírio
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  Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”Faculdade de Filosofia e CiênciasCurso de Relações nternacionais!isci lina ntroduç#o $ %eo&rafiaProf' !r' (oe)ia Ra)os *ieira !iscente+ Palo)a de ,liveira dos -antos . so)/ra de u) del0rio verde Nos últimos anos, devido as tendências de conscientização com o meio ambiente emescala global por conta das mudanças climáticas, os investidores brasileiros viu no negóciode biocombustíveis uma nova oportunidade de crescimento econômico. Com terras !rteisde recursos naturais, os estudiosos apontaram para a cana de açúcar como mat!ria primac#ave para o desenvolvimento de uma nova tecnologia rentável para o país, pois, a partirdela pode se constituir o gás $tanol. % &rasil irmou um acordo internacional com os$stados 'nidos, sob a liderança de (ula e &us#, para a criação de um ei)o de investimentoem agrocombustíveis, esse acordo entre os dois países oi amplamente divulgado pelamídia, diundindo o discurso de *ue a nova tecnologia traria impactos menores para anatureza, airmação *ue após a implementação se mostrará duvidosa. % investimento na produção do gás $tanol ez com *ue #ouvesse uma ortereorganização do espaço nos campos de plantio, o *ue antes era ocupado por #ectares deplantaç+es de diversos alimentos *ue tamb!m visava a demanda de mercado- passou a sertomado pela cana de açúcar. %s latiundiários, intencionados a ma)imizar os seus lucros ee)pandir a produção, avançam al!m de suas ronteiras cobertos pelo manto cego do capitalat! as terras indígenas, onde passam a omentar aç+es ilícitas sob a lente dos direitos#umanos, como o assassinato dos povos nativos, a tomada de seus territórios e a destruiçãode individualidade en*uanto grupo social.% enômeno dos ata*ues aos povos indígenas não ! uma conse*uência do plantio decana atual, mas ! algo *ue se perpetua desde a colonização da m!rica pelos europeus, #ápelo menos /00 anos esta população está sendo renegada, e)plorada e por im,proletarizada, sendo inseridos em um modo de produção at! então descon#ecido por eles.tualmente, este enômeno de inserção ao trabal#o aos moldes capitalista acontecem apartir da desterritorialização desses povos. 1uando os indígenas têm o seu território tomadoatrav!s da orça pelos latiundiários, ele não está apenas tirando deles um lugar para viver,mais sim toda uma tradição *ue só az sentido no local em *uestão. 2erdido o seu territórioe, por tanto o seu modo de vida, essas pessoas são obrigadas a se inserirem ao nas condiç+esde trabal#o dos centros urbanos, onde muitas vezes acabam como cortadores da cana, amesma *ue avançou sobre suas terras.s reivindicaç+es dessa população e da*ueles *ue os deendem ! de *ue eles possampossuir uma parte de seu território srcinal para a manutenção de seu modo de vida ecultura. % território não ! apenas o espaço ísico *ue um determinado povo #abita, escreve3aesbaert, mas sim a 4unção de um meio em *ue proporcione as condiç+es básicas dee)istência com a 4unção de uma s!rie de simbologias e #istórias vividas por a*ueles *ue#abitam. Como citado por um indígena no documentário, eles *uerem manter uma relaçãode produção com a terra, plantando os seus próprios alimentos para garantir a sobrevivência,e não apenas depender das a4udas ornecidas pelo $stado.  %s seres #umanos viveram ao longo de toda #istória da #umanidade criando o seuterritório e, em um momento posterior, se desterritorializando, reterritorializando e por im,criando um novo território, algo recon#ecido pelo próprio 3aesbaert, e possivelmenteaconteceu com diversos grupos indígenas ao longo da #istória, mas, o *ue ocorre atualmente! *ue essas orças e)ternas são orças do capital, onde a !tica e a preservação de costumesnão se ade*uá a lógica capitalista.  proletarização dos povos ! algo recorrente e aconteceutanto nos países centrais *uanto nas perierias, por!m, a *uestão indígena ! algo *ue oirenegado ao longo de toda a sua #istória, as raízes do &rasil são negadas e aprisionadasdentro do romantismo dos livros #istóricos de níveis primários, en*uanto mascaram arealidade marcada por sangue e negligência.
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