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A TELEVISÃO NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DOS JOVENS

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A TELEVISÃO NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DOS JOVENS Autor: Flávio José da Silva. Co- autor: Lizandra Peres da Silveira Aline Sanna Menotti Claudete Martins Loide Maria Fofonka Jonatas Dada Cléo Lindsey M.
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A TELEVISÃO NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DOS JOVENS Autor: Flávio José da Silva. Co- autor: Lizandra Peres da Silveira Aline Sanna Menotti Claudete Martins Loide Maria Fofonka Jonatas Dada Cléo Lindsey M. Ramos Resumo Após a escolha do tema, os alunos partiram para a construção dos objetivos que norteariam a condução e o desenvolvimento do trabalho em si. A partir daí, procurou-se justificar o porquê da escolha do tema, de forma a dar legitimidade ao projeto. Sendo que o tema escolhido pelos alunos foi A televisão: formação da identidade dos jovens. Os objetivos contidos no projeto procuram levar a sociedade a refletir sobre o influência que a televisão exerce na formação da identidade do jovem Caraense. A justificativa encontrada pelos alunos que os levaram à escolha do tema, foi a necessidade de coletar informações e opiniões da comunidade a respeito dos programas exibidos pela TV e bem como, esses programas influenciam a formação e construção da identidade dos mesmos. A hipótese explicitada pelos alunos a respeito do assunto é de que a TV não influenciara de nenhuma maneira a identidade do jovem. O passo seguinte foi a elaboração de um cronograma distribuído com as atividades em uma ordem cronológica, de forma a cumprir as tarefas dentro do prazo previsto pela coordenação do projeto. Segundo eles, os pais deveriam controlar o tempo, o gênero dos programas assistidos por seus filhos. A metodologia empregada para a realização do trabalho foi a seguinte: partiu-se para pesquisa em revistas e jornais, livros e até internet. Também foi realizado pesquisa de opiniões através de questionários, previamente elaborados com questões fechadas e semi-abertas. Foi realizada uma amostragem com alunos de 5ª a 8ª séries, sendo que a pesquisa em si foi realizada com as 13 comunidades abrangidas pela nossa escola. Através da pesquisa realizada, constatamos que tanto o aluno quanto a comunidade em geral de diferentes idades e sexos, têm mais ou menos uma opinião coerente em relação a influência da TV na formação da identidade dos jovens da atualidade. Uma grande maioria concorda que a TV, quando usada demasiadamente acabar provocando falta de diálogo no seio da família. Motivo esse que pode levar o adolescente a desconsiderar seus próprios valores e princípios seguindo os padrões e valores impostos pela mídia. 1 DESENVOLVENDO O PROJETO Para realizarmos o nosso trabalho de pesquisa buscamos apoio teórico em um artigo publicado na revista MUNDO JOVEM. No contato obtido com o artigo publicado pelo jornalista e professor de comunicação da UFRGS, na Revista MUNDO JOVEM, agosto de 2003, página 06 e 07, em que o autor aborda o assunto em pauta de uma forma em que a televisão não aparece como sendo a grande vilã na formação ou deturpação da identidade do jovem de uma maneira geral. Em um de seus subtítulos, o mesmo argumenta que a TV pode estimular sim a leitura, porém não da forma tradicional como as gerações passadas foram orientadas. Segundo o autor do artigo, no passado as pessoas tinham apenas os pais e a escola como orientadores e condutores de suas escolhas literárias. Continuando, o mesmo enfatiza que o único ponto negativo da TV é a qualidade da programação que está totalmente voltada para o mercado de consumo, não sendo oferecido à sociedade a oportunidade de controlar tais programações exibidas, quase sempre sem critérios e horários adequados. Ao nosso entender, a única discordância com relação ao artigo do autor acima citado, é que o mesmo esqueceu de mencionar de que a TV, também influencia na formação dos jovens através de programações sensacionalistas, em que são apresentadas imagens de violência, fazendo com que os mesmos incutam em seu inconsciente tais ações e atitudes e passem a agir da mesma forma. Abandonando os valores até então preservados pelo meio em que ele está inserido. Sendo assim, temos que repensar a importância e o papel que a televisão desempenha, pois pelo que foi dito, conclui-se que a televisão tem mais pontos negativos do que positivos. O referido artigo veio ao encontro dos desejos e anseios que a comunidade escolar, comprometida com o projeto NEPSO, há muito tempo esperava divulgá-lo, pois a publicação do mesmo com certeza valorizará o nosso trabalho. Este é o segundo ano que a nossa escola participa do projeto acima citado. Nossa escola está situada na localidade de Passo Osvaldo Cruz, município de Caraá, RS. O corpo docente é composto por vinte professores que ministram aulas da préescola à oitava série, ou seja, até o nono ano, pois se trata de uma escola de ensino fundamental completo. Conta com quatro funcionários e cerca de 220 alunos. Do corpo docente apenas seis participam do projeto mencionado. Do corpo discente, participam apenas doze membros, sendo eles de 5 ª à 8ª série. Para iniciarmos o trabalho, passamos em todas as turmas, expondo o projeto e convidando a todos que tivessem interesse em participar. Com a lista dos professores e alunos inscritos, marcamos a primeira reunião para a escolha do tema a ser pesquisado. Feito isso, passamos para a construção dos objetivos e justificativas. A partir daí, elaboramos um cronograma de trabalho incluindo os encontros marcados para Osório, Santo Antônio da Patrulha e Caxias do Sul. No encontro seguinte, os alunos, com a orientação dos professores, elaboraram o questionário a ser aplicado nas treze comunidades abrangidas pela nossa escola. É importante salientar que desde 1992, a mesma passou à condição de Escola Pólo, por essa razão abrange tantas localidades. Foram elaborados cem questionários, divididos entre as treze comunidades. Dos alunos participantes cada um deles aplicou os exercícios em suas comunidades de origem. O tema escolhido pelos alunos foi o seguinte: televisão na formação da identidade dos jovens. Os objetivos apresentados pelo grupo foram assim elaborados: O projeto que será relatado tem como intuito, levar a comunidade a refletir sobre a influência que a TV exerce na formação da identidade do jovem caraense. Procura-se saber através do mesmo, investigar os programas de TV oferecidos para o enriquecimento cultural dessa juventude. Fazer uma análise séria e coerente sobre a questão de que o advento da televisão realmente transformou a mentalidade dos jovens e até que ponto essa mentalidade fora afetada e influenciada. Também, pesquisar sobre a opinião da comunidade caraense sobre esse meio de comunicação, na formação da juventude. As justificativas elaboradas pelos alunos para o projeto são as seguintes: através de observações sobre o comportamento da juventude atual, constatou-se que há problemas visíveis no que diz respeito à preservação de valores fundamentais para a sustentação de uma sociedade mais justa e digna, segundo constatações dos próprios alunos tais valores têm muito a ver com a influência que televisão exerce, assim sendo, concluiu-se que havia a necessidade de realizar um trabalho de pesquisa envolvendo esse tema, pois precisamos saber como a comunidade vê a programação televisiva e como esses programas podem, mesmo de forma indireta, influenciar na formação e construção da identidade dos jovens de nosso município. Talvez por falta de opções de entretenimento, acabem por alienar-se, ocupando seu tempo livre apenas com programas televisivos que possivelmente venham alterar o seu comportamento social. As hipóteses apresentadas pelos alunos quando da escolha do tema são as seguintes: os alunos entendiam que a TV não influenciava de maneira nenhuma na formação da identidade deles próprios. Porém, os mesmos tinham a compreensão de que os pais deveriam controlar o tempo e horários dos filhos frente à televisão. O questionário foi elaborado com vinte e duas questões fechadas e semi-abertas, pois as questões elaboradas nestes moldes facilitam a tabulação e construção dos gráficos. O público alvo é a comunidade em geral de doze(12) anos até a mais avançada idade. Sendo assim distribuídas, cinqüenta (50) do sexo masculino, cinqüenta (50) do sexo feminino e cinqüenta(50) abaixo de trinta(30)anos e cinqüenta (50) acima de 30 anos. O total de entrevistados foi de cem(100) pessoas. Com o questionário em mãos, os alunos partiram para o trabalho de campo. Segundo informações coletadas junto aos alunos, a ação transcorreu dentro do esperado, pois os nossos pesquisadores(alunos) foram bem recebidos pela comunidade. Com os resultados nas mãos os professores e alunos partiram para a análise dos referidos questionários. A mesma deu-se de duas formas, o cálculo dos percentuais e a elaboração dos gráficos. Em continuidade ao trabalho, passou-se a fase seguinte e foi à elaboração do relatório onde foram anexados gráficos, fotografias seguindo o rito normal que requer a elaboração de um relatório. Gráficos referentes à pesquisa realizada sobre o tema Televisão na formação da identidade dos jovens. 2 CONSIDERAÇÕES FINAIS Mesmo não conhecendo o projeto as pessoas entrevistadas demonstraram interesses em colaborar, pois viram neste trabalho um veículo importante para o crescimento de seus filhos e de valorização da sociedade, pois com isso sentiram-se sujeitos ativos da História. Já que nem sempre as pessoas têm a oportunidade de externar seus pensamentos a respeito dos fatos que ocorrem no dia-a-dia da sociedade brasileira. O resultado da avaliação do desempenho que os alunos tiveram na elaboração, aplicação e analise dos dados foi positiva, pois todos demonstraram empenho, satisfação e crescimento. Esse crescimento observou-se não só no trabalho com o projeto Nepso, mas também nas atividades de classe, outro ponto positivo foi à melhora do relacionamento entre professores e alunos, pois todos descobriram qualidades subjetivamente internalizadas que jamais imaginaram possuir. Diante de tais descobertas, pensou-se que a soma dessas qualidades possibilitaria um crescimento não só pessoal, mas também coletivo, ou seja, o enriquecimento da comunidade escolar de forma a irradiar valores positivos para os demais seguimentos da sociedade de forma que tais ações afirmativas sejam capazes de provocar transformações nas mesmas. Pode parecer pretensão o fato de pensar que um simples projeto desenvolvido por alunos de ensino fundamental seja capaz de provocar transformações numa sociedade, mas o simples fato de levar as pessoas a olharem para a escola como sendo um lugar onde se tira tempo para pensar nas questões que afligem a sociedade como um todo, já se pode dizer que provocamos alguma forma de transformação, sem falar no tipo de cidadãos que estamos formando nas mentes e nos corações de nossos alunos, para nós tudo isso são capazes de transformarem uma sociedade, talvez não no presente, mas com certeza para o futuro podemos apostar que sim. Acho que o Projeto desenvolve e esclarece as dúvidas dos alunos em relação aos temas polêmicos. Por exemplo, este ano pesquisamos a influência da TV na formação dos jovens, pois isso é mesmo algo que acontece. Se mostra um tipo de cabelo na TV que um famoso usa, na mesma semana todo mundo está usando. Por isso eu acho que o Projeto Nepso é muito importante. Rafael Silva Bereta, 7ªsérie. O Projeto Nepso é muito interessante para os alunos e professores envolvidos, pois desperta interesse e a vontade de saber cada vez mais sobre o mesmo. É projeto como o Nepso que deveria ser realizado em todas as escolas do país e do mundo, para que todos tivessem uma boa educação e um futuro melhor. Aline Dias de Moraes, 7ªsérie. REFERÊNCIAS ALBERTI, Verena. O processamento.in: História Oral, a experiência do CPDOC.Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas,p CUESTA, Josefina. Historia y Memoria e una aprocimación e la memória coletiva. In: Historia del Presente. Madrid: EUDEMA S.A., 1993, p FERREIRA, Marieta Morais. Desafios e Dilemas da História Oral nos anos 90: o caso Brasil. In: História Oral da Associação Brasileira de História Oral. Nº 1, 1998, p História Oral: um inventário das diferenças. In: Entrevistas: abordagens e uso da História Oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1994, p MAUAD, Ana Maria. Através da imagem: fotografia e história interfaces. In : Revista Tempo. Vol.1, Nº 2, dez. 1996, p THOMPON, Paul. A entrevista. In: A voz do passado. História Oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p

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Nov 25, 2017
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