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A teoria da atividade modificada pela tecnologia da informação 1

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A teoria da atividade modificada pela tecnologia da informação 1 Oleg K. Tikhomirov 2 Márcio Alexandre Siqueira 3 Introdução O progresso na área de informática e tecnologia da informação tem influenciado fortemente a psicologia teórica, da mesma forma que o conhecimento psicológico é cada vez mais utilizado para apoiar os processos de aplicação e desenvolvimento de tecnologia da informação. Neste artigo, discuto essas tendências mutuamente dependentes do ponto de vista da teoria psicológica da atividade. Focarei em problemas e perspectivas da criatividade e atividade criadora em condições de rápido desenvolvimento e implementação pervasiva 4 da tecnologia da informação nas diferentes esferas da atividade humana. A delegação de funções humanas aos computadores apresenta à teoria da atividade novos paradigmas: Qual é a natureza da atividade desenvolvida pelos seres humanos no contexto da informatização avançada? Como muda a atividade humana quando os seres humanos usam computadores? A ciência da computação usa constantemente as noções de rotina e criação. Focar a criatividade revela uma grande lacuna entre os estudos psicológicos de atividade e estudos psicológicos de criatividade. As teorias da atividade e as teorias da criatividade foram desenvolvidas como domínios separados de investigação. Nós testemunhamos tanto a tendência de negação da teoria da atividade pela teoria da criatividade quando a tendência de negação da teoria da criatividade pela teoria da atividade. Afirma-se que dentre as tendências mais importantes no desenvolvimento da psicologia da criatividade na Rússia são a 1 Este artigo foi publicado em: ENGERSTRÖM, Y, Miettinen, R., Punamäki, R. (Eds.). Perspectives on Activity Theory. Cambridge: Cambridge University Press. pp , Oleg Konstantinovich Tikhomirov ( ). Psicólogo russo, professor, chefe do Departamento de Psicologia Geral da Universidade Estatal de Moscovo (desde 1990). Área de interesse científico: problemas de metodologia psicológica (sujeito e estrutura da ciência psicológica; principais conceitos psicológicos e princípios; abordagem sistemática em Psicologia; conexões entre Psicologia, Informática e Filosofia, correlação entre a inteligência humana ea artificial). Em particular, formulou a teoria semântica do pensamento, propôs a teoria da atividade criativa humana, identificados e pesquisados específicos mecanismos humanos de resolução de problemas de gestão e as formas de reflexão de situações problemáticas. Principais publicações: Psicologia do Pensamento , 1984, Pesquisa Psicológica da atividade criativa (em colab.), 1975, Psicologia da informatização , de [N. T.: Nota do Tradutor]. 3 Tradutor do artigo e estudante do Programa de Pós Graduação em Ciências e Educação Matemática da Universidade Federal do Paraná, é graduado em Matemática (Lic.) pela mesma universidade. 4 A computação pervasiva (pervasive computing) é uma área recente de pesquisa, considerada o novo paradigma do século XXI. Visa fornecer uma computação onde se deseja, quando se deseja, do que se deseja e como se deseja, através da virtualização de informações, serviços e aplicações. Este ambiente computacional consiste de uma grande variedade de dispositivos de diversos tipos, móveis ou fixos, aplicações e serviços interconectados. ([N. T.] Consultado em 26/12/2012 em: substituição progressiva do princípio da atividade pelo princípio da interação e a substituição do conceito de atividade pelo conceito de sistemas (LOMOV & ANZYFEROVA, 1989, p. 28). Mas essas contraposições estão bem fundamentadas? Na minha opinião, não estão. Tornar absoluta a noção geral do sistema científico para a psicologia teórica, normalmente significa ignorar o estudo de características sistêmicas específicas e concretas do funcionamento psicológico humano. L. S. Vygotsky já há muito tempo, introduziu a noção de sistema psicológico (TIKHOMIROV, 1989), defendendo a necessidade de distinguir entre sistemas qualitativamente diferentes. Falar hoje do conceito de sistemas sem diferenciar os sistemas de acordo com seus tipos significa voltar ao período anterior aos estudos de Vygotsky. Infelizmente, às vezes vemos isso acontecer na psicologia atual, incluindo a psicologia da criatividade. O conceito de atividade na psicologia é um conceito sistêmico, tendo-se a atividade considerada como um sistema (LEONTIEV, 1975). Podemos comparar (ou mesmo contrapor) diferentes tipos de conceitos sistêmicos em psicologia, porém apresentar o conceito de sistemas e o conceito de atividade como opostos é injustificável. Isto também se aplica a contraposição das categorias de atividade e interação e de atividade e comunicação, pois é através da atividade que os seres humanos interagem com o mundo circundante. A comunicação é um aspecto integral da atividade em grupo; e sob certas condições, a comunicação torna-se atividade em si e por si (necessidade de comunicação, objetivos de comunicação, etc.) As categorias de atividade e processo são também utilizadas como substitutos para a categoria de atividade. No entanto, não é difícil perceber que a atividade é um tipo específico de atividade humana e que essa atividade tem as características de processo. Isto significa que o conceito de processo é um aspecto da análise da atividade, em vez de uma alternativa para a atividade. Agora vejamos a tendência oposta - a de negar pela Teoria da atividade os problemas de estudar a criatividade. Aqui devemos considerar a noção de conteúdo da teoria da atividade. Esta noção inclui ideias sobre a estrutura da atividade, seus tipos, sua dinâmica e desenvolvimento, suas funções e seus mecanismos de realização. A Teoria da atividade contém afirmações sobre a relação entre a atividade e seu propósito e entre atividade e consciência, incluindo também noções sobre as funções da teoria da atividade, as formas com que se desenvolveu, e sua relação com outras teorias psicológicas. Noções gerais sobre a atividade foram especificadas pela psicologia através da diferenciação dos seus tipos: prática e teórica, externo e interno, orientativa e performática, individual e coletiva. A atividade criativa 5 como um tipo de atividade independente não é normalmente estudada. Nas discussões sobre a estrutura geral da atividade, os componentes desta estrutura são geralmente tratados como estabelecidos, não como gerados e produzidos. Segundo Leont'ev, a atividade é uma unidade de vida processada pela reflexão psíquica, cuja verdadeira função é a de orientar o sujeito no mundo dos objetos (LEONTIEV, 1975, p. 82). No entanto, ambas reflexão e orientação podem existir sem a incidência de fenômenos distintos de criatividade. As inconsistências no desenvolvimento do conceito de atividade, demonstrados como uma redução da atividade a ações e pela negligência da complexidade da regulação motivacional e emocional de atividade, da regulação de significados e objetivos, também contribui para a negação dos problemas de criatividade. Esta situação não apenas limita (a esfera da aplicabilidade da teoria da atividade em psicologia), mas também dificulta a solução 5 N. T. Tomaremos como sinônimos a Atividade criativa e a Atividade criadora. de novos problemas - problemas que aparecem na teoria e na prática do uso de tecnologia da informação. Teoria da atividade criativa Vejo a resolução do problema em uma diferenciação entre as atividades criadoras e de rotina como tipos relativamente independentes de atividades. Ambas as atividades, prática e teórica, podem ser de rotina ou criadora, no contexto do amplo uso da tecnologia da informação, a atividade intelectual, a atividade com conhecimento, é de primordial importância. A teoria da função orientativa da psiquê, a compreensão da psiquê como atividade orientadora e investigativa, avança a um novo patamar, incluindo ações com bases de orientação completas e incompletas; no entanto, a supervalorização das orientações completas dificultam o entendimento do caráter original da atividade criadora. Estudos teóricos e experimentais indicam que na solução de problemas suficientemente complexos, a orientação completa é impossível, ou seja, a única forma possível de resolver estes problemas é o de atuar com orientações incompletas. O estudo psicológico de orientação deve incluir não apenas a questão de sua completitude, mas também o caráter estereotipado ou nãoestereotipado da orientação (ver, por exemplo, KALOSHINA, 1985). É necessário diferenciar os tipos de reflexão psíquica, entre os processos ligados ao existente e aqueles ligados ao possível. Esse último processo que são específicos para atos criadores. De acordo com Leontiev, a orientação ao objeto é uma característica constituinte da atividade. O objeto da atividade aparece primariamente na sua existência independente, como subjugador e transformador da atividade do sujeito, e secundariamente como imagem do objeto ou de um produto da reflexão psíquica das propriedades do objeto, o que só pode ser realizado como um resultado da atividade do sujeito. Na atividade criativa, o objeto aparece em duas outras formas: como um novo produto da atividade, um produto que não existia antes, e como uma imagem de um objeto ainda a ser criado. Considerando que na atividade não-criativa as funções de comparação, reprodução, assimilação, e cópia são de primordial importância, na atividade criadora as funções de construção, criação, e produção do novo são as mais importantes. Dessa forma a subjetividade é transformada em objetividade. É necessário então distinguir entre dois tipos de produtividade da atividade - a repetitiva criação de produtos estereotipados e a criação de novos e originais. A atividade criadora é caracterizada não apenas por motivos, metas e operações (que também existem nas atividades de rotina), mas também por atos que geram novos motivos, novas metas e novas operações. Esta atividade funcional sofre uma evolução no decurso da sua realização, podendo ser definida como uma unidade de vida que inclui a geração de novas formações psíquicas, oferecendo realmente aos seres humanos a oportunidade de gerar um novo mundo de objetos. Essas novas formações psíquicas na atividade precedem e preparam a produção de novos resultados tangíveis (produtos) de atividade. Novas necessidades e novos motivos são fontes importantes de atividade criadora, sendo que a motivação inicial pode mudar no decorrer da atividade, assim como as relações hierárquicas entre os motivos também podem mudar. Os motivos não são apenas as condições para o desenvolvimento de atividade intelectual real, mas também são os fatores que influenciam a produtividade e estrutura. A motivação por sua vez, se caracteriza não só pelo conteúdo, mas também pela dinâmica e nível de desenvolvimento. O desenvolvimento funcional de necessidades cognitivas (estudado por E. E. VASIUKOVA, [s.n.]) é caracterizado por alterações no conteúdo objetivo (tipo de conhecimento), nas propriedades dinâmicas (estabilidade), nas relações com outras necessidades e no nível de realização. Neste desenvolvimento podemos isolar diferentes níveis específicos de micro e macrogênese, onde a geração e característica da necessidade cognitiva, que aparece em uma situação concreta, e dela depende não apenas a exposição do sujeito a não correspondência dos seus métodos conhecidos de ação para os requisitos do problema, reside também o plano geral do desenvolvimento de necessidades do sujeito cognitivo estável. O nível geral de desenvolvimento de uma necessidade cognitiva estável define a correlação entre os componentes de reprodução e criatividade da atividade intelectual - o nível de sua criatividade aumenta com o aumento deste nível. Estudos de atividade criadora exigem uma análise das relações entre a atividade e personalidade em um ato criativo específico. I. L. Zinovieva [s.n.], estudou essas relações, especialmente a dependência da organização da atividade intelectual sobre o nível de confiança do sujeito. Ao que parece os sujeitos confiantes tinham uma orientação ao resultado maior, o que leva a eliminar - por meio de avaliações categóricas - as hipóteses de todas as informações que não conduzem à meta, bem como maior autoconfiança nas conclusões existentes e maior integração entre as generalizações. Os sujeitos sem autoconfiança demonstraram uma organização caótica e desintegrada da pesquisa, como resultado de avaliações aproximadas do valor dos componentes do campo de significados, o que gera numerosas direções da pesquisa tendo igual nível de atratividade - e isso dificulta a realização efetiva da meta. Um estudo realizado pela I. A. Vassiliev e N. N. Khussainova ([s.d.]) mostrou que a personalidade determina o nível de organização da atividade criativa e do campo de significado da atividade (conteúdo objetivo do problema, conteúdo subjetivo-objetivo do problema, e o contexto mais amplo de vida). Os mecanismos psicológicos de escapismo da atividade criadora dedicada para a solução de um problema específico, incluem o alargamento de campo da atividade de significado além do conteúdo objetivo do problema, ou seja, a inclusão do Eu, experimentador e de um mais amplo contexto de atividade na vida com pontos de referência significativos. Essa tipologia das fugas da atividade intelectual criativa foi estabelecido pela direção da fuga para um dos campos de significação. A meta-orientação (geração de novos objetivos na atividade do sujeito) é um dos atos centrais na estrutura da atividade criadora. O termo meta define a imagem dos resultados futuros desejáveis, indiretamente relacionados com a motivação. O resultado obtido pela ação contém sempre algo de novo em relação ao objetivo: subprodutos de uma ação orientada ao resultado, resultados de atuação efetiva involuntária do assunto. Além de necessidades e motivos, os pré-requisitos da geração de novos objetivos na atividade criativa individual incluem: (1) a assimilação de novos conhecimentos sobre possíveis metas (resultados); (2) a recepção de novas demandas de ação; (3) o aparecimento de novos resultados de ações individuais; (4) o caso de incumprimento dos resultados previstos, e (5) o aparecimento de novas e irrealizadas antecipações dos resultados futuros da ação. A transformação de reivindicações em metas individuais é uma das variantes mais comuns de formação das metas. Na formação independente de metas (por exemplo: quando há falta de uma demanda formulada diretamente), o processo pode se desenvolver voluntariamente ou involuntariamente (TIKHOMIROV, 1988, p ). Entre os mecanismos psicológicos da formação de metas estão (1) a transformação de motivos em motivo-objetivos pela sua realização, (2) a transformação de subprodutos de ação em metas, conectando-os com o objetivo e realização do resultado, (3) a transformação dos resultados não realizados em resultados realizados; (4) o isolamento de metas intermediárias como função de um obstáculo; (5) as atividades prático-comum; (6) a correlação do objeto com diversas necessidades, e (7) a satisfação parcial da necessidade pelo objeto desta necessidade (TIKHOMIROV, 1988, pp ). Em 1975, Leontiev advogou que a meta-orientação é um processo que quase não se estudou, de verdade (p. 106). Hoje a situação é diferente. Entre os objetos de pesquisa está o papel de motivos e emoções nos atos de formação de meta, o papel das avaliações das possibilidades da situação objeto e das perspectivas de sua transformação, o papel das avaliações da acessibilidade do objetivo esperado, o papel da memória, e a dependência da formação de metas na formação de significado (TIKHOMIROV, 1988). Estudos do conteúdo operacional da atividade incluem a análise da geração de operações de pesquisa não-verbal, fatores de sua organização, e interrelações com as operações verbalizadas. A diferenciação entre a atividade criadora e a de rotina exige não só uma nova abordagem para as unidades tradicionais de análise da atividade do ponto de vista de sua geração no curso do auto-desenvolvimento da atividade, mas também o isolamento de novos componentes. Apresento a seguir dois exemplos. Os estudos da atividade intelectual criadora demonstraram que esta atividade inclui ambos os processos submetidos a um objetivo consciente e antecipações não-verbalizadas de resultados futuros. Os últimos processos podem ser mais intensos do que as ações orientadas para objetivos próprios. Nos estudos experimentais, a geração de metas intermediárias demonstraram que antecipações não-verbalizadas podem preceder a formação consciente de uma nova meta, podem coexistir com esta mesma meta, e até mesmo estar por trás dele. Os estudos de formação de metas mostraram também que na formação e funcionamento consciente das metas, avaliações da acessibilidade do resultado, não realizados pelo sujeito, juntam-se. Um ponto importante na análise da atividade criativa pertence aos estudos de sua regulação emocional. Os seguintes parâmetros são centrais nessas análises: (1) a saturação emocional da atividade, (2) o conteúdo objetivo (direção) das emoções, (3) as características de fixação emocional, (4) a objetivação emocional e correção, e (5) as emoções 'modalidade. A atividade criativa é caracterizada por dinâmicas complexas de geração das avaliações emocionais, que aparecem como uma novas formações, não menos significativas do que motivos e objetivos (TIKHOMIROV, 1988, pp ). A atividade humana concreta inclui uma amálgama de componentes criadores e nãocriadores. Dependendo de seu domínio, pode-se falar de uma atividade predominantemente criativo ou não-criativos. As tentativas de proclamar toda atividade como criativa contradiz a realidade da divisão do trabalho na sociedade. Os efeitos psicológicos da informatização da atividade A atividade criativa, enquanto mantida a prerrogativa de ser fruto de seres humanos, é profundamente alterada no contexto do uso do computador, isso porque em meios informatizados, um desenvolvimento real da atividade criativa pode ser verificado. Novas formas de trabalho criativo, novas formas de educação e novas formas de jogar aparecem, formas estas que são simplesmente impossíveis sem os computadores. Ao mesmo tempo, os novos tipos estereotipados de atividade rotineira aparecem. A informatização tipicamente implica em aumentos acentuados na motivação, prestígio externo, bem como o desenvolvimento intensivo de necessidades cognitivas da personalidade. Nós verificamos tanto um medo de usar computadores quanto um otimismo desenfreado inerente ao seu uso. A transformação ocorre em todo o sistema de motivação, formando significados estáveis de personalidade, e geração de metas pessoais em participar na regulação da atividade criadora. Pode-se também observar uma dupla tendência para a ampliação das possibilidades de criar e atingir objetivos, por um lado, e para estreitar estes processos, de outro lado. O caráter contraditório dos efeitos psicológicos da informatização torna necessário analisar esses efeitos de forma concreta, para trabalhar propositadamente em direção a resultados positivos e corrigir possíveis conseqüências negativas. Tudo isso exige uma análise diferenciada em relação a diferentes grupos profissionais, diferenças étnicas e diferenças etárias, bem como dos computadores de diferentes tipos e gerações, diferentes linguagens de software e princípios de programação. O computador não é apenas um dispositivo de processamento de dados universal, é também um meio universal de influenciar a atividade humana e, consequentemente, a psiquê humana. Essa influência pode ser dada de forma proposital e também espontânea. A especificidade de tal influência é definida, em primeiro lugar, não pelo computador, mas pelas condições organizacionais e sociais envolvidas na sua utilização e pelas características particulares da atividade. Estudos psicológicos experimentais de formação de objetivos como uma manifestação da criatividade no diálogo com os computadores mostraram o potencial de ampliação da atividade criativa humana. Este potenci
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