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A Teoria Dos Campos Mórficos Do Biólogo Rupert Sheldrake, Artigo de Antonio Silvio Hendges - EcoDebate

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  14/07/2017A Teoria dos Campos Mórficos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges - EcoDebatehttps://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/a-teoria-dos-campos-morficos-do-biologo-rupert-sheldrake-artigo-de-antonio-silvio-hendges/1/4 EcoDebate Site de informações, artigos e notícias socioambientais Publicidade A Teoria dos Campos Mórcos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges Artigo  by Redação  - 14/03/2011    3   [ EcoDebate ] Rupert Sheldrake é um dos biólogos mais controversos de nosso tempo. As suas teorias não só estão revolucionando o ramo cientíco de seu campo(a biologia), mas estão transbordando para outras áreas ou disciplinas como a física e a psicologia.No seu livro Uma Nova Ciência da Vida (A New science of life, 1981), Sheldrake toma posições na corrente organicista ou holística clássica, sustentadas por nomes como Von Bertalanffy e a sua Teoria Geral de Sistemas ou E. S. Russell, para questionar de um modo denitivo a visão mecanicista, que dá por explicado qualquercomportamento dos seres vivos mediante o estudo de suas partes constituintes e sua posterior redução para as leis químicas e físicas.Sheldrake propõe a idéia dos campos morfogenéticos, os quais ajudam a compreender como os organismos adotam as suas formas e comportamentoscaracterísticos.Morfo vem da palavra grega morphe que signica forma; genética vem de gêneses que signica srcem. Os campos morfogenéticos são campos de forma, campospadrões, estruturas de ordem. Estes campos organizam não só os campos de organismos vivos, mas também de cristais e moléculas. Cada tipo de molécula, cadaproteína, por exemplo, tem o seu próprio campo mórco – hemoglobina, insulina, etc. De um mesmo modo cada tipo de cristal, cada tipo de organismo, cada tipode instinto ou padrão de comportamento tem seu campo mórco. Estes campos são os que ordenam a natureza. Há muitos tipos de campos porque há muitostipos de coisas e padrões dentro da natureza.A contribuição de Sheldrake foi juntar noções vagas sobre os campos morfogenéticos (Weiss 1939) e os formular em uma teoria demonstrável. Desde queescrevera o livro no qual apresenta a Hipótese da Ressonância Mórca, em 1981, foram feitas numerosas experiências que, em princípio, deveriam demonstrar avalidade, ou a invalidade destas hipóteses. Você encontrará algumas mais relevantes ao término deste artigo.Três enfoques sobre o fenômeno vitalTradicionalmente houve três correntes losócas sobre a organização da natureza biológica da vida: vitalismo, mecanicismo e organicismo.VITALISMO O vitalismo sustenta que em toda forma de vida existe um fator intrínseco, evasivo, inestimável e não sujeito a medidas que ativa a vida. Hans Driesch, biólogo elósofo alemão precursor principal do vitalismo depois da mudança de século, chamou a esse fator causal misterioso enteléquia, que se fazia especialmenteevidente em aspectos do desenvolvimento do organismo como a regulação, regeneração e reprodução.A forma clássica do vitalismo como foi exposta por numerosos biólogos no princípio de século, especialmente por Driesch, foi criticado severamente pelo seucaráter acientíco: o fator causal (enteléquia) era incerto e não pôde ser demonstrado de modo algum.Ernest Nagel, lósofo da ciência escreveu em 1951, no seu livro Filosoa e Investigação Fenomenológica: “O grosso do vitalismo […] é agora uma questão extinta […]não tanto talvez para a crítica losóca e metodológica que se há revelado contra a doutrina, mas para a infertilidade do vitalismo em guiar a investigação biológicae pela superioridade heurística de focos alternativos.”MECANICISMO Embora numerosos biólogos identiquem-se como vitalistas, na prática eles são mecanicistas, determinados pelas experiências de laboratório e as exigências dainvestigação cientíca de mostrar as experiências com parâmetros que possam ser medidos na física e química. Sheldrake arma que o fracasso do vitalismo édevido principalmente a sua inabilidade para fazer predições demonstráveis e para apresentar experiências novas.No momento, o enfoque ortodoxo da biologia vem determinado pela teoria mecanicista da vida: os organismos vivos são considerados como máquinas físico-químicas e todos os fenômenos vitais podem ser explicados, em princípio, com leis físico-químicas. Na realidade, isto é a posição reducionista que sustenta que osprincípios biológicos podem ser reduzidos às leis xas destes dois ramos da ciência.         14/07/2017A Teoria dos Campos Mórficos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges - EcoDebatehttps://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/a-teoria-dos-campos-morficos-do-biologo-rupert-sheldrake-artigo-de-antonio-silvio-hendges/2/4 A ortodoxia cientíca adere a esta teoria porque oferece um marco de referências satisfatórias, onde numerosas perguntas sobre os processos vitais podem serrespondidas e porque já muito tem se investido nela. As raízes do mecanicismo são mesmo profundas. De acordo com Sheldrake inclusive se admitir-se que oenfoque mecanicista está severamente limitado não só nas práticas, mas nos princípios, não pode ser abandonado e no momento é o único método disponível paraa biologia experimental. Sem dúvida continuará a ser usado até outra(s) alternativa(s) mais positiva(s) surgir(em).ORGANICISMO OU HOLISMO O organicismo ou holismo recusam que os fenômenos da natureza possam ser reduzidos exclusivamente às leis físico-químicas, pois estas isoladas ouconjuntamente não podem explicar a totalidade dos fenômenos vitais. Por outro lado reconhece a existência de sistemas hierarquicamente organizados compropriedades que não podem ser entendidas por meio do estudo de partes isoladas, mas em sua totalidade e interdependência. Daí o termo holismo, da palavrawhole = todo em inglês.O organicismo foi desenvolvido através das inuências de diversos sistemas losócos como os de Alfred North Whitehead e J. C. Smuts, psicologia Gestalt,conceitos como os campos físicos e parte do mesmo vitalismo de Driesch.“O organicismo trata os mesmos problemas que Driesch disse que eram insolúveis em termos mecanicistas, mas enquanto ele propôs a enteléquia não física paraexplicar a totalidade e diretividade dos organismos, os organicistas propõem o conceito do campo morfogenético (ou embriônico ou de desenvolvimento)”.(Sheldrake 1981).CAMPO MORFOGENÉTICO “Os campos morfogenéticos ou campos mórcos são campos que levam informações, não energia, e são utilizáveis através do espaço e do tempo sem perdaalguma de intensidade depois de ter sido criado. Eles são campos não físicos que exercem inuência sobre sistemas que apresentam algum tipo de organizaçãoinerente.”“[…] centrada em como as coisas tomam formas ou padrões de organização. Deste modo cobre a formação das galáxias, átomos, cristais, moléculas, plantas,animais, células, sociedades. Cobre todas as coisas que têm formas e padrões, estruturas ou propriedades auto organizativas.”“Todas estas coisas são organizadas por si mesmas. Um átomo não tem que ser criado por algum agente externo, ele se organiza só. Uma molécula e um cristal nãosão organizados pelos seres humanos peça por peça se não que cristalizam espontaneamente. Os animais crescem espontaneamente. Todas estas coisas sãodiferentes das máquinas que são articialmente montadas pelos seres humanos.”“Esta teoria trata sistemas naturais auto-organizados e a srcem das formas. E eu assumo que a causa das formas é a inuência de campos organizacionais,campos formativos que eu chamo de campos mórcos. A característica principal é que a forma das sociedades, idéias, cristais e moléculas dependem do modo emque tipos semelhantes foram organizados no passado. Há uma espécie de memória integrada nos campos mórcos de cada coisa organizada. Eu concebo asregularidades da natureza como hábitos mais que por coisas governadas por leis matemáticas eternas que existem de algum modo fora da natureza.” (Sheldrake,1981).COMO FUNCIONAM OS CAMPOS MORFOGENÉTICOS? Os campos morfogenéticos agem sobre a matéria impondo padrões restritivos em processos de energia cujos resultados são incertos ou probabilísticos. Porexemplo, dentro de um determinado sistema um processo físico-químico pode seguir diversos caminhos possíveis. O que o sistema faz para optar para um deles?Do ponto de vista mecânico esta eleição estaria em função de diferentes variáveis físicas e químicas que inuenciam no sistema: temperatura, pressão, substânciaspresentes, polaridade, etc., cuja combinação decantaria o processo para determinado caminho. Se fosse possível controlar todas as variáveis em jogo você poderiapredizer o resultado nal do processo. Porém, não é deste modo, mas o resultado nal é sujeito ao acaso probabilístico, algo quanticável só por meio de análiseestatística. O Campo Morfogenético relacionado com o sistema reduz consideravelmente a amplitude probabilística do processo, levando o resultado em umadireção determinada.“Os Campos Mórcos funcionam , tal como eu explico em meu livro, a presença do passado, modicando eventos probabilísticos . Quase toda a natureza éinerentemente caótica. Não é rigidamente determinada. A dinâmica das ondas, os padrões atmosféricos, o uxo turbulento dos uidos, o comportamento da chuva,todas estas coisas são corretamente incertas, como são os eventos quânticos na teoria quântica. Com o declínio do átomo de urânio você não é capaz de predizerse o átomo declinará hoje ou nos próximos 50.000 anos. É meramente estatístico, Os Campos Mórcos funcionam modicando a probabilidade de eventospuramente aleatórios. Em vez de uma grande aleatoriedade, de algum modo eles enfocam isto, de forma que certas coisas acontecem em vez de outras. É destemodo como eu acredito que eles funcionam “. (Sheldrake, 1981).ONDE SE ORIGINAM OS CAMPOS MORFOGENÉTICOS? Um campo morfogenético não é uma estrutura inalterável, mas que muda ao mesmo tempo, que muda o sistema com o qual está associado. O campomorfogenético de uma samambaia tem a mesma estrutura que os campos morfogenético de samambaias anteriores do mesmo tipo. Os campos morfogenéticosde todos os sistemas passados se fazem presentes para sistemas semelhantes e inuenciam neles de forma acumulativa através do espaço e o tempo.A palavra chave aqui é “hábito”. Este é o fator que srcina os campos morfogenéticos. Através dos hábitos os campos morfogenéticos vão variando sua estruturadando causa deste modo às mudanças estruturais dos sistemas em que estão associados.Por exemplo, em uma oresta de coníferas é gerado o habito de estender as raízes mais profundamente para absorver mais (e/ou melhores) nutrientes. O campomorfogenético da conífera assimila e armazena esta informação que é herdada não só por exemplares no seu entorno, mas em orestas de coníferas em todo oplaneta por efeitos da ressonância mórca.  14/07/2017A Teoria dos Campos Mórficos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges - EcoDebatehttps://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/a-teoria-dos-campos-morficos-do-biologo-rupert-sheldrake-artigo-de-antonio-silvio-hendges/3/4   AnteriorPróximo   EXPERIÊNCIAS De acordo com Sheldrake, um modo simples para demonstrar a existência dos campos morfogenéticos é criando um novo campo mórco para logo observar seudesenvolvimento.Código Morse O Dr. Arden Mahlberg, psicólogo de Wisconsin, realizou experimentos que analisam a capacidade de duas pessoas para aprender dois códigos Morse diferentes. Umdeles é o padrão clássico e o segundo, inventado por ele variando as seqüências de pontos e linhas de modo que fosse igualmente difícil (ou fácil) aprender ocódigo. A pergunta é: será mais simples aprender o verdadeiro Morse que o inventado porque milhões de pessoas já aprenderam isto? A resposta, aparentemente,é sim.Ratos em labirinto Esta é uma das primeiras experiências realizadas por Sheldrake, recuperada do tempo em que ele começou a considerar os campos morfogenéticos. Consiste emensinar a um grupo de ratos determinada aprendizagem, por exemplo, sair de um labirinto, em certo lugar, para logo observar a habilidade de outros ratos emoutros lugares, deixarem o labirinto. Esta experiência já foi levada a cabo em numerosas ocasiões dando resultados muito positivos.Organização dos cupins Mesmo separando um cupinzeiro, alterando sua forma, criando uma espécie de ferimento, os cupins, mesmo cegos reconstroem a forma srcinal. Explicação: háum campo morfogenético que dá forma ao cupinzeiro. Os campos estão presentes em todos os sistemas vivos e/ou organizados, incluindo-se os humanos(lembraram das células tronco?)Muitas outras pesquisas são propostas pelo biólogo Rupert Sheldrake e outros biólogos organicistas (holistas), que enfatizam a contextualização da Biologia e daspesquisas relacionadas às ciências biológicas, psicologia, física, medicina e outras.REFERÊNCIAS www.fatimaborges.com.br/artigo.phd?code=84Wikipedia.org/wiki/campo_morfogeneticowww.scribd.com/www.pontodetransiçao.com.br/biblioteca/campos_morfogeneticos.pdf Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de Biologia e Agente Educacional no RS. Email: as.hendges{at}gmail.com  EcoDebate, 14/03/2011Tweet Compartilhar  [ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]  Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate  Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta clicar no LINK  e preencher o formulário de inscrição. O seu e-mail será incluído evocê receberá uma mensagem solicitando que conrme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de conrmação do e-mail de srcem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.Alexa Publicidade  Tagged pesquisa Fukushima está perto de nós! artigo de Norbert SuchanekUm mundo sem abelhas, artigo de Efraim Rodrigues  14/07/2017A Teoria dos Campos Mórficos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges - EcoDebatehttps://www.ecodebate.com.br/2011/03/14/a-teoria-dos-campos-morficos-do-biologo-rupert-sheldrake-artigo-de-antonio-silvio-hendges/4/4 Roberta GrafAntonio Silvio HendgesJose Luis 3 comentários em “A Teoria dos Campos Mórcos do Biólogo Rupert Sheldrake, artigo de Antonio Silvio Hendges”  16/03/2011 às 10:41Tudo isso é verdade, a gente intui mesmo, mas é ao mesmo tempo “pura viagem”, quero dizer, é ainda embrionário pra conseguirmos explicar. Aprendizagem social,inconsciente coletivo, espiritualidade. Parabéns a Sheldrake !!!26/03/2011 às 15:21Uma correção quanto a srcem da palavra holismo, contribuição da leitora Roberta Graff para o meu email. Muito obrigado.“…holismo vem de hólos, do grego, que é a totalidade, e não do inglês, este veio do grego também !!!”12/04/2011 às 23:19muito bom parecido com a teoria Espírita.Comentários encerrados. SIGA-NOSAPLICATIVO OFICIAL DA ECODEBATEPUBLICIDADEPUBLICAÇÕES ANTERIORES. POR DATA março 2011 STQQSSD  12345678910111213141516171819202122232425262728293031 
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