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A TEORIA DOS PREÇOS E O COMPORTAMENTO EMPRESARIAL HALL E HITCH

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A TEORIA DOS PREÇOS E O COMPORTAMENTO EMPRESARIAL HALL E HITCH Questionário: pratica adotada pelas firmas para fixar os preços e a produção. Examinar a forma pela qual os empresários decidem que preço cobrar e qual a quantidade a produzir. Preço e produção em termos de custo e receita marginais são duvidosos. Estabelecimento do preço com base no principio do “custo total”. Importância e limitações da evidência obtida Deficiências de uma pesquisa questionária. Amostra muito pequena, fortemente vi
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  A TEORIA DOS PREÇOS E O COMPORTAMENTO EMPRESARIALHALL E HITCH Questionário: pratica adotada pelas firmas para fixar os preços e aprodução. Examinar a forma pela qual os empresários decidem que preçocobrar e qual a quantidade a produzir. Preço e produção em termos decusto e receita marginais são duvidosos. Estabelecimento do preço combase no principio do “custo total”.Importância e limitações da evidência obtidaDeficiências de uma pesquisa questionária. Amostra muito pequena,fortemente viesada em favor dos industriais e qualquer conclusão refere-sea este tipo de empresário. As respostas se enquadram claramente empadrões que não deixam duvidas aos autores de que a teoria econômicaatual tende a considerar como típico um comportamento que não tem maiorimportância prática, do mesmo modo que considera atípico aquilo que é umcomportamento usual.A doutrina atual sobre a política de preços e produçãoDoutrina atual: Rmg=Cmg=P (concorrência perfeita). Nos outros casos, areceita marginal é menor que o preço e o custo marginal são maiores que ocusto dos fatores adicionais (Rmg=Cmg).Se Cme=Rme, é resultado da entrada de novas empresas, nas quais areceita média excede o custo médio, e da saída de firmas antigas ondeocorre o inverso. Indústrias com livre entrada há tendência de longo prazode se igualarem receita média e custo médio, com barreiras não há essatendência. No curto prazo, a única regra de equilibro é Rmg=Cmg. Ascurvas de demanda de curto e longo prazo são diferentes. ( é comum suporque as condições de demanda permanecem constantes através do tempo).A demanda futura depende dos preços correntes e dos preços futuros. Ademanda de longo prazo não pode ser a soma das de curto prazo. Aspreferências dos consumidores podem variar.1.CONCORRÊNCIA PURA: nenhum fabricante pode afetarsignificativamente o preço de mercado variando a sua produção.2.MONOPÓLIO PURO: a curva de demanda da firma é negativamenteinclinada e não há substitutos próximos, o empresário supõe que umaalteração em seu preço ou na sua produção não causará as mesmasvariações por parte de outro produtor.3.CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA: produto é diferenciado dos demais.O empresário supõe que sua curva de demanda seja independentedas reações dos demais produtores, como existem muitosprodutores, nenhum é capaz de afetar a outra, devido sua pequenaparcela de mercado.4.OLIGOPÓLIO: Poucas firmas produzem o mesmo produto e cada umase dá conta de que uma alteração no seu preço ou produção poderáinduzir a uma alteração da mesma natureza no preço ou naprodução.5.CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA COM OLIGOPÓLIO: produto édiferenciado mas o produtor supõe que a política de preços de seusconcorrentes não seja independente da sua própria política. Metadedas empresas pesquisadas enquadram-se aqui.  Diferença entre monopolista e oligopolista: é insignificante a elasticidadecruzada da demanda entre o seu produto e o de qualquer outra firma. Nomonopólio, como não há bens substitutos próximos, os consumidores queabandonassem provavelmente escolheriam formas alternativas tão amplasde gastar a sua renda, que a demanda de qualquer outra firma não seriaafetada de maneira significativa. Em concorrência monopolística, aelasticidade-substituição é alta, se aumentar os preços, perderáconsumidores mas, dado que não há muitos bens substitutos e porque aspreferências dos consumidores estão razoavelmente divididas por igualentre os membros do grupo, provavelmente será pouco importante onumero de consumidores conquistados por qualquer empresa particular. Nocaso de bens de luxo ou da moda, é possível que a elasticidade cruzada sejanegligenciável, e as reações dos concorrentes sejam ignoradas, apesar dofato de que somente um reduzido numero de firmas esteja operando dentrodo grupo ou da industria. Em concorrência perfeita, monopólio econcorrência monopolística, a estrutura marginalista é adequada, visto quenão há reação dos concorrentes. Eles supõem que a elasticidade dademanda seja uma boa medida do grau de monopólio e que a produção vaiaté o ponto em que a elasticidade seja igual à razão do preço pela diferençado preço e custo marginal. Supõem ainda, que se emprega cada fator deprodução até o ponto em que seu produto marginal é igual ao salário ou,Rmg=Cmg. Para que essa analise seja aplicável, é necessário que osempresários:i.Façam alguma estimativa da elasticidade e da posição das curvas dedemandaii.Tentem igualar a receita e o custo marginal estimadoA maioria dos informantes da pesquisa foi vaga em relação à elasticidade eera uma ampla variedade de produtos, podendo ser questionável os valoresindicados. Muitos, talvez a maioria, não tentava estimar a elasticidade dademanda ou o custo marginal e os que faziam consideraram de poucaimportância a informação para a fixação dos preços, salvo em condiçõesmuito especiais.A política do “Custo Total”Empresas não têm informações perfeitas (demanda, reação dosconcorrentes e estrutura de custos). Os empresários pensam mais emlucros a longo prazo do que imediatos. A maioria dos empresáriosconsiderou que o preço baseado no custo médio total era o preço justo.Grande parte dos empresários explicou que eles realmente cobravam opreço de custo total, uns pouco admitiram que poderiam cobrar mais emperíodos de manda alta, e um numero ainda maior admitiu que poderiacobrar menos em época de demanda baixa. O efeito da concorrência foiinduzir as firmas a modificarem a margem de lucro que podia seracrescentada aos custos diretos e indiretos. Custo total: a firma toma porbase o custo direto (variável) médio, adiciona=se a ele uma porcentagempara cobrir os custos indiretos (custos fixos mais custos de vendas e, porvezes o custo de oportunidade) e, por fim, mais um percentual de lucro. Ocusto total não pode ser deduzido das condições técnicas e dos preços dosfatores: a empresa não é necessariamente de tamanho ótimo, despesasgerais variam de acordo com a política adotada, o acréscimo convencionalpara os lucros varia de firma para firma e são incluídos custos de vendas,que dependem da demanda.P = v + q’v +q’’vFatores para seguir a política do custo total:  i.Os produtores não conhecem suas curvas de demanda ou de receitamarginal ( não conhecem a preferência dos consumidores e amaioria dos produtores é oligopolistas e não sabe quais serão asreações dos concorrentes)ii.Embora os produtores desconheçam o que seus concorrentes fariamse reduzissem seus preços, temem que eles também o façam.iii.Se elevarem, temem que eles não os acompanhem ou que aumentemmuito poucoiv.Os preços não são reduzidos através de acordos efetivos ou tácitosentre os produtores devido à convicção de que a elasticidade dademanda para o grupo de produtores é insuficiente para servantajoso.v.Os preços não são aumentados através de acordos porque levaria aum enfraquecimento das firmas a longo prazo pela entrada denovos concorrentes.vi.As alterações no preço são freqüentemente muito dispendiosas e hápreços convencionais que os consumidores estão acostumados.Uma vez determinado preços pelo principio do custo total, há umatendência à rigidez no ponto I (df=Dp), pois não haverá muitos ganhos coma redução dos preços pois desencadeará guerra de preços.Dp: curva de demanda real da firma: é o conjunto de pontos que liga asquantidades reais vistas com a redução do preço. É o lócus de ligação dosdiferentes preços conforme altera-se a df.Df: expectativa de demanda das firmas. A df desloca-se para baixo e para aesquerda em decorrência de tentativas de redução de preço das váriasfirmas, efetuadas simultaneamente.Se a empresa quiser aumentar os preços para aumentar a receita, osdemais não aumentarão os preços e será a curva df (bastante elástica),acima do ponto I. acima do ponto I (↑P), espera que não haverá reação dosconcorrentes em preços, diminuindo a sua demanda. Abaixo do ponto I(↓P), há reação dos concorrentes em preços (↓P), diminuindo o possívelaumento de demanda. A forma marginalista não se aplica em estrutura deoligopólio. Várias firmas no mercado, com estrutura de custos diferentes, seequilibram toda no ponto I (mesmo preço).Df DpRmI  Os valores convencionais das margens sobre o CVM (custo variável médio)não são explicadas. A demanda tem um papel restritivo mas nãodeterminante da formação de preços. Antes a demanda era fundamental nadeterminação dos preços (Rmg=Cmg). Altas da demanda de curto prazo sãorespondidas pela firma com venda de estoque de produtos acabados e usodo excesso de capacidade instalada. Desaquecimento da demanda leva àadiantamento de investimento e manutenção dos preços, evitando guerrade preços. O principio do custo total não contempla bem os casos deliderança de uma firma na formação de preços.Estabilidade e Instabilidadei.Em casos de relativa estabilidade, cada firma adere até o pontoem que sua formula o permite. Quando os custos não diferemmuito dentro de uma industria, todas as firmas cobrarão preçossemelhantes e os consumidores serão distribuídos entre elas deacordo com os fatores que tornam o mercado impoerfeito. O preçopode ser fixado pela firma mais forte ou por um processo detentativa e erro com todas as firmas fazendo alguns ajustamentos.O mais próximo que podemos chegar de uma afirmação precisa éque o preço vigente nestas condições provavelmente seaproximará do custo total da firma representativa.ii.Os preços em uma industria se tornam instáveis assim que umdos concorrentes forme uma idéia de preço lucrativo que sejamuito diferente dos praticados no mercado ( pode ocorrer duranteuma recessão).Recapitulação:i.Uma grande parte dos empresários não tenta igualar a receitamarginal ao custo marginal, no sentido que os economistasafirmam ser o comportamento típicoii.Os mercados para os produtos manufaturados apresentamgeralmente um elemento de oligopólio. A maioria dosempresários, ao fixar preços, leva em consideração as prováveisreações tanto dos concorrentes diretos quanto dos potenciaisiii.Quando este elemento de oligopólio está presente, e em muitoscasos isso não ocorre, há uma forte tendência de os empresáriosfixarem seus preços diretamente ao nível do que consideremsendo como seu custo total.iv.Os preços assim fixados tendem a ser estáveis. Eles só serãomodificados nos casos de variações significativas nos salários ou
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