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A Venezuela Que Encontrei Dez Anos Após Minha Primeira Visita - BBC News Brasil

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  07/11/2018A Venezuela que encontrei dez anos após minha primeira visita - BBC News Brasilhttps://www.bbc.com/portuguese/internacional-460567371/22 A 2 novembro 2018 A Venezuela que encontrei dez anos após minha primeira visita Guillermo D. Olmo (@BBCgolmo)Correspondente de BBC News Mundo na Venezuela A Venezuela é outro país hoje. Me vejo repetindo isso várias vezes desde que, há três meses, cheguei a este lugar fascinante, dez anos depois da minha viagem anterior, em 2008.Eram outros tempos. E percebi assim que saí do avião.Lembrava dos terminais do aeroporto Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve à cidade deCaracas, como um local movimentado onde dezenas de taxistas e cambistas ávidos por moeda estrangeira assediavam o passageiro recém-desembarcado. A maioria desapareceu. GUILLERMO OLMO / BBC MUNDO  07/11/2018A Venezuela que encontrei dez anos após minha primeira visita - BBC News Brasilhttps://www.bbc.com/portuguese/internacional-460567372/22 Talvez também te interesse O que prevê para o Brasil professor de Oxford que enxergou força política deBolsonaro já em 2016Exército dos EUA participará de exercício militar inédito na Amazônia a convite doBrasilA descoberta por acaso que joga luz sobre o mistério da construção das pirâmides doEgitoSarcófago fechado há mais de 2 mil anos com múmia misteriosa no Egito intrigaarqueólogos Seu lugar é ocupado por grupos de crianças em busca de esmolas ou do descuido dospoucos viajantes que ainda chegam.Os policiais do terminal os espantam de vez em quando, ameaçando prendê-los, mas elesvoltam. O necrotério em região 'rica em petróleo' na Venezuela onde cadáveres explodempor falta de energia elétricaO que levou a Venezuela ao colapso econômico e à maior crise de sua história Em 2008, eu vim de Madri em um voo da Iberia lotado. Desta vez, viajei a partir de Miami emum da American Airlines, com mais assentos livres do que ocupados, como o novocorrespondente da BBC News Mundo.Quando cheguei à sala de coleta de bagagens, minhas malas já haviam dado várias voltasna esteira. A outrora movimentada cidade de Caracas parece, como seu aeroporto, definhar.Há muito menos tráfego e muitas lojas fechadas por toda a parte.  07/11/2018A Venezuela que encontrei dez anos após minha primeira visita - BBC News Brasilhttps://www.bbc.com/portuguese/internacional-460567373/22 Enquanto desvia com notável habilidade dos buracos no asfalto, meu motorista inicia umaconversa que vai se tornar familiar para mim. E dolorosa: Essa 'coisa' está quebrada, irmão .Ele, um pai com mais de 50 anos de idade, decidiu ficar. O que eu vou fazer em outrolugar? , pergunta.Eu não sei o que responder a ele.Muitos venezuelanos mais jovens do que ele já saíram, ou pretendem sair, de um país que,de acordo com relatórios de instituições financeiras internacionais, vive uma das piores criseseconômicas da história.O governo nega um êxodo que pôs países vizinhos como a Colômbia e o Brasil em alerta.Diz que tudo é inventado em uma campanha midiática contra ele.Eu, que não fiz um estudo estatístico em profundidade, só posso atestar que em minhasvárias passagens pelos serviços de imigração, sempre fui o único estrangeiro na fila.Por outro lado, venezuelanos em busca de um passaporte válido para poder deixar o país seaglomeram na rua desde a madrugada. GUILLERMO OLMO / BBC MUNDO  07/11/2018A Venezuela que encontrei dez anos após minha primeira visita - BBC News Brasilhttps://www.bbc.com/portuguese/internacional-460567374/22 Eles buscam um futuro lá fora, como os amigos que visitei em 2008. Um vive agora noPanamá, outro na Alemanha. Espalhados pelo mundo, como tantos venezuelanos.Não é fácil conseguir a documentação.Na verdade, há poucas coisas fáceis na Venezuela. Ao percorrer Altamira, um bairro endinheirado e tradicional feudo da oposição, mesurpreende ver gente com roupas grandes demais no corpo.É como se faltassem buracos nos cintos que seguram suas calças.Me explicam que detalhes como esse refletem a deterioração na alimentação de uma classemédia flagelada. Velhos problemas Há também coisas que não mudaram. Em algumas, a Venezuela não difere muito de paísesdo entorno. Como é o caso da insegurança.Considerada durante anos a cidade com a maior taxa de homicídios do mundo, Caracascontinua sendo um lugar perigoso.Quase todas as casas noturnas onde eu bebi e dancei dez anos atrás já fecharam. GUILLERMO OLMO / BBC MUNDO
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