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A violência histórica e atual contra a mulher no país

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Levantamento sobre a violência histórica e atual contra a mulher no país.
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   A violência histórica e atual contra a mulher no país  Foto: Marcello Casal Jr./ABr 14/02/2013    Pedro Carranode Curitiba (PR O caso de estupro sofrido por uma trabalhadora de enfermagem, quando trêshomens invadiram sua residência e a violentaram, sob mando do ex-marido, chocou a opinião pública paranaense A mídia deu amplo destaque ao fato, ocorrido em novembro de ! #!, mas divulgado apenas agora O caso deixou exposta a falta de condi$%es de denúncia para crimes como este A enfermeira não conseguiu fa&er a denúncia na 'elegacia da (ulher, tendo uma resposta apenas na 'elegacia de )urtos e *oubos Antes disso ainda teve que passar por um distrito policial localO caso abre o debate para uma s+rie de dados sistemati&ados sobre o grande número de casos de violência de gênero e violência sexual contra a mulher Oestado do aran + o terceiro estado do país com maior incidência de atos de  violência .ão /,0 homicídios a cada # mil mulheres O estado do 1spírito .anto, com taxa de 2,3 homicídios em cada # mil mulheres, mais que duplica a m+dia nacional e quase quadruplica a taxa do iauí, o estado que apresenta o menor índice do país Os dados fa&em parte do (apa da  4iolência contra a (ulher, levantado pelo 5nstituto .angari   Ainda assim, o debate + marcado pela parcialidade e sensacionalismo miditico 6uando, na dire$ão oposta, especialistas na questão de gênero e luta das mulheres apontam que a opressão histórica e a cultura patriarcal arraigadas na sociedade fa&em do continente latino-americano local de inúmeras viola$%es 7eliana 7emet+rio dos .antos, integrante da *ede de (ulheres 8egras 9*: defende que, de modo geral, no caso brasileiro, não + possível descartar os elementos culturais e históricos para anlise de tal situa$ão Acredita que a violência dom+stica e o machismo partem de uma educa$ão que não condena tais prticas ;< uma tradi$ão em nossa cultura, na qual bater na mulher nunca foi vergonhoso O 1stado brasileiro anda de mãos dadas com esta concep$ão=, denuncia A violência, de acordo com a militante, tamb+m + elevada entre a popula$ão feminina negra ;7ouve aumento da violência no caso da mulher negra> 8ão 8a realidade, nós sempre estivemos no topo das estatísticas .empre as mais violentadas dentro e fora de casa, numa situa$ão histórica e permanente=, denunciaOs números comprovam uma realidade violenta, não desvelada por completo Os casos conhecidos como ;femicídio=, de acordo com informa$%es do 5nstituto .angari, não são devidamente registrados Ou estãoencobertos sob a forma de outras ocorrências O femicídio ;+ um termo político que caracteri&a o homicídio de mulheres pelo fato de serem mulheres, baseado numa discrimina$ão de gênero, em meio a formas de domina$ão, exercício de poder e controle sobre elas=, explica ?ac@eline )lorêncio, secretria executiva da lataforma 'hesca rasil e integrante do coletivo das romotoras Begais opulares de Curitiba ;O femicídio tem sido subnotificado 8ão são anotadas devidamente as circunstDncias da morte  violenta da mulher quando essa se d no Dmbito das rela$%es de homens e mulheres sob a perspectiva de gênero 7oEe não podemos fa&er uma estimativa de quantos femicídios são cometidos contra as mulheres=, reconhece texto de (aria Am+lia Feles, em uma publica$ão das romotoras Begais opulares de .ão aulo  Números Taxas de homicídio de mulheres (em 100 mil) porunidade federativa   A realidade nacional, comparada a outros países, tamb+m + preocupante O (apa da 4iolência contra a (ulher, elaborado pelo 5nstituto .angari, apontaque o rasil + o s+timo país no mundo em número de homicídios de mulheres 1ntre #2G e ! # , foram assassinadas 2! mil mulheres no rasil, sendo que quase metade dos assassinatos 93#H: ocorreu na sua residência 'e acordo ainda com o 5nstituto .angari, de #22I a ! I, 3#J0! mulheres morreram vítimas de homicídios;O 1stado brasileiro tem sido ineficiente no dever de devida diligência e na aplica$ão de políticas e medidas destinadas a prevenir, punir e erradicar essetipo de violência=, critica ?ac@eline )lorêncio1specialistas no tema criticam a constru$ão social que destina a mulher ao Dmbito do espa$o privado, ao passo que o espa$o público seria uma constru$ão destinada aos homens 1ntre os homens, só #3,IH homicídios aconteceram na residência ou habita$ão ? entre as mulheres, essa propor$ão eleva-se para 3 H, de acordo com o mesmo (apa de 4iolência;A violência est de mãos dadas com o poder patriarcal, com a educa$ão machista O racismo e a violência contra a mulher são estruturantes recisamos de forma$ão para termos as respostas de fato que precisamos=, comenta 7eliana1m #223, na cidade de el+m do ar, foi firmada a Conven$ão 5nteramericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher, conhecida como Conven$ão de el+m do ar O princípio da conven$ão definia que a violência contra a mulher se dava como qualquer a$ão ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico K mulher, tanto no Dmbito público como no privado  Anos antes, em #2I2, a Conven$ão sobre 1limina$ão de toda forma de discrimina$ão contra a (ulher 9CedaL: da O8M, + um dos primeiros marcosde condena$ão a estas prticas1ssas medidas responderam, K +poca, pelas reivindica$%es dos movimentos de mulheres *esponderam, de outro lado, pela pressão de organismos como o anco (undial, que enxerga a inser$ão das mulheres com maior  velocidade no mundo do trabalho uma condi$ão de lucratividade na ótica neoliberal ;7ouve uma luta muito intensa do movimento feminista e de mulheres das Am+ricas para caracteri&ar e definir formalmente a violência numa região 9principalmente a Am+rica Batina: tão encharcada pelo sangue feminino=, descreve ?ac@eline )lorêncio8a Am+rica Batina, a situa$ão est presente em vrios países .egundo o (apa da 4iolência ! #!, o rasil, s+timo país com maior incidência de homicídios, perde apenas países como 1l .alvador, Frinidad e Fobago, Nuatemala, Colmbia e eli&e ;8a Colmbia, paramilitares, guerrilha e ex+rcito otimi&am estupros como arma de guerra, no saque Ks
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