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A Virgem Maria Ensaio De História Do Dogma - Giovanni Miegge

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Esta obra foi impressa por BRUSCO & CIA., R. Luiz Gama, 764 para a EDITORA LIVRARIA EVANGÉLICA PRESBITERIANA LTDA. em Agosto de 1962 Esta obra foi impressa por BRUSCO & CIA., R. Luiz Gama, 764 para a EDITORA LIVRARIA EVANGÉLICA PRESBITERIANA LTDA. em Agosto de 1962 A VIRGEM MARIA Ensaio de História do Dogma CASA EDITORA PRESBITERIANA Rua Helvétia, 732 - Conj. 2 Fone 51-9595 — São Paulo 1962 Traduzido do original italiano, “La Vergine Maria, sagglo di storia dei dogma”, Editora Claudiana Torre Pellice, 1959 — 2ª edição GIOVANNI MIEGGE A VIRGEM MARIA Ensaio de História do Dogma Tradução de ALFREDO BORGES TEIXEIRA 1ª Edição GIOVANNI MI EGGE Falecido em 1961 Professor de História Eclesiástica na FACULDADE DE TEOLOCIA DA IGREJA VALDENSE ROMA ALFREDO BORGES TEIXEIRA Professor na Faculdade de Teologia da IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DO BRASIL Sumário Prefácio do Tradutor ..................................................................................................................... 7 Introdução: O Problema ............................................................................................................ 12 Maria no Evangelho..................................................................................................................... 21 A Sempre Virgem.......................................................................................................................... 33 A Mãe de Deus ............................................................................................................................... 51 A Rainha do Céu............................................................................................................................ 66 A Assunta ......................................................................................................................................... 81 A Imaculada.................................................................................................................................. 103 A Mãe Misericordiosa ............................................................................................................... 130 A Corredentora ............................................................................................................................ 154 Conclusão: Maria no Dogma e na Piedade....................................................................... 177 Apêndice I...................................................................................................................................... 191 Apêndice II.................................................................................................................................... 212 O Autor............................................................................................................................................ 220 Prefácio do Tradutor O autor deste livro apresenta-se com a alta responsabilidade de professor na Faculdade de Teologia da Igreja Valdense, em Roma. O seu objetivo é examinar o desenvolvimento histórico do culto e doutrina da Igreja Católica Romana sobre a Virgem Maria, através dos séculos. Para esse fim ele se utilizou, escrupulosamente, de todas as fontes de informação necessárias e seguras, tais como a Patrística e os teólogos católicos medievais e modernos incluindo papas. Cita- os e faz rigorosa bibliografia ao pé das páginas. Revela no seu estudo um espírito não só livre de qualquer sectarismo anticristão, mas também irênico e capaz de ver a piedade cristã, mesmo quando envolvida em gravíssimos erros e práticas antibíblicas. Com tal espírito e tal método fez uma obra de cunho nitidamente cientifico que, além de merecer respeito, é capaz de prestar relevantes serviços, no crucial problema focalizado pelos últimos desenvolvimentos da religiosidade mariana. Sobre o autor e a importância do seu assunto vale a pena citar a opinião autorizada do Dr. John A. Mackay, escrita no prefácio da tradução inglesa deste livro. Ei-la: “O livro do Professor Miegge é um estudo erudito e penetrante sobre o caso mariano. Com fina perspectiva histórica e verdadeiro equilíbrio teológico, e sem sombra de intolerância, o autor expõe o que tem acontecido na Igreja Católica a respeito da dignidade e funções da Virgem Maria. Ele focaliza, com grande agudeza, a importância desse desenvolvimento sobre a significação única e permanente de Jesus Cristo na fé que Ele fundou e sobre a relevância de Cristo para o homem e a civilização no mundo da atualidade. Há alguns anos foi publicado na imprensa de uma capital latino- americana, um discurso de um cardeal católico-romano. O eminente prelado recordou este sonho. Ele sonhou que estava na cidade celestial. Ouviu-se bater na porta. Foi comunicado a Deus que um pecador da Terra estava pedindo entrada. “Cumpriu ele as condições?”, foi perguntado. A resposta foi: Não. Então não pode entrar, foi o veredicto. Nesse ponto a Virgem Maria que estava sentada à direita do seu Filho, falou: “Se esta alma não entrar eu me ponho fora.” A porta abriu-se e o pecador entrou. Esta visão noturna do hierarca romano é uma perfeita parábola da nova posição e poder da Virgem a respeito do pecado e redenção dos homens. Coroada Rainha do Céu pela Santa Trindade, como ela aparece no altar da Virgem de Fátima, a compaixão de Maria é sem limites. No exercício da compaixão ela não faz perguntas nem impõe condições. Ela que no famoso quadro de Miguel Ângelo, sobre o fim do mundo, aparece com o rosto solícito ao lado do Juiz, seu Filho, procurando restringir a sua mão, exerce agora uma autoridade que a Trindade aceita. Como pura humanidade beatificada, miraculosamente erguida ao remo do sobrenatural, investida com autoridade e poder sobrenaturais, a Virgem torna-se o complemento da Trindade, e incorporação de uma misericórdia que não tem relação com a justiça.” Mostra o prof. Miegge que a Igreja Católica pôs de lado o método de basear doutrinas nas Escrituras Sagradas e na Tradição, substituindo-o pela autoridade docente do Magistério vivo, centralizada no papa infalível. Por isso pode facilmente definir como verdades reveladas as doutrinas da Imaculada Conceição de Maria e sua Assunção ao céu em corpo e alma, doutrinas que não têm o mínimo fundamento nas Escrituras nem na Tradição. Armada com esse novo instrumento, fácil de manejar, está a Igreja habilitada a dogmatizar sobre qualquer doutrina que seja apoiada pelo consenso geral dos fiéis, embora ela seja inteiramente estranha às Escrituras e à crença da Igreja primitiva. É assim que, após os arrojados decretos referidos, já está em franca elaboração outro sobre assunto muito mais grave. Trata-se da doutrina de Maria corredentora, que consiste em atribuir-lhe parte na obra expiatória de Cristo. Já é crença geralmente aceita pelas autoridades da Igreja que os sofrimentos morais de Maria, ao contemplar junto à cruz, a morte de seu Filho, fizeram parte da obra redentora que ali se realizou. A humanidade compõe-se de homem e mulher e sem os sofrimentos vicários de uma mulher, juntamente com os do Homem-Deus, a expiação dos pecados humanos ficaria incompleta. Pois é uma heresia desse porte que, baseada em tão frágil argumento, está em vias de ser definida como dogma. O ímpeto de glorificar Maria não tem limites. Além de associar Maria com Cristo na aquisição do tesouro da Redenção, a Igreja a coloca ao seu lado na distribuição desse tesouro. Ela é mediadora das graças da salvação do mesmo modo que Cristo. Sem dúvida, Cristo é o mediador principal porque só Ele o é com méritos divinos, mas Maria, embora só tendo méritos de côngruo, como humana que é, ajunta a eles o direito de ser Mãe do Salvador de modo que a sua mediação oferece toda a garantia de atendimento. Ela pede ao Filho e o Filho ao Pai e é certo que o Pai nada pode negar ao Filho como o Filho nada negará à Mãe. Além de eficaz, a mediação de Maria é inculcada como merecedora de mais confiança do que a de Cristo. Ela é puramente humana, amorosa e cheia de misericórdia, como mulher que é, ao passo que Cristo, além de homem é também Deus, além de Salvador é também Juiz e esses fatos o colocam distante do homem pecador que teme aproximar-se da sua augusta majestade. Assim, embora reconhecendo que a mediação de Maria depende da de Cristo, a dela é para o católico a que tem valor prático. Em consequência disso, desvia-se de Cristo para Maria o amor que Cristo tem direito por parte daqueles a quem Ele salvou. A mediação de Maria, sendo a mais acessível e ela amável e cheia de coração, ganha naturalmente o coração dos que por ela são amados e beneficiados. Por isso acontece que ela é amada sem receios, fervorosamente e às vezes com fanatismo, ao passo que Jesus é tratado com frieza, se não esquecido. Reconhecem as autoridades da Igreja que a distância em que os pecadores se julgam de Cristo resultou não só na diminuição do amor para com Ele, mas também na perda da fé católica e no consequente divórcio entre a Igreja e as massas populares. Para obviar essa situação desabonadora e aflitiva é que apresentam com ênfase a figura da Virgem cuja mediação altamente simpática e digna de confiança poderá ganhar de novo as massas para a fé em Cristo e fazer o seu retorno ao seio da Igreja. Felizmente a Igreja reconhece que o afastamento em que o povo se acha dela, provém de estar ele afastado de Cristo e espera que, com a volta a Cristo, voltará também para o seu seio materno. O meio, porém, pelo qual procura chamar as almas a Cristo é inteiramente contraproducente. Maria não é o cristianismo; pregar Maria é continuar a deixar o povo sem Cristo. O único meio de converter os pecadores é pregar-lhes o evangelho, como o próprio Cristo determinou. Assim como ninguém vai a Deus senão por Cristo, também ninguém vai a Cristo senão pela pregação da Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo. O que a Igreja Católica precisa fazer, diz o professor Miegge, não é conduzir o povo a Maria mas retornar, ela mesma, de Maria para Cristo. “A continuar o catolicismo no caminho em que vai, o cristianismo, no seu seio, cederá o lugar a uma religião diferente.” Não há, por certo, esperança que a Igreja Católica venha a modificar a sua doutrinação dogmática sobre a Virgem Maria. Mesmo que, em alguns setores do seu imenso corpo, fossem reconhecidos os seus erros, impossível seria que isso fosse aceito pelo todo. Todavia, mesmo sem essa Capitis diminutio, poderia ela reduzir, pouco a pouco, o seu culto excessivo e idolátrico, às proporções naturais da justa veneração que merece a mãe de Jesus. Seria a sua volta de Maria para Cristo, como indica o prof. Miegge, a qual evitaria que o cristianismo venha a converter-se em marianismo. E disso há bons sinais. O primeiro é a volta da Igreja à Bíblia. O volume sagrado que esteve tão esquecido dela como Cristo está das massas, e até desaconselhado a estas, voltou a ser inculcado a todos, vulgarizado em cruzadas e estudado diligentemente pelas elites. Esse movimento que deve vir do Espírito Santo é suficiente para dar vida ao campo de ossos secos da visão de Ezequiel. Outro bom sinal é o interesse que se manifesta no seio da Igreja para mostrar ao mundo dos operários, por exemplos pessoais, o amor que Cristo lhes tem. Em França houve o caso de frades se fazerem operários para poder ganhá-los à fé e o mesmo esforço está sendo planejado no Brasil. Num Congresso da Juventude Operária Católica (JOC) há pouco reunido em Santo André, São Paulo, foi discutida com muito interesse a ideia da preparação de operários para evangelizarem os seus companheiros. Tendo o papa proibido o movimento dos frades operários franceses, propôs a JOC brasileira a formação de operários evangelistas para fazerem o que o clero está impedido de fazer. Reconheceu o conclave jocista que a apresentação burguesa e suntuosa da Igreja, que a equipara, aos olhos do proletariado, aos seus patrões opressores, separou-a deles e acham que a volta ao espírito humilde e serviçal do divino Carpinteiro de Nazaré, é o único meio de contornar a situação. Esses fatos e semelhantes, revelam que, subjugada pelo rígido oficialismo secularizado da Igreja Católica, há no seu seio uma vida cristã real que procura expandir-se. É difícil mas não impossível que esses movimentos vitais se multipliquem de tal modo que levem o catolicismo a fazer o necessário retorno de Maria para Cristo, indicado neste livro. É de esperar, pois, que a excelente obra do prof. Miegge, que a Casa Editora Presbiteriana teve a feliz ideia de publicar em português, contribua largamente para a promoção daquele Santo desiderato, no Brasil e em Portugal. Introdução: O Problema A Virgem Maria ocupa atualmente na piedade e no pensamento católico, um lugar cuja importância é difícil de exagerar. Este asserto dispensa demonstração. As manifestações espetaculares da piedade mariana, os congressos marianos, a consagração de nações inteiras a Maria, as peregrinações de Maria são do conhecimento de todos. Menos notado, mas igualmente importante, é a elaboração doutrinária, o estudo histórico e teológico que floresce, em qualidade e quantidade, numa escala raramente atingida nos séculos precedentes. Uma grande obra de propaganda, destinada a divulgar entre os leigos a consciência e o amor de Maria, é servida por casas publicadoras especializadas em todas as artes da moderna publicidade e por outros meios de divulgação tais como o rádio e o cinema. A consciência e importância deste esforço é clara nos seus promotores. O catolicismo dos nossos dias sente-se estar vivendo uma época em que a devoção a Maria não cede lugar a nenhuma outra, nem mesmo a grande mariologia dos séculos doze e treze1 . O século vinte apresenta, além disso, uma superioridade doutrinal sobre a idade de ouro da devoção a Maria. Por um lado, a teologia mariana, mediante um século de trabalho, atingiu a firmeza e consciência de si que não atingiu nem mesmo Santo Anselmo, São Boaventura e São Bernardo, os grandes marianos da Idade Média. Por outro lado, o desejo de fazer o leigo cônscio de Maria nunca foi servido por meios tão poderosos e por tão firme decisão. Qual é a significação desse importante florescer do marianismo? É evidente que ele se relaciona com o esforço que a Igreja está fazendo em nossos dias para recuperar as massas. A pregação mariana presta-se particularmente a isso, com seu apelo a sentimentos simples e elementares. Maria em seu caráter de mulher virgem e mãe acumula em si as mais poderosas e universais emoções: a veneração submissa e nostálgica da criança sonolenta 1 “Nosso século gloria-se com bom direito de ser o século de Maria”. E. Neuber. Marie dans le dogme, Edition Spes. Paris, 1933. Tradução italiana, Maria nel Dogma. Pia Societá di S. Paulo, Alba, 1944. que há sempre em nós, desejosa de carinho e proteção; e também a atração tanto mais violenta quanto mais sublimada e reprimida, a que o homem está sujeito na presença do eterno feminino. Neste símbolo fascinante reúnem-se os mais típicos valores cristãos: bondade, compaixão e a misericórdia que redime e perdoa. Na pregação mariana estes valores se recomendam, usando como veículo do seu apelo um símbolo de tremendo poder psicológico. Acontecerá porventura que o culto da Virgem Maria seja o meio, o canal da graça pelo qual os eternos valores cristãos voltarão a ser acessíveis às massas barbarizadas e simples, incapazes de pensar mas capazes ainda de intenso sentimento? Será Maria verdadeiramente mediatrix, em um histórico e psicológico sentido, do Cristianismo do século da grande apostasia? Essa é a ideia que tem sido conscientemente expressa pelos mais sérios pensadores que promovem a piedade mariana. A nova era será a era triunfal de Maria e esse triunfo trará consigo o triunfo de Cristo e da Igreja. Assim profetizou o padre francês Chaminade em 1838, em uma carta a Gregório XVI. Em 1927 o padre Doncoeur fez eco a isso: “A presente geração crescida e nutrida pelos dogmas e a eucaristia realizará grandes feitos. Resta ainda a façanha da descoberta da Madona”2 . Seria talvez um erro limitar-nos a essa perspectiva de propaganda, ou, para sermos mais respeitosos, perspectiva missionária. O presente desenvolvimento da mariologia não deve ser interpretado somente como um recurso consciente e voluntário do mais poderoso instrumento de difusão doutrinal. Ele tem mais profundas raízes que não podem ser conhecidas sem penetração dos mais íntimos recessos da fé católica. Num livro de profunda piedade, escrito para a mocidade e para seminaristas em particular, Romualdo M. Giovanni Evangelista lamenta que a mocidade católica e mesmo seminaristas permaneçam impregnados do espírito “humanista e naturalista” do mundo de cultura leiga, do qual nem mesmo o estudo do dogma e a prática da eucaristia, conseguem libertá-los. Ele afirma, e essa é a tese do livro, que um estudo sistemático de Maria, que comece com a escola secundária e estudos 2 Neubert, Maria nel Dogma, p. 6. superiores e estenda-se através dos seminários, é o meio mais adequado para a “formação sobrenatural” dos seminaristas na preparação para a teologia e a vida teológica no pastorado e na obra missionária. “Por Maria se vai a Jesus; sim, mas só por Maria total se chega a Jesus total, pessoalmente e na sociedade; por meio da Mãe se vai ao Filho, por meio da teologia de Maria à de Deus, no pensamento e na vida.” Per Mariam ad Iesum et per Iesum ad Patrem! Tal é o caminho que a piedade católica segue sempre mais consciente e seguramente. A mediação de Maria não é uma proposição teológica abstrata. É uma experiência vivida, um método de educação, um caminho que tem sido experimentado e cujas incomparáveis belezas têm sido celebradas com entusiasmo ardoroso3 . Ora tudo isso não é de fato natural nem indiscutível. Ninguém que pensa sobre a extrema gravidade da hora presente e a eterna verdade do Evangelho, pode duvidar por um momento, que o renascimento da fé cristã deve, não só ser desejado, mas é a única esperança da nossa época se não quisermos cair no caos. Mas que esse renascimento deva necessariamente provir de uma mediação mariana psicológica e pietística, missionária e teológica, não é de modo algum evidente. A mesma insistência com que os promotores do culto mariano enfatizam essa necessária mediação, mostra que a ideia é reconhecida pelo próprio catolicismo como uma novidade paradoxal, em pouca conformidade com as tradições constantes e estabelecidas do cristianismo. Na verdade, não há intrínseca evidência por que o Evangelho, o Evangelho eterno de Cristo Jesus, o Jesus de Nazaré, profeta e mestre incomparável, o Jesus da crucificação, do Gólgota e da Ressurreição, não possa dirigir-se diretamente a uma geração confusa, desorientada e ansiosa como a nossa, sem usar a mediação psicológica e teológica da piedade mariana. O fato que essa mediação seja julgada necessária, desejada, invocada e pregada, com uma convicção que ninguém pode por em dúvida, com um calor que 3 Sac. Romualdo M. Giovanni Evangelista, dela Pia Societá di S. Paulo: Lo studio orgânico e metódico di Maria Santissima in Ginasio Liceo e Teologia, per la formazione Soprannaturale del Seminarista. Alba, 1944. traz em si os melhores sinais da sinceridade, esse mesmo fato constitui um problema para as mentes pensadoras de nosso tempo. De que modo a consciência católica chegou a esse extremo? Perdeu o evangelho a tal ponto a sua evidência intrínseca; perdeu ele o seu poder de renovação e convicção de modo que deve ser recuperado e pregado de novo mediante a piedade mariana e o pensamento mariano? Por que fatalidade histórica e espiritual tornou-se Maria a medianeira indispensável de Jesus? O problema que esta pergunta levanta é de notável interesse. Trata-se não só do mais importante dos aspectos da piedade daquela igreja, que por suas organizações religiosas, culturais e políticas, aspira visivelmente o controle espiritual do mundo, ou pelo menos da cristandade; mais ainda, o desenvolvimento da piedade mariana, quer do ponto de vista da história das reli
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