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A VISÃO DO ALUNO DO CURSO DE PEDAGOGIA SOBRE A INSERÇÃO NA DOCÊNCIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

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Esta pesquisa se insere no contexto da contribuição da formação inicial paraa atividade de docência e apresenta o objetivo de investigar a visão do aluno do cursode Pedagogia sobre sua formação e inserção na docência para ensinar Matemáticanas séries iniciais do Ensino Fundamental. Realizou-se levantamento histórico decomo os cursos de formação para a docência foram sendo organizados, incluindoaspectos de legislação que interferiram nessa trajetória, utilizando-se contribuiçõesteóricas de Tanuri (2000), Romanelli (1978), Saviani (2006), Scheibe (2003), Aguiar etal (2006). Considerando-se trabalhos de Gauthier (1998), Shulman (1986), Tardif(2008), Imbernón (2004) e Marcelo & Vaillant (2009), foram empreendidos estudosacerca da formação de professores para compreender o momento atual da área. Osdados foram coletados junto ao curso de Pedagogia de uma universidadeconfessional da cidade de São Paulo. Aplicou-se questionário e organizou-se umgrupo de discussão com os alunos concluintes. Constatou-se que, embora haja ummovimento de mudança em direção às recentes propostas na área de Educação, avisão do aluno concluinte sobre sua inserção na docência para atuar com Matemáticaé negativa e pessimista
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  • 1. 1 A VISÃO DO ALUNO DO CURSO DE PEDAGOGIA SOBRE A INSERÇÃO NA DOCÊNCIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS Lacerda, Sara Miranda- Faculdade Sumaré saraml@uol.com.br Passos, Laurizete Ferragut Passos - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo laurizet@terra.com.br Resumo Esta pesquisa se insere no contexto da contribuição da formação inicial para a atividade de docência e apresenta o objetivo de investigar a visão do aluno do curso de Pedagogia sobre sua formação e inserção na docência para ensinar Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Realizou-se levantamento histórico de como os cursos de formação para a docência foram sendo organizados, incluindo aspectos de legislação que interferiram nessa trajetória, utilizando-se contribuições teóricas de Tanuri (2000), Romanelli (1978), Saviani (2006), Scheibe (2003), Aguiar et al (2006). Considerando-se trabalhos de Gauthier (1998), Shulman (1986), Tardif (2008), Imbernón (2004) e Marcelo & Vaillant (2009), foram empreendidos estudos acerca da formação de professores para compreender o momento atual da área. Os dados foram coletados junto ao curso de Pedagogia de uma universidade confessional da cidade de São Paulo. Aplicou-se questionário e organizou-se um grupo de discussão com os alunos concluintes. Constatou-se que, embora haja um movimento de mudança em direção às recentes propostas na área de Educação, a visão do aluno concluinte sobre sua inserção na docência para atuar com Matemática é negativa e pessimista. Palavras-chave: Ensino de Matemática; Ensino Fundamental; Inserção na docência. Introdução
  • 2. 2 Este trabalho apresenta parte dos resultados de uma investigação cujo tema se insere no contexto dos desempenhos e das tarefas exigidos do professor de educação básica no que se refere ao conhecimento matemático e o processo de formação desse profissional para que possa desempenhar essa tarefa. A pesquisa partiu do princípio de que a formação inicial exerce grande influência no desempenho da prática profissional, especialmente nos anos iniciais da docência. (IMBERNÓN, 2004; LUDKE, 1994; SERRAZINA e OLIVEIRA, 2000). Em projeto desenvolvido em Lisboa por Serrazina e Oliveira (2000) junto a uma escola de primeiro ciclo, as autoras identificaram as principais questões que se colocam aos professores em início de carreira e ponderaram, na discussão final, que a formação inicial exerce grande influência no modo como as professoras recém- formadas lidam com algumas questões, dentre elas o ensino de Matemática. Para as pesquisadoras, é durante a formação inicial que o estudante adquire as bases sobre as quais vai desenvolver sua prática. A partir de formulações científicas, científico- didáticas e pedagógicas o profissional define o quê ensinar, como ensinar e a quem ensinar. Objetivos Neste contexto, a investigação empreendida almeja analisar o quê o aluno concluinte do curso de Pedagogia pensa acerca de sua formação e qual sua visão sobre a inserção na docência em Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Os dados foram coletados junto a estudantes do último ano do curso de Pedagogia de uma reconhecida instituição universitária da cidade de São Paulo-Brasil. A investigação empreendida também buscou analisar como está organizado o curso de Pedagogia, qual é o foco em relação ao conhecimento matemático e de que forma a estrutura oferecida pela universidade interfere na formação do aluno Para empreender este estudo, identificou-se inicialmente, quem é o aluno do curso de Pedagogia e quais suas expectativas em relação ao curso. Também foram analisadas as atividades acadêmicas mais importantes do curso e a contribuição do Estágio para a atuação nas séries iniciais com a disciplina Matemática, segundo os alunos. Para o presente texto serão privilegiados os aspectos que se referem à formação inicial do aluno para ensinar Matemática nos anos iniciais do Ensino
  • 3. 3 Fundamental tendo em vista as condições para a sua atuação profissional, bem como a análise do papel das disciplinas com enfoque na Matemática, na visão dos alunos concluintes que já se encontram em atuação profissional. As informações decorrentes desta investigação podem trazer subsídios para novos estudos e ações no sentido de entender o papel das disciplinas que enfocam a Matemática nos cursos de Pedagogia e, com isso, aprimorar os cursos de formação de professores. Referencial teórico Na busca de resposta para o que se propõe nesta pesquisa, inicialmente realizou-se um estudo da história da formação do professor das séries iniciais e da implantação do curso de Pedagogia no Brasil, as leis de diretrizes e bases da educação nacional e o contexto em que foram elaboradas e implantadas, dando maior ênfase para a LDBEN 9394/96 e para as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Pedagogia decorrentes dessa lei, tomando-se por base os trabalhos de Tanuri (2000), Romanelli (1978), Saviani (2006), Scheibe (2003), Aguiar et al (2006) e Curi (2005). A compreensão do contexto em que se situa o curso de Pedagogia hoje possibilitou uma visão mais ampla da perspectiva da formação de professores atualmente. Foram analisadas algumas concepções de formação de professores e, em especial, da formação de professores que ensinam Matemática na perspectiva dos saberes docentes. Nesse sentido, desenvolveu-se estudos acerca dos trabalhos de Shulman (1986), Gauthier (1998), Imbernón (2004),. Tardif (2008) e Marcelo (2009) Os documentos mais atuais para o ensino de Matemática apoiam-se nesses autores. Conhecer essa perspectiva acerca dos saberes docentes possibilitou compreender como está estruturada a formação docente no panorama atual e entender melhor os movimentos mais recentes para o ensino da Matemática. A formação profissional docente é influenciada pelas marcas, sentimentos negativos, bloqueios e pelas representações em relação a um modelo de aula de Matemática com concepções ultrapassadas do processo de aprendizagem dessa disciplina. Em relação à formação de professores para o ensino de Matemática, foram considerados os estudos de Curi (2005), Nacarato et al ( 2009) e Skovsmose (2001). Esses autores consideram que a Educação Matemática apresenta uma natureza
  • 4. 4 crítica e que os conteúdos devem ser ensinados de forma a possibilitar a participação política e a emancipação social e cultural. Essa parte da pesquisa bibliográfica permitiu que se estabelecesse um cenário da formação de professores das séries iniciais no Brasil e o ensino de Matemática e foi primordial para a compreensão do estudo que se empreendeu em seguida acerca da trajetória do curso de Pedagogia em questão e do processo de elaboração e implantação do Projeto Pedagógico desse curso, em função das novas Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Metodologia No processo de coleta dos dados, empreendeu-se estudo dos materiais recolhidos na pesquisa de campo à luz da literatura estudada. Isto permitiu o exame mais claro dos tópicos que se pretendia estudar a partir dessa investigação. A abordagem escolhida foi a de pesquisa qualitativa porque ela proporciona a observação e a análise de variadas manifestações sobre o objeto pesquisado. Flick (2004) considera que a pesquisa qualitativa é adequada para investigação de casos concretos, uma vez que permite a observação e coleta de dados nos aspectos temporais e de localidade. A coleta de dados foi realizada no curso de Pedagogia de uma universidade confessional de São Paulo utilizando-se questionários, grupo de discussão e entrevistas. O questionário continha questões acerca do perfil do aluno, dados familiares, dados de condição de vida, dados sobre atividades acadêmico-científicas, atividades de estágio, visão da disciplina, e foi aplicado em setembro de 2010 aos concluintes em dezembro daquele ano. A opção pelo questionário se deve ao fato de que esse instrumento permitiu coletar, para essa parte da pesquisa, os dados de todos os alunos concluintes presentes na data da aplicação do mesmo. Foi aplicado às duas turmas, uma do curso diurno, com 19 alunos, e outra do curso noturno, com 27 alunos. Para completar esses dados e aprofundar temas como a visão do aluno sobre a disciplina de Matemática e sobre sua formação para ser professor que ensina Matemática nos anos iniciais e o papel das atividades acadêmico-científicas desenvolvidas durante o curso nessa formação, foi realizado um grupo de discussão com alunos do curso noturno de PedagogiaO critério de escolha foi aleatório e o
  • 5. 5 convite foi feito durante a aplicação do questionário no curso noturno e novamente na data da aplicação desse instrumento. O grupo de discussão é uma técnica de pesquisa que consiste em conduzir a discussão de aspectos relacionados a um determinado tema com a participação de pessoas que compartilham uma experiência em comum, para coletar informações por meio dos conceitos, impressões e concepções dos participantes (GATTI, 2009 b). Desenvolvimento Pela análise dos dados obtidos no questionário, observou-se que o perfil dos estudantes da instituição pesquisada aproxima-se, em parte, dos dados levantados nos estudos efetuados por Gatti e Barreto (2009) sobre professores e que apontam que os estudantes do curso de Pedagogia são provenientes dos estratos médios da população. No grupo de alunos da instituição pesquisada, 76% dos alunos trabalham atualmente, sendo que quase metade deles (47,7%) leciona. Algumas perguntas, no questionário, e, também, as participações no grupo de discussão, permitiram identificar os alunos que já estão atuando em sala de aula, seja como professor regente, seja como auxiliar de sala. Para o recorte aqui efetuado tomaremos por base as respostas destes participantes. Já nas respostas obtidas a estas perguntas foi possível perceber que têm consciência da importância da prática aliada à teoria na sua formação profissional. Ao serem perguntados acerca do motivo pelo qual trabalham como docente, muitos alunos responderam que trabalham para obter experiência profissional. [...] para minha formação prática enquanto profissional, o que envolve teoria e prática, ou seja, a prática faz parte de minha reflexão (N121 ) [...] para aperfeiçoar o que aprendo na faculdade; estou investindo no meu futuro e na minha futura independência (M4). No questionário, havia algumas questões sobre a percepção do aluno em relação à preparação do curso para ser professor que vai, também, lecionar Matemática nos anos iniciais. Essas mesmas questões foram colocadas, posteriormente, no grupo de discussão. Na parte do questionário relacionada 1 Os alunos que responderam aos questionários foram identificados com letras de acordo com o período em que estudam e números conforme a ordem em que os dados foram compilados. Os participantes do Grupo de Discussão foram identificados com nomes fictícios.
  • 6. 6 especificamente à Matemática, inicialmente, havia questão para saber se eles se lembravam de atividades voltadas para o ensino de Matemática nos anos iniciais durante o curso de Pedagogia. As respostas, em geral, revelam que os alunos não demonstram entusiasmo. Quando perguntamos aos alunos, no grupo de discussão, sobre as disciplinas de Metodologia do Ensino de Matemática, também aqui, tiveram dificuldade de lembrar quando as disciplinas haviam sido ministradas e o nome das mesmas. Em geral, não há uma percepção positiva da contribuição dessas disciplinas para sua formação. No grupo de discussão, muitas vezes aparecem depoimentos que revelam o desconforto, a indisposição e, às vezes, até a aversão à Matemática. A literatura tem exposto o forte peso em relação às crenças. Conforme afirmam Nacarato et al, muitos alunos da Pedagogia “trazem marcas profundas de sentimentos negativos em relação a essa disciplina” (2009, p.23) e isso, muitas vezes, interfere negativamente no aprendizado para ensinar Matemática. Algumas respostas, no questionário, também ilustram essa indisposição com a Matemática. Há uma grande incidência de respostas em branco ou apenas com um “não me lembro”, ou “não sei”, “nada”; “não gosto de Matemática”, respostas curtas que parecem demonstrar que eles não têm vontade de se lembrar do assunto ou de pensar sobre a questão e que expressam o papel da disciplina nas suas trajetórias como alunos. Tivemos pouca coisa e não me interesso em ser professor de Matemática. (aluno N16) Xiiii, Matemática, me provoca arrepios. (aluno N22) Segundo Nacarato et al, professores “trazem crenças arraigadas sobre o que seja matemática, seu ensino e sua aprendizagem. Tais crenças, na maioria das vezes, acabam por contribuir para a constituição da prática profissional [...] o modo como uma professora ensina traz subjacente a ele a concepção que ela tem de matemática, de ensino e de aprendizagem” (2009, p. 23-24). Quando se perguntou sobre a contribuição das disciplinas que preparam para ser professor de Matemática para os anos iniciais, houve a mesma reação de insatisfação e pessimismo, assim como respostas em branco. Os alunos são muito
  • 7. 7 críticos em relação à formação que receberam e, talvez, por isso, ainda não percebam as contribuições do curso para sua formação. No que se refere às disciplinas e atividades que auxiliaram, na visão deles, para ensinar Matemática, as respostas também são muito vagas. Não se lembram, não sabem, mencionam o nome das disciplinas específicas e de outras, como Ciências ou Psicologia, e também, o estágio. Eu não me lembro de nada significativo. (aluno N15) Tivemos pouca coisa e não me interesso em ser professor de matemática. (aluno N16) No questionário havia uma pergunta sobre o que eles mudariam no curso, pensando em sua atuação como professores de Matemática nos anos iniciais. Em geral, há a percepção de que a teoria e a prática se complementam no trabalho de aprender a ensinar Matemática. Vários alunos propuseram estágio supervisionado relacionado à Matemática, outros mencionaram prática de ensino, experiências, aulas práticas, exemplos práticos e aulas que mostrem como a Matemática deve ser trabalhada em sala de aula. Identifica-se, assim, a valorização que os alunos dão aos conhecimentos voltados para a prática. Pode-se indicar que o saber-fazer (esquemas, práticas de ensino) apresenta-se como um dos componentes que integram o conhecimento profissional dos professores (GARCIA, 1999) e, nesse caso, dos alunos em formação. Algumas respostas apresentam a ideia de ensino contextualizado, experiências interdisciplinares e atividades aliadas à prática pedagógica. Imbernón considera que [...] o currículo formativo para assimilar um conhecimento profissional básico deveria promover experiências interdisciplinares que permitam que o futuro professor ou professora possa integrar os conhecimentos e os procedimentos das diversas disciplinas (2004, p.62). Esse aspecto aparece nos depoimentos de alguns alunos, marcadamente entre os alunos que já estão atuando, seja como auxiliares de sala, seja em atuações em comunidades de bairro ou atividades do programa Escola da Família.
  • 8. 8 Eu gostaria que a faculdade repensasse, assim, o projeto de Iniciação [Científica], mandar um projeto de professor social, educador ambiental. (Marcela) Imbernón (2004) menciona que a reflexão sobre a prática, relacionada com os dados da informação pedagógica, proporciona os elementos necessários para formar um “profissional prático-reflexivo”, que é capaz de tomar decisões em situações de incerteza, contextualizadas e únicas, surgidas no contexto profissional. Nota-se, algumas vezes, uma contradição ou ambiguidade nos depoimentos dos alunos. Ao mesmo tempo em que eles revelam que não aprenderam nada de Matemática, os que já estão atuando conseguem compreender e utilizar o conteúdo nesse contexto mais abrangente. Isso reforça o que se tem escrito sobre a importância da prática aliada aos estudos. O Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia pesquisado contempla essa ideia de várias maneiras. A área de extensão e serviços, em que se destaca o Núcleo de Trabalhos Comunitários (NTC) mantém projetos direcionados ao desenvolvimento e capacitação profissional. Outra oportunidade de aproximação entre teoria e prática é colocada pelos intercâmbios, convênios e parcerias realizados por essa universidade. Porém, também nesse quesito parece que há necessidade de um distanciamento para que a percepção do benefício se consolide. Já em relação à infraestrutura, a grande maioria tem a consciência de que há uma grande contribuição da universidade. Vários mencionaram a contribuição positiva da biblioteca e os laboratórios. Durante as entrevistas com as professoras e, também, em alguns momentos, no grupo de discussão, houve reflexão sobre o fato de o tempo ser curto para desenvolver um trabalho que aborde as dificuldades com conteúdos específicos da Matemática e as questões de currículo e metodologia. Ao constatar que há a necessidade de interromper o trabalho de metodologia relacionado ao ensino da disciplina para desenvolver o trabalho de ensino do próprio conteúdo matemático, surge o que consideramos um dos muitos desafios do trabalho com as disciplinas de Matemática no curso de Pedagogia, que é a falta de tempo suficiente para acrescentar mais um elemento. Dada a dificuldade de muitos alunos do curso de Pedagogia com os conteúdos matemáticos, em vários momentos levantou-se a ideia de deixar o trabalho
  • 9. 9 mais espaçado. Tanto aparece a sugestão de ampliar a carga horária como distribuir as aulas em dois semestres. Isso permitiria o trabalho de pesquisa, estudo, aplicação prática e discussão das atividades desenvolvidas, proporcionando as condições para a assimilação e adaptação dos conteúdos. Outro aspecto levantado na presente investigação foi a questão da dificuldade de integração dos professores de outros departamentos com os professores do departamento de Educação e também entre os professores que vêm dos vários departamentos para lecionar as disciplinas de metodologias específicas. A tentativa de acabar com a lógica disciplinar, proposta no Projeto Pedagógico do novo curso, ainda não resultou em um processo natural. A integração entre as unidades temáticas supõe uma visão de conjunto que os professores ainda não adquiriram. Esse processo demanda tempo. Nesse momento, a lógica disciplinar parece prevalecer sobre a estrutura de unidades temáticas. Conclusões Este estudo pretendeu analisar o quê pensa o aluno concluinte do curso de Pedagogia sobre sua formação numa reconhecida instituição da cidade de São Paulo e o qual sua visão sobre a inserção na docência em Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Constituiu-se uma tentativa de ouvir os maiores envolvidos no Projeto Pedagógico, que são aqueles que estão aprendendo em um curso que é identificado pela instituição como diferenciado. Os alunos são críticos e exigentes e isto é reflexo do curso que tiveram. Os quatro anos de estudos no projeto atual fizeram aflorar esse espírito crítico que identificamos em vários momentos durante nossa pesquisa. Falam de forma radicalizada, mas entendem que essas relações de poder precisam ser transformadas e que o aluno tem que ser ouvido. É nisso que o grupo de discussão teve uma importância muito grande. Permitiu perceber que eles não têm medo de mexer nessas relações de poder. Os dados revelam que certamente aprenderam isso no curso. No entanto, a formação crítica recebida parece impedir, nesse momento, a visão da contribuição do curso e das disciplinas para sua inserção na docência em relação à Matemática. . Talvez haja necessidade de um distanciamento para que ocorra essa percepção.
  • 10. 10 O estudo do Projeto Pedagógico do referido curso permitiu concluir que sua estrutura atende completamente à proposta de ensino contida nos instrumentos legais, notadamente as Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia, de 2006. A organização em unidades temáticas evidencia a intenção de fazer a integração dos conteúdos teóricos com a práti
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