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A Visibilidade da Mulher na Religião (Parte Felipe).docx

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A Visibilidade da Mulher na Religião Qual será o papel da mulher no mundo plural de hoje? Para responder a essa indagação é preciso voltar às origens de toda civilização humana, na qual a única representação que se tem são pinturas rupestres de “quando a humanidade vivia nos períodos pré-históricos” e “Deus era representado pela figura da Mulher”, (SCHLOGL, 2005, p.79) quando nossa espécie vivia da coleta e da caça de pequenos animais e ainda não havia a necessidade da força física e as mulheres
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  A Visibilidade da Mulher na Religião Qual será o papel da mulher no mundo plural de hoje? Para responder aessa indagação é preciso voltar às srcens de toda civilização humana, na quala única representação que se tem são pinturas rupestres de quando ahumanidade vivia nos per!odos pré hist#ricos$ e %eus era representado pela&igura da 'ulher$, ()*+-., /001, p2345 quando nossa espécie vivia dacoleta e da caça de pequenos animais e ainda não havia a necessidade da&orça &!sica e as mulheres possu!am um lugar central ('6787-, 944:52;oram atitudes e aç<es do passado que moldaram nossas crenças,valores e pensamentos de hoje2 )egundo =merli )chlogl o autor 8rthur =vansteria encontrado inúmeras &iguras de divindades &emininas e a&irmado queaquelas &iguras representariam a .rande 'ãe cuja adoração se estendia por grande parte da >sia 'enor e regi<es mais distantes$ ()*+-., /001, p205e, tam@ém, con&orme ela in&orma é provável que o sagrado &eminino tenhadurado pelo menos /12000 anos2Amaginava se que a mulher possu!a um poder mágico que aproBimava amulher do sagrado2 -utro &ator importante era o &ato de que até depois doper!odo paleol!tico o homem não tinha o conhecimento de que &azia parte da&ecundação2 8 mulher era tam@ém divinizada por ter em si os ciclos oucalendários de tempo instalados no pr#prio corpo2 8o homem ca@ia servir se deorientaç<es pelas luas e estrelas C orientaç<es eBternas ao corpo2 Dudo &aziacom que a mulher &osse vista com certa superioridade que causava inveja aoshomens2'uitos mitos da criação, em di&erentes culturas, colocam a imagem&eminina como criadora da Derra2 6m dos mitos mais conhecidos é o mito gregode .aia que é a Derra2 .aia teria surgido do Eazio ou do *aos a partir do qualgerou o *éu e o 'ar2 %epois gerou os poderosos Ditãs2 Quando o homem sedá conta de sua participação no ato de gerar nova vida há in!cio tam@ém adominação2 6ma vez entendido que era o sFmen que dava srcem à vida, ohomem passou então a utilizar se do seu poder$2 *on&orme 'uraro, Gosgrupos matricFntricos, as &ormas de associação entre homens e mulheres não  inclu!am nem a transmissão do poder nem a herança, por isso a li@erdade emtermos seBuais era maior2 Por outro lado, quase não eBistia guerra, pois nãohavia pressão populacional pela conquista de novos territ#rios$ ('6787-,944:52- papel da mulher era de cuidar e preservar e por isso não havia apreocupação com competição2 'uraro a&irma tam@ém que a partir do momentoque o homem sai para caçar (entendendo se agora a caça como de animaisselvagens, grandes e pesados5 o uso da &orça &!sica se torna essencial, quandoo homem começa a desenvolver se &isicamente e torna se mais &orte2 -tra@alho @raçal da caça eBigia uma &orça &!sica que se desenvolveu com otempo2 8té então os homens sentiam se marginalizados e invejavam asmulheres$ con&orme relata 'uraro que tam@ém escreve so@re a inveja doútero$ que o homem sentiria, o que na sociedade atual passou a chamar se ainveja do pFnis$ em especial nas culturas patriarcais mais recentes2Hant dizia que com o advento da razão moderna o homem chegou amaturidade, mas, hoje essa a&irmação desperta certo ceticismo2 - &ato é quese constata um paradoBoI o quão desumanizante &oi aplicar essa racionalidade,não deveria ser o contrário? 8o homem cou@e desenvolver o poder cultural jáque o poder @iol#gico era uma caracter!stica &eminina2 =m@ora se sai@a hojeque &oi a mulher que desenvolveu a agricultura, cou@e ao homem aprimorar osinstrumentos e aplicar mais &orça e, ao aplicar a &orça começa a haver acompetitividade que não havia nas sociedades de coleta2 - alimento estavacada vez mais escasso e a luta pela so@revivFncia trouBe a competitividade2 8 participação &eminina na cultura religiosa passou por variadas &ormas,desde a adoração do &eminino pela &ertilidade até sua total e completanegação, ou seja, saiu de um estado de divinização até o ponto de ser totalmente anulada2 %esde o tempo em que o &eminino representava otranscendente até o ponto em que representa a srcem do pecado2 )egundo =merli )chogl nos primeiros rituais de agradecimento àcolheita as mulheres reuniam se pra a@ençoar as sementes com seu sangue ecarne, o ritual sim@olizava a &ertilização da terra e durava em torno de novedias nos quais as mulheres se su@metiam a ritos de puri&icação2   8 puri&icação consistia emI não &azer seBo, dormir sozinhas e preparar a@rigos longe dos maridos$2 8 mesma autora cita que nos prim#rdios do*ristianismo as mulheres tam@ém eBperimentaram a religiosidade do deserto2Porém, as mulheres &oram perdendo seu espaço e, aos poucos, a Agreja &oi setornando cada vez mais patriarcal e dogmática2 -s valores tidos como&emininosI amor, a&inidade, devoção e @eleza &oram tidos como heresia2 -scátaros tentaram resgatar o &eminino na religião e &oram chamados hereges2=m muitas religi<es ainda hoje predomina a preponderJncia domasculino so@re o &eminino, em@ora já se tenha visto algumas mudanças27e&lete se mais so@re a igualdade entre homens e mulheres2 - eBemplo disso,)chlogl diz que já eram KK0 ra@inas em todo o mundo, a valorização dasmonjas @udistas, Lilda 8rns como responsável pela pastoral da criança isso noano de /001, quando o artigo &oi pu@licado2 8 autora questiona por que asmulheres não podem ser ordenadas2 *ita o caso de algumas igrejasevangélicas que tFm pastoras comoI a Agreja luterana, metodista, quadrangular,etc2 8o &azer uma retrospectiva so@re o papel da mulher desde as primeirassociedades de coleta, passando pelo per!odo patriarcal, cujo re&leBo so&remosainda hoje, e, chegando até os nossos dias pode se dizer que houve muitosavanços com relação ao reconhecimento da dignidade da mulher2 -documento de Moão Paulo AA encerra em si o ideal2 +omem e mulher, mulher ehomem juntos, numa reciprocidade mútua, sem guerra de seBos, sem lutasindividualistas2 utar é preciso, mas, para uma sociedade justa e mais humana2 8 mulher tem em si a capacidade de gerar a vida e, por isso, sa@e comopreservar não s# a raça humana, mas todo o planeta2 - que &ica de positivo deste tra@alho é a constatação de que quando amulher voltar a ter dignidade e começar a cuidar do mundo, voltaremos àsprimeiras sociedades em que não havia guerra nem luta pelo poder2 - respeitoe a cola@oração poderão voltar a reinar e o Planeta Derra poderá ser salvocomo um todo2 Eamos a! então dizer um sim à Eida como um todo2  '6787-, 7ose 'arie2 Nreve introdução hist#rica2 AnI H78'=7, +einrich2O)P7=G.=7, Mames2 Malleus Maleficarum . - 'artelo das ;eiticeiras . 7io deManeiroI 7osa dos Dempos, 944:2)*+-., =merli2 - ;eminino nas tradiç<es religiosas  El elementofemenino en las tradiciones religiosas 2 Revista Educação em Movimento, *uriti@a, v2 , n2 90, jan2 a@r2 /001, p2 34 K2 
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