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A Voz do Coração A Call of Love Barbara Cartland Um encontro inesperado. A descoberta do amor! Á pedido do primeiro-ministro, lorde Kenington parte para a índia. Sua missão é des cobrir o que acontece na fronteira Noroeste e se o objetivo dos russos é invadir a índia. No navio em que viaja lorde Kenington conhece Aisha Warde, que também está indo a Calcutá para encontrar-se com o pai. Como Aisha viaja sozinha, lorde Kenington faz-lhe companhia e assim impede que um passageiro atrevido a importu
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   A Voz do CoraçãoA Call of LoveBarbara Cartland Um encontro inesperado. A descoberta do amor! Á pedido do primeiro-ministro, lorde Kenington parte para a índia. Sua missão é descobrir o que acontece na fronteira Noroeste e se o objetivo dos russos é invadir aíndia.No navio em que viaja lorde Kenington conhece Aisha Warde, que também está indoa Calcutá para encontrar-se com o pai. Como Aisha viaja sozinha, lorde Keningtonfaz-lhe companhia e assim impede que um passageiro atrevido a importune. O que ele não imagina é que, muito em breve, desejará com todas as suas forças ter Aisha em seus braços! Digitalização: Rosana GomesRevisão: Cassia Querida leitora, A primavera está quase chegando... Sinceramente, eu adoro a primavera. É a estaçãodo ano em que me sinto renovada, quando tenho vontade de organizar gaveta, limpar jardim, enfim, pôr a vida em ordem.Gosto também de observar os pássaros pousando nas flores, sugando seu néctar... Mas gosto principalmente de ler um bom romance  da Nova Cultural, claro! Janice Florido Editora chefe Algumas datas da vida de Barbara Cartland: 1901 - Nascimento1923 - Publica seu primeiro livro1927 - Casa-se com Alexandre McCorquodale1933 - O primeiro casamento é desfeito1936 - Casa-se em segundas núpcias com Hugh McCorquodale, primo de seu primeiro marido1963 - Publica seu centésimo livro1976 - Sua filha Raine casa-se com o Conde Spencer, pai da princesa Diana1981 - A princesa Diana, enteada de sua filha, casa-se com Charles, príncipe-herdeiro daInglaterra1983 - Entra no livro de recordes Quinness1991 - Recebe o título de Dame do Império Britânico Copyright © 1994 by Barbara CartlandTítulo srcinal: A Call of LoveTradução: Ercília Magalhães Costa  Capa: Murilo Martins e Inez Martins EDITORA NOVA CULTURAL uma divisão do Círculo do Livro Ltda.Alameda Ministro Rocha Azevedo, 346 - 9a andar CEP 01410-901 - São Paulo - SP- BrasilCopyright para língua portuguesa: CIRCULO DO LIVRO LTDA NOTA DA AUTORA O que escrevi neste livro sobre o Grande Jogo é verdadeiro.Os membros secretos dessa extraordinária organização andavam por desfiladeiros inóspitos e desertos escaldantes, arriscando a vida para descobrir o que os russos pretendiam um espalharem pela Ásia Central.As duas superpotências da época estavam frente a frente desde a Cáucaso coberto de neve, a Oeste, até o Tibete e a China, ao Leste.Uma guerra subjacente já havia começado entre a Rússia e a Grã- Bretanha quando a índia e a Rússia achavam-se separadas por apenas duas mil milhas. Essa distância, finalmente, encolheu-se para menos de vinte milhas.Os homens que tomavam parte nessa guerra corriam sérios riscos e muitos delesperderam a vida.Todavia, os jovens oficiais e soldados escolhidos para tomar parte no Grande Jogo, vibravam e sentiam um grande entusiasmo com o qual só haviam sonhado.Era a chance de fugir da monotonia da vida nas tropas, alem de ser um modorápido de conseguir uma promoção.Depois de ter viajado por toda a índia, cenário das atividades do Grande Jogo,Peter Hopkirk escreveu The Great Game, o livro mais interessante sobre a organização secreta britânica.O livro narra á verdadeira historia desse empolgante Jogo e o modo extraordinário como as missões eram realizadas.O autor escreve de modo tão vivido que torna a leitura muito agradável.Para mim esse foi um dos livros mais fascinantes que já li.    CAPÍTULO I   1880  Lorde Kenington acordou com um sobressalto. Olhou para o relógio do seu ladoe viu que já era um novo dia.Embarcara tão cansado no vapor da companhia P.&O. Com destino à índia que, mal terminara o jantar trazido à cabine pelo valete, fora para a cama, adormecendo imediatamente, sem sequer pensar nos problemas ou nas decisões que teria de tomar.O dia anterior fora extenuante. Ele havia estado com o primeiro-ministro, numa reunião que se prolongara por horas, e deixara a Downing Street com a missão deembarcar para a índia a fim de descobrir e relatar ao Sr. Disraeli o que aconteciana fronteira Noroeste daquele país.A rainha Vitória, pessoalmente, pedira á lorde Kenington um relatório muito maisminucioso do que aqueles que lhe eram mandados oficialmente.A índia, no momento, era extremamente importante para a Inglaterra. Havia umainequívoca ameaça de invasão da fronteira por parte da Rússia.Os cossacos, montados em seus cavalos magníficos, avançavam pelo sul da Ásia, e aproximavam-se perigosamente do que era considerada a mais preciosa Jóia da CoroaBritânica .Lorde Kenington tocou chamando Newman, seu valete, que ocupava a cabine vizinha. Então se levantou e começou a trocar-se em silêncio.Sabendo que o patrão não gostava de conversa pela manhã, Newman entregou-lhe as roupas uma a uma, ele sempre calado, ajudou-o a arrumar o laço da gravata.Tendo decidido tomar o café da manhã no salão, lorde Kenington deixou a cabine. Foi primeiro para o convés para respirar o ar fresco. O vapor quase terminara a travessia do canal da Mancha e em breve alcançaria a baía de Biscaia, onde o mar era invariavelmente encapelado, mesmo que o sol brilhasse.Sendo bom marinheiro, lorde Kenington não se aborrecia quando o mar estava revolto. Pelo contrário, tinha prazer de observar a fúria dos elementos, as ondas se arremetendo violentas contra o casco do navio.Andando pelo convés ele lamentou que durante a viagem fizesse tão pouco exercício. Em Londres costumava cavalgar todas as manhãs na Rotten Row. Quando estava campo, além dos passeios a cavalo, também praticava saltos. Só depois de exercitar-se durante duas horas é que começava a trabalhar.Aos vinte e oito anos, lorde Kenington poderia gozar a vida divertir-se e com as beldades de Mayfair, como faziam seus amigos e o príncipe de Gales. Entretanto, ele não achava interessante perseguir aquelas ladies sofisticadas que tinham beleza, mas, em geral, um cérebro vazio.Assim, ainda que parecesse absurdo, lorde Kenington preferia o trabalho aojogo das conquistas amorosas.Tal qualidade muito agradava ao primeiro-ministro e ao ministro das relações exteriores, os quais consultavam lorde Kenington com freqüência e não raro encarregavam-no de missões delicadas e sigilosas em vários países da Europa.Dotado de cérebro brilhante e ar de autoridade, lorde Kenington saíra a seus ancestrais. Todos eles desempenharam papel importante na política do país.Desde muito jovem ele sempre gostara, da companhia e da conversa de homensbem mais velhos do que ele, com quem muito aprendia.Em Eton e na universidade ele fora, em todos os anos, o primeiro da classe. Alguns colegas chegaram a lhe dizer, queixosos:   Você é muito inteligente, Charles, e nos faz sentir tolos e humilhados.Mas os colegas e amigos jamais se indispunham com Charles. Pelo contrário, gostavam dele por ser extremamente simpático e generoso. Charles os convidava para caçar na propriedade do pai, no campo, e para participar de stee-plechases, um dosgrandes acontecimentos da primavera.  Depois de ter herdado o título, Charles passara a administrar as propriedadesdeixadas pelo pai, mas sua presença não era imprescindível em nenhuma delas, pois tudo era muito organizado e seus empregados mereciam total confiança.Sendo assim, sobrava ao novo lorde Kenington muito tempo para dedicar-se à política.Invariavelmente ele se envolvia em todas as crises, quer ocorressem em Londres, Paris ou Tombucto.Lady Kenington, mãe de Charles morava na casa ancestral da família, uma das mais belas da Inglaterra. Ao saber que o filho estava de partida para a índia, queixara-se:   Não sei por que o primeiro-ministro e o ministro do exterior recorrem a você para ajudá-los, Charles, se pode contar com o vice-rei e os diplomatas.  Sempre há conflitos na índia e receio pela sua vida, meu filho.   Merecer a confiança de Disraeli e do ministro das relações exteriores é uma honra,mamãe  tornara lorde Kenington.  A bem da verdade, devo dizer que eu ficaria magoado e surpreso se eles não quisessem ouvir a minha opinião.   Pelo menos você descansará na viagem de ida e de volta, cada uma com dezessetedias de duração, meu querido.   Por que acha que preciso de descanso, mamãe?  Indagara lorde Kenington.  Está querendo dizer que não estou bem de saúde?   Não é isso, filho.  Vejo que você trabalha demais e passa muito tempo em reuniões ouviajando.  Já está na hora de pensar em ter a sua família e dedicar-se apenas a ela e àssuas propriedades  observara lady Kenington.   Oh, não, mamãe!  Lorde Kenington levantara as mãos.  Estou cansado de ouvi-la dizerque devo me casar e acomodar-me.  A senhora sabe melhor do que ninguém que amo aventuras.  Se eu ficar só na Inglaterra, seja no campo ou em Londres, eu acabarei morrendo de tédio.  Gosto de viajar pelo mundo e estando casado isso não seria possível.Lady Kenington sorrira, mas havia ansiedade em seu olhar. Como todas as mãesela se preocupava com o filho único que, a seu ver, desperdiçava a juventude. Charles se desgastava ao tomar sobre si responsabilidades que seriam do governo.Um homem tão bonito e tão jovem como ele, ela pensava, não devia ficar trancado em reuniões com o primeiro-ministro, nos ministérios ou mesmo no seu escritório, em vezde divertir-se.Charles, porém, sentia que era seu dever contribuir da maneira que fosse possível para a maior glória do Império Britânico que se expandia cada vez mais.Otimista como sempre, Charles Kenington embarcara para a índia disposto a resolver todos os problemas que o aguardavam.Porém considerou bem-vindos os dias de descanso que teria obrigatoriamente durante a longa viagem. Também se alegrou porque não lhe faltaria tempo para ler.A leitura era um de seus passatempos prediletos. A mãe costumava dizer que ele devorava livros. De fato, seu secretário tinha ordem de adquirir tudo o que de melhor fosse publicadoEm sua bagagem, alem das roupas, estavam uma pilha de volumes, quase todosos lançamentos recentes que ele pretendia ler antes de chegar a CalcutáDepois da terceira volta no convés lorde Kenington foi para o salão tomar o caféda manhã.Queria ver como eram os passageiros da primeira classe.Apesar de ter sido convidado pelo comandante para sentar-se à sua mesa, lordeKenington agradecera a deferência alegando que estaria muito ocupado a bordo e raramente faria as refeições no salão.Fora-lhe então reservada uma mesa de canto; dali ele podia observar todos osque estivessem no salão. Sentando-se à mesa lorde Kenington, constatou como já esperava que os companheiros de viagem fossem, em sua maioria, casais de meia-idade, oficiais que retornavam à índia depois de um período de licença ou subalternos eufóricos, enviados para o Oriente pela primeira vez.Ele não deixou de notar que as senhoras conversavam alto, e vestiam-se com exagero.Os indianos em geral viajavam na segunda e terceira classes, em cabines pequenas e mal ventiladas.Impressionados com a aparência e o título de lorde Kenington, os criados de bor
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