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ABERTURA CORONÁRIA (Prof. Inês Jacyntho Inojosa ) Conceito: É a etapa em que realizamos uma abertura na coroa dental, com o objetivo de obtermos um acesso à câmara pulpar , morfologicamente preparada para permitir um acesso o mais reto possível ao(s) canal(is) radicular(es). Princípios técnicos a serem seguidos na abertura coronária: a) O início da abertura coronária (primeira sessão) , deverá ser realizado sem isolamento absoluto até que se atinja a câmara pulpar , estando grande parte ou tod
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  ABERTURA CORONÁRIA (Prof. Inês Jacyntho Inojosa )   Conceito: É a etapa em que realizamos uma abertura na coroa dental, com o objetivo de obtermos umacesso à câmara pulpar , morfologicamente preparada para permitir um acesso o mais reto possível ao(s) canal(is) radicular(es). Princípios técnicos a serem seguidos na abertura coronária : a) O início da abertura coronária (primeira sessão) , deverá ser realizado sem isolamentoabsoluto até que se atinja a câmara pulpar , estando grande parte ou todo o tetoremovido. Esta conduta evita erros na abertura ocasionados pela presença doisolamento, que impede visualizar a inclinação do dente em relação à raiz e aos seusvizinhos , além de tornar o acesso e remoção do teto da câmara um procedimento maisrápido e seguro, sem uso de brocas com haste longa , pela não interferência do arcodo grampo na cabeça da caneta de alta ou baixa , prevenindo perfurações deassoalho.No dia do acesso inicial , o isolamento absoluto deverá ser realizado, na fasefinal e não no começo ou antes da abertura. Mesmo que ocorra um contaminação pelasaliva , lembre-se que após o isolamento empregaremos hipoclorito de sódio a 2,5% ,impedindo assim a sobrevivência e proliferação dos microrganismos em tão curtoespaço de tempo.  b) Toda dentina cariada deverá ser removida antes de trepanarmos a câmara pulpar,utilizando-se para tal fim pontas diamantadas esféricas ou escavadores de dentina bemafiados. Em caso de já haver exposição pulpar por cárie, também iremos remover todo otecido cariado antes de penetrar no local de exposição. c) O número da ponta diamantada esférica utilizada para a abertura coronária irá variar conforme o tamanho da câmara pulpar a ser trepanada e, será baseado apenas naradiografia auxiliar de diagnóstico onde iremos observar apenas o diâmetro mésio-distal da câmara pulpar. Desta forma, para câmaras coronárias “amplas” empregaremos pontas diamantadas esféricas de maior diâmetro e para as câmaras “atrésicas”,utilizaremos pontas esféricas delicadas. d) Todo o teto e projeções (divertículos pulpares) da câmara pulpar deverão ser removidosdurante a abertura coronária, evitando desta forma, o escurecimento da coroa dental, .Oalojamento de restos pulpares, restos necróticos, substâncias medicamentosas e/ouresíduos de cimento endodôntico, em áreas do teto da câmara pulpar que não foramremovidas, propiciará a penetração destes elementos residuais na massa dentinária, viatúbulos dentinários, ocasionando o escurecimento da coroa dental. Ademais,remanescentes de teto e projeções do mesmo após a abertura, dificultarão o livre acessoao canal radicular, dificultando um correto preparo químico-mecânico (PQM )eobturação do canal.  e) O assoalho da câmara pulpar dos dentes que possuem mais de um canal radicular nuncadeverá ser deformado, pois a sua forma lisa, polida e convexa irá auxiliar a localizaçãodos orifícios de entrada dos canais radiculares, através de deslizamento do explorador endodôntico sobre a parte convexa do assoalho, em direção às entradas dos canais. Somente nos casos de dificuldade de localização das entradas dos canais , como nascalcificações é que se recomenda varrer o assoalho com brocas esféricas de baixa-rotação ou pontas de ultra-som , objetivando descortinar o orifício de entrada doscanais radiculares . Vale lembrar nestes casos que a cor da dentina do assoalho é cinza e da dentina circundante é amarelada !  ABERTURA DE DENTES ANTERIORES 1)Ponto de eleição   para iniciarmos a abertura coronária : nos dentesanteriores, situa-se na face lingual, 2mm coronário ao cíngulo ou na porção central da facelingual ou palatina .Com a ponta diamantada esférica posicionada neste local , inciamos aabertura coronária.   Ponto de eleição para início da abertura coronária nos dentes anteriores 2)Direção de trepanação: no inicio da abertura a broca localiza-se perpendicular à face palatina (1-seta vermelha), tendendo ao longo eixo do dente, assim queaprofundamos (2-seta verde), conjuntamente com a trepanação. Direção para perfurar a câmara pulpar dos dentes anteriores 3)Remoção do teto: uma vez perfurada a câmara pulpar , não faça maismovimento de pressão e sim de tração , pincelando a ponta dimantada esférica de encontroàs paredes circundandes (vestibular, lingual, mesial e distal) da câmara . Para verificar seainda existe remanescente de teto, use a parte angulada do explorador número 5s. Se o(1)(2)  mesmo ficar retido, remova a retenção usando pontas diamantadas esféricas ou tronco-cônicas de ponta inativa 3082 ou 2082. Uso da parte angulada do explorador para verificar presença de teto e movimento de tração para remoção do teto. 4)Forma de contorno da abertura coronária : nos incisivos , geralmente étriangular, com a base do triângulo voltada para a borda incisal e o vértice para cervical , ouovalada , com o maior diâmetro voltado para incisal e cervical. Nos caninos a forma geralmente é losangular ou ovalada, com o maior diâmetro voltado para incisal e cervical.   Não se preocupe com a forma de contorno , pois ela será automaticamente obtidacom a remoção do teto da câmara pulpar! 5)Localização e exploração do orifício de entrada do canal:   com a ponta reta do explorador endodôntico ou com um instrumento de fino calibre, como umalima tipo K número 15, com 21mm, localizamos e exploramos a entrada do canal radicular.Justifica-se este comprimento, devido a maior resistência à flexocompressão quandocomparado aos instrumentos de 25 e 31mm.
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