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Abraao amigo de deus gordon lidsay

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1. 1748a Lindsay, Gordon, 1906-1973 Abraão: o amigo de Deus / Gordon Lindsay; traduzido por Josué Ribeiro - Rio de Janeiro: Graça, 2001. 60 pp.; 14x21 cm. - (Série…
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  • 1. 1748a Lindsay, Gordon, 1906-1973 Abraão: o amigo de Deus / Gordon Lindsay; traduzido por Josué Ribeiro - Rio de Janeiro: Graça, 2001. 60 pp.; 14x21 cm. - (Série Heróis do Antigo Testamento; vol. 3) ISBN 85-7343-450-3 Tradução de: Abraham: friend of God. 1. Abraão (patriarca hebreu). I. Título. II. Série CDD-222.11 braão O amigo de Deus Série heróis do Antigo Testamento Retratos dos personagens notáveis Volume 3 GORDON LINDSAY Traduzido por Josué Ribeiro Editado pela Graça Artes Gráficas e Editora Ltda. Graça Editorial Rio de Janeiro, 2001 Abraão o amigo de Deus (O Gordon Lindsay, 1982 ORIGINAL: "Abraham: friend of God" Gordon Lindsay Christ for the Nations, Inc. P. O. Box 769000 Dallas, Texas 75376-9000 Tradução: C oordenação: Re visão: Original Prova Final Supervisão Diagramação: c apa: Design Direção de Arte: Josué Ribeiro Eber Cocareli Patrícia F. Nunan Magdalena Bezerra Soares Célia Cândido Elaine Nascimento Uma Martins de Souza Graça Editorial Kleber Ribeiro Jonas Lemos Reservados todos os direitos de publicação à GRAÇA ARTES GRÁFICAS E EDITORA LTDA.
  • 2. Rua Torres de Oliveira, 271 - Piedade Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20740-380 (laixa Postal 3001 - Rio de Janeiro - RJ - 20010-974 lei (0xx21) 3899-5375/2594-1303-Fax: (0xx21) 2591-2344 SUMÁRIO Introdução...............................................................................7 Capítulo 1 O chamado de Abraão.........................................................9 Capítulo 2 Tragédia no lar de Abraão.................................................19 Capítulo 3 Abraão, o intercessor..........................................................31 Capítulo 4 O deslize de Abraão em Gerar..........................................43 Capítulo 5 Fatos importantes da vida de Abraão.............................49 INTRODUÇÃO Abraão foi um dos maiores homens da História. Ele é reverenciado tanto por judeus como por muçulmanos, e ambos os grupos reivindicam uma relação de parentesco com esse patriarca. Contudo, Abraão também foi uma pes- soa sujeita a erros, fracassos e às fragilidades inerentes à natureza humana. Deus ordenara a Abraão que fosse para Canaã, a fim de mostrar-lhe uma terra, que ele e seus descendentes haveriam de possuir. Porém, Abraão permitiu que a procrastinação de seu pai o retivesse por anos. Deus lhe ordenou que fosse para Canaã, não para o Egito. Mesmo assim, pressionado pela fome que assolava a terra, Abraão rumou para o Egito, envolvendo-se em toda sorte de problemas. Abraão foi um homem extremamente honrado, mas, por causa do medo, fez um pacto com Sara para mentirem sobre ela ser sua esposa, no entanto, a estratégia falhou. Como resultado, Sara foi afastada do marido e levada para o harém do Faraó. Somente a intervenção da graça de Deus poupou Abraão de uma tragédia irremediável. Embora fosse pacífico, todos os esforços de Abraão para manter a harmonia entre os seus servos e os pastores de seu sobrinho, fracassaram. A única solução foi a separação entre eles, tendo obtido Ló a permissão para seguir sen próprio caminho. Abraão também foi um homem que buscou manter uma família piedosa, que servisse de exemplo para outras, mas houve uma rivalidade muito grande entre as mulheres de sua casa. v Abraão: o amigo de Deus Abraão amava seu filho Ismael, por isso orou: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto! (Gn 17.18b). Algum tempo depois, porém, o patriarca passou pela triste experiência de ter de mandar embora Ismael, juntamente com a mãe, para o deserto.
  • 3. Costuma-se afirmar que apenas um tolo cometeria o mesmo erro duas vezes. Entretanto, Abraão repetiu um erro muito grave (Gn 12.11-13; 20.2) - tudo isso faz parte da sua história. Se você tem problemas familiares, a história de Abraão lhe proporcionará inspiração e encorajamento, pois ele enfrentou todo o desânimo que pode sobrevir a um homem que esteja tentando acertar e fazer o melhor. E, no final, alcançou a vitória. Capítulo 1 O CHAMADO DE ABRAÃO O nome de Abraão é um dos maiores na História. Nem mesmo Alexandre, o Grande; Júlio César ou Napoleão deixaram marcas tão profundas sobre a humanidade. Não existe lugar algum onde o nome de Abraão não seja conhecido. Tanto judeus como cristãos e muçulmanos, apesar de suas diferenças, vindicam uma ligação direta com o distinto patriarca. Todos estes dizem: Temos por pai a Abraão (Mt 3.9a)! Uma promessa singular foi feita a Abraão. Como um pequeno córrego que deflui do rio da humanidade, Deus começou a redimir toda a raça humana por meio de Abraão. A semente de Abraão deveria tornar-se uma grande nação que, cumprido o tempo determinado, derrotaria o império de Satanás e, sobre suas ruínas, estabeleceria um reino que subsistiria para sempre. A história desse homem memorável começa com seu pai, Terá. Conforme constatamos em Josué 24.2, Terá, apesar de crer em Jeová, estava corrompido pela adoração de ídolos: Então, Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dalém do rio, antigamente, habitaram vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor, e serviram a outros deuses. Existindo adoradores de ídolos na linhagem principal dos descendentes de Noé, podemos imaginar o quanto a apostasia tinha se espalhado nos dias de Abraão. Quando Deus o chamou pela primeira vez, ele vivia em Ur dos caldeus. Embora o chamado fosse, especificamente, para Abraão, era costume que a liderança da família ou do clã estivesse com o membro mais velho. 9 Abraão: o amigo de Deus É provável que Terá tenha aprovado o chamado, mas tenha se acautelado. Há dúvidas quanto a Terá realmente ter entendido, ainda que vagamente, a importância dessa convocação. Terá era um homem com tendência para o adiamento. O próprio nome Terá significa demora. Enquanto a família adiava a partida, Harã, um dos filhos de Terá, morreu. Harã era o pai de Ló. Talvez, a morte de Harã tenha feito Terá perceber que o tempo se esvaía mesmo para ele, que viveu até a idade de 205 anos. Assim, Terá, juntamente com os dois filhos remanescentes Abraão e Naor, com suas respectivas famílias, iniciaram a jornada para Canaã (Gn 11.31). Porém, o homem, cujo nome significava demora, nunca chegou a Canaã. Terá encontrou um lugar agradável, próximo ao rio Eufrates, onde o solo bem-irrigado poderia ser facilmente cultivado, e permaneceu uma temporada. Esse lugar foi nomeado Harã, talvez em homenagem ao filho falecido. É provável que o plano de Terá fosse ficar naquele lugar temporariamente. Porém, depois que se estabeleceu, Terá não mais continuou a jornada para Canaã.
  • 4. E tomou Terá a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali. E foram os dias de Terá duzentos e cinco anos; e morreu Terá em Harã. Génesis 11.31,32 Abraão parte para Canaã Quando Terá morreu, Naor, sendo o irmão mais velho de Abraão, naturalmente, deveria tornar-se líder do clã. Naor tinha um filho chamado Betuel, o qual viria a ser o pai de Labão e Rebeca. Todos decidiram permanecer em Harã. Abraão, porém, estava determinado a atender ao chamado de Deus e a continuar em direção a Canaã. Consequentemente, Abraão se tornaria o cabeça de seu LO O chamado de Abraão próprio clã. Quando terminou o funeral de seu pai e o tempo habitual de luto, Abraão anunciou que se prepararia para continuar a jornada em direção à terra que Deus lhe prometera. Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Efar-te-eí uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Génesis 12.1-3 A Bíblia nos informa que Ló, o filho de Harã, também decidiu acompanhar Abraão nessa jornada. Parece- nos que Abraão desenvolveu um interesse paternal pelo sobrinho, que havia perdido o pai. Embora as intenções de Abraão fossem as melhores, essa disposição não o beneficiou. A rota para Canaã passava por Damasco - uma cidade famosa até hoje por se autoproclamar a mais antiga do mundo. Quando visitei a cidade, fiquei muito impressionado com sua arquitetura nobre, com as torres e domos brancos, construídos manualmente durante muitos séculos; com os minaretes altos e abundantes, sobre os quais os muezins recitam suas orações, várias vezes por dia. Ao redor de Damasco, existe uma planície muito fértil, com uma vegetação exuberante, inclusive, com bosques de palmeiras e árvores de frutos exóticos. No horizonte, vê-se uma grande cadeia de montanhas, o monte Hermon, com seu pico coberto de neve, claramente visível. As montanhas alimentam a planície com as brilhantes águas dos rios Abana e Farfar, os quais Naamã citou como superiores, em qualidade, ao rio Jordão. Diz uma lenda que, quando Maomé avistou Damasco pela primeira vez, ficou completamente atónito com a maravilhosa paisagem. Maomé teria decidido não se aventurar ,1 li Abraão: o amigo de Deus entrar na cidade, temendo ser seduzido por seu charme e esquecer os elevados padrões de vida, estabelecidos para si. Ele teria dito: "O homem só pode ter um paraíso, e o meu está lá em cima". Essas palavras, atribuídas a Maomé, provavelmente são apócrifas, mas dignas de reflexão por parte dos cristãos. Desde os tempos de Abraão, Damasco já era considerada uma cidade antiga. O principal servo de Abraão, Eliézer, era natural dessa cidade. Aparentemente, ele estaria destinado a permanecer junto de Abraão por, no mínimo, setenta e cinco anos, como seu administrador. Abraão tivera tamanha consideração pelo servo que, em certa ocasião, vislumbrou a possibilidade de fazê-lo seu herdeiro. E muito provável que Abraão e Eliézer tenham visitado
  • 5. a família deste, durante a passagem por Damasco. Talvez tenham sido tentados a parar e fixar residência naquela grande metrópole. Abraão, contudo, atentando para o chamado de Deus, continuou seu caminho, porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb 11.10). A Bíblia descreve o percurso da viagem para Canaã em poucas palavras, que refletem a simplicidade do propósito de Abraão. E saíram para irem à terra de Canaã; e vieram a terra de Canaã (Gn 12.5b). Abraão encontrou fome na terra Quando o grupo chegou a Canaã, descobriu que a terra estava assolada pela fome (Gn 12.10). Isso deve ter parecido muito estranho para os recém-chegados, que provavelmente tinham grandes expectativas em relação à Terra Prometida e, no entanto, encontraram uma terra devastada pela fome. Contudo, é preciso lembrar que Abraão não chegou a Canaã no momento certo. O Senhor o chamara muito tempo antes, mas ele desperdiçou tempo com seu pai, em Harã. Quando Deus 12 O chamado de Abraão chama alguém para realizar uma tarefa, é melhor obedecer imediatamente, pois, caso contrário, Satanás trabalhará para lançar o maior número de obstáculos, a fim de atrapalhar a realização dos planos de Deus. Temos apenas um pequeno registro sobre o que aconteceu quando chegaram a Canaã. Abraão edificou um altar em Siquém, onde o Senhor lhe aparecera, confirmando Sua promessa de dar-lhe toda aquela terra. O patriarca prosseguiu para o sul, parando em Betei, onde construiu outro altar e invocou o Nome do Senhor. Betei, que significa Casa de Deus, tornou-se um lugar sagrado para Abraão e para seus descendentes. Naquele local, Jacó, neto de Abraão, teve a visão dos anjos subindo e descendo do céu. Abraão seguiu sua jornada rumo ao sul. A fome foi grave naquela terra e, como no sul da Palestina as chuvas são menos frequentes do que no norte, naturalmente, as condições pioravam à medida que prosseguiam. Porém, localizaram o Egito e o rico vale do rio Nilo, que devido à enchente anual, principiada na África, teria bem menos probabilidades de escassez. Naquela época, o Egito era o centro da civilização, excedendo a Babilónia em esplendor. O Egito era uma terra de riqueza e opulência; uma região de templos enormes, incluindo as gigantescas pirâmides, que, ainda hoje, fascinam os visitantes. O Egito era a nação que alcançara um elevado desenvolvimento nas ciências, invenções e artes. Abraão e seu grupo, tendo penetrado na região que hoje é chamada de Neguebe, onde há pouquíssima chuva, mesmo em tempos normais, encontraram pouco ou nenhum pasto para seu gado. A tentação de ultrapassar essa regi ião e rumar para o Egito era quase irresistível. E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto afame era grande na terra. Génesis 12.10 L3 Abraão: o amigo de Deus Problemas no Egito Embora a fome fosse severa, teria sido melhor que Abraão permanecesse fora do Egito. Ele não ignorava totalmente os perigos daquele país. Sabia que era uma terra de violência, idolatria e imoralidade. Seu tolo artifício, tentando dar a impressão de que Sara não seria sua esposa, indica que ele tivera sérias dúvidas sobre aventurar-se ou não naquelas terras. Abraão, hesitante quanto a sua decisão, optou por uma atitude covarde.
  • 6. De fato, é admirável que esse homem, que fulgura como um gigante da fé, tivesse aceitado elaborar um plano tão questionável. Porém, quando um crente se afasta - ainda que um pouco - da vontade de Deus, tende a sentir insegurança. Isso pode levá-lo a apelar para métodos erróneos. Com Abraão não houve exceção. E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa a vista; e será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim eati te guardarão em vida. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti. Génesis 12.11-13 Quando um homem de Deus intenta enganar alguém, geralmente se sente impelido a planejar seu ato. Na realidade, o estratagema de Abraão envolvia alguma verdade, mas, certamente, não a verdade total, e o objetivo era causar uma falsa impressão. Sara era sua irmã apenas por parte de pai, pois não eram filhos da mesma mãe (Gn 20.12). (Tais casamentos, que, na época, eram permitidos, foram, posteriormente, proibidos pela Lei de Moisés.) Realmente, Sara deveria ser uma mulher de rara beleza, a qual teria conservado até uma idade bem avançada. Deveria ter uma beleza impressionante, pois, ao chegarem ao Egito, sendo avistada pelos príncipes, imediatamente, estes a recomendaram ao Faraó, como uma excelente aquisição para 14 O chamado de Abraão seu harém. Assim, Sara foi tirada de Abraão e levada para o palácio real. Não temos os detalhes sobre como isso afetou Abraão. Com certeza, o homem de Deus deve ter ficado totalmente desolado. Pareceu-lhe não haver qualquer atitude que pudesse ser tomada a respeito do acontecido. Abraão dissera que Sara era sua irmã; assim, a mentira lhe causou o infortúnio. E Deus nem sempre nos livra imediatamente das dificuldades, nas quais entramos quando agimos de forma insensata. Sara não chegou a se tornar esposa do Faraó. Geralmente, quando uma mulher chegava ao harém, primeiro tinha de passar por uma série de rituais de purificação, até que o casamento fosse consumado. Deus deixou Abraão sofrer um pouco. A única coisa boa resultante de toda aquela questão - sem dúvida, deve ter sido considerada uma compensação muito pequena para Abraão, pela perda da esposa - foi o episódio do Faraó, que antecipando o fato de Abraão se tornar seu cunhado, fez bem a Abrão por amor dela (Gn 12.16a). Aparentemente, teria sido autorizado que os rebanhos e manadas pertencentes a Abraão pastassem nas melhores terras do Egito. Esses animais, bem alimentados e gordos, poderiam ser vendidos por preços relativamente mais elevados do que a média, no país. A Bíblia assegura que, quando deixou o Egito, Abraão não somente tinha grandes possessões de gado e animais, mas estava muito rico em prata e em ouro (Gn 13.2b). Deus, no entanto, estava com Sua mão estendida sobre Abraão. O desastre se abateu sobre o palácio do Faraó. O monarca e sua família foram acometidos por misteriosas doenças. Quando grandes pragas ou desastres sobrevinham aos povos pagãos, era comum que seus mágicos ou sacerdotes buscassem descobrir a causa. Os egípcios, embora envoltos em densas trevas espirituais, de alguma maneira, reconheceram que a calamidade nacional era juízo divino (veja 1 Sm 5.9; 6.3). Abraão: o amigo de Deus Os servos do Faraó fizeram uma investigação para descobrir as causas da praga. Descobriu-se que Sara, a mulher que Faraó estivera para desposar, na verdade era esposa de Abraão. Ao saber a verdade, o Faraó devolveu-a imediatamente e ordenou a seus servos que providenciassem a partida de Abraão e de seu grupo do Egito, o mais
  • 7. rápido possível. Essa estratégia usada por Abraão de pedir à esposa que o ajudasse na fraude, certamente foi vergonhosa e configurou uma mácula em seu caráter. Embora a experiência tivesse sido muito triste para Abraão, provavelmente, a viagem tivesse sido bastante lucrativa para Ló e sua esposa. De acordo com o ponto de vista do sobrinho de Abraão, ninguém se feriu e ambas as famílias aumentaram imensamente suas riquezas. Sara também adquiriu algo. Tudo indica que, quando deixou o palácio de Faraó, ela tenha levado consigo uma experiente dama de companhia, chamada Agar (Gn 16.1). Abraão se lembraria com tristeza do dia em que essa mulher se juntou ao seu grupo. Viagem para o Egito: uma figura da posterior temporada dé Israel no Egito Observe como, na Bíblia, um acontecimento incorre em outro. A viagem de Abraão ao Egito prefigura a temporada que seus descendentes teriam naquele país, no futuro. 1. Em decorrência de uma grave crise de fome na terra, Abraão foi obrigado a ir para o Egito. Mais tarde, também devido a fome, Jacó e sua família se dirigiram para tal nação. 2. Houve fraude em ambos os casos. Abraão fingiu que Sara não era sua esposa, e isso lhe causou problemas. Os filhos de Jacó o enganaram, fazendo-o acreditar que seu filho José estaria morto, pelo que, posteriormente, pagaram caro. 16 O chamado de Abraão 3. No Egito, tentações na área moral acometeram ambos os personagens: Sara foi tomada pelo Faraó, com o propósito de ser incluída no harém dele. Posteriormente, José foi tentado pela esposa de Potifar a cometer adultério, tendo resistido bravamente à tentação. 4. O Egito proporcionou uma prosperidade temporária em duas ocasiões. Abraão foi muito bem tratado, saindo do Egito muito rico (Gn 12.16). Os filhos de Israel receberam a boa e fértil terra de Gósen (Gn 47.6) para habitarem, onde prosperaram por algum tempo. 5. Severas pragas acometeram a casa de Faraó, por querer tomar a esposa de Abraão. Nos dias de Moisés, grandes pragas quase destruíram o Egito, porque Faraó mantivera os filhos de Israel como escravos. 6. Abraão recebeu presentes do Faraó (Gn 12.16). Os filhos de Israel tomaram dádivas dos egípcios, na ocasião em que, finalmente, saíram do Egito (Gn 15.14; Ex 12.35,36). 7. Quando Abraão deixou o Egito, tudo indica que Agar, a serva egípcia, teria ido junto. Quando os filhos de Israel partiram, uma mistura de gente subiu com eles (Êx 12.38). Nos dois episódios, egípcios causaram grandes problemas ao povo de Deus. [7 Capítulo 2 TRAGÉDIA NO LAR DE ABRAÃO Na ocasião em que Abraão voltou para a Palestina, após sua jornada pelo Egito, seu grupo de pastores e o de seu sobrinho Ló se envolveram em uma séria disputa, que culminou na separação dos dois grupos. Abraão fez uma proposta generosa: Ló escolheria a parte da terra que mais lhe agradasse. Ló escolheu as planícies de Sodoma - opção trágica que resultaria em piores circunstâncias, tanto para ele quanto para sua família.
  • 8. Os episódios concernentes à vida de Ló serão abordados em outro livro. Neste capítulo, destacamos um acontecimento infeliz que, provavelmente, não teria ocorrido caso Abraão não descesse ao Egito. Esse evento se refere a Agar, a serva egípcia que Sara dev
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