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Aida hanania - Al-Khat e a Palavra Na Arte Árabe-Islâmica

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Aida hanania - Al-Khat e a Palavra Na Arte Árabe-Islâmica
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   Al-Khat   e  A Palavra  na Arte Árabe-Islâmica Aida R. HananiaUniversidade de São Paulorsbacchi@rocketmail.comA sacralidade da língua árabe, como meio de roaga!ão da Palavra, dá se inicialmente na escrita, en#uanto a língua oral ermite uma mani$esta!ão no temo do %e&to 'terno. ( r)rio Alcorão con$ere * escrita e * caligra$ia +em árabe e&ressas signi$icativamente ela mesma e nica alavra khat  - a má&ima dimensão hierática, sobrelevando o cálamo #ue as rodu, como em /0, 1 23 4Recita5 %eu Senhor 6 o 7enerosíssimo #ue ensinou o uso do cálamo, ensinou ao homem o #ue ele não sabia4.Por manter viva a Palavra, 6 o cálamo o instrumento de 8eus, e como tal, convoca a má&ima rever9ncia. Assim se inicia a sura denominada ( :álamo +0;,<-, em #ue 8eus  =ura elo cálamo34Pelo cálamo e elo #ue escrevem54A :aligra$ia de$ine se or um dinamismo gra$o$>nico, na medida em #ue 6 escrita ara ser ouvida no sil9ncio da $6 #ue leva ao ?slam. ' 6 oesia ara ser vista, contemlada,  ela harmoniosa conce!ão do signo como unidade est6tica. :aa de abarcar elo contedo e ela $orma, a mensagem enviada or 8eus, encontra, na mes#uita, seu lugar natural.4A mes#uita não há altares, não há imagens, mas há letras árabes em toda arte. 'sses sinais, curiosamente  revoltos e cursivos aarecem intados e esculidos nas  aredes, tecidos nos taetes e nos medalhes #ue endem do teto. A letra árabe 6 a raão de ser da mes#uita. Por ser uma casa da escrita, 6 a mes#uita uma casa de 8eus. A mes#uita 6 uma casa de leitura, or#ue leitura 6 rece4+<-.4ão será a bondade a recomensa da bondadeB4 +Alcorão22,0C-:aligra$ia de Hassan DassoudE'&andindo ao $iel, o caminho da ascese, a Palavra escrita e recitada convoca o ela $6, ela raão e ela emo!ão,  ermitindo lhe o encantamento e, #ui!á, o encal!o  aro&ístico do Absoluto.'&ercendo as $un!es iconográ$ica e ornamental, a :aligra$ia busca elo ritmo e ela cad9nciaF elo sentido e ela $orma hierática con$erir ao ambiente sagrado do mu!ulmano uma dimensão imonente de intelig9ncia e  belea, ade#uada ao encontro com 8eus.Ritmo e cad9ncia obtidos ela reeti!ão das letras, das  alavras, das $rases, ela reeti!ão #ue 6 o arabesco, muitas vees associado * caligra$ia.  G interessante destacar a#ui, a observa!ão de %. urckhardt3 4?n sacred inscritions, the arabic letters combine $luentlE Iith arabes#ues, eseciallE Iith lant motives, Ihich are thus brought into closer relationshi Iith the asiatic sEmbolism o$ the tree o$ the IorldF the leaves o$ this tree corresond to the Iords o$ the Sacred ook4+J-.8ada sua estatura religiosa e considerando sua in$inita gama de #ualidades est6tico estilísticas, a :aligra$ia não se restringe aenas * mes#uita3 $a arte do ambiente didático da madrassa+1-F entra na comosi!ão decorativa da cerKmica, da tae!aria e de mosaicosF al!a se aos cimosde monumentos e aláciosF chega *s tumbasF ad#uire, or vees, no entanto, o caráter documental de uma 6oca,  ela celebra!ão de nomes e de $eitos de governantesF integra ergaminhos e livros cientí$icos e literários,  articiando, assim, de instKncias #ue a $aem enetrar tamb6m no domínio do ro$ano.4Revista de 'studos Lrabes4 :aligra$ia de Hassan DassoudE araa caa da  Revista de Estudos Árabes  do 8M( NNM:H USP.  ( renomado calígra$o Hassan DassoudE chega a a$irmar #ue 4em nenhuma tradi!ão a letra esteve tão intimamente misturada ao cenário da vida4+O-.8as artes visuais do ?slão, 6 a :aligra$ia a mais nobre. ' a de $undamento e conce!ão mais eculiares. 'stá longe deser uma arte em substitui!ão * imagem, esta, como dissemos em artigo anterior, mal vista or um ?slão em #ue o combate ao oliteísmo e ao totemismo 6 um onto $ulcral de doutrina. A :aligra$ia 6 antes uma arte em #ue a letra o signo se $a imagem. Para al6m de seu signi$icado hierático ad#uirido a artir do ?slão, as raes de valoria!ão do signo encontram se na mais longín#ua Arábia r6 islKmica.?me se a#ui, o ercurso #ue leva de volta * realidade  rimeira do homem árabe, ao nomadismo, ao Kmago da Península #ue roorciona a intimidade com o deserto. 8eserto #ue arece ser o manancial do #uestionamento e da resostaF da angstiaF do so$rimentoF da coragem, mas tamb6m da beleaF sobretudo or ser o mentor do encontrodo homem consigo mesmo, sem outra media!ão, a não ser a do sil9ncio #ue, elo#entemente, o ovoa. esse mundo de aus9ncia, de vital imacto com seu ser mais íntimo, a gente do deserto revine se contra tudo o #ue, de certa maneira, se liga ao mundo do visível,  re$erindo a visão interior * reresenta!ão clara e mani$esta.:om e$eito, num mundo habitado or miragens, a imagemganha contorno de mentira, de $antasiaF não tem signi$icado real. G o deserto, o mundo do invisívelF e,  rincialmente, um mundo s>nico.
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