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Alba Valdez e Rachel de Queiroz: a palavra da mulher na Literatura e Imprensa Cearense

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Projeto de Pesquisa de Keyle Samara
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  UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA  –   UFPB KEYLE SAMARA FERREIRA DE SOUZA A PALAVRA DA MULHER NA HISTÓRIA DA LITERATURA E DA IMPRENSA CEARENSE: REPRESENTAÇÕES, MEMÓRIAS E ESCRITA DE SI NA CRÔNICA DE ALBA VALDEZ E RACHEL DE QUEIROZ Área: Literatura, Cultura e Tradução Linha de pesquisa: Estudos Literários da Idade Média ao século XIX Possível Orientadora: Socorro de Fátima Pacífico Barbosa JOÃO PESSOA - PB 2014  KEYLE SAMARA FERREIRA DE SOUZA A PALAVRA DA MULHER NA HISTÓRIA DA LITERATURA E DA IMPRENSA CEARENSE: REPRESENTAÇÕES, MEMÓRIAS E ESCRITA DE SI NA CRÔNICA DE ALBA VALDEZ E RACHEL DE QUEIROZ Projeto de pesquisa apresentado à Universidade Federal da Paraíba-UFPB, para análise na área Literatura, Cultura e Tradução, na linha de pesquisa Estudos Literários da Idade Média ao século XIX, como requisito  para participar da seleção para Doutorado em Letras, 2015.1. Possível Orientadora: Socorro de Fátima Pacífico Barbosa. JOÃO PESSOA - PB 2014  SUMÁRIO INTRODUÇÃO  .................................................................................................................. .3 1 OBJETO DE ESTUDO ............................................................................................. .6 2 MARCO TEÓRICO  ................................................................................................. .9 3 CRONOGRAMA  ...................................................................................................... 18 REFERÊNCIAS  ....................................................................................................................19  INTRODUÇÃO Há uma grande relevância em se aprofundar nas pesquisas sobre as relações histórico-culturais entre a Literatura e a Imprensa, uma vez que, os periódicos possibilitam revisar a história literária, como também ir além dos cânones vigentes, não pela desconstrução, mas pela inserção de escritores, e principalmente de escritoras que foram silenciadas e esquecidas pela história da literatura, assim como, pela inclusão de gêneros textuais como a crônica, que foi durante muito tempo considerado um texto não literário. Essas circunstâncias também caracterizam a Literatura e a Imprensa cearense,  principalmente a situação das escritoras e jornalistas da Terra da Luz. Nessa perspectiva, o estudo da crônica cearense de autoria feminina possibilita a renovação ou até a criação de novos cânones, que podem coexistir, não se restringindo a novos nomes ou novas obras, mas também a novos gêneros anteriormente excluídos e inferiorizados, como a crônica. As características híbridas da crônica podem ser análogas aos de jornalistas e escritores ou escritoras que transitam habilmente entre a imprensa e a literatura, de forma que o processo de escrita e sua própria escritura são influenciados por seus respectivos suportes.  Nesse contexto, é importante buscar respostas para a seguinte problemática: Como rastrear o  processo de inclusão da crônica de autoria feminina na história da Literatura e da Imprensa Cearense? Considerando esta questão central, este trabalho pretende ultrapassar os registros históricos, para analisar também a construção da íntima relação e das tênues e permeáveis fronteiras entre o literário e o jornalístico, para buscar a compreensão da simbiose dos discursos, das transformações mútuas entre essas narrativas. Assim como também, caminhar  pelos campos ainda pouco explorados da escrita da mulher nos jornais, reconhecendo como estes periódicos influenciaram na sua escritura.  No Ceará, a Literatura e a Imprensa, desde o século XIX, caminharam de mãos dadas, de forma que não se pode estudar um sem considerar o outro, escrita literária e  jornalística se retroalimentaram nas terras alencarinas. E apesar da pena ser um ofício dominado pelos homens, as mulheres cearenses também escreveram e publicaram. Elas estiveram presentes em todos os movimentos e associações literárias que vingaram no Ceará e muitas ousavam frequentar os cafés e redações de jornais, inclusive fundando periódicos para defender os direitos femininos. Entretanto, devido às bases patriarcalistas da sociedade brasileira e cearense, muito da produção literária e jornalística das mulheres cearenses ficaram a margem da 3
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