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ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES DA ombro

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ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES DA OMBRO Resumo: Nesse estudo foi analisada a atividade elétrica dos músculos do ombro visando identificar quais músculos têm papel estabilizador. A eletromiografia foi realizada para comparação da atividade dos músculos durante os movimentos de flexo -extensão diagonal (mm. trapézio superior, trapézio inferior, supraespinhal, serrátil anterior, subescapular porção superior e inferior -, deltóide anterior e posterior) e de rotação lateral e medial
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  ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MÚSCULOS ESTABILIZADORES DAOMBRO Resumo: Nesse estudo foi analisada a atividade elétrica dos músculos do ombro visando identificar quais músculos têmpapel estabilizador. A eletromiografia foi realizada para comparação da atividade dos músculos durante os movimentosde flexo -extensão diagonal (mm. trapézio superior, trapézio inferior, supraespinhal, serrátil anterior, subescapular -porção superior e inferior -, deltóide anterior e posterior) e de rotação lateral e medial com o braço a 90 o de abduçãohorizontal (trapézio superior, trapézio inferior, supraespinhal, serrátil anterior, subescapular - porção superior e inferior-, grande dorsal e redondo menor). De forma sincronizada, foi utilizado um dinamômetro isocinético para controle daposição e velocidade angulares. Os resultados evidenciam uma pré-ativação de todos os músculos analisados,particularmente o m. trapézio superior para o movimento de rotação. A análise da intensidade do sinal mostra que o m.serrátil anterior apresentou um comportamento mais regular em todas as velocidades angulares e movimentosrealizados.Palavras Chave: Eletromiografia, Músculo, Ombro. Abstract: This study investigated the electrical activity of the shoulder muscles in order to identify which of them have astabilization role. The electromyography was used to compare muscle activity along diagonal flexion-extensionmovements (upper trapezius, lower trapezius, supraspinatus, serratus anterior, subscapularis – upper and lower portions -, anterior and posterior deltoid) and along lateral and medial rotation with 90 o of horizontal abduction of thearm (upper trapezius, lower trapezius, supraspinatus, serratus anterior, subscapularis – upper and lower portions -,latissimus dorsi and teres minor). A dynamometer isokinectic was used synchronically for angular position and velocitycontrol. The results showed pre-activation of all muscles, mainly the upper trapezius muscle for rotation movement. Theanalysis of the signal intensity showed that serratus anterior muscle role a regular behavior along all angular velocitiesand movements analyzed.Keywords: Electromyography, Muscle, Shoulder. INTRODUÇÃO A cintura escapular é um complexo demúsculos, com 3 articulações verdadeiras e 2articulações falsas, que permitem a maiormobilidade entre todas as regiões encontradas nocorpo, aproximadamente 180 graus de flexão,abdução e rotação e 60 graus de hiperextensão[1,2]. Os músculos que compõem a cinturaescapular são os músculos peitoral maior e menor,subclávio, trapézio superior, médio e inferior,rombóide maior e menor, deltóide, o bíceps comsua cabeça longa e curta, tríceps braquial,coracobraquial, elevador da escapula,subescapular, supra-espinhal, infra-espinhal,redondo maior, redondo menor, serrátil anterior e ogrande dorsal [2,3,4].A seqüência e o nível de atividademuscular na maioria dos músculos do ombro têmsido identificados em muitos esportes através douso da eletromiografia (EMG). Um dos principaisestudos na análise EMG do ombro é de Kronberget al.[5], que estudaram os movimentos de abduçãono plano coronal, flexão, extensão e rotação laterale medial na posição do braço ao longo do corpo,com abdução de 45 o e 90 o . Kai-Nan An [6] colocaque os músculos teriam a primáriaresponsabilidade para manter o equilíbrio narotação articular. E é de suma importância lembrarque em articulações com muitos graus deliberdade, os constritores cápsulo-ligamentares sãomenos importantes, e os músculos teriam um papelmaior na função de estabilizar a articulação. Umadiminuição dos movimentos escapulares podeindicar a srcem da instabilidade multidirecionalquando comparados com indivíduosassintomáticos. Sabendo que o músculo serrátilanterior tem inserção no bordo medial e no ânguloinferior da escápula, alguns estudos [7,8] vemdirecionando a atenção em exercícios para ele,  principalmente quanto à sua atividade EMGdurante os movimentos de elevação do ombro paraidentificação do seu papel [9]. Além desse, o m.subescapular também é considerado umestabilizador do ombro. [10].   Esta grande diversidade de problemas e aalta incidência de lesões tornam de grandeinteresse saber como se dá a estabilidade doombro.As questões específicas são:1.   Nos músculos da cintura escapular existepré-atividade ao movimento do braço?2.   Como se comportam os músculos durantea atividade de elevação e rotação doombro?Estas questões serão investigadas através daproposição de Richardson et al.,[11] que trazem oconceito de músculo estabilizador de um ponto devista mais elaborado e definiram o comportamentoEMG de músculos   estabilizadores como de sinal   elétrico   de baixa intensidade, com atividadeconstante, ativo independente da direção domovimento e antecipatório à atividade dosmúsculos considerado agonista do movimento,afirmam também que os músculos estabilizadorestem características anatômicas próprias, sendo elesnormalmente de localização profunda,monoarticular e com feixes anatomicamente semvantagem de alavanca para gerar altos torques emmovimentos específicos. E ainda, hipotetizaramuma definição funcional por serem responsáveis ebastante ativos em movimentos antigravitacionais. MATERIAIS E MÉTODOS Esse estudo é parte integrante de um projetoem andamento, realizado no Laboratório deBiomecânica do Movimento Humano da USJT, efoi aprovado pelo Conselho de Ética e Pesquisa(COEP) da Universidade São Judas Tadeu.Foi apresentada uma breve explanação dotrabalho para todos os indivíduos que participaram   do experimento e apresentado a eles um termo deconsentimento livre e esclarecido para que,havendo concordância dos mesmos fosse dadoprosseguimento ao estudo.A amostra consistiu-se de cinco indivíduossaudáveis, do gênero masculino, com idade de22,75±0,5 anos, altura de 175,25±7,73 cm, e massacorporal de 72,5±5 kg.   Para a captação dos sinais dinamométricos eeletromiográficos foram utilizados os seguintesmateriais: Dinamômetro Isocinético Biodex Sistem 3 (Biodex Medical Systems®), Eletrodos desuperfície descartáveis e um de referência(Noraxon®), eletrodos estéreis de fio fino Viasys™Helthcare . Sistema de Aquisição de Dados deEletromiografia MyoSystem (Noraxon®), Softwarepara armazenamento dos dados MyoResearch  (Noraxon USA®), Gerador Universal de corrente(Nemesys, Quark®).Este estudo foi realizado no Laboratório deBiomecânica da Faculdade de Educação Física daUniversidade São Judas Tadeu. Foram utilizadasduas técnicas de investigação em biomecânica:Eletromiografia e Dinamometria Isocinética. Aprimeira coleta foi a aquisição do sinal dosmúsculos nos testes de força muscular descritospor Kendall, McCreary e Provance[12]paradeterminação da contração voluntária máxima(CVM) para posterior normalização do sinal, comodescrito por Kronberg et al.[5]. Os indivíduosforam posicionados sentados e foram instruídos arealizar os movimentos com o membro dominante,em duas tarefas diferentes, totalizando 4 formas decoleta. A primeira tarefa era a realização de um  movimento de rotação lateral com o ombroabduzido, de forma breve e rápida (CRrot). Asegunda tarefa era a realização de um movimentode flexão diagonal curta e rápida (CRflex). Paraessas duas primeiras tarefas o dinamômetro foipreparado para realizar um movimento isocinéticoa 500°/s, para garantir pouca resistência aoindivíduo. Além disso, os indivíduos realizaram 3repetições de cada uma das duas tarefas. A terceirae quarta tarefa foram feitas com a realização dosmovimentos isocinéticos de flexão/extensãodiagonal no modo isocinético a 60 e 270°/s(FLEX60; EXT60; FLEX270; EXT270), emovimentos de rotação lateral/medial comabdução de 90 graus no modo isocinético a 60 e210°/s (ROTmed60; ROTlat60; ROTmed210;ROTmed210), os indivíduos realizaram cincorepetições de cada movimento com intervalos de90 s de descanso para diminuir o efeito da fadiga.Como o estudo pretendia verificarmúsculos estabilizadores, adotou-se uma tarefacom movimento de baixa velocidade, para melhorcontrole do movimento, e uma tarefa na velocidademais alta que conseguíssemos monitorar. Paradeterminar uma velocidade alta, mas que oindivíduo permanecesse em uma velocidadeisocinética.Previamente à aplicação dos eletrodossobre a pele, foi feita a tricotomia nos locais parareduzir a resistência elétrica da pele com o pontode contato dos eletrodos. Foi colhido o sinal emuma freqüência de aquisição de 2000 Hz. Os sinaisforam convertidos para o domínio do tempoatravés da freqüência de amostragem, retificados efiltrados por um filtro (200Hz). O sinal EMG foiadquirido por um amplificador diferencial bipolarde oito canais, com eletrodos superficiais Ag / AgAcl com 4 mm de altura e 9 mm de larguradistanciados 3 cm um do   outro. O   equipamento foioperado com um filtro passa-banda de 10 a 500Hz, com um de ganho 1.000. Outras característicasdo sistema adotado foram as seguintes:Impedância de entrada: > 10 M Ω  Freqüências inferiores e superiores: 10 a 2.000 HzModo comum de rejeição (CMRR): > 85 dBTaxa de ruído: < 1 µ V RMSSaída USB para PC cada msAmplificação total de 1000 vezesOs eletrodos utilizados foram do tipo fiofino, invasivos, nos músculos supra-espinhal e nasporções superior e inferior do músculosubescapular, e do tipo de superfície para osdemais músculos.Antes da colocação do eletrodo foirealizada tricotomia, quando necessário, e limpezada pele com álcool para redução da resistênciaelétrica da pele.Para determinação da colocação doseletrodos de fio fino no músculo subescapularseguiu-se os métodos descritos por KABADA etal., [15] RESULTADOS Análise do tempo de ativação A figura 1 mostra o tempo de ativação dosmúsculos Trapézio superior(UT), Trapézioinferior(LT), Supra-espinhal(SS), Subescapularsuperior(USSc), Subescapular inferior(LSSc),Serrátil Anterior(SA), Deltóide anterior(ADelt) eDeltóide posterior(PDelt) em relação ao início domovimento de flexão diagonal. Da mesma forma,A figura 2 mostra o tempo de ativação dosmúsculo UT, LT, SS, USSc, LSSc, SA, (latísssimodo dorso(LD) e redondo menor™ em relação aoinício do movimento de rotação.  UTLTSSUSScLSScSAADeltPDelt-220 -200 -180 -160 -140 -120 -100 -80 -60 -40 -20 0 Tempo (ms) Músculos   Figura 1 – Gráfico demonstrando o início daatividade muscular (pré-atividade) em relação aotempo, no movimento de flexão diagonal doombro. (ut)trapézio superior; (LT) trapézioinferior; (SS) supra-espinhal; (USS) subescapularsuperior;(LSSc) subescapular inferior; (SA) serrátilanterior; (LD) grande dorsal; (Tm) redondo menor.note o início do movimento determinado pelogoniômetro está padronizada pelo momento 0 msdo temo. UTLTSSUSScLSScSALDTm-220 -200 -180 -160 -140 -120 -100 -80 -60 -40 -20 0 pré-ativação (ms) músculos   Figura 2 – Gráfico demonstrando o início daatividade muscular (pré-atividade) em relação aotempo, no movimento de rotação lateral do ombrocom abdução de 90°. (ut)trapézio superior; (lt)trapézio inferior; (ss) supra-espinhal; (ussc)subescapular superior;(lssc) subescapular inferior;(as) serrátil anterior; (ld) grande dorsal; (tm)redondo menor. note o início do movimentodeterminado pelo goniômetro está padronizadapelo momento 0 ms do tempo .   Análise da intensidade rms do sinal EMG As figuras 3, 4 e 5 mostram, respectivamentepara os movimentos de flexão-extensãodiagonal e rotação lateral e medial com obraço abduzido horizontalmente a 90 o nasvelocidades angulares de 60 e 270 0/s , aintensidade do sinal dos mesmos músculosanalisados anteriormente descritos. flexão/60 extensão/60 flexão/270 extensão/2700246810121416 EMG (%CIVM) movimento / velocidade angular ( o /s)UTLTSSUSScLSScSAADeltPDelt   Figura 3 – Gráfico demonstra o valor rms , nomovimento de flexão e extensão diagonal doombro, nas velocidades de 60 e 270°/seg.(UT)trapézio superior; (LT) trapézio inferior; (SS)supra-espinhal; (USSc) subescapularsuperior;(LSSc) subescapular inferior; (AS) serrátilanterior; (LD) grande dorsal; (TM) redondo menor.   rot lat / 60 rot med / 600123456 EMGrms normalizado pela CVM  movimento / velocidade angularUTLTSSUSScLSScSALDTm   Figura 4 – Gráfico demonstra o valor rms , nomovimento rotação lateral e medial do ombro, navelocidade isocinética de 60°/seg. (UT)trapéziosuperior; (LT) trapézio inferior; (SS) supra-espinhal; (USSc) subescapular superior;(LSSc)
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