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ANÁLISE BIOMÉTRICA DA REGENERAÇÃO NATURAL DE ALGUMAS ESPÉCIES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CÁSSIA - MG

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MARCUS AURELIUS SIDORUK VIDAL ANÁLISE BIOMÉTRICA DA REGENERAÇÃO NATURAL DE ALGUMAS ESPÉCIES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CÁSSIA - MG Dissertção presentd o Curso de
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MARCUS AURELIUS SIDORUK VIDAL ANÁLISE BIOMÉTRICA DA REGENERAÇÃO NATURAL DE ALGUMAS ESPÉCIES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CÁSSIA - MG Dissertção presentd o Curso de Pós- Grdução em Engenhri Florestl do Setor de Ciêncis Agráris d Universidde Federl do Prná, como requisito prcil à obtenção do título de Mestre em Ciêncis Florestis . Orientdor: Prof. Dr. Sylvio Péllico Netto Co-orientdor: Prof. Dr. Crlos Roberto Snquett CURITIBA 2000 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA FLORESTAL PARECER DE DEFESA DE DISSERTAÇÃO N 301 Os membros d Bnc Exmindor designd pelo Colegido do Progrm de Pós-Grdução em Engenhri Florestl, reunirm-se pr relizr rgüição d Dissertção de Mestrdo, presentd pelo cnddto MARCUS AURELIUS SIDORUK VIDAL sob o título ANÁLISE BIOMÉTRICA DA REGENERAÇÃO NATURAL DE ALGUMAS ESPÉCIES EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CÁSSIA - MG , pr obtenção do gru de Mestre em Ciêncis Florestis, no Progrm de Pós-Grdução em Engenhri Florestl do Setor de Ciêncis Agráris d Universidde Federl do Prná, Áre de Concentrção MANEJO FLORESTAL. Após hver nlisdo o referido trblho e rgüido o cnddto são de precer pel APROVAÇÃO d Dissertção. Curitib, 15 de junho de 2000 Pesq. Dr. Edilson Btist de Oliveir; Primeiro Exmindor EMBRAPA/CNPFlorest Prof. Dr. Crlos Roberto Snquett Segundo Exmindor UFPR Às florests Aos que estudm s florests DEDICO ii AGRADECIMENTOS À Coordenção de Aperfeiçomento de Pessol de Ensino Superior (CAPES), pelo finncimento deste trblho. À Universidde Federl do Prná (UFPR), trvés do Curso de Pós- Grdução em Engenhri Florestl, por conceder est oportunidde. Aos professores, Dr. Sylvio Péllico Netto e Dr. Crlos Roberto Snquett, pel oportunidde, confinç, colborção neste trblho, e pel mizde, estímulo e dedicção sempre presentes. Ao Engenheiro Florestl e migo Márcio Coriol, pelo uxílio n colet de ddos, e sugestões presentds neste trblho. Ao Srs. Antônio Mrcos Cost e fmíli, Antônio Silv e Edurdo Silv, pelo uxílio n identificção ds espécies no cmpo, pel mizde e dedicção durnte colet de ddos. Ao Sr. Ricrdo Pedrário de Azevedo, pelo poio oferecido n colet de ddos, em Cássi - MG. Ao Sr. Miguel Angelo Moretti, pelo uxílio n elborção dos croquis. Ao meu pi Armndo Crlos Vidl ( f? 21/06/1999) que de lgum belo lugr está vendo este trblho relizdo. À minh mãe Eglir Sidoruk Vidl e o meu irmão Mrcus Vinícius Sidoruk Vidl, pel dedicção, incentivo e crinho, presentes em todos os momentos. À minh ti Edimé dos Anjos Césr Sidoruk pelo incentivo, compreensão e forç nos momentos difíceis. iii À minh ti Ev Sueli Nsser Vidl, pelo incentivo, crinho e uxílio pedgógico. À Zuleik de Fátim Vlski, um pesso muito especil n minh vid, que com crinho, compreensão, inteligênci e cim de tudo mor, foi fundmentl pr relizção deste trblho. Obrigdo Zuleik, eu te mo! Aos migos Admir Lopes Mor, An Mri Mello Peixoto, Augusto Cesr Svolenski, Décio José de Figueiredo, Gbriel Leonhrdt, Henrique Sores Koehler, Júlio Césr Vlski, Júlio Edurdo Arce, Lucino Budnt Schf, Regine Borsto, Ronldo Gnypek, Sergio Aprecido Ignácio, Wdir Brndão, pelos momentos produtivos e divertidos o longo do curso. A todos que contribuírm, diret ou indiretmente, pr relizção deste trblho. iv BIOGRAFIA DO AUTOR Mrcus Aurelius Sidoruk Vidl, filho de Armndo Crlos Vidl e Eglir Sidoruk Vidl, nsceu em 7 de dezembro de 1970, Curitib, Estdo do Prná. Concluiu o curso primário e o primeiro gru no Colégio Noss Senhor do Rosário (Curitib) em Concluiu o segundo gru no Colégio Brddl (Curitib) em Grduou-se em Engenhri Florestl, pel Universidde Federl do Prná, em mrço de Concluiu est Dissertção em junho de 2000, tornndo-se Mestre em Ciêncis Florestis pel Universidde Federl do Prná. Atulmente é professor de Esttístic e Mtemátic, nos cursos de Administrção de Empress, Ciêncis Econômics e Mtemátic no Centro Universitário Cmpos de Andrde - UniAndrde - Curitib. Prná. v SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ix LISTA DE TABELAS x RESUMO xi ABSTRACT xii 1.INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA BJETIV0S 2 2.REVISÃO DE LITERATURA REGENERAÇÃO NATURAL DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL CENSO E AMOSTRAGEM CENS O AMOSTRAGE M Método de Áre Fix Método de Strnd Método de Prodn Método de Qudrntes 21 3.MATERIAL E MÉTODOS 23 vi 3.1.LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDOS CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDOS GEOMORFOLOGIA, SOLOS E CLIMA VEGETAÇÃO CENS O PROCESSO E MÉTODO DE AMOSTRAGEM TAMANHO E FORMA DA UNIDADE AMOSTRAL INTENSIDADE DE AMOSTRAGEM MEDIÇÕES DAS UNIDADES AMOSTRAIS IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES CROQUI DAS UNIDADES AMOSTRAIS PARÂMETRO S DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL MÉTODOS DE AMOSTRAGEM MÉTODO DE ÁREA FIXA MÉTODO DE STRAND MÉTODO DE PRODAN MÉTODO DE QUADRANTES 36 4.RESULTADOS E DISCUSSÕES 38 vii 4.1.CENS O DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL MÉTODOS DE AMOSTRAGEM MÉTODO DE ÁREA FIXA MÉTODO DE STRAND MÉTODO DE PRODAN MÉTODO DE QUADRANTES SÍNTESE COMPARATIVA DOS MÉTODOS DE AMOSTRAGEM CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES CONCLUSÕE S RECOMENDAÇÕE S 60 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 62 ANEXOS 67 viii LISTA DE FIGURAS FIGURA 1. UNIDADES AMOSTRAIS PARA O MÉTODO DE ÁREA FIXA 32 FIGURA 2. UNIDADES AMOSTRAIS PARA O MÉTODO DE STRAND 35 FIGURA 3. UNIDADES AMOSTRAIS PARA O MÉTODO DE PRODAN 36 FIGURA 4. UNIDADES AMOSTRAIS PARA O MÉTODO DE QUADRANTES 38 FIGURA 5. HISTOGRAMA DE FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE N DE REGENERAÇÕES/100m 2 (CENSO) 40 FIGURA 6. HISTOGRAMA DE FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE N DE REGENERAÇÕES/100m 2 (ÁREA FIXA) 45 FIGURA 7. HISTOGRAMA DE FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE N DE REGENERAÇÕES/100m 2 (STRAND) 48 FIGURA 8. HISTOGRAMA DE FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE N DE REGENERAÇÕES/100m 2 (PRODAN) 51 FIGURA 9. HISTOGRAMA DE FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE N DE REGENERAÇÕES/100m 2 (QUADRANTES) 54 ix LISTA DE TABELAS TABELA 1. DENSIDADES ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE (CENSO) 38 TABELA 2. FREQÜÊNCIAS ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE NAS SUBPARCELAS (CENSO) 39 TABELA 3. FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE DENSIDADE (CENSO) 39 TABELA 4. ÍNDICE DE MORISITA PARA AS ESPÉCIES 41 TABELA 5. DENSIDADES ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE (ÁREA FIXA) 44 TABELA 6. FREQÜÊNCIAS ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE NAS SUBPARCELAS (ÁREA FIXA) 44 TABELA 7. FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE DENSIDADE (ÁREA FIXA) 44 TABELA 8. DENSIDADES ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE (STRAND) 46 TABELA 9. FREQÜÊNCIAS ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE NAS SUBPARCELAS (STRAND) 47 TABELA 10. FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE DENSIDADE (STRAND) 47 TABELA 11. DENSIDADES ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE (PRODAN) 50 TABELA 12. FREQÜÊNCIAS ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE NAS SUBPARCELAS(PRODAN) 50 TABELA 13. FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE DENSIDADE (PRODAN) 51 TABELA 14. DENSIDADES ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE (QUADRANTES) 53 TABELA 15. FREQÜÊNCIAS ABSOLUTA E RELATIVA, POR ESPÉCIE NAS SUBPARCELAS (QUADRANTES) 53 TABELA 16. FREQÜÊNCIA DE SUBPARCELAS POR CLASSES DE DENSIDADE (QUADRANTES) 54 TABELA 17. MÉDIA DO NÚMERO DE REGENERAÇÕES EM 100m 2, POR MÉTODO 56 x RESUMO O presente trblho de pesquis teve como principl objetivo vlição do potencil d regenerção nturl em um Florest Estcioni Semidecidul, loclizd no município de Cássi - MG. Foi nlisd distribuição espcil de 13 espécies dest florest, lém de prâmetros d estrutur horizontl (densidde e freqüênci). Tmbém form testdos métodos de mostrgem pr detectr ocorrênci de regenerção nturl. Form utilizds cinco uniddes mostris de 1 hectre (100 m x 100 m) distribuíds sistemticmente n áre, ns quis form medids tods s regenerções ds espécies selecionds (Censo) com DAP 10 cm, sendo que pr os indivíduos que não possuím DAP, form medids sus respectivs lturs. Foi feito o croqui dests prcels em um escl 1:200 pr testr os métodos de mostrgem. As espécies de mior densidde form: Perob Ros ( Aspidosperm polyneuron Muell. Arg.), 41,60%; Guritá (Astronium grveolens Jcq.), 29,88%; Bálsmo (Myrocrpus frondosus Fr. Ali.), 12,14% e Jequitibá Ros (Crínin leglis (Rddi) Kuntze), 6,77% totlizndo mis de 90% do número de indivíduos por hectre. As mesms espécies tmbém form s mis freqüentes. Algums espécies presentrm densidde nul ou insignificnte, tis como: Jtobá (Hymene courbril Linn.), 0,10%; Amoreir (Mdur tinctorí (L) D. Don ex Steudel), 0,08%; Ipê Amrelo (Tbebui sp.), 0,04%; Cnfístul (Cssi ferrugine Schrd. ex DC.), 0,02%. Em relção distribuição espcil ds espécies, concluiu-se que grnde miori segue distribuição grupd (gregd) com novos indivíduos se concentrndo n proximidde d mtriz (plnt-mãe) ou com dispersão de sementes pelo vento. Algums espécies seguem um pdrão de distribuição csul ou letório, pois sus fenologis form em époc diferente à d colet dos ddos. Form testdos qutro métodos de mostrgem pr obtenção do número de indivíduos por hectre (densidde): Método de Áre Fix, Método de Strnd, Método de Prodn e Método de Qudrntes. Pr o Método de Áre Fix form utilizds 250 mostrs de 100 m 2 (10 m x 10 m). No Método de Strnd utilizou-se 250 uniddes mostris (linhs). Form utilizds 205 uniddes mostris (pontos) no Método de Prodn. Pr o Método de Qudrntes utilizou-se 236 uniddes mostris (pontos) pr obtenção ds estimtivs. Todos estes métodos presentrm s espécies Perob Ros, Guritá, Bálsmo e Jequitibá Ros como sendo s de mior densidde e freqüênci. Porém o Método de Áre Fix presentou os melhores resultdos qundo comprdo com os resultdos do Censo. Os Métodos de Strnd, de Prodn e de Qudrntes superestimrm estes resultdos. Plvrs-chve: Regenerção nturl, distribuição espcil, métodos de mostrgem. xi ABSTRACT The min objective of this reserch pper ws to evlute the nturl regenertion potentil of Semideciduous Sesonl Forest locted in Cássi-MG county, Southestern Brzil. Prmeters of horizontl structure (bundnce nd frequency) nd the sptil dispersion of 13 selected species were nlyzed. Smpling methods used to detect the occurrence of nturl regenertion were lso tested. All regenerting individuls of the selected species with dbh 10 cm were mesured in 5 smpling units of 1 h (100 m x 100 m) rndomly distributed; when the individuls were shorter thn 1.3 m their heights were mesured. In order to test the smpling methods drwing in scle of 1:200 of ech smpling unit ws mde. The most bundnt species were: Perob Ros ( Aspisdosperm polyneuron Muell. Arg.) with 41.60%, Guritá (Astronium grveolens Jcq.) with 29.88%, Bálsmo (Myrocrpus frondosus Fr. All.) with 12.14% nd the Jequitibá Ros (Crinin leglis (Rddi) Kuntze) with 6.77% counting over 90% of the number of individuls per hectre; besides, these species were the most frequent ones. Some species did not present vlue for the bundnce prmeter or their vlue were insignificnt, s: Jtobá (Hymene courbril Linn.) with 0.10%, Amoreir (Mdur tinctori (L) D. Don ex Steduel) with 0.08%, Ipê Amrelo (Tbebui sp.) with 0.04% nd Cnfistul (Cssi ferrugine Schrd. ex. DC.) with 0.02%. In reltion to the sptil dispersion, most species studied presented grouped dispersion pttern (clustered) with seedlings concentrted ner the mother-tree or with seed dispersed by wind. Some species hd rndom pttern of dispersion s their bloom period re different from the period of dt collection. Four smpling methods, to estimte the number of individuls per hectre, were tested: Fixed Are, Strnd, Prodn nd Qudrnts. The Fixed Are method ws bsed on 250 plots of 100 m 2 (10 m x 10 m). The Strnd method ws bsed on 250 lines (smpling units). The Prodn method ws bsed on 205 points (smpling units). The Qudrnts method ws bsed on 236 points used s smple units in order to obtin the estimtes. All tested methods were efficient in detecting Perob Ros, Guritá, Bálsmo nd Jequitibá Ros s the most bundnt nd frequent species in the forest. However, the Fixed Are method presented the best results when compred to the census. The methods of Strnd, Prodn nd Qudrnts overestimted the results. Keywords: Nturl regenertion, sptil dispersion, smpling methods. xii 1 1.INTRODUÇÃO O proveitmento rcionl de florests nturis, ecossistems complexos, necessit do desenvolvimento de técnics silviculturis dequds, bseds n ecologi de cd tipo de formção vegetl. Ftores importntes pr se fzer intervenções sem exurir estes recursos devem ser estuddos, tis como: dinâmic de crescimento, estrutur d florest e recomposição florestl nturl. Pr florest produzir continumente, é necessário conhecer profundmente o processo de regenerção nturl e su estrutur em relção à su composição florístic e seu potencil qulittivo e quntittivo. Os spectos relciondos com regenerção nturl são de tl importânci pr florest dult, pois drá prosseguimento à mnutenção d su biodiversidde. Um dos principis spectos é o conhecimento d densidde d regenerção nturl n florest. O emprego de metodologis de mostrgem vis uxilir os inventários relizdos em florests nturis que, gerlmente, possuem grndes extensões e difícil cesso. Outro specto ser nlisdo é distribuição espcil ds espécies. Est nálise fornece conclusões sobre dispersão ds espécies em relção à su mtriz, e ind estudos sobre ftores bióticos e bióticos que influencim n distribuição espcil dos indivíduos d regenerção nturl. O mnejo florestl sustentável depende d qulidde e quntidde d regenerção nturl, porém isto não sendo devidmente observdo, florest que possuir um diversidde florístic elevd, pode perder heterogeneidde e, conseqüentemente, função ecológic e econômic, tendo em vist que espécies de vlor comercil podem ser extints. 2 A Florest Estcioni Semidecidul é um tipo de vegetção bstnte descontínuo no Brsil, sempre situdo entre dois clims, um úmido e outro árido, com flor bundnte, porém pouco mnejd. Estudos recentes mostrm que só s florests ds regiões do sul de Mins Geris e do sudoeste do Prná estão sendo mnejds JUSTIFICATIVA A uto-ecologi de espécies ntivs é o ponto de prtid de um silvicultur desenvolvid. A regenerção ds florests nturis, pr o homem, ind é um desfio. A produtividde e o desenvolvimento de florests estão relciondos com o estdo fisiológico d árvore em relção o seu meio mbiente (INOUE, 1979). Estudr regenerção nturl ds florests propici um conhecimento ds espécies, desenvolve melhori ns técnics pr o seu mnejo e o seu proveitmento e é um importnte ferrment pr elborção de plnos de mnejo florestl, pois present informções básics que serão utilizds ns intervenções que vierem ser prticds no povomento (CARVALHO, 1982). Bsendo-se nests questões, o presente trblho pretende vlir regenerção nturl de lgums espécies em um Florest Estcioni Semidecidul loclizd no município de Cássi - MG BJETIV0S Os objetivos principis deste trblho são: 3 ) Avlir o potencil d regenerção nturl em um Florest Estcioni Semidecidul, loclizd no município de Cássi-MG; b) Buscr melhor conhecimento d regenerção nturl de lgums espécies mis importntes e su distribuição espcil; c) Testr métodos de mostrgem pr detectr ocorrênci d regenerção nturl. 2.REVISÃO DE LITERATURA 2.1.REGENERAÇÃO NATURAL A regenerção nturl constitui um consistente licerce pr sobrevivênci e o desenvolvimento do ecossistem florestl (CORVELLO, 1983). A regenerção nturl ds florests compreende o processo utógeno de perpetução de sus espécies rbóres. Tecnicmente, regenerção nturl é um form de reconstituir ou perpetur povomentos florestis trvés d disseminção nturl ds sementes e d produção vegettiv utógen (brotção de tocos, rízes e prtes de vegetl cído). A propgção pel regenerção nturl requer, por su vez, o conhecimento d uto-ecologi ds espécies (no mínimo, o que se refere à produção e à disseminção ds sementes, germinção e exigêncis eco-fisioiógics d fse juvenil ds árvores) e d plicção de lgums técnics de regenerção. 4 A longo przo, regenerção nturl obedece os preceitos d silvicultur nturlístic, trduzids pel produção florestl sustentd e pel conservção dos elementos de produção (INOUE, 1979). O termo regenerção nturl refere-se, gerlmente, às fses juvenis ds espécies florestis. Consider-se o limite superior d regenerção o DAP de 15 cm (CARVALHO, 1982). A regenerção nturl compreende os indivíduos com DAPs inferiores 5 cm (ROLLET, 1978). Pode-se tmbém considerr como regenerção nturl os indivíduos rbóreos com DAP menor que 20 cm (LONGHI, 1980). A regenerção nturl diz respeito tods s plnts existentes no intervlo compreendido entre 10 cm de ltur e 10 cm de DAP. Estes limites podem ser estbelecidos de cordo com o objetivo do levntmento e constitui o poio ecológico d sobrevivênci do ecossistem florestl (FINOL, 1969). O sucesso d regenerção nturl depende d ção de dois processos: germinção e competição. No processo d germinção, de durção bem curt, consider-se como find germinção qundo plântul exibe um superfície fotossintétic suficiente pr o seu próprio bstecimento em limento. Atum mis os ftores: periodicidde e intensidde de frutificção, dormênci d semente, disseminção ds sementes, tolerânci à sombr, águ, nutrientes e proteção. A competição é o processo que define intensidde de regenerção por espécie envolvid. A ção prepondernte de águ, luz, solo e bioelementos, embor indiretmente trvés d fisiologi ds plnts, determin seleção ds espécies e, dentre ests, os indivíduos mis ptos pr perpetução do povomento florestl. A mneir mis simplificd de interpretr competição é seguinte: sob condições existentes de bstecimento de águ, intensidde e período de luz, nturez, 5 profundidde e fertilidde do solo, tempertur e umidde do r, ftores biológicos de competição, sobreviverão queles indivíduos que estiverem, genétic e fisiologicmente dptdos utilizr o máximo os ftores de produção (INOUE, 1979). Cd tipo de regenerção depende de lgums condições, porém s mis indispensáveis são: presenç de sementes viáveis em quntidde suficiente e condições edfo-climátics à ltur ds exigêncis de germinção e crescimento. A produção de sementes deve ser suficiente pr o suprimento mis ou menos ininterrupto de sementes viáveis pr um bom número de espécies. O clor e umidde devem ser propícios pr que se poss considerr permnentemente ótims s condições de germinção e crescimento ns florests. Entretnto, o ftor decisivo pr o êxito do crescimento e o estbelecimento d regenerção, está n luminosidde. As espécies rbóres são clssificds de cordo com s respectivs exigêncis reltivs à luz: espécies heliófiis (heliófits), que necessitm de luz mis ou menos plen do início o fim d vid. Pertencem est clsse tods s árvores colonizdors de superfícies berts e precursors do reflorestmento. A regenerção dests não enfrent dificuldde em clreirs de miores dimensões e áres desmids, ou sej, em condições de bundnte luminosidde. Espécies escióftls, que se regenerm n sombr do povomento e, sob certs condições, conseguem mnter-se n sombr durnte tod vid; precism de sombr pelo menos durnte o período juvenil. Trt-se de árvores de menor porte, ou sej, com dimensões pequens ou médis, ms que podem tingir um idde vnçd. Pr chegr tnto, s espécies de grnde porte, ou sej, s que lcnçm o estrto superior, precism, o menos n segund metde d vid, de um substncil 6 créscimo de luminosidde. Espécies prcilmente esciófils, cpzes de regenerrse n sombr ou sob luz, ms que n primeir fse necessitm de luz plen. Têm como crcterístic de regenerção su cpcidde de disseminr com êxito s sementes no próprio interior d florest. No entnto, tolerânci ds plântuls à sombr é temporrimente limitd. Se não houver incremento lgum de luminosidde, els cbm morrendo. Em compensção, já o próximo no de formção de sementes crret um nov lev de regenerção. Além d águ, clor e luz, há um série de outros ftores bióticos e bióticos que exercem influênci sobre o desenvolvimento de todos os tipos de regenerção, tis como: nimis que dnificm ou consomem s sementes, doençs cusds por fungos cusdores d morte de plnts n fse juvenil, entre outrs. Porém, o ftor mis importnte é, em gerl, concorrênci oferecid pelo resto d vegetção que encobre o solo. Em florests fechds ess cobertur é escss, ms, um vez bert florest, el se lstr sobre áre num ritmo vorz, impossibilitndo regenerção de espécies esciófils e prcilmente esciófils. As heliófils, devido o seu grnde potencil de crescimento, sobrepujm est flor invsor,
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