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ARTIGO A TECNICIDADE NO PROCESSO DE CONSTRUCAO IDENTITARIA.docx

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A TECNICIDADE NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA Claudio Luiz da Silva Oliveira* Resumo Muito se fala sobre a construção da identidade e os fatores que envolvem a formação do ser humano. Este trabalho tem como objetivo analisar como ocorre essa construção numa era globalizada, com os meios de comunicação tão avançados e uma juventude tão conectada aos meios tecnológicos. Com isso, foi colocado em discussão o homem x sociedade, a chamada sociedade-rede e o “boom” das identidades na nova era,
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  A TECNICIDADE NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA Claudio Luiz da Silva Oliveira* Resumo Muito se fala sobre a construção da identidade e os fatores que envolvem aformação do ser humano. Este trabalho tem como objetivo analisar como ocorreessa construção numa era globalizada, com os meios de comunicação tãoavançados e uma juventude tão conectada aos meios tecnológicos. Com isso, foicolocado em discussão o homem x sociedade, a chamada sociedaderede e o!boom das identidades na nova era, levando em consideração o novo #erfil da juventude moderna. $erviram como base teórica o texto !%dentidade , de &'gmunt(auman )*++-, e !$ociedade Midiatizada , de es/s Mart0n(arbero )*++1-, al2mde outras fontes. 3 #artir das an4lises feitas, concluise que as tecnologiasinterferiram e interferem no #rocesso de construção da identidade, #rinci#almentedos jovens, que se deixam influenciar, com muita facilidade, #elos avançostecnológicos. 5alavraschave6 %dentidade7 construção7 modernidade7 tecnologias. LA TECNICIDAD EN EL PROCESO DE CONSTRUCCIÓN IDENTITARIAResumen Mucho se habla sobre la construcción de la identidad ' los factores que envuelven laformación del hombre. Este trabajo tiene #or objetivo analizar como ocurre esaconstrucción en una era que est4 globalizada, con los medios de comunicación tandesarrolados ' una juventud tan conectada a los medios tecnológicos. Con eso, fue#uesto en discusión el hombre x sociedad, la llamada sociedadred ' el !boom delas identidades en la nueva era, llevando en consideración el nuevo #erfil de la juventud moderna. $irvieron como base teorica el texto !%dentidad , de &'gmunt(auman, ' !$ociedad Midiatizada , de es/s Mart0n(arbero, adem4s de otrasfuentes. 8es#u2s de hechos los an4lisis, se conclu'e que las tecnolog0asinterfirieron e interfieren en el #roceso de construcción de la identidad,#rinci#almente de los jóvenes, que se dejan influir, con mucha facilidad, #or losdesarollos tecnológicos.5alabras llave6 %dentidad7 construcción7 modernidad7 tecnolog0as. 95rofessor de :0ngua Es#anhola da ;niversidade <ederal do 3cre. Es#ecialista em =ecnologias da%nformação e Comunicação e Metodologia do Ensino da :0ngua %nglesa e Es#anhola. Mestrando docurso de 5ósgraduação strictu sensu em :etras da ;niversidade <ederal do 3cre. Email6claudioliveira>+?gmail.com  INTRODUÇÃO 5ercebese claramente que, ao longo do tem#o, as caracter0sticas dasociedade humana t@m sofrido uma alteração significativa. %sso se devees#ecificamente A influ@ncia da globalização num lugar antes tido como imut4vel,sólido e com um rizoma im#oss0vel de sofrer alteraçBes, assim como o conceito desujeito indivis0vel.  ineg4vel o fato de que estamos diante de uma mutação devido atransformaçBes na 2#oca em que vivemos, mudanças essas observadas desde oin0cio da revolução industrial, em que m4quinas #assaram a substituir a mão de obrahumana, fazendo com que esse homem devesse buscar outras formas desobreviv@ncia, uma delas seria dominando a m4quina criada #ara substitu0lo.5or esse motivo, a identidade do indiv0duo #assa #or transformaçBesconstantes, #ois h4 uma #reocu#ação a todo momento em ser aceito. Essasmudanças ocorrem devido ao fator da multi#licação de referentes, conforme afirmaMart0n(arbero )*++1- !desde aqueles com os quais o sujeito se identifica enquantotal, #ois o descentramento não o 2 só da sociedade, mas tamb2m dos indiv0duos,que agora vivem uma integração #arcial e #rec4ria de m/lti#las dimensBes que osconformam. Desse sentido, concluise que o indiv0duo j4 não 2 mais indivis0vel, #oisdentro dele h4 influ@ncias de v4rios referentes.%nicialmente, trataremos sobre a crise das tr@s grandes instituiçBes damodernidade6 o trabalho, a #ol0tica e a escola que, segundo Mart0n(arbero )*++1-constitu0am a fonte do sentido coletivo da vida. 3ssim, a sociedaderede entra comoum fenmeno de se#aração sist@mica !do global e do local, do #/blico formal e do#rivadoreal )Mart0n(arbero, *++1, #.1+-. 3s tecnologias vieram com uma grande influ@ncia no modo de viver do ser humano. Da maioria das situaçBes elas vieram como generosas fontes de ajuda#ara a sobreviv@ncia do novo modo de vida. 5or2m, em alguns casos, elas fazemcom que a humanidade #erca muito de si e da sua ess@ncia. 3s fronteiras, antes tãonecess4rias #ara evitar as invasBes e violaçBes culturais, hoje j4 não existem mais.F4 uma interconexão a n0vel mundial entre em#resas, instituiçBes e indiv0duos,levando as #essoas a inclu0rem ou exclu0rem aquilo que acham necess4rio. %sso 2causado #elo sentimento de im#ot@ncia mediante a ex#osição dada A queda das  fronteiras, levando a #erda do controle da #ró#ria vida. 8e acordo com (auman)*++G, #. >>-  3 questão da identidade tamb2m est4 ligada ao cola#so do Estado de bemestar social e ao #osterior crescimento da sensação de insegurança, com a!corrosão do car4ter que a insegurança e a flexibilidade no local do trabalhot@m #rovocado na sociedade. Estão criadas as condiçBes #ara oesvaziamento das instituiçBes democr4ticas e #ara a #rivatização da esfera#/blica, que #arece mais um talk-show   em que todo mundo vocifera as suas#ró#rias justificativas sem jamais conseguir #roduzir efeito sobre a injustiçae a falta de liberdade existentes no mundo moderno. Hbservase, #ortanto, que a falta de liberdade 2 um fator que j4 se tornou comumno mundo moderno, tendo em vista que nada mais 2 mantido em segredo, comtantos hackers e cracIers invadindo redes socias, lugar onde as #essoas #ostamtoda sua vida, como uma es#2cie de di4rio, só que agora com imagens e v0deos,al2m de não haver mais o cadeado #ara que ningu2m #ossa l@lo. 1A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE   3 busca #ela identidade se tornou um dos assuntos mais discutidos nacontem#oraneidade. %sso ocorre #ela necessidade constante de aceitação nasociedade na qual o indiv0duo se sente #ertencente, baseada em conceitos #r2estabelecidos de reconhecimento e status  social. H ser reconhecido #or suascaracter0sticas #ró#rias e ser aceito 2 um objetivo indiscut0vel. 5ara (auman )*++G,#. >1- as #essoas em busca de indentidade se v@em invariavelmente diantede uma tarefa intimidadora de !alcançar o im#oss0vel , #ois essaex#ressão gen2rica im#lica, como se sabe, tarefas que não #odemser realizadas no !tem#o real , mas que #oderão ser #resumivelmente realizadas na #lenitude do tem#o J na infinitude...  3ssim, #odese afirmar que a constante na identidade 2 im#oss0vel, #ois elamuda e o indiv0duo não 2 indivis0vel, #ois est4 #assivo A absorção dos referentessociais com os quais ele se identifica, tendo em vista a necessidade constante deaceitação social.Dão #odemos mais associar identidade com ra0zes, remetendo A ideia decostumes e territórios, al2m de uma memória simbólica densa. Foje, a identidadeest4 associada A mutação, migração, mobilidade, redes e fluxos que #ermitem o ir evir r4#ido, constante e com muita fluidez, conforme ex#licita Martin(arbero )*++1, #.1>-6  3t2 #ouco tem#o, falar de identidade era falar de ra0zes, isto 2, de costumese território, de tem#o longo e de memória simbolicamente densa. 8isso esomente disso estava feita a identidade. Mas falar de identidade hojeim#lica tamb2m J se não quisermos conden4la ao limbo de uma tradiçãodesconectada das mutaçBes #erce#tivas e ex#ressivas do #resente. J <alar de migraçBes e mobilidades, de redes e de fluxos, de instantaneidade efluidez. 3ntro#ólogos ingleses ex#ressaram essa nova conformação dasidentidades atrav2s da es#l@ndida imagem das moving roots , ra0zes móveis,ou melhor, de ra0zes em movimento. Do imagin4rio substancialista e dualistaque ainda #ermeia a antro#ologia, a sociologia e at2 a história, essamet4fora ser4 inaceit4vel, e, no entanto, nela se vislumbram algumasrealidades mais fecundantes desconcertantes do mundo que habitamos6que, como afirma o antro#ólogo catalão Eduard 8elgado, !sem ra0zes nãose #ode viver, mas muitas ra0zes nos im#edem de caminhar.
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