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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE BICOS DE BAIXA DERIVA PARA APLICADORES COSTAIS

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As aplicações de defensivos agrícolas realizadas atualmente, em geral, caracterizam-se pelo alto desperdício de energia e produto químico, aliado a ineficiência dos resultados de campo. No entanto, de acordo com MATUO (1990), o crescente aumento nos custos dos produtos químicos, da mão de obra e da energia, e a preocupação cada vez maior em relação à poluição ambiental, têm realçado a necessidade de uma tecnologia mais acurada na colocação do produto químico no local correto, bem como, de procedimentos e equipamentos adequados à maior proteção nesse trabalho. Tendo em vista os assuntos tratados nesta introdução, este trabalho tem como objetivo avaliar, em laboratório, o desempenho de um bico tipo leque, modelo LA-1 JC, usado em costais para aplicações de herbicidas sistêmicos, determinando sua curva de distribuição transversal e analisando a uniformidade de distribuição, tendo como parâmetro estatístico o coeficiente de variação (CV%).
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  Pág. 1 de 18  AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE BICOS DE BAIXA DERIVA PARA  APLICADORES COSTAIS G.F.E.Pérez; C.D.Gadanha Jr. INTRODUÇÃO As aplicações de defensivos agrícolas realizadas atualmente, em geral, caracterizam-se pelo alto desperdício de energia e produto químico, aliado a ineficiência dos resultados de campo. No entanto, de acordo com MATUO (1990), o crescente aumento nos custos dos produtos químicos, da mão de obra e da energia, e a preocupação cada vez maior em relação à poluição ambiental, têm realçado a necessidade de uma tecnologia mais acurada na colocação do produto químico no local correto, bem como, de procedimentos e equipamentos adequados à maior proteção nesse trabalho. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) o Brasil é um dos países que mais exagera na aplicação de pesticidas nas lavouras, principalmente na horticultura. A instituição afirma ainda que são aplicados até 10 mil litros de agrotóxicos por hectare neste tipo de cultivo. O consumo de pesticidas no país cresceu 44% em dez anos, saltando de 1 kg/ha, em 83, para 1,44 kg/ha, em 93, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) estima que foram despejadas nas lavouras brasileiras 127.585 toneladas de ingredientes ativos, no ano de 1999, o que eqüivale a cerca de 280.075 toneladas de agroquímicos e mais de 2 bilhões de dólares gastos em produtos fitossanitários, dando ao Brasil o 5 °  lugar entre os maiores consumidores destes.    PÉREZ, G. F. E.  ; GADANHA JUNIOR, C. D. . Avaliação do Desempenho de Bicos de Baixa Deriva para Aplicadores Costais. In: X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002, Piracicaba-SP. X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002. v. v.12. p. 1-1. Pág. 2 de 18 Exatamente por estes motivos busca-se um maior controle e acurácia das dosagens junto a uma uniformidade na aplicação, reduzindo assim a quantidade de defensivo aplicado e conseqüentemente diminuindo o preço de custo do bem produzido e os danos ambientais causados pela aplicação errônea destes produtos. Galli(1985), afirma que grandes irregularidades na distribuição dos volumes aplicados e conseqüente deposição irregular (pontos de baixa deposição) acarretam a necessidade de usar um alto volume de aplicação de modo a prover volume de defensivo suficiente nos pontos de baixa deposição, consequentemente aumentando a quantidade de produto químico aplicado e de resíduos no meio ambiente. O controle sobre a aplicação deste tipo de produto é feito pela manipulação de elementos com características preestabelecidas, como o ajuste do equipamento de aplicação ,  o tipo de ponta utilizada no bico do aplicador, o tipo de líquido usado, a pressão e a altura de trabalho, os quais permitem análises mais seguras, devido a suas características e comportamentos já conhecidos. Normalmente os produtores sabem descrever o pulverizador que têm pelo nome comercial, o que fornece as características em relação ao depósito e bomba do equipamento de aplicação, entretanto o grande responsável pela qualidade da pulverização é o bico, que na maioria das vezes é ignorado pelos produtores, que nem mesmo sabem qual é o tipo que está equipando o seu pulverizador. MATUO (1990) afirma que o bico é o principal órgão do pulverizador, pois dele depende a vazão e a qualidade das gotas. Por isso é imprescindível a escolha correta dos bicos, com posterior calibragem de todo o equipamento diretamente no campo. OZKAN et al. (1992), citados por FURLANETTI (1995), relataram que uma aplicação correta é diretamente influenciada pelo bom andamento de cada componente de pulverizador e que os bicos são importantes na medição e controle de distribuição de pulverização sobre a faixa de deposição,  PÉREZ, G. F. E.  ; GADANHA JUNIOR, C. D. . Avaliação do Desempenho de Bicos de Baixa Deriva para Aplicadores Costais. In: X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002, Piracicaba-SP. X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002. v. v.12. p. 1-1. Pág. 3 de 18 sendo que mudanças nas funções de um bico podem influenciar a eficácia de aplicações químicas, complementando assim a citação de MATUO (1990). Admitindo-se que as variações do meio ambiente e da superfície de deposição sejam constantes, a uniformidade de aplicação se evidencia como o fator representativo e intimamente relacionado com o desempenho dos elementos bico e líquido (BALASTREIRE,1970). Krueger & Reichard citados por AZIMI et al.(1985) e por FURLANETTI (1995), demonstraram que a composição química do líquido de pulverização afeta a forma do padrão de deposição. Assim pode-se afirmar que a uniformidade e o controle desejado dependem de alguns pontos como a análise das vazões parciais da secção média do jato, o calculo das estimativas de variância da média entre as repetições feitas e o coeficiente de variação (C.V.%) para cada ponto considerado nesta secção. KRISHNAN et al. (1988), citados por FURLANETTI (1995), definiram o depósito de partículas de deriva como a deposição de partículas de produtos químicos fora da área do alvo pretendido e baseando nesta definição, o desvio padrão como sendo uma medida técnica viável do movimento das partículas fora dos alvos pretendidos dentro da largura do alvo. Os mesmos autores definiram também o coeficiente de variação como sendo uma estatística usada para expressar a uniformidade de distribuição da aplicação de pulverização. Nas condições de experimentação, este coeficiente é o desvio padrão do volume de água coletada em sucessivos cilindros graduados dentro da largura do alvo expressa em porcentagem da média do volume de água coletada na largura do alvo. HOLLY citado por NORDBY (1968) e BALASTREIRE (1970) ao colocar este tipo de dados, obtidos em um certo ensaio, num gráfico obedecendo a relação entre o coeficiente de variação (C.V.%) e a posição onde as vazões parciais foram tomadas, pôde comparar a variação na distribuição do líquido pulverizado por bicos individuais e assim determinar a faixa efetiva de deposição produzidas pelos bicos.  PÉREZ, G. F. E.  ; GADANHA JUNIOR, C. D. . Avaliação do Desempenho de Bicos de Baixa Deriva para Aplicadores Costais. In: X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002, Piracicaba-SP. X Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo, 2002. v. v.12. p. 1-1. Pág. 4 de 18 Quanto menor o coeficiente de variação, mais uniforme é a distribuição. Um CV de 0% seria um mesmo volume em todas as provetas na mesa de canaletas, isto é, uma perfeita distribuição, Teejet Journal (1990). A variação do produto ao longo de uma área tratada pode ser avaliada pelas quantidades em pontos específicos e a média obtida é quantificada pelo coeficiente de variação (C.V.%), que passa a ter limites cada vez mais baixos, tendo em vista a necessidade de aplicações mais precisas, evitando-se falhas e sobredosagens que resultam em um aumento de resíduos no solo, nas plantas, nas águas subterrâneas e no meio ambiente, PADOVAN (1998). Segundo a Organização Mundial da Saúde (1976), o limite de tolerância de variação de vazão (para controle de qualidade) de um bico pulverizador é de ± 4%, e a distribuição volumétrica, deve proporcionar, uniformemente, um mínimo de 80% sobre a área tratada (parte plana da curva de deposição). Outra forma de analisar a variação de deposição é alterar a pressão e a altura de trabalho do equipamento, já que ambos fatores influem diretamente na faixa de deposição do bico, como afirma Azimi(1985), citado por Krishnan et al.(1989). Frost(1990), citado por Gandolfo(1996), mostra em seu trabalho que as variações de pressão podem produzir alterações nos parâmetros de prestação dos bicos, estando entre eles, o padrão de distribuição. De acordo com Sartori(1975), citado por Galli(1985), citado por FURLANETTI (1995), a distribuição do volume ao longo da faixa de deposição de um bico pulverizador raramente é uniforme, sendo mais comuns as distribuições parabólicas e triangulares do que as trapezoidais. E ainda, a grande irregularidade na distribuição dos volumes aplicados e consequente deposição irregular (pontos de baixa deposição) acarretam a necessidade de se usar altas doses de modo a prover quantidade suficiente
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