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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNICEUB ICPD INSTITUTO CEUB DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EDSON FERREIRA 1

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNICEUB ICPD INSTITUTO CEUB DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EDSON FERREIRA 1 ECONOMIA ABERTA: O EXEMPLO DAS MULTILATINAS - EMPRESAS MAIORES QUE ESTADOS Brasília DF 2008
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNICEUB ICPD INSTITUTO CEUB DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EDSON FERREIRA 1 ECONOMIA ABERTA: O EXEMPLO DAS MULTILATINAS - EMPRESAS MAIORES QUE ESTADOS Brasília DF Advogado, em Brasília, Mestre em Direito e Políticas Públicas pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do UNICEUB-Brasília; aluno especial do Programa de Doutorado da Universidade de Brasília. Possui Pós-graduação em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas, é graduado em Direito e também em Administração de Empresas. Ex-Vice-Presidente do Banco do Brasil e ex-diretor de diversas empresas no Brasil e no exterior. SUMÁRIO 1 Introdução O fenômeno da globalização Fatores de sucesso em um ambiente globalizado O exemplo de sucesso das multilatinas Conclusões Referências bibliográficas... 23 3 1. Introdução A economia mundial vive, mais uma vez, momentos de turbulência. Depois de transpor um período extremamente favorável, com uma conjugação de fatores econômicos altamente positivos, liderados pelas taxas de juros norte-americanas em seu menor patamar nos últimos 50 anos, concomitante a um expressivo crescimento do comércio internacional; o barco da economia mundial enfrenta figurativamente um arquipélago de icebergs, entre os quais as variações e os efeitos dos preços do petróleo; a superveniência da crise de alimentos; e os fantasmas do influxo da economia americana, não descartado o risco de recessão e contaminação da economia global. Durante a fase positiva deste ciclo dinâmico, em especial no quadriênio 2003/2006, o crescimento médio mundial alcançou cerca de 4,8% ao ano. Neste cenário, os países emergentes e em desenvolvimento procuraram acelerar suas taxas de crescimento e, de fato, cresceram em média 7,1%. Entre os BRICs, a melhor marca foi da China, com 9,9% a.a.; seguida da Índia, com 7,7%, depois a Rússia, com 6,7%; destoando apenas o Brasil com um crescimento médio de 2,8% ao ano 2. Evidencia-se que foram curtos os passos do Brasil nesta quadra ou ciclo de crescimento. Os principais problemas da lentidão do País são fundamentalmente internos 3. Andando em círculos, enredado em discussões estéreis de curto prazo, com midiáticas quedas de braço de natureza exclusivamente política entre supostos desenvolvimentistas, posicionados do âmbito do Ministério da Fazenda, contrapostos por pretensos anti-inflacionistas, liderados pelo Banco Central, o Brasil, de fato, ficou para trás na corrida pelo crescimento, distanciando-se dos emergentes que, como se viu, aceleraram suas taxas, ainda que com o risco de pequenos aumentos nos níveis inflação 4. Além de perder o bonde do crescimento, o País perdeu participação no mercado internacional, a despeito dos superávits comerciais de US$ 24,7 bilhões, em 2003; US$ 33,7 bilhões, em 2004; US$ 44,8 bilhões, em 2005; e US$ 41,6 bilhões, em De fato, conquanto expressivos estes resultados (em função, especialmente, do aumento da demanda e da melhoria dos preços das commodities, bem como do efeito da taxa de 2 MARQUES, Rosa Maria e BOCCHI, João Ildebrando (org). Desafios para o Brasil. Como retomar o crescimento econômico nacional. São Paulo: Saraiva, Ver Paulo Roberto de Almeida, in comentários sobre o livro Agenda Brasil: políticas econômicas para o crescimento com estabilidade de preços. João Sicsú, José Luís Oreiro e Luiz Fernando de Paula (orgs.) Barueri-Rio de Janeiro: Editoras Manole & Fundação Konrad Adenauer, Disponível em 4 Enquanto a inflação brasileira acumulava alta de 5,58%, em 12 meses, até maio do corrente ano; no mesmo período a inflação na China chegou a 7,7%; na Índia a 7,8%; e na Rússia a 15,1%. 4 câmbio), não se pode deixar de observar que em 21 anos, as exportações mundiais praticamente sextuplicaram, tendo passado de um montante de US$ 2 trilhões, em 1985, para cerca de US$ 12,1 trilhões, em No ranking dos principais países exportadores em 2006, a liderança cabe a Alemanha, com um total de US$ 1.112,0 bilhões, equivalentes a 9,2% do volume mundial de exportações, seguida dos Estados Unidos, com US$ 1.038,3 bilhões, portanto, com 8,6% de participação; depois a China, com US$ 968,9 bilhões, cerca de 8,0% de participação; sendo que o Brasil somente aparece na 24º posição, com US$ 137,5 bilhões, representando apenas 1,1% de participação 5. A evidência de que o país não acompanhou a maratona de crescimento do comércio mundial é enfática quando se observa à semelhança do que fez Antonio Corrêa de Lacerda 6, o quadro a seguir, onde se comparam os volumes de exportação de países que há cerca de 21 anos exportavam um pouco menos ou um pouco mais do que o Brasil, e quanto exportaram efetivamente em 2007: País(es) Valores em US$ bilhões Exportações em 1986 Exportações em 2007 Variação percentual México 16,0 250, % Cingapura 20,9 271, % Rússia (a) 29,3 304,5 +940% Coréia do Sul 34,2 325, % Espanha (b) 25,0 205,5 +722% Brasil 22,4 137, % Fontes: World Trade Organization, Banco Mundial, 1995, Informe Anual Banco de México e Comércio Exterior; (a) Dados não oficiais (Внешняя торговля России). Dados oficiais disponibilizados apenas a partir de 1992, pela Official Russian State Customs Committee Statistics; (b) dados ajustados para A expressiva dinâmica do comércio internacional é marcadamente reflexo do processo de mundialização da economia; sendo que as políticas macroeconômicas dos Estados, ou dos respectivos governos, quando exercidas, ou quando bem exercidas, tem relevância considerável na estratégia de inserção externa de cada país 5 Fonte: World Trade Organization, Leading exporters and importers in world merchandise trade, 2006 (www.wto.org). 6 LACERDA, Antônio Corrêa. Inserção Externa da Economia Brasileira: oportunidades e desafios. In MARQUES, Rosa Maria e BOCCHI, João Ildebrando (org), obra citada, pgs. 207/208. 5 nesta corrente de crescimento, cuja operacionalização deve se dar por meio de seus agentes econômicos, mais precisamente pelas empresas exportadoras. No Brasil, não se vislumbra a definição de uma estratégia integrada, ajustada, e claramente direcionada para a efetiva internacionalização das empresas nacionais em um ambiente global de altíssima competitividade, onde os conglomerados transnacionais são responsáveis por mais 60% das exportações mundiais; e onde a produtividade dos recursos é o determinante principal de sucesso 7. Mesmo que o País tenha perdido o timing do crescimento mundial, e ainda que não tenha mantido os níveis de participação no mercado comercial mundial, observa-se que há no Brasil um pequeno conjunto de empresas que, de moto própria, ocupam espaços no cenário mundial, ao lado de outras dinâmicas empresas transnacionais latinas que, enfrentando problemas assemelhados, estão se internacionalizando com suas próprias forças, crescendo e se multiplicando, tornando-se, em alguns casos, seja pelo volume de assets que administram, ou por seus respectivos faturamentos anuais, maiores do que Estados da região. Comentar o crescimento de alguns destes conglomerados empresariais no contexto da globalização; ponderar sobre determinados diferenciais desta expansão; procurar entender eventuais lições advindas deste descompasso de dinâmica de crescimento entre empresas e estados são objetivos deste estudo. Para tanto, iniciarei por uma breve apreciação acerca do fenômeno da globalização. Em seguida, procurarei abordar alguns fatores que explicam o progresso de algumas entidades e o declínio de outras. Como elemento de convicção prática, comentarei o exemplo de sucesso das chamadas multilatinas 8, antes de seguir para as considerações finais. 7 A produtividade é o determinante principal, a longo prazo, do padrão de vida de um país, na medida em que é a causa fundamental da renda nacional per capita. A produtividade dos recursos humanos determina seus salários, enquanto a produtividade com que o capital é empregado determina o retorno que obtém para os seus donos. A alta produtividade não só sustenta níveis elevados de renda, como permite aos cidadãos a opção de escolher mais lazer, em lugar de trabalhar mais horas. Também cria a renda nacional que é tributada para custear os serviços públicos que, por sua vez, melhoram o padrão de vida. Ver a respeito deste enfoque, PORTER, Michael E. A Vantagem Competitiva das Nações. Tradução Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Campos, 1989, 10ª. Edição, pgs. 6 e O conceito de multilatinas guarda conformidade com as considerações de Carlos von Doellinguer e Leonardo C. Cavalcanti, em Empresas Multinacionais na Indústria Brasileira, Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1975, pgs. 8/11, os quais distinguem a conceituação de J.H.Dunning, que define multinacional,como uma empresa matriz controlando um grande grupo de outras empresas de diferentes nacionalidades, com acesso a uma fonte comum de recursos humanos, técnicos e financeiros e que agem segundo uma estratégia 6 2. O fenômeno da globalização A globalização é uma das forças mais poderosas e positivas que a humanidade já vivenciou, está redefinindo a civilização e tornando o mundo um lugar melhor, afirma categoricamente Guy Sorman 9, conhecido intelectual francês que identifica no processo de globalização seis características principais: desenvolvimento econômico, democracia, enriquecimento cultural, normas políticas e culturais, informação e internacionalização do estado de direito. Sorman, ao expor seu entendimento acerca de cada uma destas características, acentua que, embora a globalização seja descrita, em geral, em termos de trocas comerciais intensificadas, esta força poderosa é muito mais do que isto; é muito mais do que comércio, bolsas de valores e fluxo de moedas. Para ele, globalização significa convergência de pessoas para um maior bem-estar, e exemplifica registrando que cerca de 800 milhões de pessoas, nos últimos 30 anos, deixaram para trás a miséria e a pobreza, passaram a ter maior acesso a sistemas de saúde, escolas e informações, a partir de uma combinação de política econômica satisfatória, tecnologia e gerenciamento. Não se escusa de explicitar sua visão de que a palavra globalização é feia e sugere que se encontre um termo melhor para explicar, sobretudo para os estudantes, e porque não incluir as crianças, que globalização é um fenômeno que faz com que o mundo entre em uma nova civilização de bem estar, progresso e felicidade. Conclui que se os estudantes, aí incluídos todos os jovens e crianças, não entenderem a beleza da globalização, eles não poderão defendê-la quando ela for ameaçada 10. A idéia de que globalização significa convergência de pessoas está no nascedouro de sua inspiração, pois a história atribui a Jean Monnet ( ) 11 coordenada ; em contrapartida à conceituação mais restrita de J.N. Behrman, que considera multinacional uma só empresa estritamente controlada, com filiais situadas em mercados separados por fronteiras nacionais e sob jurisdição de diversos governos, cuja característica principal é a unidade na diversidade ; sendo que as multilatinas estariam no grupamento dos conglomerados que integram o último estágio de anacionalidade, ou seja, são empresas transnacionais ou supranacionais. 9 SORMAN, Guy, in 2008 Index of Economic Freedom. The Heritage Foundation, cap. 3, pgs. 15/17, disponível em 10 Idem, p Embora não se olvide que foi em um discurso pronunciado na Universidade de Zurique, em , que Winston Churchill formalizou o primeiro apelo à criação de uma espécie de Estados Unidos da Europa , o consultor econômico e político francês Jean Monnet dedicou a sua vida à causa da integração européia, tendo sido o inspirador do Plano Schuman em referência ao então Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, proposto em , que previa a fusão da indústria pesada da Europa Ocidental. Monnet era oriundo da região de Cognac, em França. Quando terminou o liceu, aos 16 anos de idade, viajou por vários países como comerciante de conhaque e, mais tarde, como banqueiro. 7 inspirador da Declaração Schuman, de , que conduziu à criação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço, considerada como ato fundante da União Européia, a famosa frase, citada com freqüência, mais do que coligar Estados, importa unir os homens 12. Sorman lembra, também, que Monnet era um empreendedor e competente empresário, seu negócio era vender conhaque nos Estados Unidos. Em um cenário de pós-segunda-guerra, depois dos anos 40, quando os europeus descobriram que há centenas de anos eles eram seus próprios inimigos, lutando uns contra os outros a cada trinta anos, Monnet lançou e sustentou a idéia, que transformou em um princípio, segundo a qual os laços comerciais e financeiros levariam à unificação política. A verdadeira base da solidariedade européia viria pelo comércio, significando dizer que todos os benefícios da globalização têm sido possíveis porque o livre comércio foi sempre a causa. Esta visão contemporânea circunscreve a globalização não como um fenômeno histórico, mas como processo planejado e desenvolvido por empreendedores, empresários e homens de negócio monnetianos que, conquanto busquem maximizar seus resultados econômicos, são sustentáculos da manutenção dos laços e interesses comerciais e financeiros, os quais criam condições para melhor convivência política, resultando em ganhos de escala para as empresas, para as pessoas e para os próprios Estados. Nascido, ou relançado, pelas mãos de um empresário empreendedor, o processo de globalização vem provocando profundas alterações nas estratégias de competição das empresas. O ambiente global nesse segmento não tem mais as características pessoais ou individuais destacadas em Jean Monnet, ao contrário é caracterizado por enorme competição entre grandes conglomerados transnacionais, os quais para ampliar a atuação no mercado, confrontando a concorrência e antecipando-se a demandas futuras, lançam-se em busca de inovação permanente, como componente decisivo na aquisição de vantagens comparativas e ganhos em produtividade e competitividade. As empresas transnacionais competem com estratégias globais, envolvendo vendas mundiais, buscando componentes e materiais em todo o mundo, localizando suas unidades produtivas em diferentes nações para maximizarem o uso de fatores de baixo custo, formam alianças com empresas de outros países para terem acesso às Durante as duas guerras mundiais, exerceu cargos importantes relacionados com a coordenação da produção industrial em França e no Reino Unido. Entre 1952 e 1955, foi o primeiro Presidente do órgão executivo da Comunidade Européia do Carvão e do Aço, sua influencia transcendeu em muito a esfera econômica. Disponível em 12 Idem. 8 suas vantagens e aos seus mercados. O capital flui internacionalmente para as nações de bom crédito, de menor risco de investimentos, sobretudo risco de quebra de contratos, do que resulta a geração de funding para o desenvolvimento local, oferta de empregos, melhoria de infra-estrutura, geração de tributos e redução das disparidades de condições de vida e bem estar. Portanto, não são apenas as oportunidades de consumo que se expandem como decorrência da globalização e da abertura dos mercados. Os ganhos mútuos transcendem, em muito, a simples noção de acesso a bens e serviços de qualquer natureza. A globalização permite um intercâmbio infinito de idéias; melhor compreensão da multiplicidade cultural e das identidades dos povos e países; o aumento do respeito aos direitos das minorias; uma verdadeira internacionalização do estado de direito, enfim, melhores condições de vida para a humanidade como um todo. Ainda que introduza, também, novos fenômenos e ameaças preocupantes, tais como os riscos de epidemias globais e as novas formas de guerra, representadas pelo terrorismo, e ainda que muitas nações, sobretudo no continente africano, não estejam nesta rota, a globalização é credora de avanços da melhoria das condições de vida da humanidade como um todo. 3. Fatores de sucesso em um ambiente globalizado As lições bicentenárias de Adam Smith, expressas em Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações, entre elas a afirmação de que a riqueza de uma nação qualquer que seja o solo, o clima ou a extensão de seu território ou, ainda,, a abundância ou a escassez do montante anual de bens de que disporá é determinada em primeiro lugar, pela habilidade ou engenho, a destreza e o discernimento, ou o bom senso, com que o trabalho é efetuado; e, em segundo lugar, pela proporção existente entre os que se empregam num trabalho útil e aqueles com os quais isso não acontece 13, colocam, claramente, a inteligência, a competição e o trabalho útil, como elementos fundamentais, ou fatores de sucesso para a prosperidade dos países. Também para as empresas, ou conglomerados, quaisquer que sejam suas propostas institucionais tais como, apenas a título de exemplo: 13 SMITH, Adam. A Riqueza das Nações: investigação sobre sua natureza e suas causas.tradução de Luiz João Baraúna São Paulo: Abril Cultural, 1983, pg. 35. 9 a) economizar o dinheiro das pessoas para que vivam melhor, mediante a oferta de produtos de qualidade ao menor preço possível (Walmart - Estados Unidos) 14 ; b) ser uma corporação cidadã respeitada pela comunidade internacional e manter crescimento estável a longo prazo (Toyota - Japão) 15 ; c) ser uma empresa siderúrgica global, entre as mais rentáveis do setor (Gerdau- Brasil) 16 ; d) criar valor para seus acionistas, transformando-se na mais eficiente e inovativa empresa de materiais de construção do mundo (Cemex - México) 17 ; ou e) transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável e compromissar-se com a geração de valor para os acionistas (Vale - Brasil) 18 os fatores centrais de sucesso estarão também assentados na exploração inteligente de dados tangíveis (mercado, produto, capacidade financeira, desenvolvimento tecnológico, entre outros); dados intangíveis (competências, experiência, motivações); além do conhecimento da dinâmica de seu ambiente (pressões internas e externas: políticoregulamentares, sócio-econômicas; tecnológicas, relações de força; modos de formulação estratégica, etc) 19. De há muito se busca uma explicação convincente ou a descoberta de uma fórmula mágica, tal qual a mão invisível 20, que decodifique as razões de prosperidade de um país, ou revelem, da mesma forma, os segredos de como se constrói o sucesso de grandes empresas. 14 Ver 15 Ver 16 Ver 17 Ver 18 Ver 19 LEMAIRE, Jean-Paul. Estratégias de Internacionalização. Lisboa: Piaget Editora, 1997, ps. 242/ Adam Smith fez da investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações seu objeto de estudo, em obra publicada pela primeira vez em Londres, em março de 1776 mesmo ano da Declaração de Independência dos Estados Unidos onde cunhou a metáfora da mão invisível até hoje objeto de críticas e controvérsias. 10 Não há atalhos nesse caminho, nem para estados, tampouco para empresas. Para responder à pergunta por que um país obtém êxito internacional numa determinada indústria, enquanto outros não o conseguem, Michael E. Porter 21 listou alguns atributos que modelam o ambiente no qual as empresas competem e promovem ou impedem a criação de vantagem competitiva, a seguir sintetizados: a) condições de fatores: entendidas como a posição do país nos fatores de produção, como trabalho especializado ou infra-estrutura, necessários à competição em determinado segmento; b) condições de demanda: representadas pela natureza da demanda interna para os produtos ou serviços da indústria; c) indústrias correlatas e de apoio: existência ou ausência, no país de indústrias abastecedoras e indústrias correlatas que sejam também internacional competitivas; e d) estratégia, estrutura e rivalidade das empresas: compreendidas como as condições que, no país, governam a maneira pela qual as empresas são criadas, organizadas e dirigidas, mais a natureza da rivalidade interna. Porter pondera que os governos têm papel de destaque nos estudos sobre a competitividade internacional 22, e podem influenciar cada um desses quatro fatores,
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