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Distribuição Espacial Da Família Fabaceae Na Universidade Federal Do Amapá

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botânica, distribuição de fabaceae
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    DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA FAMÍLIA FABACEAE NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ Gama, R.C. (1) ; Aparício, W.C.S. (1) ; Estigarribia, F. (1) ; Galvão, F.G. (1) ; Figueiredo, K.C.E.S. (1)  roci.gama29@gmail.com (1)  Universidade Federal do Amapá - UNIFAP, Macapá - AP, Brasil.   RESUMO   A família Fabaceae é a terceira maior família botânica existente com cerca de 19.325 espécies. Está dividida em três subfamílias de acordo com suas características, que são: Caesalpinioideae, Faboideae e Mimosoideae. Os objetivos deste trabalho são realizar o levantamento das espécies arbóreas da família Fabaceae, descrever a morfologia da família e avaliar o padrão de distribuição espacial da família nos distintos fragmentos de áreas de transição cerrado-floresta da Universidade Federal do Amapá. O trabalho foi desenvolvido em quatro fragmentos florestais, localizados no Campus Universitário Marco Zero do Equador da Universidade Federal do Amapá, na rodovia Juscelino Kubitschek de Oliveira, km 02, Bairro Jardim Marco Zero, na cidade de Macapá. O padrão de distribuição espacial foi analisado com  base no Índice de Morisita (Im) e confirmadas pelo qui-quadrado (X²), com significância de 5%. As características morfológicas da famíliaforam confirmadas com as citadas pela literatura.Nas áreas estudadas foram encontrados 509 indivíduos, sendo que 160 são da subfamília Caesalpinioideae, 72 são da subfamília Faboideae e 277 são da subfamília Mimosoideae. A maioria das espécies da família Fabaceae apresentaram  potencial alimentício e forrageiro.Para área de estudo as espécies da família Fabaceae apresentaram um padrão espacial agregado. Palavras-chave : Florística, Amazônia, Morfologia.    INTRODUÇÃO Dentro de um ecossistema, as plantas encontram-se dispostas de acordo com várias associações, intra e interespecíficas existentes ao decorrer de sua distribuição natural. O tipo de distribuição espacial que uma espécie  possui é padrão resultante de variados fatores bióticos e abióticos, os quais interagem entre si (Meirelles & Luiz, 1995; Duriganet et al, 2000). A família Fabaceae foi escolhida para o estudo, pelo fato da mesma ser relatada em diversos trabalhos para Amazônia como sendo uma das famílias de maior representatividade e maior importância. É a terceira maior família botânica existente com cerca de 19.325 espécies. Está dividida em três subfamílias de acordo com suas características: Caesalpinioideae, Faboideae e Mimosoideae. Com isso, estes estudos voltados para a distribuição espacial de espécies lenhosas auxiliam na compreensão do comportamento das mesmas, em relação à como estas se localizam em sua área de ocorrência e como estão se regenerando, subsidiando em criação de estratégias de manejo sustentável e ecológico. O estudo da distribuição espacial das árvores é de grande interesse para o manejo florestal, uma vez que está relacionada ao crescimento dos indivíduos, à distribuição diamétrica, à densidade de árvores e, conseqüentemente, à produção volumétrica (SILVA et al., 2004). Contudo, os objetivos deste trabalho sãorealizar o levantamento das espécies arbóreas da família Fabaceae,descrever a morfologia da   família, categorizar o potencial de uso econômico de algumas espécies e avaliar o padrão de distribuição espacial da família nos distintos fragmentos de áreas de transição cerrado-floresta da Universidade Federal do Amapá. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido em quatro fragmentos florestais, localizados no Campus Universitário Marco Zero do Equador da Universidade Federal do Amapá, na rodovia Juscelino Kubitschek de Oliveira, km 02, Bairro Jardim Marco Zero, na cidade de Macapá. Com área total de 906.722,44 m 2 , caracterizada como Zona de Transição Cerrado-Floresta, internamente a vegetação local possui presença de árvores de grande e pequeno porte (MENEZES et al., 2006, p.1). O município possui um clima equatorial super-úmido (Am) com poucas variações de temperatura, o período mais frio apresenta elevados índices de pluviosidade com precipitação anual de cerca de 2.500mm e temperatura média anual variando de 25 a 27°C (DRUMMOND, 2004,  p.42). Para o levantamento foi realizado um inventario florístico arbóreo em cada um dos quatro fragmentos no qual em todas as áreas foram locadas  parcelas sistemáticas permanentes de 10 x 25 m equidistantes em 25 m. O fragmento 1possui cerca de 1 ha, sendo locadas 5 parcelas, o fragmento 2 possui 1,65 ha e foram locadas 7 parcelas,o fragmento 3 apresenta1,38 ha, no qual foram locadas 8 parcelas. Contudo a área do   fragmento 4 é de5,81 ha, onde foram locadas 27 parcelas. Todos os indivíduos com circunferência a altura do peito a 1,30m do solo (CAP) ≥  10 cm foram plaqueados. A família Fabaceae foi descrita quanto suas principais características morfológicas, sendo comparadas a artigos e trabalhos desenvolvidos no estado do Amapá. Quanto à caracterização do potencial de uso econômico, algumas das espécies encontradas foram descritas, sendo distribuídas em madeireiro e não madeireiro e quando possível discriminada com os seguintes usos: alimentícia, medicinal e ornamental. Todas as espécies da família Fabaceaeforam catalogadas no Herbário da Universidade Federal do Amapá- HUFAP e produzidas exsicatas e duplicatas para composição do acervo. O padrão de distribuição espacial foi analisado com base no Índice de Morisita (Im) (ZAR, 1999). No método, valores menores que 1,0 indicam uma distribuição uniforme, valores iguais a 1,0 indicam distribuição aleatória e valores maiores que 1,0 indicam distribuição agregada. Optou-se pela utilização do Índice de Morisita para análise da distribuição espacial já que, segundo Barros et al. (1984), este é pouco influenciado pelo tamanho da unidade amostral. A significância estatística foi verificada através do valor de X² (qui-quadrado), com significância de 5%. O Índice de Morisita (Im) e Teste qui-quadrado (X 2 ) foram obtidos por:
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