Reviews

/ IflI II lll 1II lli. rmz, 41' 1 n ;=4. Dezembro, e j. v ' i_;u 1 DEVELOPMENT. Número, 106. TU la $e k

Description
Ministeri da Agricultura 1 -z- ISSN e d Abasteciment Númer, 106 Dezembr, ' :;';» ' i, lp1( 1. v e -... ',fr.. 1 4I TU la $e k Anais C / IflI II lll 1II
Categories
Published
of 135
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
Ministeri da Agricultura 1 -z- ISSN e d Abasteciment Númer, 106 Dezembr, ' :;';» ' i, lp1( 1. v e -... ',fr.. 1 4I TU la $e k Anais C / IflI II lll 1II lli 4 j rmz, 41' k 41 1 n ;=4 v ' i_;u 1 DEVELOPMENT 1 ip REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Presidente Fernand Henrique Cards MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO Ministr Francisc Sérgi Turra EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA Presidente Albert Duque Prtugal DIRETORES Dante Daniel Giacmelli Sclari Elza Ângela Battagia Brit da Cunha Jsé Rbert Rdrigues Peres CHEFIA DA EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL Emanuel Adilsn Suza Serrã Chefe Geral Jrge Albert Gazel Yared Chefe Adjunt de Pesquisa e Desenvlviment Antni Carls Paula Neves da Rcha Chefe Adjunt de Api Técnic Antni Rnald Teixeira Jatene Chefe Adjunt de Administraçã /SSN SEMINÁRIO SOBRE DIAGNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ - FASE PARA GOMINAS Paragminas, PA, 22 de març de 1996 ANAIS M = w 1 Embrapa - CPA TU, Dcuments, 106 Exemplares desta publicaçã pdem ser slicitads à: Embrapa - OPA TU Trav. Dr. Enéas Pinheir, s/n 1 Telefnes: (091) , Telex: (91) 1210 Fax: (091) cpatuacpatu. embrapa.br Caixa Pstal, Belém, PA LL_- sj)os i Tiragem: 300 exemplares Organizadr: Jsé Natalin Maced da Silva - Embrapa - OPA TU Revisr Técnic: Fernand Antni Suza Bemergui - FCAP Ft Capa Mi/tn Kanashir Expediente Crdenaçã Editrial: Antni Rnald Camach Baena Nrmalizaçã: Célia Maria Lpes Pereira Revisã Gramatical: Maria de Nazaré Magalhães ds Sants Cmpsiçã: Euclides Pereira ds Sants Filh Nta: Os trabalhs publicads nestes Anais nã fram revisads pel Cmitê de Publica ções da Embrapa - OPA TU. Tds s cnceits e piniões emitids sã de inteira respnsabilidade ds autres. SEMINÁRIO SOBRE DIAGNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ - FASE PARA GOMINAS, 1996, Paragminas, PA. Anais. Belém: Embrapa - OPA TU, p. (Embrapa - OPA TU. Dcuments, 106). 1. Manej flrestal - Prjet - Brasil - Pará - Paragminas. 2. Ecnmia flrestal - Brasil - Pará. 1. Embrapa. Centr de Pesquisa Agrflrestal da Amazônia Oriental (Belém, PA). II. Títul. III. Série. CDD: õ)embrapa SEMINÁRIO SOBRE DIA GNÓS TICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ - FASE PARA GOMINAS Paragminas, PA, 22 de març de 1996 Prmçã Embrapa Amazônia Oriental ISA MA FCAP SECTAM SUDAM UFPa - NA EA FIEPA Api AIMEX ODA S/NDISERPA LISTA DE SIGLAS AIMEX APEF ASSJUR CONFAL CREA CTIC DI TEC EIA EMBRAPA EMBRA TER FCAP FIEPA FUNA 1 GPS ICMS IBAMA IBOF IBGE INCHA IMAZON ITR MPEG NAEA ODA OIMT ONGs PMF POCOF RIMA SAGRI SECTAM SINDISERPA SIPRA SUDAM SUPES UFPa Assciaçã das Indústrias Exprtadras de Madeiras d Estad d Pará Assciaçã ds Prfissinais de Engenharia Flrestal d Pará Assessria Jurídica (IBAMA) Cnsultria Flrestal Brasileira Ltda Cnselh Reginal de Engenharia, Arquitetura e Agrnmia Crdenaçã Técnica de Intercâmbi Cmercial Divisã Técnica (IBAMA) Estud de Impact Ambiental Empresa Brasileira de Pesquisa Agrpecuá ria Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensã Rural Faculdade de Ciências Agrárias d Pará Federaçã das Indústrias d Estad d Pará Fundaçã Nacinal d Índi Glbal Psitin Sys tem Impst Sbre Circulaçã de Mercadrias Institut Brasileir d Mei Ambiente e ds Recurss Naturais Renváveis Institut Brasileir de Desenvlviment Flrestal Institut Brasileir de Gegrafia e Esta ttstica Institut Nacinal de Clnizaçã e Refrma Agrária Institut d Hmem e d Mei Ambiente da Amazônia Impst Territrial Rural Museu Paraense Emíli Geldi Núcle de Alts Estuds Amazônics Overseas Develpement Administra tin Organizaçã Internacinal de Madeiras Trpicais Organizações Nã -G vernamen tais Prjet de Manei Flrestal Pst de Cntrle e Fiscalizaçã (IBAMA) Relatóri de Impact d Mei Ambiente Secretaria de Estad de Agricultura Secretaria de Estad de Ciência, Tecnlgia e Mei Ambiente Sindicat de Serrarias, Carpintarias, Tanarias, Madeiras Cmpensadas e Laminadas, Aglmeradas e Chapas de Fibras de Madeira de Para gminas Sistema de Infrmaçã de Prjets de Refrma Agrária (INCHA) Superintendência d Desenvlviment da Amazônia Superintendência Estadual (IBAMA) Universidade Federal d Pará A GRADECIMENTOS A rganizaçã d Seminári expressa s seus mais sincers agradeciments às seguintes instituições que trnaram pssível a realizaçã d trabalh de camp e d Seminári: IBAMA/SUPES - PA, IBAMA POCOF Paragminas, IBAMA - POCOF Dm Elizeu, FCAP, SUDAM, SECTAM, NAEA/UFPa, FIEPA, SINDISERPA e ODA. As clegas que participaram das discussões durante a fase de planejament d trabalh de camp e da análise ds prjets de manej esclhids na amstragem. As Engenheirs Flrestais cnsultres das empresas visitadas, pel temp despendid em ns acmpanhar à flresta e pelas infrmações prestadas. As gerentes das empresas visitadas, pel interesse demnstrad a prjet, pel temp dedicad em acmpanhar as equipes de camp e pelas infrmações prestadas. Às Sras. Maria de Nazaré Magalhães ds Sants e Célia Maria Lpes Pereira, pela revisã d text e pelas sugestões apresentadas à nrmalizaçã final d dcument, respectivamente. As clegas Jã Baía Brit, Manel Juvenci Mél Dantas, Antóni Jsé E/ias Amrim de Menezes, Débra Carvalh Silva, Dulce Helena Martins Csta, Silvia Maria Silva e Maureen Peggy Sandel, pela dedicaçã e pel esfrç prestads à realizaçã d Seminári. EQUIPE DE CAMPO Jsé Natal/n Maced Silva, Engenheir Flrestal, Embrapa Amazônia Oriental Jsé d Carm Alves Lpes, Engenheir Flrestal, Embrapa Amazônia Oriental Céli Armand Palheta Ferre ira, Ecnmista, Embrapa Amazônia Oriental Erwin Frank, Cientista Scial, UFPa/NAEA Edivald Pereira da Silva, Engenheir Flrestal, IBAMA Maria de Nazaré G. Oliveira, Engenheira Flrestal, lhama Nilma Maria Sarment, Engenheira Flrestal, lhama Jã Flr, Engenheir Flrestal, SECTAM Paul Luiz Cntente de Barrs, Engenheir FlrestaL FCAP Jsé Maria Lima, Engenheir Flrestal, FCAP André Luiz Lpes de Suza, Engenheir Flrestal, FCAP Aldemar Vidinh Ferreira Lpes, Engenheir Flres tal, SUDAM Clvis Vascncels da Fnseca, Engenheir Flrestal, SUDAM PREFÁ CIO Este trabalh cntém s resultads d prjet intitulad Diagnóstic ds Prjets de Repsiçã n Estad d Pará, cuj bjetiv geral é verificar a situaçã em que se encntram s prjets de repsiçã, u seja, de manej e de reflrestament instalads n Estad. Em particular, este dcument trata da avaliaçã efetuada ns prjets de manej flrestal situads na micrrregfã de Para gminas, abrangend s municípis de Para gminas, Rndn d Pará e Dm Eliseu, cntemplads nessa primeira fase d trabalh. Na segunda fase, executada em 1996, fram avaliads tant s de manej de flresta natural, cm s de reflrestament/enriqueciment. Fram cnsiderads cm elements para a avaliaçã, a legislaçã flrestal vigente e as recmendações da Organizaçã Internacinal de Madeiras Trpicais - OIMT para manej de flrestas, cm vistas a Meta Os resultads d diagnóstic fram apresentads em um Seminári realizad n dia 22 de març de 1996, em Para gminas, PA, cm a expressiva participaçã de mais de 300 cnvidads entre gvern, setr prdutiv, prfissinais liberais e rganizações nã-gvernamentais. O quadr geral revelad pel diagnóstic é extremamente precupante: s prjets nã estã seguind a legislaçã flrestal atual, nem as recmendações da OIMT. Se estivéssems vivend an 2000, Brasil nã estaria cumprind cm cmprmiss firmad cm aquela rganizaçã de até essa data, a madeira exprtada pr nss país ter rigem em flrestas sb manej sustentad. Independente desse cmprmiss, deve prevalecer a precupaçã d gvern cm a cnservaçã d nss patrimôni flrestal. Quant a aspect scial, nã fram identificads quaisquer impacts psitivs da atividade, pr nã haver manej prpriamente dit. Prevalece na regiã, espírit de frnteira: uma vez esgtads s recurss, a atividade migra para utra regiã. D pnt de vista ecnômic, diagnóstic revelu uma crise n setr, cm cerca de 20% das empresas flrestais falidas, mstrand uma atividade em franca decadência. Urge, prtant, que gvern, juntamente cm s demais setres envlvids, busque uma sluçã negciada para mudar quadr em que se encntram esses prjets, que hje já sã mais de 700 e smam uma área de 1,4 milhã de hectares, apenas n Estad d Pará. Jsé Natalin Maced Silva Crdenadr d Diagnóstic SUMÁRIO DIAGNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESML & IWAVOkr1O PARÁ - FASE PARAGOMINAS...15 PARTE! - RELATÓRIOS DO LEVANTAMENTO DE CAMPO...25 ASPECTOS TÉCNICOS RELACIONADOS AOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NA MICRORREGIÃO DE PARA GOMINAS. SIL VA, J.N.M,; LOPES, J. d C.A.; BARROS, P.C. de ASPECTOS ECONÔMICOS RELACIONADOS AOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NA MICRORREGIÃO DE PARA GOMINAS. FERREIRA, C.A.P IMPACTO SOCIAL DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NOS MUNICÍPIOS DE PARA GOMINAS, DOM ELISEU E RONDON DO PARÁ. FRANK, E PARTE II - PALESTRAS CONVIDADAS...63 FISCALIZAÇÃO DE PROJETOS DE MANEJO: DIFICULDADES E MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA SUPERÁ-LAS, GADELHA, J.M. ds 5.; SILVA, E.P. da O MANEJO FLORESTAL E O SETOR PRODUTIVO: DIHCULDADES E MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA SUPERÁ-LAS. CARVALHO, O ENGENHEIRO FLORESTAL E O MANEJO FLORESTAL SUS TENTÁ VEL. CARVALHOFILHO,A.P VIABILIDADE ECONÔMICA DO MANEJO FLORESTAL. SILVA, R.A.N. da PARTE III - PROBLEMAS E SUGESTÕES APRESENTADAS PELOS ENGENHEIROS FLORESTAIS CONSUL TORES INFORMAÇÕES SOBRE PROBLEMAS TÉCNICOS E INSTITUCIONAIS ENCONTRADOS NA ELABORAÇÃO, APROVAÇÃO E CONDUÇÃO DE PROJETOS DEMANEJO. RAMOS, T.M PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL. NOGUEIRA, N.F PARTE IV - DIAGNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO E REPOSIÇÃO NO ESTADO DO PARÁ DADOS COLETADOS NA EMPRESA DADOS A SEREM COLETADOS NO PROJETO DE MANEJO/REPOSIÇÃO RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO SOBRE DIA GNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ - FASE PARA GOMINAS DIAGNÓSTICO DOS PROJETOS DE MANEJO FLORESTAL NO ESTADO DO PARÁ - FASE PARA GOMINAS RESUMO EXECUTIVO A imprtância da atividade madeireira na regiã amazônica é inquestinável. N Estad d Pará, a madeira assume segund lugar em geraçã de divisas, send superada apenas pels minéris. Em Para gminas, principal micrrregiã prdutra de madeira d Estad, estima-se que a atividade madeireira gere duas vezes mais empreg que a atividade pecuá ria. Esta situaçã, até cert pnt vantajsa, pde ser revertida, se práticas crretas de manej flrestal nã frem aplicadas. As campanhas de bicte a us de madeiras riundas de flrestas nã-manejadas adequadamente pdem mudar radicalmente essa situaçã, principalmente em se tratand de mercad extern. Afia-se a esse fat a meta 2000 da Organizaçã Internacinal de Madeitas Trpicais- OIMT -,que requer que até an 2000, tdas as madeiras exprtadas pels países prdutres, tenham rigem em flrestas cnsideradas cm em prduçã sustentada. Um utr fat que vem ganhand imprtância crescente ns dias atuais é a certificaçã de prduts flrestais, nde também se insere a questã d manej flrestal Para serem certificadas, as atividades d manej flrestal devem ser benignas a mei ambiente, cm mínim de impact advers pssível. É necessári também levar em cnta que bm manej deve ser ecnmicamente viável e scialmente just. N Estad d Pará, prjets de manej sustentad cm vistas à repsiçã brigatória cmeçaram a ser implantads a partir de Até fins de 1995, mais de 600 prjets já haviam sid aprvads pela Superintendência d IBAMA n Pará'. Esses prjets bedeceram as instruções cntidas na Prtaria n 2 441, a partir de 1992 a Instruçã Nrmativa n 80 e, mais recentemente, a Prtaria n 48, de Embra esses prjets sejam peridicamente vistriads pel IBAMA, até hje ainda nã fi realizada n Estad, nenhuma avaliaçã que leve em cnta s aspects técnics, ecnômics e sciais da atividade de manej flrestal, tend em vista nã smente cumpriment da legislaçã vigente, cm também a meta 2000 da OIMT. OBJETIVOS Tend cm pnt de partida a legislaçã flrestal vigente relativa as prjets de manei flrestal na Amazônia e as recmendações da OIMT para manej de flrestas trpicais, traba/h bjetivu, nesta primeira fase: avaliar a qualidade técnica ds prjets de manej flrestal atualmente em andament na micrrregiã de Para gminas, primeira regiã esclhida para trabalh, tend em vista a sua sustentabilidade bilógica, ecnômica e scial; identificar e prpr sluções as prblemas técnics, legais e administrativs que pr ventura estejam impedind bm andament ds prjets; identificar e prpr sluções as prblemas e/u cnflits de rdem scial que estejam afetand a atividade de manej flrestal naquela micrrregiã. 'Pr casiã d elabraçã deste relatóri, em març de 1996, mais de 700 prjets estavam cadastrads e aprvads na Superintendência d IBAMA d Estad d Pará. Utilizand-se um sistema de ams tragem estratificada, cnsiderand-se cm premissas para a estratificaçã as rnicrrregiões mais representativas d Estad em relaçã à crrência de prjets de manej flrestal, temp de implantaçã ds prjets e as classes de tamanh de área fram esclhids, a acas, um ttal de 59 prjets para serem visitads, que resultu em uma intensidade de amstragem de aprximadamente 10%. Na micrrregiã de Paragminas, bjet dessa primeira fase d estud, a ams tragem ttalizu 34 prjets, quatr a mais d que inicialmente previst, abrangend s municípis de Para gminas, Rndn d Pará e Dm Eilzeu. Para trabalh de camp, fi cnstituída uma equipe multidisciplinar, cmpsta de Engenheirs Flrestais ligads à pesquisa, ensin, mei ambiente e desenvlviment reginal, além de um antrpólg e um ecnmista. Fi elabrad um questinári para aplicaçã durante as entrevistas cm s atres na atividade madeireira. A equipe cmpsta de engenheirs flrestais visitu as áreas flrestais de cada prjet, acmpanhada d engenheir flrestal respnsável pela elabraçã ds prjets e de um gerente peracinal das empresas; a equipe scial, cmpsta de um antrpólg e um engenheir flrestal ligad as aspects sciais d manej trabalhu junt as gerentes das empresas e junt as utrs atres ligads direta u indiretamente à atividade madeireira, pr exempl, sindicats, assciações, INCRA, prefeituras, etc; a equipe ecnômica, cmpsta de um ecnmista, trabalhu, basicamente, junt às empresas. AVALIAÇÃO TÉCNICA D pnt de vista técnic, esse diagnóstic chegu às seguintes cnclusões: fi cnstatad, a analisar a frmulaçã ds prjets e a visitar ir, lc a flresta, que esse instrument nã é utilizad para prduzir madeira, mas smente para satisfazer uma exigência legal. Nã seria exager afirmar que a atividade madeireira na micrrregiã de Paragminas é smente extratistivista: nã há manej de fat. Nã se aplicam técnicas silviculturais para prduzir madeira, além d que faz a própria natureza, sem a ajuda d hmem; s prjets de manej, de um md geral, estã mal frmulads quant as aspects silviculturais, mnitrament e atendiment da relaçã cnsum de matéria-prima x área de manej; para 78 ds prjets visitads, nde havia infrmaçã segura das áreas destinadas a manej, haveria necessidade de incrprar ha à área a ser manejada, que representa um déficit de 203%; a execuçã é falha, nã atende a legislaçã vigente nem prgramad ns prjets; s técnics que atuam na área de elabraçã e execuçã ds prjets necessitam de reciclagem em silvicu/tura trpical a fim de pssibilitar urn salt na qualidade técnica ds prjets; s empresáris precisam ser melhr esclarecids quant a imprtância e papel que representam para a cnservaçã das flrestas; nenhum prjet visitad atenderia s requisits mínims d bm manej, cm recmendad pela OIMT; a cntinuar essa situaçã, Brasil nã atenderá cmprmiss firmad cm a OIMT (meta 2000). 16 A VALIA ÇÀO ECONÔMICA Na avaliaçã ecnômica, cnstatu-se a grave crise pr que vem passand setr madeireir d Estad, cm inslvências significativas de empresas que até puc temp eram sólidas. Quase 20% das empresas esclhidas para a aplicaçã ds ques tináris estavam falidas e seus pprietáris nã fram encntrads. Esta situaçã está se transfrmand num fatr de cmprmetiment da qualidade d manej flrestal, uma vez que nianej se resume apenas à extraçã. O que surpreendeu favrave/mente fi a cnstataçã da cnvicçã ds madeireirs de que reflrestament é caminh que deve ser buscad para setr, dada às restrições ecnômicas da cnjuntura atual e a distância cada vez mair das flrestas. Essa é uma atitude psitiva, embra apenas pucs desses empresáris estejam atualmente adtand essa prática. De tds s mds, reflrestament nã pde ser vist cm a única sluçã. O manej de flrestas naturais é mais acnselhável para prduzir madeiras duras, que cnstitui a grande demanda de matéria-prima na micrrregiã de Para gminas. O reflrestament é mais indicad para as empresas cnsumidras de madeira de baixa densidade, utilizadas na indústria de laminads e cmpensads. Essa indústria, de acrd cm este levantament, representu apenas 12% d ttal amstrad. A mtivaçã para manej flrestal é relativamente pequena. Os empresáris, em sua mairia, sã puc esclarecids cm relaçã às técnicas de manej. Alguns deles afirmaram smente pssuir prjet de manej pr exigência legal A meta da OIMT para an 2000 está cmprmetida na regiã, a nã ser que haja mudança de cmprtament tant ds empresáris quant d gvern, tend em vista estádi atual ds prjets de manej e puc temp que resta de praz. Nenhum empresári terá cndições de investir se nã tiver renda em sua atividade industrial, e s dads mstraram que s alts custs de prduçã, aliads à baixa prdutividade, nã permitiriam investiments adicinais n manej. A sluçã para se acabar cm s baixs índices de lucra tividade das empresas madeireiras da regiã é diminuir s custs de prduçã cm aument de prdutividade na indústria e na flresta, melhrar aprveitament ds resídus, qualificar a mã-de-bra para reduzir desperdícis e ferecer prduts de ba qualidade a preçs menres. O gvern, de sua parte, deve criar mecanisms de incentivs flrestais a setr e plítica de crédit adequada, cnsiderand que manej flrestal exige, para sua viabilidade ecnômica, taxas baixas de jurs. O empresári para sbreviver deve manter-se atualizad cm tud que diz respeit a sua atividade, investir em sua especializaçã, manter cntat cm utras empresas d setr na regiã e em utras regiões d país, fazer aliads, fazer curss, se necessári, enfim, prfissinafizar-se. impactos SOCIAIS Na avaliaçã ds impacts sciais, defrntu-se, inicialmente, cm uma série de dificuldades, pr exempl, a falta de mapas detalhads e dads cnfláveis a respeit da situaçã fundiá ria, u ainda quant à dinâmica demgráfica ns três municípis visitads. Optu-se pr uma estratégia dupla: pr um lad, para identificar eventuais impacts sciais direts ds 34 prjets da amstra gem, a equipe técnica que ficu atenta a sinais de us nã-madeireir pr pessas mrand dentr u pert das áreas de manej. 17 Cm resultads, encntru-se apenas um cas de cnflit já reslvid pacificamente sbre a psse da área de um prjet. Em tds s demais cass, s prjets estavam lcalizads dentr de fazendas e relativamente lnge de áreas de cupaçã u clnizaçã. Nã fi encntrad sinal algum de us extrativ nã-madeireir. Pr utr lad, para descbrir eventuais impacts sciais indirets, a equipe realizu uma série de entrevistas semi-estruturadas cm representantes ds sindicats ds madeireirs, ds trabalhadres da madeira, ds fazendeirs e ds pequens agricultres em cada um ds três municípis amstrads, além das autridades municipais e representantes d IRAMA e INCRA. Fram cberts temas diverss, tais cm, a situaçã ecnómica geral ds municípis, a história da indústria madeireira, a crise atual e a situaçã scial na área de estud. Essas entrevistas mstraram que nã havia nnhum indíci de algum impact diret u indiret, nem ds 34 prjets ams trads, nem ds 232 prjets de manej flrestal supstamente implementads na área. Nenhum impact fi bservad sbre qualquer setr scial direta u indiretamente envlvid na explraçã madeireira, nem sbre mercad de trabalh da área, nem mesm sbre as madeireiras. Nã se pde atribuir esse resultad negativ a alguma insuficiência da metdlgia aplicada. O que se registru fi a ausência quase que cmpleta de fé na pssibilidade e efetividade d manej flrestal, mstrad tant pels representantes municipais e pels representantes ds diverss sindicats, cm pels própris empresáris entrevistads. Cnsideru-se essa ausência de fé, um impact scial altamente negativ e acredita-se que ela se deve à persistência de uma bsleta mentalidade de frnteira - na regiã. Para atender a segund bjetiv deste prjet, pediu-se as principais atres envlvids na atividade de manej flrestal, ist é, prdutres, engenheirs flrestais e IBAMA, que relacinassem seus principais prblemas e recmendações para superá-ls, visand
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks